No primeiro jogo como uma equipe centenária, o Corinthians deitou e rolou, ampliou sua invencibilidade no estádio Paulo Machado de Carvalho e volta a encostar no Fluminense. A pressão é toda nos cariocas agora.
Antes do jogo teve grito de parabéns, muita festa e Pacaembu lotado. Dentro de campo, Adilson escalou a equipe no esquema habitual. Sem Ronaldo, Iarley foi titular e jogou um futebol á altura do Fenômeno. Na defesa, a dupla William e Chicão não jogou, Leandro Castan e Paulo André formaram o miolo de zaga. Paulinho atuou na vaga de Elias.
E no começo toda a ressaca e o final de festa pareciam ter atrapalhado o Timão. Um tanto desligado, o time não soube controlar o jogo no início e deixou o Goiás jogar. O experiente Júnior apareceu e acertou um belíssimo chute no ângulo, inaugurando o marcador.
Tomar um gol nunca é bom, mas neste caso foi primordial para a reação corintiana. O revés despertou o time, que foi como um rolo compressor para cima. Acuado, o Goiás se fechou e não conseguia respirar um segundo, a pressão era exorbitante. Totalmente massacrado, o time esmeraldino contou com a sorte e a falta de simplicidade alvinegra. Iarley acertou a trave. Jorge Henrique fez o mesmo, quando tocou de peito, podia muito bem ter sido menos preciosista e marcado o gol.
O Goiás arrumava meios de parar o adversário. Não conseguindo segurar a chegada dos volantes, a técnica de Bruno César e as boas jogadas de lado de campo de Jorge Henrique, os goianos resolveram apelar e bater, bater muito. De tanto dar pancada, Amaral foi expulso. Aquele foi o lance que decidiu o jogo.
O treinador Jorginho tentou fechar o time, mas nem deu tempo. Logo Jorge Henrique recebeu na área e colocou na cabeça de Bruno César, o artilheiro máximo da competição mandou para as redes igualando o jogo. Um gol só era pouco, mas foi o necessário para colocar fogo na torcida e antecipar o que viria na etapa final.
Adilson fez o esperado, sacou um volante e colocou Defederico. A pressão voltou ainda mais forte, era chute atrás de chute, uma chance após a outra. Harley foi se virando e se consagrando, mas uma hora tanto sufoco se tornou insuportável. Defederico enfiou um bolão pra Iarley, que livrou-se do arqueiro e virou o jogo, para delírio do Pacaembu.
Com o jogo na mão e o adversário precisando atacar, a tarefa ficou muito fácil. Jorge Henrique fez o terceiro. O prenúncio era de goleada, o técnico do Goiás percebeu. Recuou o time, sairia satisfeito se perdesse por pouco. Isso não adiantou, a força corintiana era maior. O lance do 4º gol personificou isso. O time ficou tocando a bola por quase dois minutos, sob gritos de olé da torcida. A bola foi de um lado a outro, até parar nos pés de Bruno César, que sofreu penalti. Iarley guardou mais um. A fase do atacante parece ter mudado da água pro vinho. De reserva criticado, virou titular e peça fundamental nos últimos jogos.
Com a festa garantida, deu até pra substituir alguns jogadores, que saíram ovacionados pela Fiel. E a fase é tão boa, que até Boquita fez gol. Contando com um desvio, ele selou a goleada.
Fim de massacre, a festa pelo Centenário foi com grande estilo. O Corinthians volta a colar no Fluminense. Imbatível no Pacaembu - ainda não perdeu esse ano no estádio e ganhou as dez que lá disputou no Brasileirão -, a equipe precisa ter o mesmo rendimento fora caso queira sonhar com o título.
O Goiás não vence há 13 jogos e cada vez mais cava sua vaga na Série B. Jorginho saiu do fiasco da seleção na Copa pra pegar coisa bem pior.



Ótimo artigo, parceiro
ResponderExcluirE no primeiro jogo pós centenário, o Timão deita e rola! Que beleza...
Só gostaria de fazer uma pequena observação no seu artigo, bravo jornalista - foca - Carlos Rodrigues: o Corinthians ESTÁ na disputa pelo título - é o 2º colocado, 1 ponto de diferença o separa do primeirissimo lugar - e não será só um sonho... ao final das 38 rodadas, veremos a concretização de um bom trabalho... espero com certeza que do time do Parque São Jorge!
Imparcialidade, Marcela? Esqueci... desculpa! kkkkkk
Obrigado parceira, satisfação em revê-lá no Blog após algum tempo.
ResponderExcluirCom certeza a disputa está em aberto, são totais as condições do seu time ganhar, porém como eu mesmo salientei, só ganhar em casa não garante nada. Em todos os campeonatos de pontos corridos, o campeão sempre teve sua campanha fundamentada nos triunfos fora de seus dominíos.
E pra variar, você e sua imensa imparcialidade, kkkkkkkkkk