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sábado, 28 de maio de 2011

Quem será o vice-europeu em 2012?

Prever o futuro é difícil. Mas vendo esse Barcelona jogar, dá pra imaginar que na próxima temporada, o domínio pode muito bem permanecer. O que os catalães fizeram em Wembley hoje, mostrou mais uma vez por que esse é o maior time dos últimos anos e já figura entre os maiores da história. O Manchester United é ótimo, mas nenhum time é páreo pra esse Barça, por mais que tente.

A final de hoje era muito aguardada. Para muitos, apenas os Red Devils seriam capazes de frear o time de Guardiola. E Ferguson, conhecedor disso, armou sua estratégia para o começo do jogo da melhor maneira possível. Com duas linhas de quatro, Rooney na ligação e Hernandéz mais a frente, o objetivo era apertar a marcação e tentar tomar a bola pra apostar na velocidade dos dois dianteiros. Evitar que a bola chegasse no envolvente passe do meio campo espanhol também era preciso.

Fazendo assim, o Manchester foi sim melhor nos primeiros 10, 15 minutos. Ao menos impediu os avanços adversários. Mas o gol não saiu. Aí o time perdeu o folêgo do início, já não conseguia mais marcar com eficiência e permitiu que o Barça crescesse no jogo. Então começou o massascre.

Tocando a bola, fazendo o jogo rodar e passando dos 65% de posse de bola, o Barcelona foi impondo seu estilo, dominando a partida e fazendo os ingleses apenas assistirem o jogo. As chances foram surgindo e o gol não demoraria a sair.

O erro do Manchester foi dar espaços. Seus zagueiros são ótimos, mas a proteção foi falha. E falha contra o Barça é suicídio. Deixarem o Xavi dominar a bola e carregar pela meia é pedir pra tomar gol. Era só esperar onde o espetacular camisa 6 colocaria a bola. Pra variar, ele foi perfeito e deixou Pedro mais do que tranquilo para balançar as redes e dar justiça ao placar.

Já parecia certa mais uma vitória tranquila do Barça. O Manchester foi se assustando, permitindo que os espanhois comandassem o jogo e a partida dava mostras de ser decidida rapidinho. Aí entrou um dos únicos fatores que podem complicar a vida de um time como esse, o talento. Claro que começou em um erro de saída dos Blaugranas, mas Rooney mostrou técnica e futebol para tabelar e concluir com precisão.

O gol veio em uma hora abençoada pros ingleses, que já não mostravam futebol. Era respirar e desfrutar do empate para, no intervalo, imaginar uma maneira de se recolocar no jogo.

Achei que o United viesse para o segundo tempo assim como entrou no jogo, marcando e sufocando. Talvez a intenção fosse até essa, mas desde o pontapé inicial, o Barcelona não deixou o rival nem ao menos pensar o jogo. Com o famoso toque de bola, paciência e técnica apurada, o time azul-grená foi comandando e só nos restou esperar os minutos pro gol sair. Ele veio com o maior do mundo e um dos maiores de todos os tempos. De novo o Manchester deu espaço na entrada da área. Messi percebeu, conduziu e acertou o gol de Van Der Sar, mostrando mais uma vez que é craque e decide quando precisa. Torço muito para que ele ganhe a Copa de 2014 sendo decisivo, pra de uma vez ser considerado um dos melhores, passando até mesmo Maradona.

Voltando ao jogo, a vantagem do Barça era merecida e faria o jogo voltar a sua normalidade. O Manchester pouco assustou. Sabia que se lançar a frente era sinônimo de goleada e continuou apostando em Rooney e Chicharito. O 'Shrek' não apareceu mais e o mexicano só deu as caras quando estava em impedimento.

Com seu futebol espetacular, o Barça então tratou de matar o jogo pra evitar qualquer susto, como no primeiro tempo. Villa recebeu e fez um gol com a cara de David Villa. Domínio, ajeitada e chute com curva, buscando o ângulo. Exatamente desse jeito aconteceu, um golaço e o caixão dos Diabos Vermelhos foi fechado.

Dali pra frente era mais festa e esperar o tempo passar. O melhor futebol do mundo, de toque de bola, qualidade, que encanta e é competente, vence mais uma. A base deve ser mantida pelos próximos anos e apostar em mais algumas taças da Champions League no Camp Nou não é loucura. Essa equipe pode atingir mais do que já atingiu.

terça-feira, 8 de março de 2011

Sobrou medo no Arsenal e faltou cérebro ao Van Persie

Com mais um show do argentino, o Barça está nas quartas
(EFE)
Segurar o Barcelona no Camp Nou era tarefa das mais ingratas para o Arsenal. Ou melhor, isso é para qualquer time do mundo hoje. A menos que os catalães estejam em uma noite muito pouco inspirada ou os adversários em uma jornada maravilhosa, o placar final sempre é favorável ao time azul-grená. Nesta terça-feira não foi diferente. Os Gunners não seguraram e o Barçla atropelou, 3 x 1. Muito disso se deve ao medo do Arsenal e à falta de cabeça de Van Persie, que expulso imbecilmente, atrapalhou sua equipe.

Na semana que antecede uma partida, os treinadores tem o costume de assitir as últimas partidas de seu adversário. Tenho pra mim o jogo que mais Arsene Wenger assistiu nestes dias foi aquele da semifinal da Liga no ano passado entre Barcelona x Internazionale. Mais que isso, não duvidaria se ele tivesse ligado para José Mourinho e pedido umas dicas e lições de como parar o Barcelona, já que a equipe italiana ano passado se classificou em pleno Camp Nou dando uma aula de aplicação tática defensiva. Perdeu de 1 a 0 porque podia perder e mesmo com um a menos fez a festa.

Wenger montou o Arsenal do jeitinho que Mourinho fez no ano passado. Fechado e apostando nos contra-ataques puxados por Fábregas, Nasri, Wilshere e Van Persie. Talvez Walcott fez falta e Arshavin podia ter entrado desde o início, mas acho que isso não mudaria muito o panorama. No Barça, Guardiola não contou com a dupla de zaga e improvisou Abidal e Busquets por ali. Mascherano foi o volante e a saída de bola ficou mais prejudicada.

Mas, assim como fez com a Inter em 2010, o Barcelona foi para o abafa e partiu com tudo para cima. O Arsenal, fechadinho, morrendo de medo de tomar um gol, quase não passava do meio-campo e qualquer bola que rondasse sua área era rifada para a frente. Xavi, Iniesta, Pedro, Messi e Villa faziam a bola rodar a procura do momento ideal, mas foram poucas as chances no primeiro tempo, um chute de Adriano na trave e conclusões de Villa e Messi que pararam em Almúnia, além de um suposto pênalti reclamado, para mim foi, mas a arbitragem do suiço Busacca mandou seguir.

O time inglês via seu jogo dando certo. Mas, quando um time joga extremamente recuado, de maneira alguma pode errar, e o Arsenal errou. Fábregas quis inventar um calcanhar perto de sua área e deixou para Iniesta. E o Barcelona é fatal. Iniesta achou o espaço que a defesa deu e deixou Messi na cara do gol. E quando o melhor do mundo sai na frente do goleiro, não há muito o que se fazer, Almúnia ficou vendo estrelas e a bola encontrou a rede. Balde de água fria no esquema retrancado de Wenger e merecimento do Barça, já que o time que busca o gol, sempre merece vencer.

Para o segundo tempo, Arsene Wenger não mexeu em peças, mas deve ter pedido outra postura. O time não podia se satisfazer com o 1 x 0 assim como a Inter em 2010, já que este resultado era do Barcelona. Adiantando a marcação, os Gunners ao menos saíram do sufoco e foram tentando ganhar terreno. Não seria fácil marcar um gol naquelas circunstâncias, mas futebol é futebol. Escanteio para a área e Busquets mandou contra o próprio patrimônio. Um gol que caiu do céu para os ingleses. Sem dar um chute no gol sequer, contaram com a infelicidade do volante espanhol.

O empate fez o jogo voltar como foi no começo. O Arsenal recuou todo mundo de novo pra segurar o Barça, que viria faminto e deixaria os contra-ataques. Um destes responsáveis por puxar o contra-golpe resolveu mostrar por que não pode ser chamado de craque. Van Persie recebeu a bola e concluiu a gol após o apito do árbitro marcando impedimento. Tomou o segundo amarelo e o consequente vermelho. Nem adianta reclamar que o barulho da torcida atrapalhou. Faltou mesmo cérebro ao holandes.

A expulsão não mudaria o comportamento defensivo, mas faria ele ser ainda mais necessário e forte. O jogo acabava ali para o Arsenal. Era segurar o Barcelona e quem sabe, com muita sorte, abocanhar um lance de perigo.

Por outro lado, o Barça começou a dar seu massacre de chances e posse de bola. Momentaneamente eliminado, o time mostrou por que é um dos grandes da história. Não se desesperou, seguiu tocando a bola, procurando achar o momento certo de dar o bote, marcando pressão e alugando todo o gramado do Camp Nou. Com um a mais, cansando o adversário, uma hora o espaço viria. O espetacular time de Guardiola tocou, tocou e finalmente marcou em uma troca de passes maravilhosa. Iniesta pra Villa, Villa pra Xavi e Xavi pro gol. Com calma, precisão e uma técnica de encher os olhos, 2 x 1 Barça. Resultado que levaria a decisão para a prorrogação.

Levaria porque o Barça queria decidir a fatura logo e ampliou em seguida. Mais uma vez com rapidez e toques inteligentes, Pedro sofreu pênalti. Questionável, mas marcado pelo árbitro. O melhor do Mundo chamou a responsabilidade e não perdoou, Messi mandou no cantinho e fez 3 a 1.

A situação de novo mudou, mas aí o Arsenal já estava tonto, desorientando, como um boxeador que leva um cruzado. Precisando de gol, Wenger colocou Arshavin, Bendtner e colocaria quem mais precisasse, mas a postura defensiva do time arruinou qualquer chance da bola entrar. E mesmo que quisesse chegar, não passava do Barça, que deu um show também marcando.

O Barcelona, que tanto toca para buscar o gol, foi tocando a bola para o tempo passar. O placar foi de 3, mas poderia ser bem maior, já que chances sobraram. No final do jogo, uma vitória justa e merecida do Barcelona. O time que mais encanta no mundo fez o que precisava e garantiu a vaga para as quartas de final.

Medroso, o Arsenal fica mais uma vez pelo caminho. Extremamente defensivo, Wenger mostrou que não aprendeu com Mourinho. Seu time, conhecido pelo futebol bonito, foi medroso e vai para a Inglaterra outra vez só sonhando com a UCL. E bota um pouquinho dessa eliminação na conta do Van Persie, que com sua expulsão, preejudicou demais a equipe.

domingo, 23 de maio de 2010

A literalmente Internazionale é campeã da Europa

O time titular não conta com nenhum italiano, são brasileiros, argentinos, romeno, camaronês, holandês e por aí vai, mais internacional impossível.

E foi toda essa mistura heterogênea de nações, comandadas por um português, que fizeram a equipe italiana campeã europeia. Apesar de contar com grandes nomes individuais, a equipe não tem aquele futebol vistoso, que dá espetáculo, mas demonstra uma extrema competência. José Mourinho, o melhor técnico do mundo, de saída para o Real Madrid, fez o time jogar coletivamente, marcar até onde dava e chegar a frente com rapidez e sendo letal.

O Bayern de Munique é um bom time, porém a ausência de Ribery faz uma diferença danada, Robben é craque, mas como diz o ditado, "uma andorinha não faz verão", e tanto Muller quanto o artilheiro Olic não estavam em seus melhores dias.
Diego Milito estava, como esteve por boa parte da temporada. Ele fez o gol do título da Copa da Itália contra a Roma, fez o gol do título do Calcio, e marcou dois na maior decisão de sua vida por enquanto, já que ele pode estar em Johanesburgo daqui 50 dias decidindo a Copa. Basta Maradona pensar um pouco e ver que o camisa 22 tá desandando a marcar gols.

Gols que saem naturalmente, seja originado de um chutão do goleiro, ou em contra-ataque veloz, com direito a entortada no zagueiro.

E toda essa competência ofensiva se assemelha a uma defesa firme e segura, um goleiro fenomenal, laterais que defendem e apoiam na medida certa, uma dupla de zagueiros que vive momento fantástico, e por ali tem o capitão, Javier Zanetti, que há 15 anos na Inter sonhava com o momento de erguer a Europa, hoje foi seu dia de glória.

Assim, a mais do que nunca Internazionale chega ao tri, à triplice coroa, com méritos totais e após 45 anos é dona da Europa, mostrando que defende quando preciso, mas sabe colocar seus craques para jogar bola, e que deixa claro que José Mourinho é o mais marrento e extraordinário treinador do mundo.



quarta-feira, 28 de abril de 2010

Quase perfeita, Inter elimina Barcelona e está na final da Champions

A Internazionale fez semana passada em Milão, uma de suas maiores apresentações dos últimos anos, vencendo o Barcelona por 3 x 1. Valendo-se da vantagem obtida, a equipe milanista aproveitou-se do regulamento e conseguiu a vaga.

O Barça convocou seus torcedores, mais de 80 mil vozes transformariam o estádio em um "inferno" para os italianos, mas toda a empolgação foi em vão, muito apático, o time catalão não fez o que precisava e perdeu a chance do bicampeonato.

O jogo foi  fraco técnicamente, a Inter entrou toda na defesa, só Milito na frente e tentando parar o adversário por todos os lugares do campo, tarefa facilitada com a sonolência do time de Guardiola, que entrou com uma mescla de 4-3-3 com 3-4-3, porém sem  velocidade e parando no ferrolho interista, muito bem montado por José Mourinho. As grandes chances da primeira etapa foram duas, uma com Pedro que bateu à direita do gol, e uma defesa espetacular de Julio César, em tiro de Messi. Jogada essa que foi uma das únicas de perigo do argentino, muito apagado em campo. As outras esperanças da equipe azul-grená também não estavam bem, Xavi não achava espaços entre os zagueiros e Ibrahimovic, mais uma vez, não correspondeu à fortuna gasta pelo Barcelona em sua aquisição.

A Inter já fechada quase se complicou, Thiago Motta deixou o braço em Busquets, tomou o segundo amarelo, indo para o chuveiro mais cedo. Aí a Inter não chegou mais, colocou seus dez homens atrás e rebatia tudo o que rondava a área. O segundo tempo foi se prolongando, o Barcelona se desesperava, as entradas de Jeffrey e Bojan não surtiram efeito e era só no abafa. O zagueirão Pique virou centro-avante e aos 38 minutos fez um belo gol, enchendo de esperança a torcida catalã. A partir de então o jogo foi todo na área italiana, mas novamente Julio César, Maicon, Lúcio, Samuel, Zanetti e Cambiasso foram espetaculares, brecando o Barcelona. No fim, Bojan marcou, mas a arbitragem anulou, alegando toque de mão de Keita, o que vai dar pano pra manga nos próximos dias.

Fim de jogo, festa italiana no Camp Nou, vibração incontida do marrento José Mourinho e a Inter na final. Dia 22 em Madrid, no Santiago Bernábeu, Bayern de Munique e Internazionale duelam pelo título de maior clube europeu, quem leva?

terça-feira, 27 de abril de 2010

Fácil, fácil, deu Bayern

Nem o mais otimista torcedor alemão achou que seria tão tranquilo. Sem sustos, jogando o necessário e contando com uam atuação deplorável do time francês, o Bayern de Munique se garantiu nesta terça na final da Uefa Champions League.

A torcida francesa lotou o Gerland confiando em um triunfo por dois gols de diferença, que classificaria a equipe, mas o apoio não contagiou os jogadores, a atuação do Lyon foi incrivelmente ruim. Ao todo foram apenas duas chances claras de gol, uma com Michel Bastos e outra com Gomis, ambas perdidas na cara do gol.

O Bayern jogou na boa, podendo até empatar, também não fez uma apresentação das melhores, mas foi extremamente eficiente e construiu o resultado. O primeiro gol saiu em jogada da esquerda, Robben e Contento tabelaram, Olic recebeu, girou fácil sobre a marcação e abriu o placar.

No segundo tempo, o panorama pouco mudou, o Lyon precisava de gols, mas não tinha atitude, o Bayern jogava nos contra-ataques, esperando para dar o bote, que saiu novamente com Olic. Antes disso, Cris havia sido expulso após reclamação, arruinando de vez a chance dos franceses.

Para coroar a noite de artilheiro, Olic marcou mais um, chegou aos sete, encostado em Messi, atual artilheiro da competição, Robben não marcou dessa vez, as duas chances do camisa 10 foram defendidas por Lloris.

O Bayern busca o penta, volta a uma final depois de nove anos, já o Lyon se despede de sua melhor campanha na história da UCL, onde bateu Real Madrid e Bordeaux, mas foi amplamente dominado nas semifinais.

Amanhã Barcelona e Internazionale duelam na Espanha, os alemães assistem de camarote, só esperando a final dia 22 no Santiago Bernábeu.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A diferença que faz um grande jogador

Bayern de Munique e Lyon jogaram há pouco pela 2ª semifinal da Uefa Champions League. Ambos os times chegaram a esse patamar como grandes surpresas, o Bayern por eliminar o Manchester United após estar perdendo por 3 x 0 e o time francês por ter tirado de seu caminho a principal sensação no início do torneio, o Real Madrid.

Tanto Bayern quento Lyon não mostram aquele futebol maravilhoso, vistoso e mais uma vez isso ficou evidente hoje, porém há uma diferença entre as duas equipes, um grande jogador que tem o poder de decidir. O Lyon é um time que busca mais a coletividade, não tem aquele cara que chama a responsabilidade, já os bávaros tem dois: Franck Ribery e Arjen Robben, que protagonizaram momentos distintos na partida de hoje.

O jogo foi muito pegado, chances de gol foram raras, os franceses tentavam se sustentar no contra-ataque, enquanto o time de Van Gaal queria de todo o jeito definir a fatura hoje. Mas a tarefa se complicou, quando Ribery foi muito imprudente chegando por cima da bola em Lisandro Lopes e indo para o chuveiro mais cedo. Momento de preocupação no Allianz Arena, hora do Lyon se armar e quem sabe buscar um resultado fenomenal em Munique.

Faltou iniciativa ao Lyon e outra expulsão minou as chances dos franceses, Toualan tomou dois amarelos em cinco minutos e deixou tudo igual também em número de jogadores. Era a hora do Bayern fazer o dever de casa, e aí apareceu o grande jogador, o homem que decide. Sem Ribery, coube à Robben esta tarefa. O holandes foi muito acionado durante todo o jogo, mas não tinha êxito nas investidas. Bastou uma bola, vindo da ponta direita, onde sempre joga, para o meio, a batida forte aliada a um desvio quase imperceptível de Mario Gomez, e o gol, o delírio da linda torcida alemã que abrilhantou o Allianz Arena.

Pode não ter sido o gol da classificação, mas foi o gol que deu um alívio e que garantiu uma simples, porém importante vantagem para a volta em Lyon, e de vantagem o Bayern entende, venceu os dois mata-matas anteriores em casa por um gol de diferença, garantindo sua classificação fora, mesmo perdendo.

De morto o Lyon não tem nada, tem totais condições de reverter essa vantagem, só que a tradição germânica fala alto e um cara que resolve como Robben faz toda a diferença.

É a Internazionale capaz?

Internazionale e Barcelona se enfrentaram nesta terça em Milão pelas semifinais da Uefa Champions League. E a equipe italiana conseguiu algo talvez impensado para muitos, desbancar o poderio azul-grená e sair com vantagem importante do jogo de ida.

A Inter talvez fez uma das suas maiores apresentações nos últimos anos, jogou com garra, determinação, mas também muita técnica. Parar Messi e Cia era uma das obrigações, mas esse não foi o único intuito interista, sobrou vontade de vencer. Quase todos foram impecáveis, Julio César e suas defesas providenciais, a raça espetacular de Lúcio, a chegada de Maicon, resultante até em gol, a maestria de um Zanetti que dispensa comentários, destaque também para o 10, Sneijder, o homem que cria e aparece pra fazer o gol.

Mas três jogadores fizeram a diferença, Thiago Motta, Cambiasso e Diego Milito. A dupla de volantes não deu moleza ao Barça, na única falha, saiu o gol catalão, porque de resto, foram monstros, quem pensou em ver show de Messi, viu o argentino escondido por entre a gana dos marcadores. Xavi também sumiu, nenhum de seus preciosos passes passava pela muralha.

Já que a marcação fazia sua função, Milito também cumpriu a dele, duas assistências e um gol impedido, mas que pode valer a classificação da Inter à final em Madrid. Ao time de Pepe Guardiola resta lamentar e erguer a cabeça, a primeira derrota por dois gols de diferença do treinador no comando da equipe pode custar a eliminação, Messi não deu o ar da graça, Ibrahimovic não faz por merecer todo o investimento feito, mas é o melhor time do mundo e que pode tranquilamente reverter tudo.

Resta saber se a Inter, do marrento e competente José Mourinho, vai conseguir a proeza de segurar o ímpeto do Barcelona no Camp Nou. Se conseguir, ficará marcada como a equipe que parou o melhor time da década.
 

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