domingo, 1 de maio de 2011

Um digno e verdadeiro Palmeiras x Corinthians

Depois de tanta emoção, Julio César garantiu a vaga para o Timão
(Créditos: Tom Dib - Lancenet!!)
Talvez São Paulo x Corinthians seja o clássico que mais tomou grandes dimensões nos últimos anos, ou Palmeiras x São Paulo seja aquele que provoca ódio mortal entre os times. Não se discute que são dois grandes jogos, mas Palmeiras x Corinthians é diferente, transcede a todos estes. O que se viu hoje no Pacaembu foi a prova viva de quanto esse clássico ainda é espetacular. No fim, deu Corinthians, após tudo o que podia ter acontecido acontecer.

Muitos gostam de ver clássicos com muitos gols e alto nível técnico. Mas eu parto de uma teoria diferente. Claro que ver gols é o máximo, mas sou muito mais ver um jogo com o de hoje. Briga, discussão, expulsão, pegada e muita, muita emoção, externada de vez na disputa de pênaltis.

Em campo, as equipes entraram como de costume. O Palmeiras cauteloso na teoria e o Corinthians apostando na velocidade e tentando surpreender o adversário, dono da melhor defesa do campeonato.

Foi um jogo nervoso desde o pontapé inicial. O Palmeiras, empurrado pela torcida, fez uma coisa que não costuma, agredir o adversário. Valdívia parecia querer chamar o jogo no início, com chutes, dribles e movimentação. Sempre batendo de fora da área, o Palmeiras tentava chegar. O Corinthians, mais atrás, buscava um contra-ataque veloz.

O início até promissor e melhor do Palmeiras se transformou em preocupação em dez minutos. Primeiro foi Valdívia. O chute no vácuo foi inútil, imbecil, desnecessário. A perna não aguentou e o Mago, esperança de desequilíbrio para o time, saiu do jogo, mostrando porque não pode ser considerado um fora de série, apesar de jogar bem.

Expulsão e confusão: Isso não podia faltar
(Créditos: Tom Dib - Lancenet!)
Depois veio o lance polêmico do jogo. Danilo dá um carrinho forte em Liedson. Paulo César Oliveira, contestado dias antes do jogo, não teve dúvidas e expulsou o zagueiro alviverde. Versões variam para o lance. O carrinho foi forte, perigoso, mas atingiu primeiro a bola. Liedson também não foi santo, deixou o pé por cima. Poderia ter amarelado os dois, expulsado os dois ou não ter feito nada. Mas isso não foi o preponderante na eliminação palmeirense.

Depois veio a expulsão de Scolai. Quem tem uma experiência como a de Felipão não pode se comportar daquela maneira. Tudo bem que é jogo decisivo, sangue quente e sentimento de injustiça, mas sempre o treinador é o reflexo de sua equipe e não é de hoje que o gaúcho dá seus chiliques. Isso só 'pilha' mais seu time.

Já no segundo tempo, o futebol resolveu tomar o primeiro plano. Muito equilibrado, o jogo ganhava ares de emoção a cada minuto. Melhor postado, apesar de ter um a menos, o Palmeiras chegou como havia de chegar, na bola parada. Leandro Amaro subiu bem e desviou cobrança de escanteio de Marcos Assunção para abrir o placar.

Era o que precisava o Palmeiras. Com a vantagem, o time que sofre poucos gols só precisava continuar fazendo o que mais sabe, se defender. Do outro lado, Tite teve que arriscar. O Corinthians não tinha vibração, não demonstrava técnica. Quando o técnico raciocicou e colocou William, que por sinal devia ter entrado desde o início, o time ganhou alguma força ofensiva. Só que foi com a bola parada que o empate veio, com o atacante predestinado.

O empate voltou a trazer emoção e a expectativa de pênaltis. O Palmeiras não se abateu e foi melhor nos últimos minutos, mas um clássico como esse tinha que ter mais essa pitada sensacional de emoção: a bola na marca da cal.

Aí nos pênaltis, é só emoção, angústia e torcer demais. Claro que quase todos bateram bem demais. Deola só saltou de um lado. João Vitor cobrou mal e fez Julio César ser heroi. Mas no fim das contas, deu Corinthians.

Se para muitos, o Palmeiras foi melhor, só mais um ingrediente, não é sempre que os que jogam melhor ganhamm, principalmente em um Palmeiras x Corinthians.

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