quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O melhor levou a taça


A Copa do Brasil sempre protagonizou zebras, Criciúma, Santo André, Paulista, Sport, etc. Desta vez o Vitória apareceu como grande surpresa, mas o Santos tratou de extinguir qualquer coisa fora do comum e comprovou o melhor futebol do país no ano conquistando mais um título.

Com a boa vantagem conquistada na ida na Vila Belmiro, Dorival entrou com os três atacantes de praxe com um intuito, marcar pelo menos um gol. Só isso já estava bom, obrigar o Vitória a fazer quatro gols era a tarefa. Ambas as equipes entraram muito ofensivas, promessa de ataque e ótimo jogo.

Precisando reverter a vantagem o Vitória fez o que era esperado, foi pra cima, atacou e chegou a deixar o Santos em maus lençóis. Os primeiros vinte minutos foram os mais perigosos para a equipe paulista, pressionado e sem se achar em campo, o Peixe tomou alguns sustos e sofrer um gol ali seria péssimo, pois inflamaria a torcida.

Elkeson e Júnior eram as principais saídas do Vitória, que até chegava ao gol, mas falhava nos tiros ou era brecado pela defesa.

Pois bem, mesmo com a forte pressão exercida pelos baianos, na maioria das vezes pelo alto, já que o péssimo gramado do Barradão impediu a bola de rolar redondinha, a equipe de Dorival segurou a onda e passou a controlar o ímpeto adversário.

Neymar e André foram peças apagadas em campo. O camisa 9 apareceu mais quando recuava pra marcar do que finalizando. Neymar errou muito, apesar de ter sido personagem no gol santista. Robinho tentou muito, o capitão chamou a responsabilidade, mas esteve pouco inspirado. Um que mesmo abaixo do que sabe consegue destoar dos demais é Ganso. Com calma, toques rápidos e inteligentes, o meia passou calma à equipe, acelerou e segurou quando necessário.

O jogo ia se desenrolando para o fim da etapa inicial no 0 x 0 mesmo, com talvez uma chance clara pra cada lado, até a proposta inicial do Santos dar certo e sacramentar a conquista. Neymar teve que cruzar duas vezes na área, mas valeu a pena, Edu Dracena estava lá para conferir e fazer o gol que seria o do título.

A ida para os vestiários já dava como certa a conquista santista, restava ao Vitória tentar o impossível e arrumar um jeito de fazer quatro gols em apenas 45 minutos, tarefa árdua para qualquer equipe do mundo.

E os baianos não tinham muito o que fazer mesmo, era atacar ou atacar, e tome pressão, o início foi similar ao do primeiro tempo, Leão em cima, chegando mais e tentando acertar o pé. Wallace acertou e empatou o jogo, fio de esperança no Barradão. Os minutos seguintes eram fáceis de se prever, Vitória no desespero e o Santos esperando um erro, ou nem isso, só cozinhando o jogo mesmo.

Ganso e Marquinhos até tiveram chances, mas falharam. O Vitória seguia em busca de um gol para aquecer Salvador, e ele veio com Júnior. Faltavam quinze minutos e dois gols, o time baiano foi guerreiro, lutou até o fim, brigou e valorizou ainda mais o título santista, mas não teve jeito.

A vantagem conquistada na ida e o gol de Dracena no finalzinho do primeiro tempo foram fundamentais para selar este destino, de um time campeão, que atropelou todos no seu caminho, desde os 10 x 0 no Naviraiense, passando pela goleada sobre o Remo já na ida, o massacre sobre o Guarani na Vila, os quatro espetáculos contra Atlético MG e Grêmio, onde a equipe saiu atrás, mas deu show e reverteu a situação, até chegar a grande final, onde o melhor futebol do país apareceu e garante mais um espaço no memorial do Urbano Caldeira.

Vaga na Libertadores garantida, hora de buscar a Tríplice Coroa e segurar seus astros. André se despediu hoje, Robinho dificilmente fica. A base é fantástica, porém mais difícil que chegar no topo, é manter-se nele, este é o desafio do Peixe daqui pra frente.

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