domingo, 11 de julho de 2010

Polvo Paul já sabia, Espanha 1 x 0 Holanda - Na prorrogação, E a FÚRIA tomou conta da África!






Ficou pequeno, pequenino demais o belíssimo Soccer City nesse 11 de julho de 2010. Motivo? A alegria espanhola, que foi GIGANTE e tomou conta do estádio - só não contagiou os holandeses - após a conquista do primeiro título mundial de futebol de sua história. E foi na raça, na persistência que o gol de Iniesta aos 116' de jogo saiu, e lavou a alma espanhola, causando fúria - literalmente falando, não Robben? - na partida!

Não foi aquele jogo de encher os olhos, assim como os que os espanhois são acostumados a fazer. O tão competente toque de bola apareceu pouco, parando na forte e muitas vezes violenta marcação holandesa, mas bastou um gol, assim como foi em todo este mata-mata na África do Sul.



Domínio no começo, mas poucas conclusões e muita pancadaria


Assim como fez na maioria dos seus jogos, a Espanha começou em cima, marcando forte, induzindo o adversário ao erro e forçando o seu estilo de jogo, toque de bola envolvente e irritante pra quem está do outro lado. As chances logo surgiram, Sérgio Ramos por duas vezes e Villa, deixaram o grito de gol engasgado na garganta da torcida.

Com o tempo a equipe mostrou uma queda de rendimento, se rendeu à marcação adversária, que batia demais, pobre Xabi Alonso que tomou uma entrada duríssima de De Jong. Faltava inspiração à Fúria, Xavi e Iniesta não conseguiam armar, Pedro corria de um lado a outro, sem objetividade, e Villa pouco fez, a falta de oportunidades contribuiu para a fraca atuação de um dos artilheiros da Copa.

Segundo tempo melhor, mas com sustos


O jogo cresceu na etapa final, ambas as seleções queriam jogar mais bola e tirar a má impressão que causaram no primeiro tempo. Com Navas no lugar de Pedro, o lado direito espanhol cresceu e era dali que as chances poderiam aparecer. A defesa tão elogiada e competente, quase viu tudo ir por água abaixo, quando Robben saiu de frente para o gol, sorte que na meta tem Casillas, o melhor goleiro do Mundial salvou com os pés, e salvaria ainda outra, do mesmo Robben.

Mas a Fúria também teve chances e claras, Villa que o diga, se centro-avante vive de uma bola para se consagrar, o camisa 7 não conseguiu, o pé de Heitinga não deixou.Tava díficil criar alguma coisa, o tempo foi passando e acabou mesmo no 0 x 0, viria a temida e emocionante prorrogação.

1 x 0, já vi esse filme


O domínio demonstrado no começo do jogo reapareceu no tempo extra. Mas parecia que a perna tava pesando, uma final de Copa do Mundo tem dessas, Fábregas e Iniesta tiveram duas chances de acabar com o sofrimento espanhol, o máximo que conseguiram foi dobrar a frequência cardíaca da torcida. Com um pouco mais de espaço, o toque de bola foi reaparecendo, as jogadas saindo e as faltas vindo.

A deslealdade e violência adversária foi castigada quando o zagueiro Heitinga foi expulso. Com um a mais, a Fúria podia se arriscar mais e tentar decidir logo tudo. Coube ao bom de bola Iniesta fazer as honras da casa.

Ele brilhou muito nesta Copa, não foi incrível hoje como havia sido em partidas anteriores, mas ele estava lá, na hora certa e no lugar certo, par bater firme, bonito e marcar o gol mais importante da história espanhola.

Com quatro minutos para o término do jogo, bastava esperar Howard Webb finalizar a partida e o sonho se tornar realidade. E esse sonho de 80 anos foi concretizado.

Após a Euro de 2008, essa conquista confirma de vez a Espanha no hall de seleções vencedoras, a fama de amarelona foi extinguida e o mundo hoje está mais vermelho e "furioso".

Erga a taça e vibre Espanha, na figura de seu capitão Casillas, melhor goleiro da Copa e símbolo desta seleção de toque de bola, bom futebol e que mostra que se ás vezes não dá na técnica, o 1 x 0 é o melhor resultado que existe.

2 comentários:

  1. Um de seus melhores posts, com absoluta certeza!
    Quase chegou ao estilo Nelson Rodrigues como relatado em um livro de Jornalismo Esportivo que você me indicou, lembra parceiro?


    Quanto ao jogo, não foi o espetáculo que esperávamos.Além das faltas excessivas,-o que refletiu nos mais de 10 cartões amarelos distribuídos-, o o jogo foi marcado pela vontade excessiva, mas que sem um Sneijder ou um Villa muito inspirados, ficou díficil. Aí apareceu Iniesta, - que descordando de você, não foi tão bem nessa Copa como era esperado - para marcar o gol salavador, e levar a primeira seleção pela qual eu torci a favor, conseguir um resultado positivo e o título de campeã, hehe!

    Copa 2010, já sinto saudade.

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  2. obrigado parceira, mas deve-se uma grande menção honreosa a você, que introduziu o artigo, tentei seguir seu estilo, consegui?

    é, o Iniesta não foi o monstro que ele é no Barça, mas eu achei que ele fez uma Copa muito boa, não á toa esteve na eleição dos melhores.


    e finalmente vc tirou a zica, já zicou tanto, uma hora tinha que dar certo, kkkkkkkkkkkk

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