domingo, 29 de agosto de 2010

Só a evolução não garante três pontos

Findada mais uma rodada do Brasileirão. Destaque positivo para os paulistas. O Santos ainda não sentiu tanto a falta de Ganso, derrotou o Goiás no sábado. No Pacaembu o Corinthians permanece invencível, na volta de Ronaldo, a vítima foi o Vitória. Em Ipatinga, o Verdão enfim comemorou o aniversário em paz, Felipão ganhou ma uma do freguês Luxa.

Outro alvi-verde que se deu bem foi o Guarani. Com uma virada incrível, o Bugrão, sob os olhos de Mano Menezes, derrubou o Flamengo e se reabilitou. Destaques negativos seguem sendo o Grêmio e o Atlético MG, que precisam abrir os olhos logo, ou o rebaixamento bate à porta de novo.

O São Paulo também tem que se ligar, apesar de ter tido atuação mais interessante hoje, ainda não voltou a vencer. Pelo menos ter segurado o líder deixou um sentimento mais otimista, graças ao capitão-artilheiro.


Jogão que teve de tudo


O duelo entre tricolores no Maracanã teve de tudo. Belas defesas, boas jogadas, erro de arbitragem, gol de falta, penalti perdido, um tempo de cada time e muita emoção.

Na teoria o jogo era todo do Flu. Líder, com o dobro de pontos do rival e contando com um clima totalmente contrário ao do time paulista, a vitória era esperada, para que a liderança continuasse bem folgada. Como dentro de campo, a história é outra, o maior campeão brasileiro mostrou que está mal, mas não morto e quase complicou a vida do Fluminense.

Sérgio Baresi fez o time voltar ao 3-5-2, muito preocupado com o poderio ofensivo do adversário. Muricy surpreendeu. Sem Émerson, deixou apenas Washington na frente, incumbindo Deco e Conca de encostarem no camisa 9.

A postura do São Paulo empolgou no início. Mais animado e com um ânimo maior, o time não se intimidou com o líder e jogou seu jogo. A má fase e falta de sorte atrapalharam um pouco. Apesar das tentativas, a bola não encontrava o caminho correto. Pior ficou quando os cariocas encaixaram o primeiro ataque.

Conca - sempre ele - percebeu Julio César passando e lançou, o lateral bateu pra trás e achou Deco, o luso-brasileiro não perdoou e marcou seu primeiro gol no clube.

Na jogada seguinte, um lance muito semelhante. Mas aí você troca Deco por Richarlysson, lógico que o destino não é o mesmo, o volante bateu fraco e permitiu a recuperação da defesa.

Mesmo atrás do placar, o São Paulo permaneceu bem, tentando. Fernandinho deu trabalho pela esquerda. Marcelinho dá nova cara a esse time, porém falta muita maturidade e tranquilidade ao garoto. Todos estas virtudes sobram no capitão Rogério Ceni e tinha que ser ele o responsável pela mudança.

Como há algum tempo não se via, ele marcou de falta, batendo bem no cantinho do goleiro. 90º gol do maior goleiro-artilheiro do mundo, está a apenas dez de uma marca histórica e extraordinária para um arqueiro.

Não deu nem tempo dos paulistas comemorarem o primeiro. Eles já emplacaram outra vibração na sequência. A sorte parecia ter mudado. Richarlysson cruzou, Fernando Henrique caçou borboleta e Fernandão, que mais uma vez estava apagado, apareceu no lugar certo e virou o jogo. Um time desanimado e pragmático dava uma canseira no líder do campeonato em sua própria casa. As coisas pareciam que iam mudar, mas o segundo tempo mostrou que as deficiências continuam.

Como tem feito há muito tempo, o São Paulo se acomodou com a vantagem e recuou de maneira absurda. Começou pelo interino Sérgio Baresi. Tirar um Fernandão lesionado é compreensível. Porém colocar em campo Cléber Santana é pra irritar o torcedor. Ele tinha a desculpa de não ter outro atacante no banco, mas que colocasse Marlos ou relacionasse o garoto Lucas Gaúcho e o escalasse. Mas a diretoria anda errando muito. Henrique, hoje titular no Vitória, muito bem poderia estar em campo pelo São Paulo.

Voltando ao jogo, a etapa final foi toda dos cariocas. Muricy mexeu, colocou mais força ofensiva e partiu com tudo pra cima do rival. Rodriguinho, Deco, Conca, Washington, todos tentaram e nada. Um zagueiro foi o responsável pelo empate. O craque argentino cruzou e em mais uma falha da defesa são paulina em bola aérea, Leandro Euzébio empatou.

O Maracanã veio á baixo, apesar do público abaixo do esperado. Sob os gritos de "Vamo virar, Nense", o estádio começou a pulsar forte e empurrar o time carioca rumo à virada. A pressão seguiu forte e constante. Mesmo assim, certos jogadores pouco são afetados e nem se incomodam com isso. Um deles é Rogério Ceni.

Neste domingo demonstrou duas de seuas grandes qualidades. Primeiro com a categoria que ele tem como poucos ao marcar o gol. Depois foi com as mãos, na sua tarefa obrigatória. Segurou tudo, inclusive mais um penalti para a coleção. Washington devia imaginar que Ceni o conhece bem, sabe como ele cobra. O Coração Valente ouviu algumas coisas do capitão antes de bater, sentiu a pressão, caiu na pilha e mandou nas mãos do camisa 1, impedindo a virada e a disparada do Flu.


A influência de Rogério deu uma animada nos companheiros que, enfim, resolveram jogar bola. Duas chances boas foram criadas, uma com Cléber Santana e outra com Marcelinho, que pecou pela inexperiência e afobação. Coisa de garoto, que tende muito a crescer e dar alegrias à torcida.

Assim terminou o jogo. Primeiro tempo do Tricolor Paulista e depois domínio do carioca. Jogo bom, resultado justo. Para o São Paulo, valeu pela evolução e por encarar de frente o poderoso adversário. Como na rodada anterior, o time evoluiu, mas não venceu, só evoluir não basta, assim como ficar dependendo das noites inspiradas de Ceni sempre. Já o Fluminense viu sua vantagem ser reduzida e a emoção permanecer ativa na competição.

Um comentário:

  1. É caro amigo, o nosso time deu uma melhorada, mas só isso não basta, mas o ponto positivo é que ao menos conseguiu segurar o líder do campeonato dentro da casa do adversário. Mas é preciso melhorar muito ainda, e além disso o time tem um costume que me irrita muito, que é se acomodar quando está na frente do placar.

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