A atual crise do São Paulo é a pior dos últimos anos. Queda na Copa do Brasil, técnico balançando, briga de Carpegiani com Rivaldo, lesão de Luís Fabiano e outros fatores que não fazem o time engrenar. Com a moral em baixa e repleto de desfalques, a estreia no Brasileiro contra o atual campeão Fluminense era vista com desconfiança. Por isso, a estratégia principal de Carpegiani era não perder. Um empate já estava bom. Se o time conseguisse executar jogadas com eficiência e sair vitorioso então, ótimo. E foi assim que o Tricolor saiu do Rio om os primeiros três pontos.
Xandão, Luis Eduardo e Rodrigo Souto. Wellington, Casemiro e Carlinhos Paraíba. Foi desse jeito que a equipe entrou em campo. Recheada de volantes marcadores e com muita cautela. Os primeiros 30 minutos de jogo foram pavorosos. Sem inspiração, o Fluminense não conseguia passar da barreira imposta. Na única que chegou, Deco perdeu grande chance. O São Paulo também não parecia ter válvula de escape. Os volantes, que poderiam sair para o jogo, não recebiam a bola, já que os zagueiros, visivelmente nervosos, só rifavam.
Quando a bola chegou em alguém que tem alguma técnica, a estratégia funcionou. Casemiro foi o meia que não existia e Dagoberto mostrou por que é o nome do time em 2011 ao marcar o primeiro. Gol fundamental para as pretensões de segurar, forçar o Flu ao erro e buscar o contra-golpe.
Rogério Ceni só trabalhou em chutes de longa distância. Isso porque o argentino Conca não jogou. Ele até estava em campo, mas apagado e anulado por Wellington, que foi um carrapato, o hermano não conseguiu trabalhar.
O segundo tempo, que talvez reservasse uma pressão do clube carioca em busca do empate logo tomou outro rumo aos 3 minutos. Do jeitinho que a estratégia previa, Lucas partiu em velocidade, fez linda jogada individual e marcou o segundo. O gol que caiu do céu e jogou o derradeiro balde de água fria no Fluminense.
Dali pra frente, o São Paulo não se preocupou mais. Buscando contra-ataques, poderia até ampliar, mas não foi necessário. Enderson Moreira demorou a mudar, mas nada surtiu efeito. A equipe seguiu apostando em ineficientes tiros de fora e bolas na área, que consagraram Luis Eduardo e Xandão. Sem paciência, a torcida não aguentou e o time de guerreiros virou time sem vergonha.
Sem ter nada a ver com isso, o São Paulo vence o jogo e larga bem na estreia. Isso ainda não faz a crise terminar, mas a ameniza um pouco e mostra que estratégias dão certo. Quem sabe as coisas não comecem a funcionar pelos lados do Morumbi.

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