quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A essência da amarelinha voltou?


Pensar em futebol brasileiro é pensar em dribles, jogo bonito, toque de bola e muita categoria. Todas estas características estão mais do que presentes no nosso futebol e em nossos atletas, porém a Seleção há algum tempo não faz valer essa fama. Pegando como exemplo as três últimas Copas do Mundo percebemos isso.

Em 2002, a seleção campeã jogava com três zagueiros, esquema tido como defensivo. A equipe venceu o Mundial, atuou muito bem em várias partidas, mas não chegou a encantar, ou ser aquela seleção inesquecível, tinha mais a raça personificada no comandante, Felipão.

Quatro anos depois, a expectativa era de espetáculo. O quadrado mágico composto por Kaká, Ronaldinho (melhor do mundo na época), Adriano e Ronaldo era garantia de show. Ficamos longe disso, apesar da qualidade indiscutível deles, os fatores extra-campo falaram mais forte e ofuscaram totalmente o esperado futebol de qualidade e campeão.

Esse ano foi a vez do time de Dunga. Após dois títulos e algumas atuações memoráveis, na hora do vamos ver o time sucumbiu. Mas engana-se quem acha que essa seleção era de espetáculo. Com três volantes, era sim a seleção do mortal contra-ataque. As mais belas atuações do time de Dunga foram matando seus adversários na velocidade dos contra-golpes. Quando precisa atacar pra valer, o time sofria, que o diga a estreia na África contra a Coréia do Norte.

Agora é a seleção de Mano. Totalmente renovada, a equipe foi extremamente bem na sua primeira apresentação. Se a máxima de que a primeira impressão é a que fica, os brasileiros já podem sonhar com dias muito melhores.

Ontem contra os Estados Unidos, o estreante treinador escalou a equipe no 4-3-3, ultra-ofensivo. Com Lucas e Ramíres de volantes, o segundo saindo muito ao ataque. Na armação, o 10 que o país tanto pediu, Paulo Henrique Ganso, o maestro, o responsável por ditar o ritmo deste time. Na frente, um trio capaz de decidir a qualquer momento. A dupla santista Neymar e Robinho e o centro-avante desta nova etapa, Alexandre Pato.

Em campo, o início foi nervoso, jovem, a seleção sentiu um pouco, já que a partida marcava esta estreia de uma nova era. Foi só a ansiedade inicial passar para o time deslanchar. Era toque de bola bonito, dribles desconcertantes, jogadas rápidas e incisivas, que foram desnorteando os americanos.

E as jogadas não fluíram apenas com o pessoal da frente, os laterais resolveram aparecer e de um deles o primeiro gol saiu. Da perna esquerda de André Santos para a cabeça de Neymar, que testou para fazer seu primeiro gol com a camisa canarinho, logo na estreia.

A defesa ianque sofria e o Brasil passeava. Antes de acabar a etapa inicial, outra jogada veloz. Ramíres achou Pato entrando nas costas da defesa. O camisa 9 teve tranquilidade para ampliar. Um primeiro tempo vistoso e que deixou a melhor das impressões.

O segundo tempo talvez tenha sido ainda melhor, bolas na trave, mais jogadas de perigo e até gritos de olé ouvidos em Nova Jérsei, faltou a bola na rede. Apesar de uma ou outra desatenção defensiva, a equipe dominou por completo a partida. Todo mundo apareceu bem, desde David Luís com desarmes e intervenções precisas lá atrás, até a linha de frente, letal e que se entendeu muito bem.

Mano gostou, foi um início promissor. Diferente das seleções anteriores, esta parece que alia futebol bem jogado com eficiência e resultado. Claro que foi só o primeiro teste, muita coisa vem por aí. Mas tirando como base o jogo de ontem, essa nova geração tem tudo para recolocar o Brasil no topo e fazer renascer o encanto pelo futebol brasileiro, aquele de encher os olhos.

2 comentários:

  1. Realmente resgatamos o perfil do futebol Basileiro......

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  2. acesse o meu blog http://portalamericana.blogspot.com/

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