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quinta-feira, 21 de julho de 2011

Pra ser muito competente, não precisa de espetáculo

Enquanto assistia Botafogo x Corinthians, eu pensava em como introduzir este artigo. Iria falar que dos últimos cinco jogos, o Timão havia vencido quatro por 1 a 0, mas o gol de Paulinho no finalzinho derrubou esta tese. A teoria caiu, mas o objetivo deste post não, que é falar de como a competência do Corinthians não precisa ser obtida dando espetáculo.

Vi quase todos os jogos do Corinthians no campeonato. Alguns atentamente, outros dividindo atenção ou acompanhando com menos afinco. Mesmo assim, pude perceber que o Corinthians deu apenas um espetáculo, que foi aquele 5 a 0 sobre o São Paulo. Houveram também aqueles jogos em que o time foi muito bem, como contra o Fluminense, o Vasco e o Internacional, apesar de vitórias apertadas nestes dois últimos.

O que espanta nesse Corinthians, além da regularidade, da invencibilidade e da defesa quase instransponível, é a calma que o time tem independente da situação do jogo. Quer esteja bem ou mal, o time não se apavora, não perde esse padrão. Chegou a um encaixe em um nível tão elevado, que ao assistir o jogo, você percebe que o Corinthians vai se dar bem, mesmo com todas as imprevisibilidades do futebol, né Tite?

A partida de hoje contra o Botafogo foi o fiel retrato disso. A começar pelo time que entrou em campo, que é a base do que vem dando certo. Encarar o time carioca fora de casa é tarefa complicada. O Botafogo, assim como o Inter que o Timão derrotou na quinta-feira, tem um sistema ofensivo rápido e de qualidade. Sem centroavante, o time do Rio aposta na velocidade para abrir a defesa. Mas é incrível como a marcação corintiana funciona. Começa lá da frente, com a participação importante e exuberante de Willian e Jorge Henrique na recomposição. Passa pela segurança dos volantes Ralf e Paulinho, até terminar lá atrás com Chicão e Castán, que tem executado papel brilhante.

O Botafogo pressionou, teve posse de bola, chutou a gol, chegou a assustar acertando a trave, mas não dava pinta de que iria marcar, porque a fase do Corinthians não permite isso. A fase lá atrás é fantástica, com apenas quatro gols sofridos, sendo somente um, UM nos últimos sete jogos.

E quando tudo resolve dar certo, tudo resolve dar certo. Na frente, as coisas também fluem. O Corinthians não é uma máquina que esmaga os rivais, mas faz o que tem que fazer, muito bem feito. Certas vezes cria muito, mas só marca um. Em outras cria bem pouco, mas também marca, como foi o caso de hoje.

Pressionado pelo Botafogo, o Timão chegava pouco no primeiro tempo. Se os cariocas tentavam de todo o jeito, os paulistas precisaram de um jeito só, com técnica e aplicação. Jorge Henrique veio fazer papel de meia e lançou Fábio Santos, que fez o que um lateral deve fazer, ir a linha de fundo e centrar. Quem chega? O atacante, ou melhor, o matador, Liedson estava lá no lugar certo pra só empurrar. Nada disso é incansavelmente treinado, mas as coisas parecem estar tão em sintonia, que de um toque em outro a bola cai no fundo do gol.

O gol que selou de vez mais três pontos veio depois de muito drama. Mais pressão adversária, lesão séria do Júlio César, time todo recuado. É claro que o risco de levar o empate ali era imenso, mas o risco de aplicar um contra-golpe mortal também era. Demorou, mas ele saiu e Paulinho jogou a pá de terra no Botafogo.

O Corinthians faz a campanha mais impressionante de todos os campeonatos por pontos corridos. Impressionante os 28 pontos em 30 disputados, mais ainda essa vantagem de sete pontos para o segundo colocado. Se o Corinthians tem cara de campeão e já possui essa gordura, os adversários tem muito com o que se preocupar. O campeonato é longo e todos tem altos e baixos. Uma hora o Corinthians vai tropeçar, mas quando? Pode ser tarde demais para os outros reagirem.

domingo, 22 de maio de 2011

Uma estratégia executada com sucesso

A atual crise do São Paulo é a pior dos últimos anos. Queda na Copa do Brasil, técnico balançando, briga de Carpegiani com Rivaldo, lesão de Luís Fabiano e outros fatores que não fazem o time engrenar. Com a moral em baixa e repleto de desfalques, a estreia no Brasileiro contra o atual campeão Fluminense era vista com desconfiança. Por isso, a estratégia principal de Carpegiani era não perder. Um empate já estava bom. Se o time conseguisse executar jogadas com eficiência e sair vitorioso então, ótimo. E foi assim que o Tricolor saiu do Rio om os primeiros três pontos.

Xandão, Luis Eduardo e Rodrigo Souto. Wellington, Casemiro e Carlinhos Paraíba. Foi desse jeito que a equipe entrou em campo. Recheada de volantes marcadores e com muita cautela. Os primeiros 30 minutos de jogo foram pavorosos. Sem inspiração, o Fluminense não conseguia passar da barreira imposta. Na única que chegou, Deco perdeu grande chance. O São Paulo também não parecia ter válvula de escape. Os volantes, que poderiam sair para o jogo, não recebiam a bola, já que os zagueiros, visivelmente nervosos, só rifavam.

Quando a bola chegou em alguém que tem alguma técnica, a estratégia funcionou. Casemiro foi o meia que não existia e Dagoberto mostrou por que é o nome do time em 2011 ao marcar o primeiro. Gol fundamental para as pretensões de segurar, forçar o Flu ao erro e buscar o contra-golpe.

Rogério Ceni só trabalhou em chutes de longa distância. Isso porque o argentino Conca não jogou. Ele até estava em campo, mas apagado e anulado por Wellington, que foi um carrapato, o hermano não conseguiu trabalhar.

O segundo tempo, que talvez reservasse uma pressão do clube carioca em busca do empate logo tomou outro rumo aos 3 minutos. Do jeitinho que a estratégia previa, Lucas partiu em velocidade, fez linda jogada individual e marcou o segundo. O gol que caiu do céu e jogou o derradeiro balde de água fria no Fluminense.

Dali pra frente, o São Paulo não se preocupou mais. Buscando contra-ataques, poderia até ampliar, mas não foi necessário. Enderson Moreira demorou a mudar, mas nada surtiu efeito. A equipe seguiu apostando em ineficientes tiros de fora e bolas na área, que consagraram Luis Eduardo e Xandão. Sem paciência, a torcida não aguentou e o time de guerreiros virou time sem vergonha.

Sem ter nada a ver com isso, o São Paulo vence o jogo e larga bem na estreia. Isso ainda não faz a crise terminar, mas a ameniza um pouco e mostra que estratégias dão certo. Quem sabe as coisas não comecem a funcionar pelos lados do Morumbi.

sábado, 21 de maio de 2011

O Nacional mais imprevisível e equilibrado do mundo vai começar

O futebol gira em torno da Europa. Lá estão os melhores jogadores, times e estrutura. As ligas, totalmente organizadas, promovem conforto a clubes e estabilidade às equipes. Tudo isso é muito bonito e extremamente útil. Mas como o futebol é feito de emoção, é aqui no Brasil que temos o melhor campeonato nacional do planeta, cheio de equilíbrio e na maioria das vezes imprevisível.

Se na Espanha é Barça ou Real. Na Itália não foge de Inter, Milan e talvez a Juve. Na Inglaterra, Arsenal, Manchester e Chelsea monopolizam as últimas conquistas, aqui não, não há um campeonato que começa já sabendo que de um grupo de dois ou três vai sair o campeão. E amanhã, quando a bola começar a rolar, teremos ainda mais certeza disso. Vai começar o Brasileirão 2011.

Serão 38 rodadas quentes, e com pelo menos um jogão envolvendo dois gigantes do país por fim de semana, já aqui temos simplesmente 12 clubes de elite, mais os emergentes que sempre são gratas surpresas. Teremos também a volta de craques, times fortes e uma rivalidade única, que só o nosso Brasileirão pode proporcionar.

Os favoritos sempre existem. Como não destacar o atual campeão Fluminense, de Fred, Conca e agora sob a batuta de Abel Braga. Ou o Flamengo de Ronaldinho Gaúcho, Thiago Neves e Luxemburgo. No Rio, Vasco e Botafogo estão um patamar abaixo. Mesmo semifinalista da Copa do Brasil, o Vasco não faz suspirar e parece não ter folêgo. Igual ao Bota, que vem de campanhas boas, mas não consegue emplacar.

Na Terra da Garoa está o maior favorito. Com o rei dos pontos corridos Muricy e um time que sabe jogar muita bola, o Santos desponta hoje como um grandioso candidato. Claro que uma conquista da Libertadores brecaria um pouco o ímpeto, mas com a força que tem, o Peixe chega pra ganhar. Quem também é sempre forte é o São Paulo. Dono de 3 títulos na era dos pontos corridos, o Tricolor vem reformulado, apesar de crises e pressões. Em campo é um time de respeito, que quando chega, chega pra vencer. No Corinthians, a aposta é ainda arriscada. Sem se encontrar muito, o Timão não demonstra ser um dos que vão brigar pelas cabeças. Seja por Tite ou pelas deficiências do elenco. Mesmo assim, é o Corinthians e há de se respeitar. Mesma coisa com o Palmeiras. Em crise que parece não ter fim e órfão de um título brasileiro que não chega há 17 anos, o Verdão precisa primeiro se encontrar e se reestruturar, para então buscar coisas melhores.

Nas Minas Gerais, a expectativa é grande. O Atlético tem no papel e pelo que já apresentou no ano, um time para finalmente brigar por cima fazer parar de sofrer seu torcedor, que já se cansou de brigar por baixo. Título é um sonho distante, mas o Galo surge como força emergente. O lado azul de BH já é muito favorito. A equipe que talvez mais tenha encantado até agora no ano, o Cruzeiro viu acontecer uma catástrofe na Libertadores e dela quer tirar uma lição. Com um time muito forte e de qualidade, ao lado dos Meninos da Vila, a Raposa é perigosa.

Pelos lados de Porto Alegre, Inter e Grêmio provocam reações diferentes. Os Colorados também são favoritos fortes ao caneco. Batendo na trave há muito tempo, O Inter é, depois do Galo, o time que possui a maior fila. Com uma legião estrangeira, querem dominar o Brasil. O Grêmio é a equipe que não empolga. É valente, lutador, mas de longe é o de ótimas campanhas nos últimos anos. Na superação pode ir longe.

Estes são os doze gigantes. Mas como não mencionar Coritiba, Avaí e Ceará, semifinalistas da Copa do Brasil e possíveis surpresas boas nesta competição. As voltas de Bahia, Figueirense e América MG também dão todo um brilho especial a esta competição.

Amanhã será apenas o primeiro passo de uma caminhada longa e que premia o mais regular, aquele que se impõe e se mantém por mais tempo. Com emoção e equilíbrio, só nos resta sentar e aguardar, para ver de camarote essa disputa sensacional.

domingo, 21 de novembro de 2010

Tite, cautela em excesso não faz bem


Erro do árbitro? Corpo mole do São Paulo? Não, quem acabou com o Corinthians hoje foi Tite. Medroso e cauteloso ao extremo, o treinador do Timão não teve peito pra querer a vitória e viu seu time deixar o título mais perto do Fluminense.

No Barradão, já eram esperadas as dificuldades corintianas, muito disso pela ausência do maestro Bruno César e de Dentinho. O Vitória, desesperado na luta contra o rebaixamento, apostava na força de sua torcida e no forte calor baiano que assolou os atletas em campo. E parece que os quase 40 graus fizeram efeito nos primeiros minutos. Ambas as equipes se seguravam, poupavam energias e não apostavam muito em se arriscar. Um lance de efeito mudaria algo. Dentre os 22 em campo, só Ronaldo era capaz disso. Na primeira, Jorge Henrique demorou demais pra finalizar e parou em Viáfara.

Fazendo a função de garçom, Ronaldo não veria outra chance desperdiçada. Mais um passe açucarado, no meio da zaga, após tabela com Danilo. O camisa 11 mandou pro gol, abriu o placar e mandou o Corinthians de vez pra ponta da tabela. O empate entre São Paulo e Flu favorecia os alvinegros.

O gol tirou ainda mais o ritmo do Timão. Ronaldo era a saída pra equipe, mas uma lesão na coxa direita minou a participação do Fenômeno ainda na etapa inicial. Ali o Corinthians começava a perder a vitória. O rubronegro baiano foi pra cima, porém sem muita inspiração. Ramón só apareceu duas vezes. Uma em bola parada que Júlio César espalmou com qualidade e na outra em lance com Ralf. O volante corintiano bateu com a mão na bola, cometendo pênalti.

No duelo entre arqueiros, melhor para o colombiano Viáfara. Sem dar chances ao adversário, ele empatou. Final da primeira etapa com igualdade em Salvador e vitória do Fluminense na Grande São Paulo. Os papéis se invertiam e era o Tricolor das Laranjeiras quem assumia liderança.

Só que veio o segundo tempo e o time de Muricy levou o empate. Igualdade em Salvador e na Arena Barueri, Corinthians retornava à liderança e o jogo no Barradão se arrastava. Embora as equipes tentassem o gol, faltou qualidade. A Élkeson, que perdeu gol na cara. (Não tirando os méritos de Júlio César, que foi brilhante). Do outro lado, Danilo, de perna direita, aquela que serve só pra subir no ônibus, isolou uma bola frente a frente do gol.

Com os placares se mantendo, eis que entrou em ação Adenor Leonardo Bacchi, ou simplesmente Tite. O treinador corintiano resolveu afundar qualquer chance de vitória do Corinthians ao tirar Jorge Henrique e colocar em campo Paulinho. Com Iarley sozinho na frente, não sairia nada de útil. E de fato não saiu. O excesso de cautela prejudicou o time, que sem ninguém pra armar, se viu envolto em um beco sem saída. Não dava pra chegar ao gol daquele jeito, só em lances isolados, que não vieram.

O Vitória ainda teve uma boa chance, impedida pelo número 1 corintiano e nada mais que isso. Tite mudou quando estava 1 x 1 na Arena Barueri. Não muito tempo depois, o Fluzão já mandava 4 e tirava o Timão da liderança. Justa, pela sonolência do time, que viu Roberto Carlos, Elias e Jucilei muito aquém, mas principalmente por seu comandante, que em um alteração, jogou o resultado e quem sabe o título para longe do Parque São Jorge.

domingo, 24 de outubro de 2010

Arrebenta, Brasileirão!!!!!!!!!

Fugindo do costume de escrever mais que um artigo por dia, essa rodada das 18h30 merece um post especial. Dos quatro jogos, três foram extremamente emocionantes, tiraram o folêgo dos torcedores , os emocionaram e proporcionaram algumas mudanças na tabela.

Comecemos pelo grande espetáculo da noite, lá em Uberlandia. O Cruzeiro, tão acostumado a ganhar do Atlético, perdeu no momento em que não deveria. Com trinta minutos, o Galo já fazia 3 x 0 e detalhe, não porque estava fácil, o jogo era muito bom, lá e cá, tanto é que Montillo perdeu um penalti pouco antes do terceiro de Obina. Isso mesmo, três de Obina. Se ele é melhor que Eto'o eu não sei, mas fazer um hat-trick em um Palmeiras x Corinthians e outro em um Atlético MG x Cruzeiro é coisa para privilegiados. Gilberto ainda marcou um golaço e devolveu a esperança ao torcedor celeste.

No segundo tempo, o time de Cuca foi para o tudo ou nada, pressionou, tentou, mas a noite era alvinegra, Réver fez o quarto e matou o jogo. Ou melhor parecia que tinha matado, em três minutos Thiago Ribeiro fez dois e recolocou fogo no jogo. A Raposa tentou de tudo no fim, mas pecou nas finalizações e sai do clássico derrotado. De quebra perde a liderança. O Atlético de Dorival sai da zona de rebaixamento. Desde a estreia do treinador, a equipe é outra, e assim, não cai de jeito nenhum.

O segundo jogão foi em Santos.  Na Vila Belmiro, comemorando o aniversário de Pelé, contra o lanterna, tendo dois a mais e um penalti a favor. Quem vê isso sem saber o resultado imagina uma goleada histórica do Santos, certo? Em tese sim, eu pensaria o mesmo. Mas o Grêmio Prudente foi valente e de virada, é, o Santos conseguiu essa façanha, acabou 3 x 2.

O Santos passeou na etapa inicial, parecia que venceria mesmo sem sustos. Keirrison e Durval deram eta certeza aos santistas antes do intervalo. Porém, a equipe não voltou para o segundo tempo. 11 corpos estavam lá, mas bola e vontade ficaram no vestiário. O Prudente, já virtualmente rebaixado, não tinha nada a perder  e com quinze minutos virou a partida, deixando perplexo a todos os que viam a partida. Aí o Santos acordou, como era de se esperar. Pra ajudar a equipe do litoral, dois atletas do adversário foram expulsos e o Peixe tinha um penalti.

Com a camisa 70, a que homenageava Pelé, Neymar foi pra bola com aquele jeito bem peculiar do atacante. A categoria que sobrava no Rei do Futebol faltou à ele, bola no travessão e o empate não veio, como não viria até o fim do jogo. Resultado que renova um pouco a esperança do Prudente e tira a chance de ouro que o Santos tinha de entrar na luta pelo título. Pelé com certeza não ficou feliz, muito menos a torcida do Peixe.

Fechando a sessão "Espetáculos", deu empate no maior clássico do Brasil. Grêmio e Internacional mostraram equilíbrio e ninguém saiu feliz do Olimpico. Com duas equipes extremamente fortes, o primeiro tempo foi marcado por grandes chances, André Lima foi o mais competente e abriu a contagem.

E parecia que o Tricolor ampliaria logo, já que deu uma blitz no início da etapa inicial, o artilheiro Jonas estava doidinho pra guardar o dele. No entanto, o campeão da Libertadores acordou. Em cinco minutos foi uma sequencia. Gol anulado de Sóbis,  duas chances que obrigaram Victor a praticar duas defesaças e um penalti. Fábio Rochemback imitou o goleiro e fez uma grande defesa, mas ele não pode né. Expulsão e gol de Alecssandro.

Mesmo com um a menos, a equipe de Renato Gaúcho mostrou porque tem uma das reações mais brilhantes da competição, Fábio Santos fez mais um e incendiou a galera gremista. O resultado colocava a equipe de vez na briga pelas primeiras posições. Só que o Colorado não queria sair derrotado do último Grenal do ano. D'Alessandro chamou a responsabilidade e fez um belo gol. Empate que deixa ambos um pouco mais longe do título. Ao Grêmio resta manter a ótima sequência e buscar a Libertadores. O Colorado já começa a pensar em Abu Dhabi.

No Engenhão, Flamengo e Vasco fizeram um jogo menos emocionante e empataram em 1 x 1.

Saldo da rodada: Fluminense novo líder; o Corinthians, que parecia morto e entregue, renasceu e aparece mais forte do que nunca, a rodada foi quase perfeita para o Timão; o Botafogo sobe bem e sonha com melhores coisas e o Galo que ri a toa, saiu da zona de rebaixamento, venceu o clássico e atrapalhou o rival.

Os que saem tristes do fim de semana: Cruzeiro, que podia disparar e tropeçou. Atlético PR, que podia entrar de vez entre os classificados para a Libertadores, Santos, que com o vexame vê a tríplice coroa muito mais longe; São Paulo que perdeu chance de ouro de se aproximar do pelotão da frente e Guarani e Vitória, que perderam no sábado e receberam a visita do fantasma do rebaixamento.

Faltam sete rodadas. Se tivermos até o fim, rodadas memoráveis como essa, aguenta coração, é emoção demais pra um campeonato só.

O time ofensivo que não atacou

Dois dos piores em campo, Fernandão e Carlinhos Paraíba viram o Ceará vencer sem sustos


O que tanto temia o torcedor são paulino acabou acontecendo hoje no Castelão. Na teoria aquele time ofensivo como na partida contra o Santos, já na prática, foi um fiasco, nulo na criação, o Tricolor sucumbiu à uma grande partida do adversário e perdeu por 2 x 0, primeira derrota de Carpegiani no comando.

Em campo, os desfalques fizeram falta, muita falta. Principalmente Alex Silva e Dagoberto. A defesa exposta mais uma vez foi um buraco e o ataque tão competente na última rodada desapareceu hoje. Fernandão jogou? Lucas criou? Absolutamente não e não culpem o calor de Fortaleza, pois a fraca atuação nada tem a ver com a temperatura.

O começo foi bem equilibrado, as equipes se estudando, até o São Paulo marcar com Ricardo Oliveira, porém em posição de impedimento. Após o susto, o Ceará começou a matar o jogo, sempre pelas laterais. Na direita com Boiadeiro e na esquerda com Vicente. Os alas fizeram a festa na defesa são paulina. Na primeira chance clara, Geraldo recebeu sozinho, mas telegrafou o chute e facilitou a vida de Rogério. Na sequência não teve jeito. Vicente levou no fundo e mandou na cabeça de Magno Alves, indefensável para o capitão. A correria pelos lados era coisa de outro mundo, Renato Silva e Diogo sofreram e vão sonhar muito com o show que tomaram.

Vendo o baile que seus defensores levavam, Carpegiani resolveu mudar e colocou Ilsinho. Assim tinha mais presença ofensiva e segurava o lateral adversário. Até funcionou, mas o domínio cearense continuava e resultou no segundo gol. Carlinhos Paraíba, outro que esteve muito abaixo da crítica, afastou mal e o zagueiro Diego acertou um chute que provavelmente não acertará novamente na carreira, no ângulo, impossível de qualquer reação do arqueiro tricolor.

A enorme desvantagem desmontou a equipe. Afobada, errando demais e sem nenhum tipo de controle, parou na ineficiência de Fernandão e no dia nem um pouco iluminado de Lucas. Fernandinho até tentou algo pela esquerda, quase nenhuma com sucesso. Ricardo Oliveira foi o que mais buscou jogo, mas esteve bem abaixo do que pode apresentar.

O começa da etapa complementar parecia mais interessante para o São Paulo. Durante os primeiros dez minutos a equipe marcou pressão, buscou atrapalhar a saída de bola adversária. Só que faltava ser incisivo, concluir a gol. A perspectiva era de muitas dificuldades. Foi assim até o fim, pouca inspiração e pouca técnica, extremamente diferente do que se viu na semana passada.

O Ceará também não teve uma atuação espetacular na etapa final. Com o jogo na mão se segurou, controlou a bola e arriscou um ou outro contra-ataque que levou perigo. Mas o 2 x 0 já era excelente e foi assim que terminou.

Com a vitória, os nordestinos se afastam mais ainda da zona da degola e vislumbram uma vaga na Copa Sul-Americana. Elogiável a presença maciça do torcedor no Castelão, times com torcida assim não merecem cair. Já o Tricolor não consegue emplacar outra vitória e novamente vê as más atuações atrapalharem seu desempenho. A vaga na Libertadores é um negócio estranho nos lados do Morumbi. Uma hora parece impossível, depois o time ganha uns joguinhos e o sonho reaparece forte. Voltou a ficar difícil, mas do jeito que anda louco esse Brasileirão, só depois da última rodada pra saber.

domingo, 17 de outubro de 2010

Sensacional, sensacional


Muitos gols, expulsão, penalti, virada e o lance decisivo no último minuto premiando um atleta que poderia sair como um dos culpados pelo resultado. Retratos e acontecimentos de um clássico histórico, fenomenal, daqueles que devem ficar na memória e na lembrança dos que o presenciaram, seja no estádio, em casa ou qualquer outro lugar. Simplesmente um espetáculo.

Em campo o São Paulo entrou com a escalação que Carpegiani já ensaiava, ofensiva demais. O Peixe com seu time mais cauteloso, louco para contra-atacar. E foi assim, um jogo lá e cá, que reservaram talvez os melhores vinte minutos de futebol dos últimos anos. Primeiro com o Santos, Alan Patrick aproveitou um rebote ruim de Rogério e marcou. Eram três minutos de jogo e o Santos poderia se esbaldar no contra-ataque. Os torcedores tricolores podem ter ficado muito nervosos com seu treinador, que ousou e abriu o time contra um adversário leve e extremamente perigoso. Qualquer crítica cairia por terra logo.

Aos 6', Miranda fazia uma jogada linda e cruzou para Ricardo Oliveira, ele só ajeitou e Dagoberto empatou a partida, que já dava ares de emoção e dramaticidade. O Tricolor envolvia e chegava rápido com ucas, Fernandinho, Dagoberto e Ricardo Oliveira. O Santos não ficava atrás, Alan Patrick, Neymar e Zé Eduardo, que só não marcou em milagre de Ceni, respondiam do outro lado. O São Paulo foi mais competente.

Primeiro com Fernandinho, que tramou jogada com Ricardo Oliveira, outro monstro em campo, mais uma vez a bola foi para Dagoberto, que testou e virou o jogo. O terceiro veio na sequência. Dagoberto de novo infernizou a defesa santista, Pará tentou tirar a bola do camisa 25, mas mandou para seu próprio gol..

3 x 1 e placar tranquilo para o Tricolor certo? Totalmente errado. Na saída de bola, o Peixe diminuiu. Pará se redimiu, aproveitou cochilo são paulino e serviu Zé Eduardo, outro gol, o quinto em apenas vinte minutos no Morumbi. Digno de aplausos, tensão  e delírio dos torcedores.

No decorrer da primeira etapa os gols não saíram mais, mas a emoção permanecia. O Santos cresceu e exercia pressão. Por duas vezes, Rogério Ceni executou milagres e impediu o empate. O Tricolor buscava os contra-ataques, mas não tinha a mesma eficiência, errava alguns passes e tinha dificuldade de chegar ao gol. Os quarenta e cinco minutos de tirar o folêgo terminavam ali, porém prometiam muito mais para a segunda etapa.

Lucas, machucado, deu lugar a Renato Silva.  Carpegiani fechava o time com três zagueiros e tentava corrigir a marcação, que apresentou muitas falhas na etapa inicial. A equipe segurou no começo, mas outra vez Richarlysson atrapalhou com uma expulsão ridícula. Carrinho na lateral sem necessidade nenhuma. O Santos que já ia pra cima, foi com tudo. Era ataque versus defesa e o São Paulo tinha que se segurar e tentar encaixar um contra-ataque. A equipe suportou até quando pôde, foi então que um penalti bem discutível igualou a partida. Alex Silva e Neymar se enrolaram na área e o árbitro marcou. O garoto bom de bola do Peixe bateu bem e empatou. Se o penalti foi estranho, o resultado era justo pela bola que ambas as equipes demonstravam.

A partida se abriu de vez. O empate, resultado considerado ruim por ambos, não interessava. O Santos seguiu apostando nas investidas de Neymar, enquanto o Tricolor via a vitória se esvair pelos dedos em duas chances de ouro com Jean. Nas duas, a bola não entrou de maneira incrível, o camisa 2 estava na cara do gol.

O castigo quase veio quando Danilo também na cara do gol, parou no capitão são paulino, que, se falhou no gol inicial, se agigantou e impediu pelo menos outros três gols.

Mas no final Jean foi recompensado. Marlos cruzou, Ricardo Oliveira, de novo, cabeceou, Rafael deu rebote e dessa vez o lateral tricolor não perdoou, aos 48 minutos selou a vitória são paulina, mais uma sob o comando de Carpegiani.

Agora, o sonho do Tricolor segue firme, com ressalvas, mas firme. O time aberto expõe a defesa, que tem tomado muitos gols. O treinador tem a chance de encaixar essa equipe ainda mais, porque esse time demonstra ter futuro.

O Santos perdeu, mas foi muito bem, não merecia. Ainda luta pelo título e precisa também arrumar a defesa, que vinha bem nos últimos jogos, mas tomou gols bobos hoje, coisa pra se acertar, são seis pontos do líder, ainda dá.

Quanto à bola jogada pelas duas equipes no clássico, O FUTEBOL AGRADECE!!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

O que aconteceu com o Corinthians?


Um time que liderava o Brasileirão e dividia com o Fluminense o amplo favoritismo ao título. Perdeu seu treinador Mano Menezes para a Seleção Brasileira. Seu substituto, Adilson Batista, até começou bem, com resultados muito otimistas e que davam vantagem à equipe de Parque São Jorge. Julio César, aposta no gol, fazia boas partidas, a defesa com Chicão e William era segura, Ralf dominava a cabeça da área, Roberto Carlos revivia seus bons tempos, Bruno César era maestro e artilheiro e nem Ronaldo fazia falta. Iarley, por mais estranho que seja, marcava seus golzinhos e ajudava a equipe. Do nada, tudo mudou, o time não jogou mais bola, atletas que eram destaques sumiram, a equipe literalmente parou. Tudo isso após a vitória sobre o Santos.

Aquele triunfo em plena Vila Belmiro, logo após uma outra espetacular vitória sobre o Fluminense também fora de casa, já dava indícios de que o campeão estava surgindo, mas algo aconteceu, de repente o futebol sumiu e o Corinthians não vence há seis rodadas.

Nesta quarta-feira contra o Vasco, a equipe foi o retrato de um time sem brio, sem luta e passivo, totalmente vulnerável ao adversário. Todos estes jogos sem vencer culminaram na queda de Adilson, mas nem isso resolveu, o time pareceu ainda pior em São Januário.

O primeiro tempo foi um passeio, um massacre do time carioca. Tomando um baile pelo lado direito da sua defesa, o Timão via o trio Felipe-Zé Roberto-Éder Luís fazer a festa nas costas de Alessandro. O primeiro gol não demorou a sair. O lateral corintiano deu espaço para Carlinhos carregar a bola e cruzar, Zé Roberto, impedido, marcou. Vale ressaltar que o camisa 10 ainda perdeu duas grandes chances na etapa inicial.

Na frente, com Souza no comando de ataque, o torcedor alvinegro paulista sofria calafrios, mas foi Iarley quem tratou de revoltar de vez a Fiel torcida. Após cruzamento de Danilo, ele fez o mais difícil, que era perder o gol. Sem goleiro, sem nada, bastava tocar de chapa que era gol, quis inventar e em uma fase dessas, não se pode pensar nestas coisas.

O Vasco não perdoou o erro grotesco. Bolão de Felipe para Éder Luís. Por onde? Costas de Alessandro, que foi superado de maneira extremamente fácil pelo camisa 7, que só deslocou o goleiro e deixava claro no placar a disparidade técnica das equipes no jogo.

O Corinthians seguia errando passes, tocando a bola pra trás e não chegando nenhuma vez ao gol. Para piorar, Alessandro pediu pra sair. Alegou lesão, mas ficou uma impressão de "migué", o camisa 2 parecia não aguentar mais ser humilhado pelos atacantes vascaínos e pediu arrego. O Vasco deu mole, segurou a onda e não forçou. Sem tomar sustos, o time de PC Gusmão controlou como quis a etapa inicial.

O segundo tempo foi extremamente maçante. Com o jogo na mão, o Vasco cadenciou, fez uma cera ou outra, tocou bola e esperou o final, nem se deu ao luxo de aproveitar os contra-ataques.

O Corinthians até teve a intenção de tentar, faltou qualidade. A única chance da equipe do interino Fábio Carille foi um chute de Jucilei, espalmado por Fernando Prass. O reflexo do time no jogo se deu em um lance com o atacante Souza. Após receber passe na área, fez o movimento de dominar, mas caiu de maneira bisonha no chão. Motivo de risos para muitos e de desespero para os corintianos. Aquela foi a gota d'água, o centro-avante saiu em seguida, fazendo gestos obscenos para a torcida adversária. Defederico entrou e nada fez.

Assim só restava terminar o jogo mesmo. O Vasco se aproveitou e precisou jogar bem apenas uma parte do primeiro tempo para sair vencedor, segue sonhando com Libertadores.

O Corinthians vive uma fase sombria. Sem técnico, com uma penca de jogadores no departamento médico e vendo uma vantagem que era favorável, se transformar em 5 pontos atrás do Cruzeiro, faltando nove rodadas. Ronaldo promete voltar no domingo contra o Guarani. Vai resolver? Não sei, ou melhor, ninguém sabe, até porque é um mistério o que aconteceu com o Corinthians.


sábado, 9 de outubro de 2010

Ele também faz gol fora do Morumbi



Em ambas as passagens pelo Tricolor, ele só havia marcado gols no Morumbi. Demorou, mas Ricardo Oliveira compensou em muito grande estilo essa falta de gols jogando fora da capital. Em Presidente Prudente, marcou os três da vitória são paulina, a segunda sob o comando de Carpegiani e m novo gás para estas rodadas finais.

O novo treinador escalou o time de maneira ofensiva, um clássico 4-4-2, com dois volantes e dois meias. Marlos caindo pelos lados e Lucas mais centralizado encostando em Fernandinho e Ricardo Oliveira. A proposta imposta era simples, marcação pressão e muito toque de bola entre os homens de frente. A velocidade teria de ser fator fundamental.

O desesperado Grêmio Prudente também queria jogo e partiu para cima promovendo uma partida agradável no início, logo a qualidade técnica da equipe da capital se evidenciou. Sete minutos de jogo e o primeiro veio, Marlos, recuado, marcando, brigou pela bola e começou a jogada que daria origem a uma falta. Bola parada dali é meio gol pro goleirão Rogério, mas foi outro R, o de Ricardo Oliveira que mandou no ângulo, um golaço, primeiro dele fora do Morumbi.

Mais uma vez um gol cedo que daria tranquilidade à equipe. Aí faltou ousadia e a vontade de matar o jogo logo. O time deu uma segurada no ritmo e chamou o adversário. Sem nada a perder, os mandantes chegaram ao empate com Wesley.

Se o gol podia dar algum susto no São Paulo, a turma lá da frente não deixou. Novamente uma roubada de bola, que sobrou para Lucas, o garoto bom de bola achou o matador, Ricardo Oliveira bateu de primeira e desempatou. Com participação muito efetiva dos homens da frente, o São Paulo terminava bem o primeiro tempo.

Para o segundo tempo, Carpegiani mexeu cedo. Carlinhos Paraíba entrou para dar mais cadência e marcação no meio. Fernandão foi marcar presença na frente, voltando para armar. O gol saiu e em grande estilo. Lucas fez uma jogadaça, linda mesmo, a bola acabou sobrando nos pés do iluminado do dia, Ricardo Oliveira mandou firme, no ângulo, outro golaço.

Com uma bela vantagem, o time se soltou e relaxou, assim como havia sido contra o Vitória. O Prudente poderia até ter tido melhor sorte, mas em um penalti bem estranho marcado pelo árbitro, Willian fez o favor de isolar a bola.

O São Paulo cozinhou o jogo, ainda criou alguma coisa, mas parou de marcar. Atrás sofreu alguns perigos e levou um gol, de Wesley. Já no fim, nada que atrapalhasse o triunfo tricolor.

Com 41 pontos, Carpegiani deu uma nova cara ofensiva ao Tricolor, que marca em cima e chega bem à frente. Isso contra times da parte de baixo da tabela. Destaque para o camisa 99, artilheiro da noite e para Lucas, como jogou bola hoje, dribles, passes e muita categoria. Domingo tem clássico contra o Santos, é o jogo perfeito para constatar essa tal evolução do time são paulino. Libertadores? Tá difícil, mas quem sabe a maré muda, a sorte vem e Conmebol abre uma nova vaga. Aí sim será bom os adversários se preocuparem.

sábado, 25 de setembro de 2010

Copa do Brasil e Sul-Americana, aí vou eu!!!!!!!!!!!!


Depois de uma vitória até animadora perante o Palmeiras e um sufoco danado contra o Guarani, a trinca verde do Tricolor terminou em humilhação. Sumariamente destruído pelo Goiás, a equipe do Morumbi não só vê mais uma vez o sonho de Libertadores distante, mas pior que isso, ver Dorival Júnior fechar com o Atlético MG. Tá na cara que Baresi fica até o fim do ano, resta saber o que a inoperante diretoria tricolor fará.

O interino fez duas mudanças no time. Miranda e Richarlysson suspensos, deram lugar à Samuel e Carleto, respectivamente. Com um time cheio de improvisações e buracos em campo, a noite foi sombria. Os primeiros minutos foram até regulares com duas chances de gol, mas só foi o primeiro erro grotesco aparecer para o time desandar.

Samuel errou uma, o ataque goiano não aproveitou. A segunda foi letal. Com uma falha deplorável, o zagueiro deixou de bandeja para Carlos Alberto marcar. Tudo bem que ele é canhoto e Xandão não, mas pô Baresi, mesmo sem pernas, o Xandão é anos luz melhor, abre o olho, Samuel de titular não dá.

O gol desestabilizou, desestruturou o time, que resolveu se abrir e fragilizar ainda mais a defesa. O lado esquerdo e o meio eram um convite ao Goiás, que deitava e rolava. Felipe recebeu na área, rolou pra Rafael Moura, que fez mais um, mas foi tão livre, que parecia até um treino.

Atuando nos erros tricolores, que eram demasiados, o Esmeraldino matou o jogo ainda na etapa inicial. Origem do gol? Outra bobeada, agora de Jean. Bola perdida, contra-ataque e Rafael Moura, de novo ele, ampliou.

O apito de Célio Amorim ao fim da primeira etapa desencadeou uma enorme vaia no Morumbi. Inútil, o time saía apanhando de 3 x 0 do Goiás, vice-lanterna. E dizer que três foi pouco não é exagero. Fosse mais ousado e competente, o time do Centro-Oeste teria ensacolado mais uns dois ou três.

Para o segundo tempo, o "gênio" Baresi colocou Dagoberto no intuito de ao menos diminuir logo e tentar um milagre. Samuel, para alívio da torcida, também saiu. Já não havia mais esquema, virou desespero geral. O time resolveu pressionar e viu que a noite era tenebrosa, Harley fechou o gol.

Com pelo menos três defesas espetaculares, o arqueiro impediu qualquer tipo de reação são paulina e saiu como um dos grandes nomes da partida.

Apesar das tentativas, o time foi medonho neste sábado. No artigo anterior, eu disse que a equipe era diferente com Lucas inspirado. Hoje ele só entrou em campo, futebol que é bom, nada. Dagoberto é aquilo de sempre, tem um, dois jogos de inspiração e dez de marasmo. Ricardo Oliveira também foi nulo. Faltou qualidade a ele e aos companheiros que de nenhuma maneira propiciaram chances de gol ao artilheiro.

Hoje ninguém, mas ninguém mesmo merece qualquer tipo de elogio. O máximo que dá pra falar é da sempre raça de Alex Silva, da boa presença OFENSIVA de Carleto, porque atrás foi uma avenida e de Marlos, talvez o único que tenha tentado algo diferente.

Agora, quem merece de verdade todas as vaias é a diretoria. Sacrificar Baresi não vale a pena, mas tirá-lo e deixá-lo como assistente do desempregado (até poucas horas atrás) Dorival Júnior seria muito bom para o interino. Mas não, Juvenal o bancou e viu, além da ridícula atuação de hoje, Dorival Júnior fechar com o Galo mineiro.

Dizem que ele já tem Abel Braga garantido para 2011, mas o torcedor tricolor que resultado pra já, cansou de ver a diretoria omissa, que deixou a equipe, multi campeã nos últimos anos, passar em branco em 2009 e 2010. E nem Libertadores vamos ver, que venha a Copa do Brasil e a Sul-Americana.

domingo, 19 de setembro de 2010

Seja como Marcelinho ou Lucas, o São Paulo é diferente com ele inspirado


O nome na camisa mudou, a responsabilidade não. Com a tarefa de organizar e dar a vida ao time, Lucas, o ex-Marcelinho, brilhou no Choque-Rei deste domingo e comandou o São Paulo rumo à vitória.

Sérgio Baresi mudou o esquema. Sacou Dagoberto e colocou Ilsinho entre os titulares. Era uma mistura de 3-6-1 com 4-5-1, Fernandão era o único homem de frente, auxiliado por Lucas. A intenção era povoar o meio campo e contar com as individualidades de Ilsinho e Lucas. Felipão sofreu com o desfalque de Kléber. Ver o Gladiador fora e Tadeu em campo é algo bem triste para os alvi-verdes. Valdívia começou entre os onze, mas sozinho teria tarde complicada.

A aposta de Baresi foi válida no início. Ilsinho chamou jogo pela direita, deu caneta e bom passe para um chute de Jean. Porém, a sorte não estava com o camisa 77. Em uma faltas cometida por ele mesmo, lesionou o joelho. Tentou voltar, mas não aguentou. Zé Vitor foi para seu lugar.

Sem o toque de qualidade no time, o São Paulo sofreu e caiu demais de rendimento. A bola pouco chegava a frente, Jorge Wágner tinha dificuldades em criar jogadas, dificultando totalmente as chegadas ofensivas. Lucas e Fernandão eram peças nulas até então.

Do outro lado Felipão foi o protagonista. Falou demais pro bandeira e foi expulso. De quebra, perdeu Ewerthon lesionado. Tinga entrou e deixou bem retratado o que foi o péssimo primeiro tempo. A entrada dele representava a presença de 11 jogadores só de meio campo. Exatamente metade dos atletas em campo atuavam pela faixa central do estádio do Pacaembu. Talvez por isso, a partida foi tão fraca, sem qualquer emoção e adrenalina, bem típica de dois times que estão deixando demais a desejar.

Para o segundo tempo as equipes voltaram iguais. A atitude teria de ser diferente. O Palmeiras seguia esperando Valdívia brilhar, enquanto o rival buscava um lampejo do garoto Lucas. Foi dele que finalmente saiu algo produtivo. Jogada simples e objetiva. Rogério Ceni bateu falta do campo de defesa, Fernandão deu uma casquinha, Jorge Wágner ajeitou, o camisa 37 ganhou na velocidade dos zagueiros e deslocou Deola. Se não foi uma jogada primorosa, ao menos tirou um peso das costas tricolores.

Com o placar adverso, o alvi-verde tinha que sair mais ainda pro jogo. Luan entrou para dar força ofensiva, porém não fez nada, exceto uma cabeçada bem espalmada por Ceni. O São Paulo controlava a vantagem e apostava nos contra-ataques para matar o jogo. Aí a estrela de Lucas brilhou. Veloz e envolvente, ele deu uma canseira danada na retaguarda palmeirense, especialmente Fabrício, que vai sonhar com os dribles que tomou.

Foi do jovem da base que saíram as outras duas jogadas de grande destaque no jogo. Primeiro após chapelar Marcos Assunção e dar azar na conclusão. Um golaço estava desenhado, que se saísse, lembraria aquele da ex-referência, Marcelinho Carioca, contra o Santos na Vila.

Na segunda bola ele não bateu a gol, mas ajudou a matar o jogo. Ganhou dividida no meio, disparou e serviu Fernandão. Mais uma vez o camisa 15 esteve apagado, mas participou nos lances capitais da partida. Com frieza, ele balançou a rede, ampliou o marcador e exterminou qualquer tipo de reação palmeirense.

Fim de jogo e reabilitação do São Paulo. Com atuação destacada de Lucas, mas uma menção mais do que honrosa para a dupla de zaga. Como joga bola esse Alex Silva. Com ele o time também é outro, mais raça, pegada e força na marcação. Até Miranda parece crescer ao lado dele. Não dá para o são paulino se iludir e achar que agora o time engrena de vez. Falta muita bola ainda e a dependência de Lucas está sendo grande. Mantendo a defesa como hoje e evoluindo nos outros setores, pode até ser que as coisas se encaixem.

Quanto ao Palmeiras, a rotina de derrotas voltou a assombrar. Kléber e um homem-gol fazem falta, Valdívia ainda está devendo, e Felipão precisa se segurar. Injusto ou não, a boca do treinador precisa ficar mais fechada, reclamar do árbitro não resolve e só prejudica sua equipe, como no jogo de hoje.




domingo, 12 de setembro de 2010

Em uma rodada ideal, faltou jogar bola


Vendo de camarote Fluminense e Corinthians serem derrotados no sábado, o São Paulo tinha a chance de se firmar de vez na luta por um provável título neste domingo contra o Botafogo no Engenhão. ma vitória no confronto direto deixaria o Tricolor muito próximo do G-4, mas faltou futebol para a equipe. Totalmente dominado, o time não segurou a pressão adversária e quebra uma sequência de cinco jogos sem perder.

Em campo, Baresi escalou o time que já era esperado. Com Samuel e Casemiro, nos lugares de Miranda e Cléber Santana, suspensos. Na frente, Dagoberto voltou e deixou Marlos no banco. Marcelinho seguia como grande esperança de jogadas ofensivas. Do lado alvinegro, Joel Santana deixou Loco Abreu sozinho na frente, porém contando com os apoios de Maicossuel e dos alas Alessandro e Marcelo Cordeiro.

Com força tanto pelo meio quanto pelos lados, o Fogão começou em um ímpeto insaciável. Marcou pressão desde o pontapé inicial e afobou demais o São Paulo. Apesar da maior presença ofensiva, os cariocas abusaram das jogadas aéreas, buscando a cabeça do uruguaio. O único que tentava algo mais lúcido era Maicossuel, porém a forte marcação em cima do armador botafoguense, atrapalhava as investidas. E Joel teve que mexer por duas vezes só na etapa inicial. Marcelo Cordeiro e seu xará Mattos, saíram para as entradas de Edno e Caio. Foi de Edno a grande chance de jogo nos primeiros 45 minutos, em chute forte, ele obrigou Rogério a praticar boa defesa.

O São Paulo começou sentindo o rimo do rival e demorou a sair da defesa e jogar seu jogo. Só que na frente o Tricolor não tinha qualidade. Assim como o Fogão, a bola longa era a mais usada, Fernandão buscava fazer o pivô, mas os companheiros não apareciam para jogar junto. Nas raras tabelas ocorridas, a finalização não ocorria. Para piorar, Marcelinho estava apagado. Tentava um outro drible, chegou a a plicar belas fintas, mas não conseguiu ser incisivo e objetivo como em outros jogos, parou na boa marcação dos zagueiros botafoguenses.

Sem alterações no intervalo, a postura das equipes também voltou a mesma. O Botafogo empolgado, envolvente, ofensivo. O São Paulo parecia assustado com a pressão e jogou buscando encaixar um contra-ataque. A intenção era boa, tanto é que entrou Marlos. Porém, mais uma vez Sérgio Baresi errou na substituição. A não ser que Marcelinho estivesse muito cansado ou lesionado, ter tirado o único jogador com alguma criatividade e manter Dagoberto em campo foi um erro crasso do jovem treinador.

O Fogão seguia tentando de todos os jeitos. Caio errou o gol na cara de Rogério.  O lance foi o estopim pra torcida alvinegra entrar no jogo. O Engenhão virou um caldeirão de apoio maciço ao time, que continuou martelando e viu o resultado surtiu efeito. A zaga são paulina bateu cabeça, Caio saiu de novo na frente de Rogério e parou no goleiro, mas aí sobrou o rebote, que Loco Abreu mandou pra dentro do gol e finalmente abriu o placar, merecido pelo que faziam as duas equipes.

O gol deu tranquilidade aos cariocas e tirou aquela volúpia pela abertura do placar. Isso fez com que o São Paulo pudesse sair para o jogo e tentar alguma coisa. Tentou pouco, mas na única chance que teve, o preciosismo falou mais alto. Casemiro cruzou da direita e achou Dagoberto livre. O camisa 25 podia dominar, escolher o canto e empatar. Mas não, quis bater bonito, de primeira, conseguiu chutar por cima e jogar no lixo a chance do empate, que àquela altura, cairia do céu.

Nesse momento, Baresi já havia colocado em campo Carlinhos Paraíba e Ilsinho, que entraram por entrar, em nada acrescentaram. O resto do time também não ajudava, faltou inspiração e qualidade, as péssimas atuações de algum tempo atrás voltaram a assombrar os tricolores.

Em outro erro, o Botafogo matou o jogo no contra-ataque. Jean falhou na saída de bola e viu Edno ser lançado, invadir a área e bater cruzado para ampliar. Com a vitória garantida, o Botafogo esperou o fim de jogo sem ser incomodado e tocou a bola sob os gritos de olé no Engenhão.

Os cariocas aproveitaram os tropeços dos líderes e chegaram. Invicto em casa, o time se consolida no G-4 e começa a incomodar Fluminense e Corinthians. Um empate entre eles na próxima rodada seria ideal para o Fogão.

Outro ponto interessante é a incrível facilidade com que Joel Santana se dá bem no Rio de Janeiro. O time não tem um super craque, mas a junção de bons jogadores tem feito a diferença. O time encaixou, ataca muito e hoje exerceu uma pressão muito forte. Mantendo o mesmo ritmo e com as voltas de Jobson e Herrera, o título pode deixar de ser apenas um sonho.

Quanto ao São Paulo, a coisa complicou. A rodada era perfeita para tirar três pontos e emplacar de vez como candidato ao título. Faltou bola e encarando um adversário com campanha superior, a equipe não suportou. Título é algo bem utópico, só uma arrancada incrível como a de 2008. Com esse time, está difícil imaginar algo assim. A hora é de pensar mesmo em apenas uma vaga na Libertadores, mas só jogando muito mais bola que hoje, claro.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Será que o camisa 10 estava mais perto do que se imaginava?


Há tempos eu e toda torcida são paulina cobramos por uma camisa 10 para o São Paulo. Um meia armador que chame a responsabilidade, crie jogadas e dê uma dinâmica maior à equipe. Ninguém foi contratado, realmente, mas parece que lá mesmo, naquele caro CT de Cotia que o São Paulo mantém à duras penas, está o tão sonhado camisa 10. Hoje ele é o 37, mas seu futebol tem dado mostras de que o futuro lhe reserva coisas boas. Ainda é cedo para qualquer previsão, tem apenas 18 anos, menos de vida do que o capitão Rogério tem só de São Paulo, mas esperança há, e muita.

Hoje na festa dos 20 anos de casa de Rogério Ceni, o jogo contra o Flamengo era a chance de confirmar de vez a reação. Sem Casemiro e Dagoberto, Baresi também sacou Júnior César e deu chances à Jorge Wágner, Cléber Santana e Marlos, com Richarlysson do lado esquerdo.

Com um time forte na marcação do meio campo, tanto Marlos quanto Marcelinho tinham toda a liberdade para jogar e criar para Fernandão, a referência. E saiu dos pés dos dois jovens o primeiro gol, logo cedo. Marcelinho achou Marlos entrando na área e deu um passe açucarado. O camisa 16 fintou o goleiro e guardou. Gol cedo e de extrema importância para a equipe.

Diferentemente de jogos anteriores, a atitude do São Paulo depois do gol foi positiva. Sem recuar, o time manteve-se em cima e só tomou um susto. Na frente, o trio de ataque continuava atormentando a retaguarda rubro-negra, Fernandão teve sua primeira chance no jogo, mas parou na trave.

 O Flamengo de Silas está perdido. Apesar das boas peças, o time cria pouco e finaliza menos ainda. Falta técnica e no jogo de hoje, faltou também cabeça. Diogo fez falta boba e tomou amarelo. No minuto seguinte se jogou na área e foi expulso. O que já era difícil, se desmoronou.

Aproveitando o momento, o Tricolor tratou de matar o jogo. Jorge Wagner levantou na área e Fernandão testou bonito para ampliar. Mais uma vez o camisa 15 não teve uma participação extraordinária no jogo, mas seu gol, o 7º na competição, foi de fundamental importância para a equipe, a fase está melhorando.

Para a segunda etapa, Baresi resolveu mexer e fechar o time. Tirou Cléber Santana para a entrada de Renato Silva, que jogaria na direita e deslocaria Jean para o meio. A mexida tirou um pouco da força ofensiva dos paulistas e chamou mais o Flamengo. De nada adiantou, Silas não mexeu, Petkovic ficou quase o tempo todo no banco. A única chance foi de Léo Moura, que acertou a trave em cobrança de falta.

Com o jogo definido e sem sustos, era hora de estreias. Zé Vitor e Ilsinho entraram. O primeiro, 18 anos, jogador da base, campeão da Copa SP desse ano com Baresi. Já o segundo chega para resolver o problema crônico da lateral direita, porém hoje entrou como um meia, as opções são variadas. Quem continuava com a bola toda era Marcelinho. Abusado, incisivo, o jovem meia tentava abrir a defesa flamenguista com dribles, bons passes e muita correria. Deu uma canseira danada nos adversários, de longe, foi o melhor do jogo.


Fim de jogo, ótimo resultado que ratifica a reação e garante a comemoração dos 20 anos de Ceni, que mais uma vez foi seguro quando exigido. O teste de fogo é domingo contra o Botafogo no Engenhão. Um triunfo vai escancarar os gritos de "O Campeão voltou", ouvidos de forma tímida hoje. Jogando com a mesma pegada, a mesma força e contando com o bom de bola Marcelinho, - o camisa 10 que parecia impossível e estava mais perto do que se podia imaginar - o Tricolor do Morumbi pode vislumbrar uma nova arrancada.

domingo, 5 de setembro de 2010

É de sufoco em sufoco, mas a coisa está melhorando




O torcedor são paulino está passando sufoco e muita emoção, ao menos o time resolveu acordar um pouco e vencer os jogos. Neste domingo, em um jogo de viradas e muito nervosismo, o Tricolor bateu o Atlético MG, conseguiu a segunda vitória consecutiva, fechando assim o 1º turno em uma situação menos desesperadora, porém longe do esperado.

Com o 4-4-2, a volta de Dagoberto e a ausência de Xandão, o São Paulo começou levando pressão do ainda mais conturbado Atlético MG. Pela esquerda, sempre com Eron e Neto Berola, os mineiros tentavam, sempre nas costas do improvisado Jean e no mano contra o fraco Renato Silva. O Tricolor apostou nos tiros de fora da área para testar Fábio Costa. Em um deles, o arqueiro mandou à escanteio. Na cobrança, o camisa 13 não segurou e Casemiro marcou. Gol cedo, que poderia dar tranquilidade ao time paulista.

O time de Luxemburgo seguiu insistindo pelos lados do campo, mas também foi em bola parada que chegou. Miranda cometeu penalti pra lá de estranho em Obina, o próprio cobrou muito bem e empatou. O São Paulo mais uma vez abria o placar e cedia o empate, complicado esse time manter uma vantagem.

O Galo cresceu, contando com a Avenida Jean e Renato Silva em noite de Renato Silva, perdendo todas. Na frente, Fernandão seguia nulo, se pegou duas vezes na bola no primeiro tempo foi muito. Dagoberto tentou resolver sozinho e só complicou mais as coisas. Apenas Marcelinho tinha lucídez, só não marcou na etapa inicial porque mais uma vez mostrou afobação.

Outro jovem imprudente foi Casemiro, fez penalti desnecessário em Serginho. Mais uma vez Rogério acertou o canto, porém Obina novamente foi perfeito na batida, virando o jogo. Em um jogo de duas equipes em fases sombrias, a que errou menos vencia o jogo.

Para a etapa final, Sergio Baresi mexeu. Sacou o inoperante Júnior César para a entrada de Cléber Santana. Com Richarlysson na lateral, o prenúncio era de desastre, mas a coisa foi diferente. O time entrou com uma postura mais agressiva, empurrando o adversário para sua defesa. E do lado esquerdo com o camisa 20 veio o empate. Cruzamento para Marcelinho e o moleque bom de bola marcou seu primeiro como profissional. O garoto tem muito futuro, tomara que esse gol tenha tirado a pressão e que dê mais tranquilidade nas finalizações.

Se o gol dele já estava demorando, as boas jogadas surgem jogo após jogo. Pouco tempo depois, jogada de ex-juniores. Casemiro lançou, Marcelinho disparou pela esquerda e fez uma jogadaça, com direito a drible da vaca. No passe pra trás achou Fernandão. O camisa 15 não havia feito nada a partida inteira, mas mesmo em péssima fase, demonstrou ter estrela e virou o jogo, aliviando a torcida são paulina.

Novamente em vantagem, o Tricolor cometeu o mesmo pecado de sempre, recuou excessivamente. Baresi tirou Marcelinho e Dagoberto cansados. O problema foi quem entrou, Samuel e Jorge Wágner, jogando o time todo pra trás. O Atlético foi pra cima, mas a fase lá em BH é ainda mais clamorosa, Luxemburgo já anda fazendo hora extra no cargo.. Os mineiros tentaram buscar o empate, mas pararam em seus erros e na participação mais uma vez importante de Rogério Ceni, que impediu a igualdade no fim.

O Tricolor respira aliviado. Mesmo com todas as limitações e sem encantar, a coisa caminha para uma sonhada melhora. Muito disso se deve à entrada de Marcelinho. Se não é o 10 dos sonhos, pelo menos ele dá uma luz e um toque de qualidade e audácia a esse time. As voltas de Alex Silva e Ricardo Oliveira, além da estreia de Ilsinho, prometem ainda mais evoluções, para quem sabe, esse time engrenar de vez.

sábado, 4 de setembro de 2010

Corinthians no Pacaembu? Pode colocar 3 pontos na conta


No primeiro jogo como uma equipe centenária, o Corinthians deitou e rolou, ampliou sua invencibilidade no estádio Paulo Machado de Carvalho e volta a encostar no Fluminense. A pressão é toda nos cariocas agora.

Antes do jogo teve grito de parabéns, muita festa e Pacaembu lotado. Dentro de campo, Adilson escalou a equipe no esquema habitual. Sem Ronaldo, Iarley foi titular e jogou um futebol á altura do Fenômeno. Na defesa, a dupla William e Chicão não jogou, Leandro Castan e Paulo André formaram o miolo de zaga. Paulinho atuou na vaga de Elias.

E no começo toda a ressaca e o final de festa pareciam ter atrapalhado o Timão. Um tanto desligado, o time não soube controlar o jogo no início e deixou o Goiás jogar. O experiente Júnior apareceu e acertou um belíssimo chute no ângulo, inaugurando o marcador.

Tomar um gol nunca é bom, mas neste caso foi primordial para a reação corintiana. O revés despertou o time, que foi como um rolo compressor para cima. Acuado, o Goiás se fechou e não conseguia respirar um segundo, a pressão era exorbitante. Totalmente massacrado, o time esmeraldino contou com a sorte e a falta de simplicidade alvinegra. Iarley acertou a trave. Jorge Henrique fez o mesmo, quando tocou de peito, podia muito bem ter sido menos preciosista e marcado o gol.

O Goiás arrumava meios de parar o adversário. Não conseguindo segurar a chegada dos volantes, a técnica de Bruno César e as boas jogadas de lado de campo de Jorge Henrique, os goianos resolveram apelar e bater, bater muito. De tanto dar pancada, Amaral foi expulso. Aquele foi o lance que decidiu o jogo.

O treinador Jorginho tentou fechar o time, mas nem deu tempo. Logo Jorge Henrique recebeu na área e colocou na cabeça de Bruno César, o artilheiro máximo da competição mandou para as redes igualando o jogo. Um gol só era pouco, mas foi o necessário para colocar fogo na torcida e antecipar o que viria na etapa final.

Adilson fez o esperado, sacou um volante e colocou Defederico. A pressão voltou ainda mais forte, era chute atrás de chute, uma chance após a outra. Harley foi se virando e se consagrando, mas uma hora tanto sufoco se tornou insuportável.  Defederico enfiou um bolão pra Iarley, que livrou-se do arqueiro e virou o jogo, para delírio do Pacaembu.

Com o jogo na mão e o adversário precisando atacar, a tarefa ficou muito fácil. Jorge Henrique fez o terceiro. O prenúncio era de goleada, o técnico do Goiás percebeu. Recuou o time, sairia satisfeito se perdesse por pouco. Isso não adiantou, a força corintiana era maior. O lance do 4º gol personificou isso. O time ficou tocando a bola por quase dois minutos, sob gritos de olé da torcida. A bola foi de um lado a outro, até parar nos pés de Bruno César, que sofreu penalti. Iarley guardou mais um. A fase do atacante parece ter mudado da água pro vinho. De reserva criticado, virou titular e peça fundamental nos últimos jogos.

Com a festa garantida, deu até pra substituir alguns jogadores, que saíram ovacionados pela Fiel. E a fase é tão boa, que até Boquita fez gol. Contando com um desvio, ele selou a goleada.

Fim de massacre, a festa pelo Centenário foi com grande estilo. O Corinthians volta a colar no Fluminense. Imbatível no Pacaembu - ainda não perdeu esse ano no estádio e ganhou as dez que lá disputou no Brasileirão -, a equipe precisa ter o mesmo rendimento fora caso queira sonhar com o título.

O Goiás não vence há 13 jogos e cada vez mais cava sua vaga na Série B. Jorginho saiu do fiasco da seleção na Copa pra pegar coisa bem pior.

domingo, 29 de agosto de 2010

Só a evolução não garante três pontos

Findada mais uma rodada do Brasileirão. Destaque positivo para os paulistas. O Santos ainda não sentiu tanto a falta de Ganso, derrotou o Goiás no sábado. No Pacaembu o Corinthians permanece invencível, na volta de Ronaldo, a vítima foi o Vitória. Em Ipatinga, o Verdão enfim comemorou o aniversário em paz, Felipão ganhou ma uma do freguês Luxa.

Outro alvi-verde que se deu bem foi o Guarani. Com uma virada incrível, o Bugrão, sob os olhos de Mano Menezes, derrubou o Flamengo e se reabilitou. Destaques negativos seguem sendo o Grêmio e o Atlético MG, que precisam abrir os olhos logo, ou o rebaixamento bate à porta de novo.

O São Paulo também tem que se ligar, apesar de ter tido atuação mais interessante hoje, ainda não voltou a vencer. Pelo menos ter segurado o líder deixou um sentimento mais otimista, graças ao capitão-artilheiro.


Jogão que teve de tudo


O duelo entre tricolores no Maracanã teve de tudo. Belas defesas, boas jogadas, erro de arbitragem, gol de falta, penalti perdido, um tempo de cada time e muita emoção.

Na teoria o jogo era todo do Flu. Líder, com o dobro de pontos do rival e contando com um clima totalmente contrário ao do time paulista, a vitória era esperada, para que a liderança continuasse bem folgada. Como dentro de campo, a história é outra, o maior campeão brasileiro mostrou que está mal, mas não morto e quase complicou a vida do Fluminense.

Sérgio Baresi fez o time voltar ao 3-5-2, muito preocupado com o poderio ofensivo do adversário. Muricy surpreendeu. Sem Émerson, deixou apenas Washington na frente, incumbindo Deco e Conca de encostarem no camisa 9.

A postura do São Paulo empolgou no início. Mais animado e com um ânimo maior, o time não se intimidou com o líder e jogou seu jogo. A má fase e falta de sorte atrapalharam um pouco. Apesar das tentativas, a bola não encontrava o caminho correto. Pior ficou quando os cariocas encaixaram o primeiro ataque.

Conca - sempre ele - percebeu Julio César passando e lançou, o lateral bateu pra trás e achou Deco, o luso-brasileiro não perdoou e marcou seu primeiro gol no clube.

Na jogada seguinte, um lance muito semelhante. Mas aí você troca Deco por Richarlysson, lógico que o destino não é o mesmo, o volante bateu fraco e permitiu a recuperação da defesa.

Mesmo atrás do placar, o São Paulo permaneceu bem, tentando. Fernandinho deu trabalho pela esquerda. Marcelinho dá nova cara a esse time, porém falta muita maturidade e tranquilidade ao garoto. Todos estas virtudes sobram no capitão Rogério Ceni e tinha que ser ele o responsável pela mudança.

Como há algum tempo não se via, ele marcou de falta, batendo bem no cantinho do goleiro. 90º gol do maior goleiro-artilheiro do mundo, está a apenas dez de uma marca histórica e extraordinária para um arqueiro.

Não deu nem tempo dos paulistas comemorarem o primeiro. Eles já emplacaram outra vibração na sequência. A sorte parecia ter mudado. Richarlysson cruzou, Fernando Henrique caçou borboleta e Fernandão, que mais uma vez estava apagado, apareceu no lugar certo e virou o jogo. Um time desanimado e pragmático dava uma canseira no líder do campeonato em sua própria casa. As coisas pareciam que iam mudar, mas o segundo tempo mostrou que as deficiências continuam.

Como tem feito há muito tempo, o São Paulo se acomodou com a vantagem e recuou de maneira absurda. Começou pelo interino Sérgio Baresi. Tirar um Fernandão lesionado é compreensível. Porém colocar em campo Cléber Santana é pra irritar o torcedor. Ele tinha a desculpa de não ter outro atacante no banco, mas que colocasse Marlos ou relacionasse o garoto Lucas Gaúcho e o escalasse. Mas a diretoria anda errando muito. Henrique, hoje titular no Vitória, muito bem poderia estar em campo pelo São Paulo.

Voltando ao jogo, a etapa final foi toda dos cariocas. Muricy mexeu, colocou mais força ofensiva e partiu com tudo pra cima do rival. Rodriguinho, Deco, Conca, Washington, todos tentaram e nada. Um zagueiro foi o responsável pelo empate. O craque argentino cruzou e em mais uma falha da defesa são paulina em bola aérea, Leandro Euzébio empatou.

O Maracanã veio á baixo, apesar do público abaixo do esperado. Sob os gritos de "Vamo virar, Nense", o estádio começou a pulsar forte e empurrar o time carioca rumo à virada. A pressão seguiu forte e constante. Mesmo assim, certos jogadores pouco são afetados e nem se incomodam com isso. Um deles é Rogério Ceni.

Neste domingo demonstrou duas de seuas grandes qualidades. Primeiro com a categoria que ele tem como poucos ao marcar o gol. Depois foi com as mãos, na sua tarefa obrigatória. Segurou tudo, inclusive mais um penalti para a coleção. Washington devia imaginar que Ceni o conhece bem, sabe como ele cobra. O Coração Valente ouviu algumas coisas do capitão antes de bater, sentiu a pressão, caiu na pilha e mandou nas mãos do camisa 1, impedindo a virada e a disparada do Flu.


A influência de Rogério deu uma animada nos companheiros que, enfim, resolveram jogar bola. Duas chances boas foram criadas, uma com Cléber Santana e outra com Marcelinho, que pecou pela inexperiência e afobação. Coisa de garoto, que tende muito a crescer e dar alegrias à torcida.

Assim terminou o jogo. Primeiro tempo do Tricolor Paulista e depois domínio do carioca. Jogo bom, resultado justo. Para o São Paulo, valeu pela evolução e por encarar de frente o poderoso adversário. Como na rodada anterior, o time evoluiu, mas não venceu, só evoluir não basta, assim como ficar dependendo das noites inspiradas de Ceni sempre. Já o Fluminense viu sua vantagem ser reduzida e a emoção permanecer ativa na competição.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Fluminense vai tirar a graça do Brasileirão?


Com quase um turno de Brasileirão já jogado, as coisas já vão se desenhando e apontando um certo monopólio na disputa pelo título. Fluminense e Corinthians abriram vantagem dos demais e despontam como grandes favoritos. Sendo um pouco mais radical, o time carioca já vai sozinho abrindo margem pra todo mundo e se concretando como o futuro campeão.

Claro que futebol é futebol e o Fluzão mais do que ninguém sabe disso. Ano passado o rebaixamento era evidente. Em uma reação histórica, o time das Laranjeiras escapou da Série B em uma das maiores reviravoltas já vistas na competição nacional.

Porém o time anda fazendo bonito, muito bonito. Sem perder a espantosos 13 jogos, a equipe possuí características bem peculiares a de um time campeão.

Tudo começa no comando. O rei do Brasileirão de pontos corridos, Muricy Ramalho, sabe como ninguém o que é vencer a competição e busca o seu quarto título em cinco anos. É incrível o aproveitamento do marrento professor neste tipo de disputa.

Una-se a isso uma equipe compacta, equilibrada, competente e técnica. Se o ataque faz o seu lá na frente, na defesa não é diferente. Dona da 2ª melhor defesa, a equipe sofre poucos gols, tendo a segurança de Gum e Leandro Euzébio no miolo de zaga, além de Fernando Henrique, goleiro promissor, que passou por uma má fase, mas parece estar em sua melhor forma novamente.

Na direita, Mariano está voando. O atleta arrebentou no final do ano passado e neste Brasileiro tem tido ótimas atuações, seguramente é o melhor lateral disparado hoje no país.

Do meio pra frente, a tranquilidade reina. Deco, Conca, Emerson, Washington e Fred. Nomes de peso. Ainda por cima um deles deve frequentar o banco, mais provável que seja Washington, quando Fred voltar. Olho a que luxo se dá a equipe carioca.

O argentino Conca vive fase esplendorosa. Quando esteve no Palmeiras e no São Paulo, Muricy sonhava em conter com o meia. Hoje o tem como craque do time.

Deco estreou há pouco. Precisou de apenas dois jogos para já ir se encaixando no esquema. Ontem contra o Goiás foi peça chave. Jogando o que sabe, o luso-brasileiro destoa de longe do resto dos atletas daqui.

Na frente são três matadores. Emerson veio do Oriente Médio sob alguma desconfiança, mas logo mostrou seu valor. O Sheik é peça fundamental desse time. Outro que veio com a moral baixa foi Washington. Cornetadissímo no São Paulo, inclusive por este blogueiro,  Coração Valente já mandou seis bolas pras redes em seis jogos e se candidata a ser artilheiro de novo.

Por fim temos Fred. Atacante de seleção, outro especialista da bola. Hoje está lesionado, mas é bom voltar com a corda toda, senão acaba perdendo seu lugar no time.

Com doze pontos de vantagem pro quinto colocado, o torcedor do Fluminense já vislumbra o bi-campeonato. Melhor ataque, segunda melhor defesa, time cheio de talentos individuais e um técnico que conhece do riscado.

É exagero afirmar algo agora, mas que esse Fluminense pode transformar o Brasileirão 2010 no mais fácil da história,,isso pode. Ainda mais se contar com tropeços dos outros e a incrível mania de seu principal perseguidor, o Corinthians, em ganhar todas em casa e perder pontos fora.



OBS: Menção especial à Sociedade Esportiva Palmeiras pelos seus 96 anos. Cheio de glórias, títulos e craques, o Verdão não passa por uma situação confortável hoje. Mas sua imensa nação alvi-verde, além de todo o mundo do futebol, espera que os bons tempos voltem. De um time que já foi uma acadêmia, já venceu um estadual marcando 102 gols e que já foi dono da América.

"Sabe sempre levar de vencida e mostrar, que de fato é campeão"
 

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