Passadas 16 rodadas enfadonhas e cansativas do Paulistão, seis times já estão matematicamente classificados para o mata-mata, enquanto as outras duas vagas já estão pra lá de encaminhadas. Ou seja, as últimas três rodadas servirão apenas na luta contra o rebaixamento e na definição do posicionamento de cada um destes oito times, que tem como única vantagem nas quartas e nas semifinais, o fato de atuar em sua casa.
Muito se fala da chatice desta fase inicial. E, quando vemos uma distância de sete pontos do oitavo pro nono colocado com três rodadas de antecedência, a tese se confirma. Muitos defendem a ideia de menos partidas ou até menos clubes no torneio. Será que muita coisa mudaria? Numa conversa com o colega jornalista João Paulo Munhoz, deu pra perceber que a coisa poderia ficar mais interessante com menos times na disputa.
O objetivo é usar apenas os oito times que avançariam à fase final nesse momento e comparar todos os resultados entre eles. Oito equipes é um número muito baixo para um estado com tantas equipes, mas vale a pena a título de comparação. Abaixo está a classificação do Paulista contando apenas as partidas entre os oito primeiros.
1º) Palmeiras* 13 pontos - 6 jogos
2º) Santos 12 pontos - 7 jogos
3º) São Paulo* 9 pontos - 6 jogos - SG 2
4º) Corinthians* 9 pontos - 6 jogos - SG 1
5º) Bragantino 8 pontos - 7 jogos
6º) Mogi Mirim* 7 pontos - 6 jogos - SG -1
7º) Ponte Preta* 7 pontos - 6 jogos - SG -2
8º) Guarani* 3 pontos - 6 jogos
Deste total, alguns ainda não completaram os sete jogos contra a turma do G8. Ainda faltam São Paulo x Mogi Mirim, Guarani x Palmeiras e Corinthians x Ponte Preta.
Mas, já dá pra tirar algumas conclusões. Mesmo ainda não sendo líder, o Palmeiras comanda essa tabela. O Verdão é terceiro porque empatou muito, mas justamente contra os times da parte de cima, o alviverde não manteve o retrospecto e venceu 4 dos seis rivais que enfrentou.
São Paulo e Corinthians, que dividem a liderança, só perderam uma vez, mas colecionam muitos empates contra os outros integrantes do G8, o que os deixa um pouco abaixo. Ainda assim, o domínio dos grandes é evidente, seja com 8 ou com 20 clubes. Pelo menos, a diferença deles pros pequenos diminui substancialmente.
Enfim, essa é uma discussão longa e que poderia render muitas opiniões divergentes. Fica apenas a curiosidade de saber como seria o campeonato com menos times e imaginar se ele seria ou não mais interessante de acompanhar.
quinta-feira, 29 de março de 2012
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Desequilíbrio dá o tom na Ponte Preta
Diz a cartilha do futebol que para um time ser bem sucedido ele precisa de equilíbrio entre os seus setores. E, se isso é mesmo a realidade, o torcedor da Ponte Preta começa a se preocupar cada vez mais com o futuro do clube. Isto porque a equipe alvinegra é extremamente desequilibrada entre defesa e ataque.
No quesito gols marcados, a torcida não tem o que se preocupar. São 17 no Paulistão, o melhor ataque ao lado do São Paulo. Ainda que por vezes falte criatividade como no jogo desta sexta contra o Oeste, o setor ofensivo tem sido bem eficiente e aproveitado as oportunidades. Há de se ressaltar, porém, que o time é carente demais das jogadas de Renato Cajá. O próprio meia reconheceu hoje, que bem marcado, faltam opções de organização para o time.
Mas o verdadeiro problema da equipe está lá atrás. São inaceitáveis 13 gols sofridos em apenas oito rodadas, número semelhante aos times que frequentam a zona de rebaixamento do Estadual. Claro que tudo começa lá na frente, com os atacantes que de jeito nenhum marcam pressão na saída de bola, passa pelo meio-campo que poderia ser mais combativo e termina lá atrás, na dupla de zagueiros que ainda não se encontrou.
A torcida reclama, com um pouco de razão, das falhas do goleiro Lauro. Totalmente inseguro nas saídas de bola, ele parece sentir um pouco o mau momento e cada bola na área da Ponte se torna um verdadeiro Deus nos acuda. Mas o camisa 1 da Ponte está bem longe de ser o grande vilão. E o jogo de hoje prova isso. No primeiro gol, os volantes foram deixando o adversário chegar, o lateral-esquerdo Renan abriu espaços às suas costas e a bola foi cruzada na área, nem Ferrón nem Gian tiraram, aí Lauro não teve o que fazer na cabeçada de Tadeu.
Veio o segundo tempo e outra falha. O Oeste fez uma verdadeira linha de passes perto da área e a bola foi nas costas de Guilherme. Ferrón chegou tarde para a cobertura e Mazinho bateu sem chances para Lauro. Tomar gols no futebol obviamente é normal, mas alguns erros são intoleráveis.
Quando o jogo terminou e a torcida saiu visivelmente decepcionada, percebia-se quem eram os considerados culpados. Estive no Majestoso e ouvi nítidos gritos contra Guilherme, Ferrón e Gian. Os repórteres cobraram o treinador do mau rendimento da dupla de beques. E Gilson Kleina fez a triste análise: ainda não conseguiu encaixar o time. Tem tempo, mas precisa ser rápido.
Para o Paulistão, a situação ainda é de certo modo cômoda. O time tem total capacidade de chegar entre os oito. O problema é lá na frente, no Brasileirão. Devem chegar reforços, mas desde já é bom se preocupar. Se o enorme desequilíbrio persistir, a torcida da Macaca certamente sofrerá muito no decorrer do ano.
No quesito gols marcados, a torcida não tem o que se preocupar. São 17 no Paulistão, o melhor ataque ao lado do São Paulo. Ainda que por vezes falte criatividade como no jogo desta sexta contra o Oeste, o setor ofensivo tem sido bem eficiente e aproveitado as oportunidades. Há de se ressaltar, porém, que o time é carente demais das jogadas de Renato Cajá. O próprio meia reconheceu hoje, que bem marcado, faltam opções de organização para o time.
Mas o verdadeiro problema da equipe está lá atrás. São inaceitáveis 13 gols sofridos em apenas oito rodadas, número semelhante aos times que frequentam a zona de rebaixamento do Estadual. Claro que tudo começa lá na frente, com os atacantes que de jeito nenhum marcam pressão na saída de bola, passa pelo meio-campo que poderia ser mais combativo e termina lá atrás, na dupla de zagueiros que ainda não se encontrou.
A torcida reclama, com um pouco de razão, das falhas do goleiro Lauro. Totalmente inseguro nas saídas de bola, ele parece sentir um pouco o mau momento e cada bola na área da Ponte se torna um verdadeiro Deus nos acuda. Mas o camisa 1 da Ponte está bem longe de ser o grande vilão. E o jogo de hoje prova isso. No primeiro gol, os volantes foram deixando o adversário chegar, o lateral-esquerdo Renan abriu espaços às suas costas e a bola foi cruzada na área, nem Ferrón nem Gian tiraram, aí Lauro não teve o que fazer na cabeçada de Tadeu.
Veio o segundo tempo e outra falha. O Oeste fez uma verdadeira linha de passes perto da área e a bola foi nas costas de Guilherme. Ferrón chegou tarde para a cobertura e Mazinho bateu sem chances para Lauro. Tomar gols no futebol obviamente é normal, mas alguns erros são intoleráveis.
Quando o jogo terminou e a torcida saiu visivelmente decepcionada, percebia-se quem eram os considerados culpados. Estive no Majestoso e ouvi nítidos gritos contra Guilherme, Ferrón e Gian. Os repórteres cobraram o treinador do mau rendimento da dupla de beques. E Gilson Kleina fez a triste análise: ainda não conseguiu encaixar o time. Tem tempo, mas precisa ser rápido.
Para o Paulistão, a situação ainda é de certo modo cômoda. O time tem total capacidade de chegar entre os oito. O problema é lá na frente, no Brasileirão. Devem chegar reforços, mas desde já é bom se preocupar. Se o enorme desequilíbrio persistir, a torcida da Macaca certamente sofrerá muito no decorrer do ano.
Um líder incontestável
Até a noite de hoje, quando Guaratinguetá e Palmeiras se enfrentam no Vale do Paraíba, o Guarani e seu torcedor podemgritar para o mundo todo ouvir: "SOU LÍDER". Falar isso em uma mera oitava rodada do Estadual pode parecer tolo e pequeno, mas para uma torcida que praticamente apenas sofreu nos últimos 10, 12 anos, a ponta da tabela é sinal de glória e da sensação de que o futuro poderá ser diferente.
Sem querer secar, mas já secando, espero que Palmeiras e Corinthians ao menos empatem na rodada e mantenham o Guarani na liderança. Que seja por uma, duas, três ou até o fim, é muito bom ver o único campeão brasileiro do interior ostentar tal status. Por que? Porque de longe, o Guarani joga o melhor futebol e tem sido o mais competitivo. É líder incontestável.
E o grande mérito dessa campanha, parafraseando meu ilustre colega Carlo Carcani, coordenador de esportes da Rede Anhanguera de Comunicação, se deve a "uma diretoria a fim de trabalhar pelo bem do clube e não pelo bem do próprio bolso".
Quando Leonel Martins de Oliveira saiu do cargo de presidente e Marcelo Mingone assumiu, tive minhas dúvidas, até porque ambos eram do mesmo grupo político. Mas a partir da primeira medida do novo mandatário, que foi trazer o competente Cláudio Corrente ao Brinco, as coisas começaram a ganhar corpo. Veio om excelente Vadão e jogadores que deram a sustentação necessária para a equipe.
As permanências de Emerson e Fabinho foram fundamentais. Dois jogadores com a cara do time e identificação com a torcida. O zagueiro Neto tem feito partidas brilhantes, como nunca visto. O motorzinho Fábio Bahia, na minha visão, foi a melhor contratação. Deu o equilíbrio fundamental ao time. Depois que ele estreou, o time não sabe o que é perder. Os desacreditados Domingos e Danilo Sacramento tem rendido bem demais. O zagueiro, famoso pelas expulsões, só levou amarelos até agora. E o meia, com passagens apagadas por Ponte Preta e Red Bull, tem dado um show na armação do time. Some-se a isso a experiência de um Wellington Monteiro na proteção do meio-campo e e Fumagalli na criação. Na frente, o garoto Ronaldo tem guardado seus golzinhos.
Daqui dois, três meses, o Guarani pode somar 15 derrotas consecutivas, o time entrar em crise, declínio e não jogar mais nada. O futebol é volúvel e toda essa qualidade dos jogadores acima pode não 'existir' mais. Mas hoje tem sido fácil cravar que o Bugre joga o melhor futebol do Estadual, mais do que o Palmeiras dependente de Marcos Assunção, ou o Santos que anda longe de ser Santos, o Corinthians do pragmático 1 a 0, o São Paulo de oscilações constantes ou a Portuguesa que de Barcelusa não tem nada.
Líder até hoje, amanhã ou até a próxima rodada. Mas tudo isto é bom para o futebol do Interior, para o futebol de Campinas e para quem admira times de tradição.
Sem querer secar, mas já secando, espero que Palmeiras e Corinthians ao menos empatem na rodada e mantenham o Guarani na liderança. Que seja por uma, duas, três ou até o fim, é muito bom ver o único campeão brasileiro do interior ostentar tal status. Por que? Porque de longe, o Guarani joga o melhor futebol e tem sido o mais competitivo. É líder incontestável.
E o grande mérito dessa campanha, parafraseando meu ilustre colega Carlo Carcani, coordenador de esportes da Rede Anhanguera de Comunicação, se deve a "uma diretoria a fim de trabalhar pelo bem do clube e não pelo bem do próprio bolso".
Quando Leonel Martins de Oliveira saiu do cargo de presidente e Marcelo Mingone assumiu, tive minhas dúvidas, até porque ambos eram do mesmo grupo político. Mas a partir da primeira medida do novo mandatário, que foi trazer o competente Cláudio Corrente ao Brinco, as coisas começaram a ganhar corpo. Veio om excelente Vadão e jogadores que deram a sustentação necessária para a equipe.
As permanências de Emerson e Fabinho foram fundamentais. Dois jogadores com a cara do time e identificação com a torcida. O zagueiro Neto tem feito partidas brilhantes, como nunca visto. O motorzinho Fábio Bahia, na minha visão, foi a melhor contratação. Deu o equilíbrio fundamental ao time. Depois que ele estreou, o time não sabe o que é perder. Os desacreditados Domingos e Danilo Sacramento tem rendido bem demais. O zagueiro, famoso pelas expulsões, só levou amarelos até agora. E o meia, com passagens apagadas por Ponte Preta e Red Bull, tem dado um show na armação do time. Some-se a isso a experiência de um Wellington Monteiro na proteção do meio-campo e e Fumagalli na criação. Na frente, o garoto Ronaldo tem guardado seus golzinhos.
Daqui dois, três meses, o Guarani pode somar 15 derrotas consecutivas, o time entrar em crise, declínio e não jogar mais nada. O futebol é volúvel e toda essa qualidade dos jogadores acima pode não 'existir' mais. Mas hoje tem sido fácil cravar que o Bugre joga o melhor futebol do Estadual, mais do que o Palmeiras dependente de Marcos Assunção, ou o Santos que anda longe de ser Santos, o Corinthians do pragmático 1 a 0, o São Paulo de oscilações constantes ou a Portuguesa que de Barcelusa não tem nada.
Líder até hoje, amanhã ou até a próxima rodada. Mas tudo isto é bom para o futebol do Interior, para o futebol de Campinas e para quem admira times de tradição.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Não precisava disso, né Suárez
Mais do que falar do sempre emocionante e intenso campeonato, o papo da vez na Premier League é o racismo. Primeiro foi o caso entre Luis Suárez e Evra. Depois Ferdinand, do QPR e John Terry, do Chelsea. No segundo caso, a repercussão foi tanta que até mesmo custou o emprego do técnico da Seleção Inglesa. Fabio Capello deixou o comando por não concordar com a Federação, que não queria mais Terry como capitão da equipe.
Hoje, Manchester United e Liverpool entraram em campo no Old Trafford para um jogo recheado de polêmica. Após o suposto ato racista de Suárez no jogo do turno, o uruguaio levou uma punição de oito jogos e seu retorno ao time titular foi, justamente contra o United.
Que ele seria vaiado a cada toque na bola, isso era claro. A torcida não perdoaria. Independente do que viesse das arquibancadas, o caso poderia começar a morrer ali no encontro entre Suárez e Evra no momento do cumprimento das equipes.
Ele pode ter se sentido injustiçado, irado ou simplesmente teve uma atitude de extremo idiota, mas a recusa do uruguaio em cumprimentar o francês não jogo a última pá de cal no caso, mas apenas fomenta mais polêmica.
Evra não é santo, longe disso. Claro que houve provocação de ambos os lados. Mas o francês até estendeu a mão para o cumprimento, sendo sumariamente ignorado. Escrevo esse post antes do jogo terminar, ambos podem brigar, serem expulsos ou até protagonizarem novamente uma polêmica.
Mas, a conclusão que se chega é única: a atitude de Suárez foi totalmente desnecessária.
A 'deixada no vácuo', você confere no vídeo abaixo.
Hoje, Manchester United e Liverpool entraram em campo no Old Trafford para um jogo recheado de polêmica. Após o suposto ato racista de Suárez no jogo do turno, o uruguaio levou uma punição de oito jogos e seu retorno ao time titular foi, justamente contra o United.
Que ele seria vaiado a cada toque na bola, isso era claro. A torcida não perdoaria. Independente do que viesse das arquibancadas, o caso poderia começar a morrer ali no encontro entre Suárez e Evra no momento do cumprimento das equipes.
Ele pode ter se sentido injustiçado, irado ou simplesmente teve uma atitude de extremo idiota, mas a recusa do uruguaio em cumprimentar o francês não jogo a última pá de cal no caso, mas apenas fomenta mais polêmica.
Evra não é santo, longe disso. Claro que houve provocação de ambos os lados. Mas o francês até estendeu a mão para o cumprimento, sendo sumariamente ignorado. Escrevo esse post antes do jogo terminar, ambos podem brigar, serem expulsos ou até protagonizarem novamente uma polêmica.
Mas, a conclusão que se chega é única: a atitude de Suárez foi totalmente desnecessária.
A 'deixada no vácuo', você confere no vídeo abaixo.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Como jogar fora um jogo na mão
Por mais respeito que mereça o Comercial, era um jogo para três pontos tranquilos do São Paulo. Com quatro minutos, Willian José repetiu o faro de gol dos últimos jogos e abriu o placar. Parecia um roteiro sem sustos, mais um, dois gols e a vitória incontestável do São Paulo. Passou-se o primeiro tempo inteiro e, embora sem brilhar, o Tricolor teve todo o jogo na mão. O meio formado por Jadson, Cícero e Maicon mostrou mobilidade e qualidade, Cortez foi bem pelo lado esquerdo e o jogo fluía. No último lance da etapa inicial, o Comercial chegou pela primeira vez e quase empatou. Seria um sinal? Seria.
No intervalo, Leão, provavelmente satisfeito com o rendimento do time e querendo poupar para o clássico contra o Corinthians, sacou Jadson e Maicon. O time perdia ali toda sua organização e criatividade para ser refém da velocidade de Lucas e Osvaldo, que fez sua estreia. Só que o que nem treinador e nenhum torcedor do Morumbi esperavam era o gol do Comercial com um minuto, em falha de Paulo Miranda. (Edson Silva foi tão bem quando atuou, não entendo até hoje porque saiu).
A vantagem já não existia e o time não tinha mais dois jogadores que poderiam ditar o ritmo do jogo. E virou aquele famoso joguinho do São Paulo de 2009, 2010 e 2011. Tentar marcar de qualquer jeito e achar o gol na marra. Oportunidades até existiram, mas sempre em chutes de longe ou lances isolados.
Sem muitas opções, o professor Leão colocou Fernandinho em campo. O time virou um verdadeiro carro de corrida. Sobraram pernas, faltou cérebro. O time tentou desordenadamente, mas nada. E terminou assim. O jogo, que parecia tão tranquilo e típico de goleada, virou outro tropeço em casa. O time é líder, só disso valeu o jogo desta quinta-feira.
No intervalo, Leão, provavelmente satisfeito com o rendimento do time e querendo poupar para o clássico contra o Corinthians, sacou Jadson e Maicon. O time perdia ali toda sua organização e criatividade para ser refém da velocidade de Lucas e Osvaldo, que fez sua estreia. Só que o que nem treinador e nenhum torcedor do Morumbi esperavam era o gol do Comercial com um minuto, em falha de Paulo Miranda. (Edson Silva foi tão bem quando atuou, não entendo até hoje porque saiu).
A vantagem já não existia e o time não tinha mais dois jogadores que poderiam ditar o ritmo do jogo. E virou aquele famoso joguinho do São Paulo de 2009, 2010 e 2011. Tentar marcar de qualquer jeito e achar o gol na marra. Oportunidades até existiram, mas sempre em chutes de longe ou lances isolados.
Sem muitas opções, o professor Leão colocou Fernandinho em campo. O time virou um verdadeiro carro de corrida. Sobraram pernas, faltou cérebro. O time tentou desordenadamente, mas nada. E terminou assim. O jogo, que parecia tão tranquilo e típico de goleada, virou outro tropeço em casa. O time é líder, só disso valeu o jogo desta quinta-feira.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Mini-metas no Guarani. Saindo bem melhor do que a encomenda
Era 2009. Após cair para a Série A-2 do Paulista, o Guarani tinha um novo comando: Oswaldo Alvarez, o Vadão. O técnico, que teve como grande trunfo na carreira a montagem do famoso Carrossel Caipira do Mogi Mirim no começo dos anos 90, chegava para treinar o time na Série-B do Brasileirão com uma nova proposta: as mini-metas, um número x de pontos em determinadas rodadas que serviriam como base para o que o time precisaria fazer a cada período.
As mini-metas impostas por Vadão acabaram não saindo exatamente como o planejado. Não pelo lado ruim, mas sim pelo começo espetacular de campanha do Bugre naquele campeonato. Foram 27 pontos em 11 rodadas. Gordura suficiente e que permitiu que o time tivesse seus altos e baixos no campeonato, mas conseguisse o acesso sem sustos.
Vadão ainda disputou, desta vez sem sucesso, o Paulista de 2010. O time foi mal e quase caiu pra Terceirona. O treinador saiu, muita gente passou pelo comando técnico do clube, mas ele voltou dois anos depois. Mais uma vez o momento não era bom. O Guarani em crise, devendo salários e entrando no Estadual com status de time que lutaria para não cair.
Logo em suas primeiras entrevistas, Vadão reviveu as mini-metas. No Paulistão, na visão do técnico, são necessários cinco pontos a cada nove jogados. O que daria no fim da primeira fase 30 pontos ganhos e a classificação para a próxima fase. Isso se recorrermos ao retrospecto. Desde que o Paulista começou a ser disputado em pontos corridos, nenhum time foi pelo menos oitavo colocado com mais de 30 pontos.
Na primeira mini-meta, foram seis pontos. Vitórias sobre Oeste e Ituano e uma derrota fora pro Mogi. A segunda mini-meta era uma prova de fogo, e o time conseguiu ser ainda mais competente. Foram sete pontos, quatro fora de casa contra o poderoso São Paulo e o sempre incômodo São Caetano e a vitória sobre um concorrente direto, a Portuguesa, em casa.
Dos 10 pontos que Vadão planejava, o time levou 13, uma importante gordura de três pontos. O próximo compromisso é novamente em Campinas, contra o Paulista. Outro rival direto e que dará trabalho. Mas basta uma vitória para que a terceira mini-meta se cumpra com dois jogos de antecedência.
O artifício de Vadão vem funcionando. Mais do que isso, vem saindo muito melhor do que a encomenda.
As mini-metas impostas por Vadão acabaram não saindo exatamente como o planejado. Não pelo lado ruim, mas sim pelo começo espetacular de campanha do Bugre naquele campeonato. Foram 27 pontos em 11 rodadas. Gordura suficiente e que permitiu que o time tivesse seus altos e baixos no campeonato, mas conseguisse o acesso sem sustos.
Vadão ainda disputou, desta vez sem sucesso, o Paulista de 2010. O time foi mal e quase caiu pra Terceirona. O treinador saiu, muita gente passou pelo comando técnico do clube, mas ele voltou dois anos depois. Mais uma vez o momento não era bom. O Guarani em crise, devendo salários e entrando no Estadual com status de time que lutaria para não cair.
Logo em suas primeiras entrevistas, Vadão reviveu as mini-metas. No Paulistão, na visão do técnico, são necessários cinco pontos a cada nove jogados. O que daria no fim da primeira fase 30 pontos ganhos e a classificação para a próxima fase. Isso se recorrermos ao retrospecto. Desde que o Paulista começou a ser disputado em pontos corridos, nenhum time foi pelo menos oitavo colocado com mais de 30 pontos.
Na primeira mini-meta, foram seis pontos. Vitórias sobre Oeste e Ituano e uma derrota fora pro Mogi. A segunda mini-meta era uma prova de fogo, e o time conseguiu ser ainda mais competente. Foram sete pontos, quatro fora de casa contra o poderoso São Paulo e o sempre incômodo São Caetano e a vitória sobre um concorrente direto, a Portuguesa, em casa.
Dos 10 pontos que Vadão planejava, o time levou 13, uma importante gordura de três pontos. O próximo compromisso é novamente em Campinas, contra o Paulista. Outro rival direto e que dará trabalho. Mas basta uma vitória para que a terceira mini-meta se cumpra com dois jogos de antecedência.
O artifício de Vadão vem funcionando. Mais do que isso, vem saindo muito melhor do que a encomenda.
Rodada de confirmação para Ponte e Guarani
O futebol campineiro, que de tão poucas boas coisas tem vivido nos últimos anos, não pode reclamar da atual situação de seus dois principais representantes, Guarani e Ponte Preta. Bem no Campeonato Paulista, ambos os times tem uma importante tarefa hoje: confirmar que não serão apenas 'mais um' no Estadual.
O Guarani entrou em 2012 afundado em dívidas, sem um time e com a perspectiva de apenas fugir do rebaixamento. Foi aí que a nova diretoria fez seu primeiro grande acerto, trazer Vadão para o comando. O competente treinador montou um time sem nenhuma peça de grande impacto, mas com jogadores experientes que não sentiriam tanto a pressão que ronda o Brinco de Ouro. André Leone, Domingos, Wellington Monteiro e Fumagalli, nomes que caíram como uma luva no time. E nos últimos dois jogos o time mostrou que pode sonhar com algo muito melhor do que apenas escapar da queda. O improvável empate com o São Paulo no Morumbi e a grande vitória sobre o São Caetano no ABC revelaram um time que não dá show, mas sabe bem o quer nem campo. Uma defesa segura, um meio equilibrado e um ataque que aproveita suas chances. Mas hoje, no Brinco de Ouro, esse grupo tem a chance de confirmar que é forte candidato à uma das oito vagas. O jogo é contra a Portuguesa. Bem longe da Barcelusa de 2011, o time do Canindé perdeu peças importantes e precisa se reabilitar.
Eis o jogo-chave para o Bugre. Uma vitória incontestável em casa, além de encher de moral o time, faz com que o alviverde abra 7 pontos de vantagem para um adversário direto. Aí sim o sonho de estar entre os melhores do Paulistão poderá começar a se tornar uma realidade mais concreta.
PONTE PRETA
A situação da Ponte é um pouco diferente. A Macaca entrou no Paulistão como uma das fortes candidatas a se classificar após o acesso no Brasileiro. Em sexto lugar, o time faz uma campanha boa e hoje estaria cumprindo seu objetivo. O que a equipe tem a confirmar nos próximos dois jogos é sua força perante os outros adversários do Interior.
A tal força ficou provada no último jogo contra o São Paulo, de modo contrário. O Tricolor foi para o jogo com o favoritismo e com a incumbência de vencer por ter mais time, mais tradição, etc. Foi 3 a 1 para o São Paulo, mas diante do que aconteceu no Majestoso, o 3 a 1 para a Ponte Preta não seria nenhum absurdo. Ambos tiveram muitas chances, aí pesou a maior eficiência do time mais forte, que matou o jogo quando teve chance.
A Ponte agora tem Catanduvense e Mirassol, pela frente. Mesmo fora de casa, a Macaca entra em campo como favorita e, na comparação de elencos, não pode desperdiçar pontos. É a oportunidade de mostrar sua superioridade sobre os adversários. Se o jogo porventura estiver empatado, será que a Macaca vai impor sua qualidade e vencer, ou vai fraquejar. É essa a missão do time.
O Guarani entrou em 2012 afundado em dívidas, sem um time e com a perspectiva de apenas fugir do rebaixamento. Foi aí que a nova diretoria fez seu primeiro grande acerto, trazer Vadão para o comando. O competente treinador montou um time sem nenhuma peça de grande impacto, mas com jogadores experientes que não sentiriam tanto a pressão que ronda o Brinco de Ouro. André Leone, Domingos, Wellington Monteiro e Fumagalli, nomes que caíram como uma luva no time. E nos últimos dois jogos o time mostrou que pode sonhar com algo muito melhor do que apenas escapar da queda. O improvável empate com o São Paulo no Morumbi e a grande vitória sobre o São Caetano no ABC revelaram um time que não dá show, mas sabe bem o quer nem campo. Uma defesa segura, um meio equilibrado e um ataque que aproveita suas chances. Mas hoje, no Brinco de Ouro, esse grupo tem a chance de confirmar que é forte candidato à uma das oito vagas. O jogo é contra a Portuguesa. Bem longe da Barcelusa de 2011, o time do Canindé perdeu peças importantes e precisa se reabilitar.
Eis o jogo-chave para o Bugre. Uma vitória incontestável em casa, além de encher de moral o time, faz com que o alviverde abra 7 pontos de vantagem para um adversário direto. Aí sim o sonho de estar entre os melhores do Paulistão poderá começar a se tornar uma realidade mais concreta.
PONTE PRETA
A situação da Ponte é um pouco diferente. A Macaca entrou no Paulistão como uma das fortes candidatas a se classificar após o acesso no Brasileiro. Em sexto lugar, o time faz uma campanha boa e hoje estaria cumprindo seu objetivo. O que a equipe tem a confirmar nos próximos dois jogos é sua força perante os outros adversários do Interior.
A tal força ficou provada no último jogo contra o São Paulo, de modo contrário. O Tricolor foi para o jogo com o favoritismo e com a incumbência de vencer por ter mais time, mais tradição, etc. Foi 3 a 1 para o São Paulo, mas diante do que aconteceu no Majestoso, o 3 a 1 para a Ponte Preta não seria nenhum absurdo. Ambos tiveram muitas chances, aí pesou a maior eficiência do time mais forte, que matou o jogo quando teve chance.
A Ponte agora tem Catanduvense e Mirassol, pela frente. Mesmo fora de casa, a Macaca entra em campo como favorita e, na comparação de elencos, não pode desperdiçar pontos. É a oportunidade de mostrar sua superioridade sobre os adversários. Se o jogo porventura estiver empatado, será que a Macaca vai impor sua qualidade e vencer, ou vai fraquejar. É essa a missão do time.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Pra ser muito competente, não precisa de espetáculo
Enquanto assistia Botafogo x Corinthians, eu pensava em como introduzir este artigo. Iria falar que dos últimos cinco jogos, o Timão havia vencido quatro por 1 a 0, mas o gol de Paulinho no finalzinho derrubou esta tese. A teoria caiu, mas o objetivo deste post não, que é falar de como a competência do Corinthians não precisa ser obtida dando espetáculo.
Vi quase todos os jogos do Corinthians no campeonato. Alguns atentamente, outros dividindo atenção ou acompanhando com menos afinco. Mesmo assim, pude perceber que o Corinthians deu apenas um espetáculo, que foi aquele 5 a 0 sobre o São Paulo. Houveram também aqueles jogos em que o time foi muito bem, como contra o Fluminense, o Vasco e o Internacional, apesar de vitórias apertadas nestes dois últimos.
O que espanta nesse Corinthians, além da regularidade, da invencibilidade e da defesa quase instransponível, é a calma que o time tem independente da situação do jogo. Quer esteja bem ou mal, o time não se apavora, não perde esse padrão. Chegou a um encaixe em um nível tão elevado, que ao assistir o jogo, você percebe que o Corinthians vai se dar bem, mesmo com todas as imprevisibilidades do futebol, né Tite?
A partida de hoje contra o Botafogo foi o fiel retrato disso. A começar pelo time que entrou em campo, que é a base do que vem dando certo. Encarar o time carioca fora de casa é tarefa complicada. O Botafogo, assim como o Inter que o Timão derrotou na quinta-feira, tem um sistema ofensivo rápido e de qualidade. Sem centroavante, o time do Rio aposta na velocidade para abrir a defesa. Mas é incrível como a marcação corintiana funciona. Começa lá da frente, com a participação importante e exuberante de Willian e Jorge Henrique na recomposição. Passa pela segurança dos volantes Ralf e Paulinho, até terminar lá atrás com Chicão e Castán, que tem executado papel brilhante.
O Botafogo pressionou, teve posse de bola, chutou a gol, chegou a assustar acertando a trave, mas não dava pinta de que iria marcar, porque a fase do Corinthians não permite isso. A fase lá atrás é fantástica, com apenas quatro gols sofridos, sendo somente um, UM nos últimos sete jogos.
E quando tudo resolve dar certo, tudo resolve dar certo. Na frente, as coisas também fluem. O Corinthians não é uma máquina que esmaga os rivais, mas faz o que tem que fazer, muito bem feito. Certas vezes cria muito, mas só marca um. Em outras cria bem pouco, mas também marca, como foi o caso de hoje.
Pressionado pelo Botafogo, o Timão chegava pouco no primeiro tempo. Se os cariocas tentavam de todo o jeito, os paulistas precisaram de um jeito só, com técnica e aplicação. Jorge Henrique veio fazer papel de meia e lançou Fábio Santos, que fez o que um lateral deve fazer, ir a linha de fundo e centrar. Quem chega? O atacante, ou melhor, o matador, Liedson estava lá no lugar certo pra só empurrar. Nada disso é incansavelmente treinado, mas as coisas parecem estar tão em sintonia, que de um toque em outro a bola cai no fundo do gol.
O gol que selou de vez mais três pontos veio depois de muito drama. Mais pressão adversária, lesão séria do Júlio César, time todo recuado. É claro que o risco de levar o empate ali era imenso, mas o risco de aplicar um contra-golpe mortal também era. Demorou, mas ele saiu e Paulinho jogou a pá de terra no Botafogo.
O Corinthians faz a campanha mais impressionante de todos os campeonatos por pontos corridos. Impressionante os 28 pontos em 30 disputados, mais ainda essa vantagem de sete pontos para o segundo colocado. Se o Corinthians tem cara de campeão e já possui essa gordura, os adversários tem muito com o que se preocupar. O campeonato é longo e todos tem altos e baixos. Uma hora o Corinthians vai tropeçar, mas quando? Pode ser tarde demais para os outros reagirem.
quinta-feira, 7 de julho de 2011
Messi, apenas um jogador comum na seleção argentina
Hoje tive a brilhante ideia de acompanhar três jogos ao mesmo tempo: Flamengo x São Paulo, Corinthians x Vasco e Argentina x Colômbia. Por ter apenas o som do jogo do Pacaembu, me atentei mais aos outros dois, dos quais dispunha de imagem. Mas com o passar do tempo e as circunstâncias, foquei no jogo da Copa América e no desespero dos hermanos em Santa Fé. E foi vendo o futebol de Messi que me fixei pra fazer este post.
A Argentina tem em seu time o maior talento do universo, mas Messi é apenas um jogador comum ali. Talvez pensar que ao invés de ter Xavi e Villa, ele tenha Banega e Lavezzi ao seu lado pode afetá-lo, mas é incompreensível o quanto o futebol dele some na seleção.
Hoje dá para se contar nos dedos o que ele fez de útil. Talvez a maior delas um passe em que Lavezzi parou na intervenção do goleiro. Sabemos que ele não tem o perfil de liderar uma equipe, mas a passividade que ele demonstra assusta. Quando recebia a bola hoje, eram dois colombianos marcando. Claro que é difícil vencer uma marcação rígida assim. Mas no Barça, pelo menos alguma vez dá certo e resulta em gol. Na Copa América, absolutamente nenhuma vez ele teve uma chance clara de gol. Ora perde a bola, ora passa errado. Os dribles, sempre curtos, são sem objetivo certo e os passes não tem aquela magia. O reflexo principal foi já no fim do jogo, quando o camisa 10 apareceu cabisbaixo, desolado, talvez pensando como todo aquele talento não dava frutos, como toda aquela expectativa em torno dele era dissipada durante aqueles 90 minutos.
Claro que Sérgio Batista tem enorme culpa neste marasmo que os donos da casa apresentam. Manter o limitado Banega e o só razoável Lavezzi em campo tendo Di María, Aguero e Higuaín no banco é coisa de quem não sabe o que está fazendo, mas ver Messi jogar isso é bem estranho.
Ele ainda pode incorporar o jogador que é no Barcelona e destruir nesta Copa América. Mas com a bolinha de hoje e sendo este jogador apenas comum e muito do razoável, Messi não vai tirar tão cedo essa pecha de jogador de clube e que some na seleção. Mais do que isso, permanecerá bem longe de ser um Maradona.
quinta-feira, 16 de junho de 2011
O Santos precisa ser Santos pra ser campeão
O Santos conseguiu um resultado espetacular em Montevidéu. Superou a pressão de torcida, estádio e adversário para garantir um empate que lhe permite jogar para vencer de maneira simples no Pacaembu na semana que vem e, assim, conquistar o tri da Libertadores. Mas pra isso, o Santos precisa ser Santos, mostrar em casa toda a sua força.
O jogo de hoje era visto como primordial. Ao Peñarol, ficava a esperança de atingir um placar capaz de segurar a pressão na volta, não conseguiu. É de conhecimento geral que os uruguaios não tem time de botar medo. A raça e a entrega foram fatores muito presentes nesta caminhada.
Usar isso hoje era o objetivo. Com um Centenário infalamado e apaixonado, os Carboneros tentaram impor o ritmo no começo do jogo. Usando o lado direito e tentando apostar nas investidas de Martinuccio, o time tentou tocar bem a bola e se aproveitar de uma bobeira santista. Foram mais ou menos 10 minutos de algum domínio, mas pouco para sequer assustar Rafael.
O Santos foi ganhando corpo e terreno para jogar. Cauteloso, poderia ter se aproveitado melhor. Sobrou espaço no meio. Elano, que mais uma vez ficou devendo na armação, não teve qualidade para fazer a transição. Restou a outra opção, o lado esquerdo. Com Neymar e Alexsandro surgiram os únicos chutes do Peixe no primeiro tempo. Neymar esteve abaixo do que dele se espera, mas não em uma má noite. Tentou criar, mas após tomar um amarelo por simulação parecia mais preocupado em não se expulso. O jogo foi muito pegado. No fim do primeiro tempo o Peñarol teve sua grande chance, que Dário Rodriguez errou.
O segundo tempo foi um pouco mais movimentado e só. Zé Eduardo teve duas grandes chances, na primeira chutou em cima de Sosa e depois não contou com a sorte no cabeceio. Mais uma vez o centro-avante foi mal. Pode até marcar o gol do título, mas pouco tem acrescentado.
E o Santos foi melhor em grande parte da etapa final. Pará não passava do meio campo porque o jogo do Peixe só se desenvolvia pelo lado esquerdo. Por ali, Neymar e Alexsandro atormentavam os rivais uruguaios, mas a bola não chegava em condições boas de conclusão.
Quando mais tinha o domínio, o Peixe permitiu que o Peñarol acordasse. A entrada de Estoyanoff acelerou o jogo e deixou o time mais acordado. Três boas chances foram criadas em uma pane estranha do time de Muricy, que deixou o adversário entrar em sua área com facilidade, seja tocando a bola ou a levantando pra área.
No fim, o Peñarol foi para o tudo ou nada. Teve gol bem anulado, uma chance ou outra mais aguda, mas nada que representasse real perigo ou provocasse calafrios maiores nos santistas. Fim de jogo e um resultado muito justo pelo futebol apresentado.
No Pacaembu, o Peixe é amplo favorito, mas não pode relaxar. O Peñarol eliminou todos os seus adversários fazendo o jogo de volta fora. Se não é um ótimo time, também não é bobo e vai saber usar muito bem o contra-ataque. Ao Santos, cabe colocar em prática sua superioridade técnica e seu futebol. Terá peças importantes voltando, a torcida ao lado e a oportunidade de colocar a bola no chão, impor seu ritmo e fazer seu jogo. Com isso, tem tudo para sair do Pacaembu com a taça na mão.
sábado, 28 de maio de 2011
Quem será o vice-europeu em 2012?
Prever o futuro é difícil. Mas vendo esse Barcelona jogar, dá pra imaginar que na próxima temporada, o domínio pode muito bem permanecer. O que os catalães fizeram em Wembley hoje, mostrou mais uma vez por que esse é o maior time dos últimos anos e já figura entre os maiores da história. O Manchester United é ótimo, mas nenhum time é páreo pra esse Barça, por mais que tente.
A final de hoje era muito aguardada. Para muitos, apenas os Red Devils seriam capazes de frear o time de Guardiola. E Ferguson, conhecedor disso, armou sua estratégia para o começo do jogo da melhor maneira possível. Com duas linhas de quatro, Rooney na ligação e Hernandéz mais a frente, o objetivo era apertar a marcação e tentar tomar a bola pra apostar na velocidade dos dois dianteiros. Evitar que a bola chegasse no envolvente passe do meio campo espanhol também era preciso.
Fazendo assim, o Manchester foi sim melhor nos primeiros 10, 15 minutos. Ao menos impediu os avanços adversários. Mas o gol não saiu. Aí o time perdeu o folêgo do início, já não conseguia mais marcar com eficiência e permitiu que o Barça crescesse no jogo. Então começou o massascre.
Tocando a bola, fazendo o jogo rodar e passando dos 65% de posse de bola, o Barcelona foi impondo seu estilo, dominando a partida e fazendo os ingleses apenas assistirem o jogo. As chances foram surgindo e o gol não demoraria a sair.
O erro do Manchester foi dar espaços. Seus zagueiros são ótimos, mas a proteção foi falha. E falha contra o Barça é suicídio. Deixarem o Xavi dominar a bola e carregar pela meia é pedir pra tomar gol. Era só esperar onde o espetacular camisa 6 colocaria a bola. Pra variar, ele foi perfeito e deixou Pedro mais do que tranquilo para balançar as redes e dar justiça ao placar.
Já parecia certa mais uma vitória tranquila do Barça. O Manchester foi se assustando, permitindo que os espanhois comandassem o jogo e a partida dava mostras de ser decidida rapidinho. Aí entrou um dos únicos fatores que podem complicar a vida de um time como esse, o talento. Claro que começou em um erro de saída dos Blaugranas, mas Rooney mostrou técnica e futebol para tabelar e concluir com precisão.
O gol veio em uma hora abençoada pros ingleses, que já não mostravam futebol. Era respirar e desfrutar do empate para, no intervalo, imaginar uma maneira de se recolocar no jogo.
Achei que o United viesse para o segundo tempo assim como entrou no jogo, marcando e sufocando. Talvez a intenção fosse até essa, mas desde o pontapé inicial, o Barcelona não deixou o rival nem ao menos pensar o jogo. Com o famoso toque de bola, paciência e técnica apurada, o time azul-grená foi comandando e só nos restou esperar os minutos pro gol sair. Ele veio com o maior do mundo e um dos maiores de todos os tempos. De novo o Manchester deu espaço na entrada da área. Messi percebeu, conduziu e acertou o gol de Van Der Sar, mostrando mais uma vez que é craque e decide quando precisa. Torço muito para que ele ganhe a Copa de 2014 sendo decisivo, pra de uma vez ser considerado um dos melhores, passando até mesmo Maradona.
Voltando ao jogo, a vantagem do Barça era merecida e faria o jogo voltar a sua normalidade. O Manchester pouco assustou. Sabia que se lançar a frente era sinônimo de goleada e continuou apostando em Rooney e Chicharito. O 'Shrek' não apareceu mais e o mexicano só deu as caras quando estava em impedimento.
Com seu futebol espetacular, o Barça então tratou de matar o jogo pra evitar qualquer susto, como no primeiro tempo. Villa recebeu e fez um gol com a cara de David Villa. Domínio, ajeitada e chute com curva, buscando o ângulo. Exatamente desse jeito aconteceu, um golaço e o caixão dos Diabos Vermelhos foi fechado.
Dali pra frente era mais festa e esperar o tempo passar. O melhor futebol do mundo, de toque de bola, qualidade, que encanta e é competente, vence mais uma. A base deve ser mantida pelos próximos anos e apostar em mais algumas taças da Champions League no Camp Nou não é loucura. Essa equipe pode atingir mais do que já atingiu.
domingo, 22 de maio de 2011
Uma estratégia executada com sucesso
A atual crise do São Paulo é a pior dos últimos anos. Queda na Copa do Brasil, técnico balançando, briga de Carpegiani com Rivaldo, lesão de Luís Fabiano e outros fatores que não fazem o time engrenar. Com a moral em baixa e repleto de desfalques, a estreia no Brasileiro contra o atual campeão Fluminense era vista com desconfiança. Por isso, a estratégia principal de Carpegiani era não perder. Um empate já estava bom. Se o time conseguisse executar jogadas com eficiência e sair vitorioso então, ótimo. E foi assim que o Tricolor saiu do Rio om os primeiros três pontos.
Xandão, Luis Eduardo e Rodrigo Souto. Wellington, Casemiro e Carlinhos Paraíba. Foi desse jeito que a equipe entrou em campo. Recheada de volantes marcadores e com muita cautela. Os primeiros 30 minutos de jogo foram pavorosos. Sem inspiração, o Fluminense não conseguia passar da barreira imposta. Na única que chegou, Deco perdeu grande chance. O São Paulo também não parecia ter válvula de escape. Os volantes, que poderiam sair para o jogo, não recebiam a bola, já que os zagueiros, visivelmente nervosos, só rifavam.
Quando a bola chegou em alguém que tem alguma técnica, a estratégia funcionou. Casemiro foi o meia que não existia e Dagoberto mostrou por que é o nome do time em 2011 ao marcar o primeiro. Gol fundamental para as pretensões de segurar, forçar o Flu ao erro e buscar o contra-golpe.
Rogério Ceni só trabalhou em chutes de longa distância. Isso porque o argentino Conca não jogou. Ele até estava em campo, mas apagado e anulado por Wellington, que foi um carrapato, o hermano não conseguiu trabalhar.
O segundo tempo, que talvez reservasse uma pressão do clube carioca em busca do empate logo tomou outro rumo aos 3 minutos. Do jeitinho que a estratégia previa, Lucas partiu em velocidade, fez linda jogada individual e marcou o segundo. O gol que caiu do céu e jogou o derradeiro balde de água fria no Fluminense.
Dali pra frente, o São Paulo não se preocupou mais. Buscando contra-ataques, poderia até ampliar, mas não foi necessário. Enderson Moreira demorou a mudar, mas nada surtiu efeito. A equipe seguiu apostando em ineficientes tiros de fora e bolas na área, que consagraram Luis Eduardo e Xandão. Sem paciência, a torcida não aguentou e o time de guerreiros virou time sem vergonha.
Sem ter nada a ver com isso, o São Paulo vence o jogo e larga bem na estreia. Isso ainda não faz a crise terminar, mas a ameniza um pouco e mostra que estratégias dão certo. Quem sabe as coisas não comecem a funcionar pelos lados do Morumbi.
sábado, 21 de maio de 2011
O Nacional mais imprevisível e equilibrado do mundo vai começar
O futebol gira em torno da Europa. Lá estão os melhores jogadores, times e estrutura. As ligas, totalmente organizadas, promovem conforto a clubes e estabilidade às equipes. Tudo isso é muito bonito e extremamente útil. Mas como o futebol é feito de emoção, é aqui no Brasil que temos o melhor campeonato nacional do planeta, cheio de equilíbrio e na maioria das vezes imprevisível.
Se na Espanha é Barça ou Real. Na Itália não foge de Inter, Milan e talvez a Juve. Na Inglaterra, Arsenal, Manchester e Chelsea monopolizam as últimas conquistas, aqui não, não há um campeonato que começa já sabendo que de um grupo de dois ou três vai sair o campeão. E amanhã, quando a bola começar a rolar, teremos ainda mais certeza disso. Vai começar o Brasileirão 2011.
Serão 38 rodadas quentes, e com pelo menos um jogão envolvendo dois gigantes do país por fim de semana, já aqui temos simplesmente 12 clubes de elite, mais os emergentes que sempre são gratas surpresas. Teremos também a volta de craques, times fortes e uma rivalidade única, que só o nosso Brasileirão pode proporcionar.
Os favoritos sempre existem. Como não destacar o atual campeão Fluminense, de Fred, Conca e agora sob a batuta de Abel Braga. Ou o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e Luxemburgo. No Rio, Vasco e Botafogo estão um patamar abaixo. Mesmo semifinalista da Copa do Brasil, o Vasco não faz suspirar e parece não ter folêgo. Igual ao Bota, que vem de campanhas boas, mas não consegue emplacar.
Na Terra da Garoa está o maior favorito. Com o rei dos pontos corridos Muricy e um time que sabe jogar muita bola, o Santos desponta hoje como um grandioso candidato. Claro que uma conquista da Libertadores brecaria um pouco o ímpeto, mas com a força que tem, o Peixe chega pra ganhar. Quem também é sempre forte é o São Paulo. Dono de 3 títulos na era dos pontos corridos, o Tricolor vem reformulado, apesar de crises e pressões. Em campo é um time de respeito, que quando chega, chega pra vencer. No Corinthians, a aposta é ainda arriscada. Sem se encontrar muito, o Timão não demonstra ser um dos que vão brigar pelas cabeças. Seja por Tite ou pelas deficiências do elenco. Mesmo assim, é o Corinthians e há de se respeitar. Mesma coisa com o Palmeiras. Em crise que parece não ter fim e órfão de um título brasileiro que não chega há 17 anos, o Verdão precisa primeiro se encontrar e se reestruturar, para então buscar coisas melhores.
Nas Minas Gerais, a expectativa é grande. O Atlético tem no papel e pelo que já apresentou no ano, um time para finalmente brigar por cima fazer parar de sofrer seu torcedor, que já se cansou de brigar por baixo. Título é um sonho distante, mas o Galo surge como força emergente. O lado azul de BH já é muito favorito. A equipe que talvez mais tenha encantado até agora no ano, o Cruzeiro viu acontecer uma catástrofe na Libertadores e dela quer tirar uma lição. Com um time muito forte e de qualidade, ao lado dos Meninos da Vila, a Raposa é perigosa.
Pelos lados de Porto Alegre, Inter e Grêmio provocam reações diferentes. Os Colorados também são favoritos fortes ao caneco. Batendo na trave há muito tempo, O Inter é, depois do Galo, o time que possui a maior fila. Com uma legião estrangeira, querem dominar o Brasil. O Grêmio é a equipe que não empolga. É valente, lutador, mas de longe é o de ótimas campanhas nos últimos anos. Na superação pode ir longe.
Estes são os doze gigantes. Mas como não mencionar Coritiba, Avaí e Ceará, semifinalistas da Copa do Brasil e possíveis surpresas boas nesta competição. As voltas de Bahia, Figueirense e América MG também dão todo um brilho especial a esta competição.
Amanhã será apenas o primeiro passo de uma caminhada longa e que premia o mais regular, aquele que se impõe e se mantém por mais tempo. Com emoção e equilíbrio, só nos resta sentar e aguardar, para ver de camarote essa disputa sensacional.
domingo, 15 de maio de 2011
O melhor time foi o campeão
Desde o ano passado o Santos vem sendo de longe o melhor time do Estado e do país. Neste Paulistão, o início com Adilson Batista foi conturbado, complicado e o encanto de 2010 parecia ter sido exterminado. Hoje, com Muricy, o time não é aquele de encher os olhos, mas ainda é o melhor e, com todos os méritos, conquistou o título.
Arrasado fisicamente e em uma maratona de jogos importantes absurda, nunca imaginei que o Santos fosse ter tanto domínio no primeiro tempo. Sem o maestro Ganso e o motorzinho Danilo, a bola da vez teria de ser o 'papai' Neymar. E foi sob sua batuta que o Santos aniquilou o Corinthians no primeiro tempo. Arouca marcou após bela trama de Léo e Zé Eduardo, e 1 a 0 foi muito pouco. Fosse mais competente nas finalizações e tivesse tido sorte no chutaço de Arouca na trave, o Peixe teria ensacolado e definido a fatura bem antes.
E por mais que se conteste Muricy, seu esquema de jogo e por aí vai, ele tem um mérito espetacular nesse time, arrumar a defesa. A zaga que era uma peneira, tá cada vez mais segura. Durval e Dracena foram soberanos hoje, não perderam uma. Adriano então, fez uma partida fabulosa. Marcando firme e na bola, foi um leão. Arouca hoje teve mais liberdade e com isso, marcou seu primeiro gol com a camisa santista. E com a defesa arrumada, o ataque se diverte.
O mais lamentável de hoje foi o primeiro tempo do Corinthians. Começou com o erro grosseiro de Tite em manter Dentinho no time titular e deixar William no banco. O Timão assistiu o adversário jogar. Sem pegada, sem raça e sem técnica, saiu pro intervalo agradecendo aos céus por não ter tomado muito mais. Tudo bem que o time é fraco, Fábio Santos, Leandro Castán, Paulinho e por aí vai, são muito abaixo do nível Corinthians, mas quem podia aparecer sumiu.
O segundo tempo começou com o Corinthians sendo um pouco menos medroso e tentando ao menos mostrar que estava em uma final. Tite finalmente acordou e alterou o que devia ter feito de início, mas depois mostrou porque é um técnico extremamente defensivo e nem um pouco ousado. Tirar Bruno César por Morais precisando de gol é dose.
O Santos puxou o freio de mão. Desgastado, o time tocou bola em busca de um contra-ataque que matasse o jogo. No momento em que mais passava um sufoco e via o Corinthians se animar, o craque apareceu. Neymar levou, lá pela esquerda, na dele. Chamou a marcação e achou aquele espacinho, suficiente pra ir pro gol e contar com uma falha absurda de Julio César. O mesmo que errou feio no jogo final do Brasileirão do ano passado e ajudou a tirar a vaga direta para a Libertadores. É um jovem valor e esforçado, mas não é um goleiro a nivel de Corinthians. Bola na rede e festa de Neymar.
Na sequência, outro gol estranho. Falta batida por Morais e Rafael viu a bola ir passando. O gol que até deu uma ponta de esperança pro Corinthians, sanada minutos depois com o apito final do árbitro, discreto por sinal, não comprometeu em nada. E quando o juiz não aparece, quer dizer que foi bem.
Assim, o melhor time foi campeão. Do craque Neymar, do iluminado Muricy. Assim como no ano passado, a dobradinha é mais do que possível. A Libertadores pro Peixe é um sonho muito próximo.
Já o Corinthians caiu para um time superior. Não dá para achar que é o fim do mundo, mas ter tal atitude em uma decisão do campeonato é deplorável. O Brasileirão vem aí e mudanças devem ocorrer, se o Timão quiser mesmo alguma coisa na competição nacional.
domingo, 8 de maio de 2011
O alto risco que Muricy quis correr pode custar muito caro ao Santos
| Sem Ganso, o Santos pode ver Paulistão e Libertadores irem pelo ralo (Miguel Schincariol - Lancenet!) |
Ganhar um Campeonato Estadual em cima de seu maior rival é algo ótimo e todos os times gostariam de ter tal oportunidade. Mas e quando se tem, aleatoriamente, uma competição continental, de muito mais importância e visibilidade, que vale vaga para um confronto futuro contra Manchester United ou Barcelona? Vale a pena correr riscos querendo ganhar os dois e poder ficar sem nenhum? Esta pergunta é bem complexa e as opiniões variam. Muricy Ramalho, técnico do Santos, resolveu assumir os riscos e colocou o que tinha de melhor no duelo contra o Corinthians, exceto Léo e Arouca, que não podiam jogar mesmo.
Tudo caminhava de maneira normal. O Corinthians, contando com o apoio da torcida, começou com mais ímpeto e tentando se aproveitar do desgaste que a equipe do Litoral vem sofrendo, ainda mais depois da batalha dentro de campo e da longa viagem do México. Fosse um pouquinho mais competente e forte, o Timão teria aberto vantagem hoje.
O Santos entrou com o pretexto de segurar o jogo, atuar com a bola nos pés e calma, muita calma. Correria não combinava com o time da Baixada hoje. Assim, o duelo dos alvinegros ficou restrito a apenas dois lances de real perigo na etapa inicial, ambos em sequência. Primeiro foi Neymar, que usou de todo seu repertório de habilidade para achar um espaço entre a defesa, mas parar na trave. No contra-ataque, Bruno César fez tudo certinho, mas na hora de chutar, a bola subiu demais. O Corinthians parava em suas limitações e o Santos em seu extremo desgaste.
Quando o apito já ia soar para o intervalo, Muricy viu que sua aposta poderia sair muito errada. Ganso dividiu no meio e caiu, já colocando a mão sobre a coxa. Tentou voltar, mas não deu. A lesão foi forte, claro, apoiada também pelo cansaço, de quem atuou em quatro decisões em 10 dias. Muricy disse no desembaque de Querétaro, que o time estava arrebentado. Elano sentiu na pele no sábado passado contra o São Paulo. Hoje foi o maestro, o craque, o cérebro da equipe quem saiu. Azar gigante do Santos, que podia perder, com todo o respeito, um Danilo um Zé Eduardo, mas perdeu Ganso.
O segundo tempo do jogo foi muito mais animado e empolgante. O Corinthians tentou apertar. Nas mudanças, Tite foi bem em uma e péssimo na outra. William tardou, mas entrou. Tá mais do que na hora de ser titular. Mas entrou também Morais, que pouco acrescenta. Bruno César poderiam continuar sendo mais útil. Do lado do Santos, sem o camisa 10, o outro craque resolveu chamar a responsabilidade. Neymar foi dando baile e cansando os pobres Chicão e Wallace. Parou novamente na trave e deu o gol para Danilo, que Chicão salvou antes da linha fatal. Faltou pouco para o Santos vencer. Assim como faltou para Liedson, que encontrou a trave nos momentos finais.
O empate acabou justo. Talvez um 1 a 1 fosse mais merecido. Tudo continua indefinido. O Corinthians tem toda a semana para acertar o time e buscar uma estratégia que o faça sair do Urbano Caldeira com o título. O Santos tem o fator Vila como trunfo, mas tem também uma semana decisiva, com viagem para Manizales e um jogo durissímo contra o Once Caldas. Sem Ganso, que fica fora dos gramados por um bom tempo. O risco que Muricy quis correr e pode acabar pagando muito caro.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Uma noite que beira o inacreditável
Ver equipes brasileiras eliminadas na Libertadores logicamente não é nada anormal. Mas o que se viu na noite desta quarta-feira beirou o inacreditável. Até às 19h30 de hoje, quando o Internacional começou seu jogo contra o Peñarol, duvido, mas duvido mesmo, que alguém chegou a cogitar a queda dos quatro no mesmo dia.
A 'zica' começou no Beira Rio. Tudo parecia maravilhoso para o Inter quando o Oscar fez 1 a 0 logo no primeiro minuto. O time tinha a vantagem, o apoio do torcedor e com tranquilidade, só precisaria administrar. Veio o segundo tempo e bastaram 13 segundos para os uruguaios empatarem. Ali, a lembrança do Mazembe retornou à mente dos colorados. E na sequência, o Peñarol virou. É impressionante como brasileiro se desespera em momento tenso. Nesse quesito, uruguaios e argentinos nos dão um banho. Quando a coisa apertou, o Inter não teve a competência de Leandro Damião, a técnica de um D'Alessandro e nem o talento de um Oscar. Falcão sentiu na pele e viu que, muitos anos depois, a tarefa de ser treinador permanece inglória.
Depois foi a vez do Grêmio. Após perder no Olímpico e recheado de desfalques, esta eliminação para o Universidad Católica já eram favas contadas. Não foi surpresa, só serviu para entrar na estatística. O detalhe é o velório que se desenha em Porto Alegre nesta quinta-feira. Ambos sonhavam com um duelo pela Libertadores, mas agora abrem os olhos e veem que os sobrou apenas a decisão do 'disputado', 'incrível' e 'fascinante' Gaúchão.
No Paraguai, o Fluminense entrou com uma vantagem bacana e difícil de ser tirada. Ainda mais quando se vê que é o Fluminense. Dono de façanhas históricas como a classificação na primeira fase, quem imaginaria que o Libertad reverteria a vantagem. Como dizem, tudo que é demais, uma hora acaba. Assim foi com a cota de milagres do Fluminense, que experimentou do próprio veneno e viu os paraguaios reverterem com muita luta. Pior para o time de Conca, Fred e Cia, é ter levado todos os gols do 3 a 0 no segundo tempo, quando já parecia administrada a classificação. Ter tomado o primeiro gol na falha de Ricardo Berna ajudou a desesperar os cariocas, que nem um pouco lembraram o time de guerreiros.
Fechando a noite trágica, Sete Lagoas. Melhor campanha da 1ª fase, goleada em todo mundo, até mesmo no algoz Estudiantes. Vitória por 2 a 1 em Manizales e vantagem mais do que considerável para receber e atropelar o Once Caldas em Minas. E o mais difícil, aquela que quando eu vi, eu custei a acreditar, o Cruzeiro caiu. Roger foi estúpido, bateu até receber o vermelho. Jogar com 10, por mais difícil que seja, ainda não parecia prejudicar a equipe celeste. Mas a bola não entrava, o time não rendia e o Once Caldas, que já aterrorizou brasileiros em 2004, marcou o gol.
Quem entrou em cena? Sim, o desespero. Os jogadores cruzeirenses nitidamente perceberam que a eliminação, até então inimaginável, poderia virar realidade. Assim, encarnaram o estigma de seu treinador, Cuca. Medroso e perdedor. Não deu outra, o fraco, mas nem um pouco bobo Once Caldas fez o segundo. Aí a vaca foi pro brejo, tudo desandou e a campanha, que era perfeita, não valeu de absolutamente nada. Ou melhor, serviu sim, para representar o quão grandiosa foi a vergonha passada pela equipe. Mais uma vez a melhor campanha de uma 1ª fase não vale título.
Feito isso, o torcedor santista ri à toa neste momento. Com os brasileiros, talvez maiores rivais, de fora, o time de Neymar e Ganso tem grandes chances de buscar o tri. Basta ter calma, aprender com os erros dos conterrâneos e agradecer demais à Conmebol por ter marcado o jogo para terça, fugindo da quarta-feira sombria.
terça-feira, 3 de maio de 2011
A árdua missão santista no México
Animado, mas muito cansado. Assim chegou o Santos em Querétaro, no México para a disputa da partida mais importante da equipe no ano, o jogo de volta das oitavas de final da Libertadores contra o América. Talvez o desgaste excessivo no clássico de sábado possa trazer mais prejuízos ao time, que já não tem Elano, lesionado. Mesmo assim, o ânimo de uma classificação pode muito bem abastecer o Peixe rumo à vaga.
Após os problemas na chegada, o time de Muricy chega mesmo apenas com o desfalque do importante Elano. Importante sim, mas não é um desfalque que traga tantos malefícios, quanto seria uma falta de Neymar ou Ganso. Muricy não fez mistério e já confirmou, Adriano será o titular. Ele será o cão de guarda, liberando Arouca e Danilo para sair para o jogo e dando liberdade para Ganso armar. Assim, a equipe jogou contra o Cerro Porteño, e de lá saiu com o resultado positivo.
Danilo também faz importante dobradinha com Jonathan pela direita. Dali podem sair jogadas boas. O outro lado, bem servido com Léo e Neymar também é caminho para o jogo santista. Será primordial abrir a defesa adversária e buscar, na velocidade de seus atacantes, chegar a pelo menos um gol, que desesperaria o América e deixaria tudo mais fácil.
Os mexicanos vão muito animados também. Pareceu estranho a primeira vista a comemoração dos atletas no apito final do árbitro no jogo da Vila. Mas o mínimo 1 a 0, fora de casa, foi visto com muitos bons olhos pelos jogadores do América. A preocupação ali era clara. Perder de pouco, garantir a classificação no torneio caseiro no fim de semana e ir com tudo para cima do Peixe. Até o momento, o script está sendo bem seguido, falta faturar a classificação amanhã.
E é apostando na pressão que o América deve jogar. Se não tem o Azteca, com seus milhares de torcedores apoiando, a equipe deve ter muita ajuda mesmo em Querétaro. Segurar o ímpeto adversário no início é a tarefa primordial do Santos. Ter tranquilidade e fazer o jogo virar contra o América, que não é um primor de time. Quem viu algo dos jogos contra o Fluminense na primeira fase, viu um time até arrumadinho e esperto, mas muito longe de ser páreo para os Meninos da Vila. O fato de jogar em casa e ter o time completo é o que pode assustar a equipe brasileira.
Muricy e seu time sabem que o placar da ida foi pouco. A pressão e a disputa serão intensas e complicadas, mas jogando a bola que sabe, o Santos tem tudo e mais um pouco para sair do México classificado e já vislumbrando espetaculares confrontos contra o Cruzeiro pelas quartas de final.
domingo, 1 de maio de 2011
Um digno e verdadeiro Palmeiras x Corinthians
| Depois de tanta emoção, Julio César garantiu a vaga para o Timão (Créditos: Tom Dib - Lancenet!!) |
Talvez São Paulo x Corinthians seja o clássico que mais tomou grandes dimensões nos últimos anos, ou Palmeiras x São Paulo seja aquele que provoca ódio mortal entre os times. Não se discute que são dois grandes jogos, mas Palmeiras x Corinthians é diferente, transcede a todos estes. O que se viu hoje no Pacaembu foi a prova viva de quanto esse clássico ainda é espetacular. No fim, deu Corinthians, após tudo o que podia ter acontecido acontecer.
Muitos gostam de ver clássicos com muitos gols e alto nível técnico. Mas eu parto de uma teoria diferente. Claro que ver gols é o máximo, mas sou muito mais ver um jogo com o de hoje. Briga, discussão, expulsão, pegada e muita, muita emoção, externada de vez na disputa de pênaltis.
Em campo, as equipes entraram como de costume. O Palmeiras cauteloso na teoria e o Corinthians apostando na velocidade e tentando surpreender o adversário, dono da melhor defesa do campeonato.
Foi um jogo nervoso desde o pontapé inicial. O Palmeiras, empurrado pela torcida, fez uma coisa que não costuma, agredir o adversário. Valdívia parecia querer chamar o jogo no início, com chutes, dribles e movimentação. Sempre batendo de fora da área, o Palmeiras tentava chegar. O Corinthians, mais atrás, buscava um contra-ataque veloz.
O início até promissor e melhor do Palmeiras se transformou em preocupação em dez minutos. Primeiro foi Valdívia. O chute no vácuo foi inútil, imbecil, desnecessário. A perna não aguentou e o Mago, esperança de desequilíbrio para o time, saiu do jogo, mostrando porque não pode ser considerado um fora de série, apesar de jogar bem.
| Expulsão e confusão: Isso não podia faltar (Créditos: Tom Dib - Lancenet!) |
Depois veio o lance polêmico do jogo. Danilo dá um carrinho forte em Liedson. Paulo César Oliveira, contestado dias antes do jogo, não teve dúvidas e expulsou o zagueiro alviverde. Versões variam para o lance. O carrinho foi forte, perigoso, mas atingiu primeiro a bola. Liedson também não foi santo, deixou o pé por cima. Poderia ter amarelado os dois, expulsado os dois ou não ter feito nada. Mas isso não foi o preponderante na eliminação palmeirense.
Depois veio a expulsão de Scolai. Quem tem uma experiência como a de Felipão não pode se comportar daquela maneira. Tudo bem que é jogo decisivo, sangue quente e sentimento de injustiça, mas sempre o treinador é o reflexo de sua equipe e não é de hoje que o gaúcho dá seus chiliques. Isso só 'pilha' mais seu time.
Já no segundo tempo, o futebol resolveu tomar o primeiro plano. Muito equilibrado, o jogo ganhava ares de emoção a cada minuto. Melhor postado, apesar de ter um a menos, o Palmeiras chegou como havia de chegar, na bola parada. Leandro Amaro subiu bem e desviou cobrança de escanteio de Marcos Assunção para abrir o placar.
Era o que precisava o Palmeiras. Com a vantagem, o time que sofre poucos gols só precisava continuar fazendo o que mais sabe, se defender. Do outro lado, Tite teve que arriscar. O Corinthians não tinha vibração, não demonstrava técnica. Quando o técnico raciocicou e colocou William, que por sinal devia ter entrado desde o início, o time ganhou alguma força ofensiva. Só que foi com a bola parada que o empate veio, com o atacante predestinado.
O empate voltou a trazer emoção e a expectativa de pênaltis. O Palmeiras não se abateu e foi melhor nos últimos minutos, mas um clássico como esse tinha que ter mais essa pitada sensacional de emoção: a bola na marca da cal.
Aí nos pênaltis, é só emoção, angústia e torcer demais. Claro que quase todos bateram bem demais. Deola só saltou de um lado. João Vitor cobrou mal e fez Julio César ser heroi. Mas no fim das contas, deu Corinthians.
Se para muitos, o Palmeiras foi melhor, só mais um ingrediente, não é sempre que os que jogam melhor ganhamm, principalmente em um Palmeiras x Corinthians.
quinta-feira, 31 de março de 2011
O vexame e a vergonha sempre podem ser maiores
| Quem vê a foto deste time de 78 sonha com dias melhores |
Neneca, Mauro, Gomes, Edson e Miranda; Zé Carlos, Renato e Zenon; Capitão, Careca e Bozó. Todo o torcedor bugrino de coração conhece de cor e salteado essa escalação comanadada por Carlos Alberto Silva. O time, campeão brasileiro em 78, após vencer os poderosos Internacional, Vasco e Palmeiras na fase final, deu a maior glória da história para a equipe a rotulou como 'Único campeão brasileiro do interior'. O clube quase foi bicampeão nacional e quase venceu o Paulista na década de 80. Não só competitivo, o 'Bravo Bugre' também já foi um celeiro de bons jogadores. Luizão e Amoroso foram dois gênios que passaram pelos gramados do Brinco de Ouro da Princesa.
Mas administrações ridículas, times mal montados, falta de dinheiro e principalmente, falta de amor e respeito à camisa alviverde fazem o Guarani se afundar cada vez mais. Não bastasse os rebaixamentos e a falta de competitividade, o clube ontem protagonizou mais uma mancha em sua linda história. O Guarani conseguiu a proeza de ser eliminado pelo Horizonte do Ceará. Com todo o respeito do mundo ao time nordestino, mas em hipótese alguma o Guarani poderia passar tamanha vergonha. Quem é o Horizonte no cenário nacional. Se for a 4ª força do futebol cearense é muito. E o Guarani se presta a mais essa eliminação pavorosa.
Claro que time por time, o Horizonte pode até ser melhor. O elenco bugrino é fraco, digno da posição que infelizmente ocupa hoje, a segunda divisão tanto nacional, quanto estadual. O time, que ainda consegue arrastar alguns fanáticos a seu estádio (campo esse que está em vias de ser vendido, em mais uma 'proeza' das diretorias que passam por ali). A promessa é de que se desfazer deste patrimônio histórico, o palco da maior glória da equipe, renderá dinheiro e fim das dívidas. Mas conhecendo a atual situação do clube, é difícil acreditar.
Só para entristecer e machucar ainda mais o coração bugrino, é ano de centenário. E ele acontece neste sábado, dia 2. A maior festa está preparada, com fogos, passeata. Mas pra quê? Existe algum tipo de coisa a se comemorar? A única coisa a fazer é lamentar e tentar sonhar com dias como do passado. E tentar, na série A2, conseguir o acesso e pelo menos remediar um pouco os vexames sucessivos protagonizados pelo Guarani. Nunca uma festa de 100 anos foi tão triste. A instituíção Guarani, seus torcedores e sua história não merecem tudo isso. Quem já foi ao Brinco de Ouro e já viu aquele tobogã balançar se entristece. O Bugre é grande, definitivamente não merece sofrer pelas burradas de quem o comanda.
Mas que se comemorem os 100 anos. Mais uma vez se repense tudo o que há de errado. Que o bugrino possa sonhar com dias melhores, com um time competitivo, capaz de se manter em um campeonato sem risco de rebaixamento, saber que a equipe que entra em campo tem condições de vencer e não vai passar sufoco contra Horizontes da vida.
O futebol precisa disso, precisa que o MAIOR CLUBE DO INTERIOR DO BRASIL volte a ser grande.
domingo, 27 de março de 2011
Reverências a quem merece
No artigo anterior mencionei todos os ingredientes que faziam o clássico deste domingo ser imperdível. Para alegria e satisfação daqueles que gostam de futebol, o Majestoso foi espetacular. Não pelo 1º tempo, mas por uma etapa final fantástica, mágica e imortalizada aos 8 minutos, quando o maior goleiro artilheiro do mundo cruzou o gramado da Arena Barueri, ajeitou a bola com carinho, a colocou no ângulo e escreveu mais uma vez seu nome para a eternidade.
Mas antes disso a bola ainda rolou. Tite manteve o time dos últimos jogos, apostando nos três atacantes e a chegada de Morais. Já Carpegiani mudou muito a equipe. Casemiro deu lugar a Rodrigo Souto, responsável por segurar a onda na cabeça da área e marcar principalmente o 10 corintiano. Outra novidade foi Ilsinho, que substitituiu Marlos, com a incumbência de dar dinâmica pelo lado direito.
E se a expectativa era de grande jogo, o primeiro tempo ficou devendo. Muitos passes errados, forte marcação, pouca objetividade e nenhum dos dois times se arriscava muito. Apesar de dominar amplamente o começo do jogo, o Corinthians não assustou de fato e deixou o jogo equiilibrar. Do lado corintiano, Morais não fazia a bola chegar. Jorge Henrique e Dentinho também tinham dificuldades em municiar Liedson, que pouco fez na etapa inicial. Na única chance que teve, impedido, parou em Rogério.
O São Paulo repetia os erros de quarta-feira. Muitos passes errados, pouca chegada pelos flancos. Jean e Junior César eram nulos, Ilsinho inventava uma ou outra jogada de efeito, sem sucesso. Fernandinho não conseguiu suas jogadas pela esquerda. ma das grandes chances foi em chute despretensioso de Rhodolfo.
Quando resolveram se arriscar, finalmente algo saiu. Paulinho mandou uma bola por cima do gol são paulino. Do lado tricolor era Dagoberto quem arriscava. Na 1ª, a bola passou perto, mas em seguida, o pé calibrado do 25 funcionou. Erro grave da defesa corintiana, que deu todo o espaço pro atacante bater forte no canto.
Um primeiro tempo bem fraquinho, que talvez nem merecesse vencedor, mas com certeza o gol foi fundamental, faria a etapa final ser bem mais movimentada, e ela foi.
Como era de se esperar, o Corinthians foi pra cima. Jorge Henrique teve a primeira grande chance, mas parou em milagre de Rogério. Apesar de ser goleiro e ter como tarefa defender, o que mais a torcida tricolor queria ver era outra coisa. E aos 8 minutos a oportunidade veio. Fernandinho e a falta na meia esquerda. Propícia, ótima, a grande chance. Confesso que não imaginei que Rogério fosse acertar assim logo na primeira. Mas esse cara tem o dom de surpreender e fazer o que ninguém espera. A barreira pulou, Júlio César saltou, mas o dia era dele, do capitão, do M1TO, do ídolo, de Rogério Ceni. Golaço, o centésimo, que alegrou e até fez chorar os são paulinos. Méritos a quem merece. Não é por sorte, Ceni treina, treina, batalha e é merecedor de tudo o que conseguiu, ser o maior goleiro artilheiro do mundo e campeão de tudo.
Parece que a empolgação pelo 100º contagiou a todos. O jogo cresceu de maneira incrível. Tite colocou Ramírez, William, tentando fazer a bola chegar com mais qualidade. Ânimos exaltados, Alessandro se destemperou e acertou um carrinho violento em Dagoberto. Dois gols de vantagem e um a mais em campo, especulava-se que a parada estava concluída, mas do outro lado era o incansável Corinthians. Dentinho aproveitou cobrança rápida de falta e descontou em outro belo chute de fora.
O jogo então ganhou contornos de drama. Dagoberto se enroscou com Castán, levou outro amarelo e foi expulso. Era o estopim que o Corinthians precisava para jogar água no chope são paulino. O Timão se empolgou e alugou o campo de ataque. Mas aí foi Dentinho quem atrapalhou tudo. Lance ridículo, que prejudicou demais o time. Sem necessidade o chute em Rodrigo Souto.
Marlos e Rivaldo entraram no São Paulo. O Corinthians seguiu tentando, atacando e parando em Ceni. O empate não saiu, mas se saísse, era pra debitar na conta de Marlos, que, por ser fominha, abusou dos erros em contra-ataques.
Apesar da pressão, o Tricolor se segurou. Venceu, quebrou um tabu incômodo de mais de 4 anos e mais do que tudo, viu seu maior ídolo marcar história contra o maior rival.
Até porque ele merece demais.
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