Hoje tive a brilhante ideia de acompanhar três jogos ao mesmo tempo: Flamengo x São Paulo, Corinthians x Vasco e Argentina x Colômbia. Por ter apenas o som do jogo do Pacaembu, me atentei mais aos outros dois, dos quais dispunha de imagem. Mas com o passar do tempo e as circunstâncias, foquei no jogo da Copa América e no desespero dos hermanos em Santa Fé. E foi vendo o futebol de Messi que me fixei pra fazer este post.
A Argentina tem em seu time o maior talento do universo, mas Messi é apenas um jogador comum ali. Talvez pensar que ao invés de ter Xavi e Villa, ele tenha Banega e Lavezzi ao seu lado pode afetá-lo, mas é incompreensível o quanto o futebol dele some na seleção.
Hoje dá para se contar nos dedos o que ele fez de útil. Talvez a maior delas um passe em que Lavezzi parou na intervenção do goleiro. Sabemos que ele não tem o perfil de liderar uma equipe, mas a passividade que ele demonstra assusta. Quando recebia a bola hoje, eram dois colombianos marcando. Claro que é difícil vencer uma marcação rígida assim. Mas no Barça, pelo menos alguma vez dá certo e resulta em gol. Na Copa América, absolutamente nenhuma vez ele teve uma chance clara de gol. Ora perde a bola, ora passa errado. Os dribles, sempre curtos, são sem objetivo certo e os passes não tem aquela magia. O reflexo principal foi já no fim do jogo, quando o camisa 10 apareceu cabisbaixo, desolado, talvez pensando como todo aquele talento não dava frutos, como toda aquela expectativa em torno dele era dissipada durante aqueles 90 minutos.
Claro que Sérgio Batista tem enorme culpa neste marasmo que os donos da casa apresentam. Manter o limitado Banega e o só razoável Lavezzi em campo tendo Di María, Aguero e Higuaín no banco é coisa de quem não sabe o que está fazendo, mas ver Messi jogar isso é bem estranho.
Ele ainda pode incorporar o jogador que é no Barcelona e destruir nesta Copa América. Mas com a bolinha de hoje e sendo este jogador apenas comum e muito do razoável, Messi não vai tirar tão cedo essa pecha de jogador de clube e que some na seleção. Mais do que isso, permanecerá bem longe de ser um Maradona.
