domingo, 27 de fevereiro de 2011

A tarde foi da chuva e dos coadjuvantes

A chuva foi que mais deu as caras hoje
(Fernando Borges - Terra)
O Choque-Rei era esperado pelo duelo Lucas x Valdívia. Os dois armadores, grandes destaques das duas equipes, eram as esperanças de jogadas bonitas, velocidades e muitos gols. Para tristeza dos torcedores, nem a revelação são paulina e nem o Mago palmeirense foram brilhantes. Apesar de alguns lampejos, foram dois dos coadjuvantes que definiram o 1 a 1 do Morumbi.

Jogo este que demorou pra começar. A torrencial chuva que caiu no Cícero Pompeu de Toledo alagou o gramado. Marcado para as 16 horas, o jogo não tinha condições de ter início. A arbitragem esperou, os times esperaram e parecia que a bola não rolaria. Mas tão surpreendente quanto o temporal, foi a capacidade de drenagem do estádio. Em 1 hora, o gramado 'venceu o toró' e, se não mostrou condições perfeitas, permitiu que o jogo começasse.

E começou com o Palmeiras, escalado no esquema tradicional de Felipão, melhor. Com Kléber endiabrado como sempre, o Verdão tentou aproveitar as descidas de Cicinho. Carpegiani não quis se complicar e manteve o time que encantou na semana passada contra o Bragantino, mas o toque de bola e velocidade da equipe sofreram nos primeiros lances de gramado pesado.

Fernandinho fez um golaço e segue em boa fase
(Fernandoi Borges - Terra)
Dá para se afirmar que tecnicamente o Tricolor é mais time, e quando se acostumou com o campo, cresceu e passou a dominar. Alex Silva quase fez um golaço após jogada do parceiro de zaga Miranda.

Minutos depois, o primeiro coadjuvante apareceu. Do ataque tricolor, Lucas é o craque e Dagoberto vem sendo o destaque, artilheiro do time. Fernandinho ainda é questionado, mas hoje mostrou que a fase é boa. Recebeu, encarou Danilo e acertou um petardo inapelável para Deola. Quando dava a volta para comemorar, a energia caiu. Por mais que as equipes quisessem jogo, tava difícil. Mais quinze minutos de paralisação e a bola voltou a rolar. O São Paulo seguiu melhor, mas concluiu muito mal. Lucas até criou, mas não foi espetacular como de praxe. O Palmeiras se ressentia de um lance genial de Valdívia ou uma jogada grandiosa de Kléber, mas o que se viu foram chutes de longe, sem nenhum perigo.

O panorama da etapa final parecia semelhante, e até melhor para o São Paulo. Em desvantagem, o Verdão tinha de sair e dava a brecha para o contra-ataque tricolor, que veloz, poderia fazer a diferença e ampliar a vantagem. Aí faltou cabeça e frieza ao São Paulo. O jogo, que desde o início vinha quente, voltou a ficar nervoso e Alex Silva caiu na pilha. Foi aí que entrou em ação o segundo coadjuvante da tarde. Adriano 'Michael Jackson' entrou no lugar do inoperante Luan e provocou a expulsão do 3 são paulino.

O jogo, que estava até tranquilo para o São Paulo, mudou de lado. Felipão não quis se arriscar e manteve o time na mesma. Carpegiani tirou Fernandinho, que jogava bem, para recompor a zaga com Xandão. Com Lucas e Dagoberto mais perdidos, sentindo falta da presença de Fernandinho na esquerda, o Tricolor teve dificuldades. Rivaldo e Willian ainda entraram, mas isso tirou de vez a velocidade e só prejudicou o time. O Palmeiras também não sabia aproveitar de maneira correta a superioridade numérica, mas no finalzinho o 11 x 10 suriu efeito.

Com direito a dancinha, Adriano saiu do banco pra empatar
(Fernando Borges - Terra)
Primeiro foi Tinga, depois Valdívia e Adriano, todos eles tiveram grandes chances e pararam em Rogério Ceni. Não era hora de perder chances ali. Mas o fim de tarde não seria de decepção para os palmeirenses. Adriano recebeu outra chance e desta vez não deu chance alguma ao goleiro são paulino. Do banco, ele saiu pra dançar e concretizar o empate.

O resultado não é dos mais agradáveis para os dois times. O São Paulo, segue sem perder pro Palmeiras no Morumbi desde 2002. Mas sabe que jogou fora os 3 pontos com a expulsão de Alex Silva. O Verdão ainda tem muito a evoluir, isso se for possível, mas sabe também que apenas ter uma boa defesa não adianta. Fosse mais competente ofensivamente, poderia ter saído do Morumbi com a vitória.

Mais importante que isso, Felipão e Carpegiani sabem que se seus astros não estiverem inspirados, os coadjuvantes podem dar conta do recado.

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