domingo, 15 de agosto de 2010

Domingo que vem alguém se reabilita no Majestoso?

Repleta de gols esta rodada do Brasileirão. No sábado, o Botafogo atingiu o G-4 ao bater o lanterna Atlético GO. Atlético MG, Flamengo e Palmeiras finalmente acordaram e voltaram a vencer, afastando por hora mais sinais de crise e respirando um pouco aliviados, embora o Galo de Minas ainda esteja na zona de rebaixamento.

Neste domingo, o Fluminense venceu mais uma. Aproveitando o descaso momentâneo do Inter com a competição, o time de Muricy aproveitou para abrir boa vantagem na ponta da tabela. Agora com Deco, a tendência é de ainda mais qualidade na equipe. Outro que vem bem demais é o Vasco, que tomou novo rumo após a chegada de Paulo César Gusmão, venceu nesta tarde o Grêmio Prudente, fora de casa. Em Salvador, o Vitória se vingou da derrota na final da Copa do Brasil, ao despachar o desfalcado e cada vez mais desmanchado Santos. Outra vingança foi no Olímpico, onde o Grêmio devolveu o 2 x 0 sofrido contra o Goiás na quinta feira.

Já em Floripa e no Morumbi, dois bons jogos.

Promissor, mas preocupante


A estreia de Sérgio Baresi no comando do São Paulo parecia tranquila, mas uma daquelas panes famosas no time esse ano transformou uma vitória em um empate pra lá de sofrido.

Com o time no 4-4-2 e vários desfalques, a esperança era ver um Tricolor renovado, com novo ânimo. Carlinhos Paraíba e Casemiro foram as novidades. O atleta da base mostraria no decorrer do jogo que pode sim ser um "futuro Hernanes".

De fato, o futebol apresentado na primeira etapa foi bem promissor. Foram jogadas ensaiadas, toques rápidos e várias chances. Os destaques eram os dois volantes, surpresas bem agradáveis na partida. A defesa remendada não mostrava problemas, apesar do estreante Montillo dar trabalho, a zaga segurou o chileno, pelo menos na etapa inicial. Outro que segurou quase tudo foi Fábio. Com duas defesas simplesmente espetaculares, o arqueiro - que já merece uma chance na seleção há tempos - impediu gols de Cléber Santana e Fernandão, esta em uma cabeçada a queima-roupa.

Apesar de trabalhar bem, uma hora a estrela do camisa 1 não brilhou, brilharia a do jovem de Cotia, que enche de esperanças a torcida tricolor. Jean levantou na área e Casemiro apareceu de trás para escorar bem e marcar seu primeiro gol com a camisa do São Paulo, dentro do Morumbi, em um de seus primeiros jogos como profissional. Era o primeiro tempo que Baresi pediu aos céus, um time rendendo e que não tomava sustos.

O treinador adversário Cuca mudou o Cruzeiro no intervalo, em peças e no esquema. Aí três fatores foram fundamentais para alterar o panorama da partida, a atitude do Cruzeiro, a qualidade de Montillo, e mais uma vez o recuo excessivo do São Paulo.

A Raposa foi pra cima com tudo. Desligado, o Tricolor se acomodou e chamou os mineiros pro jogo. Quando a pressão começou pra valer, foi difícil segurar, Wellington Paulista empatou.

O jogo melhorou demais, com o Cruzeiro empolgado e o São Paulo correndo atrás do prejuízo. Apareceu então talvez o único erro de Baresi nesta semana. O treinador tirou Carlinhos Paraíba que vinha bem na partida e manteve em campo Cléber Santana e Fernandão, visivelmente extenuados.

O Cruzeiro se manteve aceso e contou com a habilidade de Montillo pra virar o jogo. O meia achou o único espaço que tinha para deixar Thiago Ribeiro na cara do gol, e ele não perdoou, após driblar Rogério Ceni.

Após um primeiro tempo consistente, o apagão do time decepcionou mais uma vez os Tricolores, e era hora de correr atrás novamente. Raça não faltou, o time correu, lutou e mostrou que tem muito a evoluir, claro que precisa de reforços e de uma estabilidade durante os noventa minutos. Estabilidade essa mostrada no fim, quando Fernandinho fez bela jogada pela direita e cruzou para Ricardo Oliveira, o Sr Morumbi, igualar a partida. Quase a virada veio, faltou sorte.

Resultado ruim por ser em casa, apesar da derrota ter estado muito perto. Uma semana para pensar, melhorar esse time e preparar a equipe da maneira mais eficiente possível para o clássico contra o Corinthians no Pacaembu, o grande teste de Sérgio Baresi. Dá pra ser otimista, mas ainda há uma pulga atrás da orelha.

Ganhar só no Pacaembu não resolve


Um time extremamente eficiente e competitivo jogando em casa. Fora, um time que erra muito e deixa escapar pontos importantes.

Neste domingo o adversário era dos mais encardidos, encarar o Avaí dentro da Ressacada é problema pra qualquer um. Dentro de campo, Adílson tinha a volta de Bruno César e a ausência de Dentinho. Elias mantinha-se um tanto mais avançado, esperava-se atuação semelhante a do último domingo.

Com de praxe, o time de Floripa foi com tudo no começo. Envolvente, rápido e avassalador, foram necessários poucos minutos para o gol sair. O ótimo Caio achou Davi entrando na área corintiana, e ele só deslocou Júlio César.

O tento cedo na teoria era uma maravilha para os catarinenses e trágico para os paulistas, mas o jogo mudou dali pra frente. O Corinthians segurou o ritmo alucinante dos mandantes e resolveu jogar bola. Duas chances foram de destaque. Uma delas com Chicão, após uma lindíssima jogada ensaiada, que passou por Roberto Carlos, Elias, Iarley e terminou com o zagueiro chutando próximo ao gol. A outra foi uma cabeçada de Iarley, que beijou o travessão.

Com a pressão invertida, o gol do empate tinha que sair. Começou com Bruno César e terminou com ele mesmo, um chute colocado, mais um do camisa 10 na competição. Empate justo numa primeira etapa de domínio alternado.

A etapa complementar começou igualzinha. A única diferença é que os catarinenses resolveram ser mais rápidos e letais. Com oito minutos e duas falhas da defesa corintiana. Na primeira foi Chicão quem marcou contra, depois a falha foi coletiva, ninguém subiu no escanteio, todo mundo olhando Rafael ampliar.

Só depois de sofrer de novo é que o Corinthians votou pro jogo. Adílson alterou peças no intuito de aumentar o poderio ofensivo, funcionou, só não rendeu os gols necessários.

Bruno César ainda descontou, mas os paulistas chiaram e com razão, de um penalti não marcado em Jorge Henrique. O árbitro fingiu que não era com ele e seguiu o jogo. Ainda deu tempo de Juci marcar, em impedimento, desta vez um acerto da arbitragem.

O Timão vê o Fluminense abrir vantagem. O Corinthians segue imbatível no Pacaembu, mas fora de casa não garante pontos que podem fazer diferença no fim.

Semana que vem tem Majestoso com o São Paulo. Para alegria da Fiel, o jogo é no Paulo Machado de Carvalho.

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