Neste final de semana rolou a 11ª rodada do Brasileirão. No sábado, o Vasco abandonou a zona de rebaixamento e afundou mais um pouco o Atlético GO. Com dois a mais, o Atlético MG foi heroico e segurou o 0 x 0 contra o Avaí em Floripa. Pensando na Copa do Brasil, o Vitória também empatou sem gols com o Grêmio Prudente.
No domingo, o Peixe venceu o São Paulo e jogou ainda mais pressão nas costas tricolores. O Internacional embalou mais uma vitória e se enche de moral para a Libertadores. O Atlético PR confirmou a ascenção ao bater o Goiás. Cruzeiro e Grêmio fizeram o melhor jogo, deu empate. Em Fortaleza, Felipão segue sem vitórias, o Verdão empatou com o Ceará. No Engenhão, a liderança do Fluminense só durou uma rodada, no clássico o Botafogo parou o Tricolor. Já na despedida do novo treinador da seleção...
Do alvi-negro pra amarelinha
Anunciado neste sábado como novo treinador da seleção brasileira, Mano Menezes teve a oportunidade de se despedir do Corinthians no Pacaembu. Acabou saindo melhor do que a encomenda, além da boa vitória, a liderança voltou para as mãos alvi-negras. Mano encerra seu ciclo de quase três anos com três títulos e a liderança provisória do Brasileirão.
Falando da partida de hoje contra o Guarani, apesar da festa, era primoridal um bom resultado, já que o líder Fluminense jogava no mesmo horário. Com algumas modificações, Mano apostou em Paulinho, Jucilei e Jorge Henrique, nos lugares de Danilo, Ralf e Iarley.
E logo cedo deu certo, de maneira arrasadora. Bastou um minuto e meio para o placar ser aberto. Jorge Henrique aproveitou escanteio da direita e conferiu. Era o gol da tranquilidade e da confiança, já que o Corinthians manteve-se em cima, pressionando, abusando da velocidade, tanto pela direita com as descidas de Paulinho, quanto pela esquerda com Roberto Carlos e Bruno César.
A bola chegava até com certa facilidade, faltava um pouco mais de chute a gol, foram poucos do Corinthians no primeiro tempo. Dentinho esteve apagado, Jorge Henrique caía muito por ambos os lados, mas também não conseguia concluir.
Já o Guarani começou mal. Quem acompanha o time de Campinas, sabe que a proposta de Vágner Mancini é esperar o adversário e apostar nas saídas rápidas, com os bons passes dos volantes Renan e Paulo Roberto, além da velocidade de Mazola. O gol sofrido logo de cara meio que minou essa tática, mas com o tempo o time se achou, se arrumou em campo e conseguiu por alguns momentos explorar os contra-golpes, embora nenhum tenha sido bem definido.
A etapa inicial terminou equilibrada e extremamente agradável de se assistir, com os times sem medo de buscar o gol, apesar do problemas de finalização.
E na etapa complementar a tônica permaneceu, um jogo muito bom. O Corinthians pressionando, na maioria das vezes pela esquerda, enquanto o Bugre aguardava uma brechinha para chegar.
E essa brecha veio. Baiano lançou bem Mazola e, na velocidade, característica principal do bugrino, toque na saída de Julio César e empate no Pacaembu.
Se o gol já foi um balde de água fria na Fiel, no minuto seguinte Dentinho deixou o braço em Mário Lúcio e foi expulso. Era a hora do Guarani aproveitar, o ânimo pelo empate conquistado, aliado a um homem a mais em campo.
O alvi-verde só não contava com uma compensada do árbitro Rodrigo Ferreira do Amaral. Ele inventou a expulsão de Aílson e deixou o jogo igual tambem em número de jogadores em campo.
A partida continuou bem equilibrada, era lá e cá. Faltava a bendita bola do jogo. Ela, ou melhor, elas, vieram dos pés de um camisa 10, Bruno César. Primeiro uma falta perfeitamente colocada no cantinho de Douglas, um golaço no Pacaembu.
Em seguida, pela esquerda, de onde saíram as principais chances, Roberto Carlos centrou e estava lá Bruno, mostrando estar em uma fase esplendorosa, ele guardou mais um e matou o jogo.
Aí foi tocar a bola e esperar o fim da era Mano Menezes, que saiu homenageado, com volta olímpica e principalmente, deixando o Timão na liderança do Brasileirão.



Nenhum comentário:
Postar um comentário