Sobraram apenas oito seleções, a três jogos de atingir o ápice do futebol mundial. Nesta sexta e sábado o mundo vai parar, vidrado na África do Sul, a espera de grandes jogos e muita bola na rede.
Para isso, faremos um breve preview dos quatro jogos. Começando hoje com Holanda x Brasil e Uruguai x Gana, jogos desta sexta feira. Amanhã um pouco de Argentina x Alemanha e Paraguai x Espanha.
Holanda e Brasil gostam de um confronto decisivo em Copas. Este já é o quarto. O retrospecto é favorável ao Brasil, 2 x 1. Mas nada de favoritismo nesta sexta feira, tudo em aberto, um jogo que promete ser dos mais épicos e emocionantes deste mundial.
A Holanda chegou à este mundial da África rodeada de expectativa, vitórias marcantes, invencibilidade nas Eliminatórias, além de craques de renome, como Sneijder, Robben e Van Persie. O futebol não tem sido dos esperados, mas a incrível competência tem sido fator determinante.
Na 1ª fase, vitórias sobre Dinamarca, Japão e Camarões. Nenhum espetáculo, o resultado foi pro gasto, o que garantiu os 100%. Robben não atuou nas duas primeiras partidas, coube a Sneijder a tarefa de comandar a Laranja.
Nas oitavas de final, time completo desde o início. Outra atuação bem abaixo do esperado e uma vitória sems sustos sobre a Eslováquia. Amanhã o adversário é de peso, renome e vai ser preciso muito mais bola do que já foi mostrado.
Os holandeses vão jogar completos, nenhum desfalque. A defesa vem bem, sofre poucos gols e tem tido segurança com Stekelenburg na meta. De Jong é o cão de guarda, marca bem o meia adversário e tem uma saída de jogo razoável. As laterais são um problema. Van Der Wiel apoia mal e marca com dificuldades pela direita. Van Bronckhorst é o capitão, tem experiência, mas não é dos melhores pelo lado esquerdo.
A esperança então é do meio pra frente. Van Bommel na saída de bola, Sneijder, Kuyt, Robben e Van Persie comandam o poder ofensivo tudo e podem desequilibrar.
Sneijder é o cerébro da equipe, camisa 10. O craque da Internazionale faz como poucos a função de armador, olho vivo nele.
Nas pontas, Kuyt e Robben são multi tarefas. Fecham o meio formando um 4-5-1 sem a bola, e dão suporte ao ataque quando a pelota está com os holandeses.
Robben é um caso especial, dono de uma jogada peculiar. Ele fica lá na ponta direita. Quando a bola vem, é puxar pro meio e bater seco de esquerda no canto. É manjada, mas dá certo.
O ponto fraco fica mesmo na defesa, que embora tenha sofrido poucos gol, não é das melhores também, ali pode ser o caminho.
Agora o Brasil. Pentacampeão, participante de todas as Copas, a seleção busca retomar a hegemonia.
A era Dunga é cheia de desconfianças, mas uma visão racional nos números deixa claro. A campanha é muito boa. Campeão da Copa América, da Copa das Confederações e líder das eliminatórias, além de bater grandes rivais durante estes quatro anos.
Nesta Copa, muito olho torto pelas ausências de Ronaldinho, Ganso, Neymar. O sorteio determinou o grupo da morte. Mas os obstáculos foram sendo vencidos de maneira até tranquila. A estreia contra a Coréia do Norte foi de dar caláfrios.
Porém bastou uma vitória fácil e a classificação antecipada contra a Costa do Marfim para o otimismo reacender. Contra Portugal o jogo foi morno até demais, mas já que não valia nada, bola pra frente.
Nas oitavas outra vitória convincente, 3 x 0 impiedoso no Chile.
Os destaques canarinhos são dois. A defesa segura e o mortal contra-ataque.
Julio César, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos - embora ainda contestado - formam o pilar dessa equipe. Dificilmente passa alguma coisa por ali. Juan e Lucio formam uma das melhores duplas de zaga do mundo, senão a melhor. Apoiados pelo melhor goleiro e lateral direito do planeta, é fácil destacar esse sistema defensivo.
No meio de campo alguns prós e contras. Gilberto Silva tem atuado muito bem na proteção da zaga. Felipe Melo ainda é dúvida. Se jogar, bom pela qualidade do passe, mas dá um medo do temperamento ultra-esquentado do camisa 5. Qualquer besteira é expulsão. Caso Josué entre, a qualidade cai, mas nada de assustador.
Daniel Alves ocupa a vaga de Elano. Em dois jogos ainda não mostrou qualidade atuando na meia. Suas esperadas dobradinhas com Maicon não aconteceram. Ainda é uma arma forte, sem dúvida, resta aparecer.
Na frente, a esperança é grande. Kaká, Robinho e Luís Fabiano. Os três inspirados cometem estragos. Kaká ainda não mostrou plenitude física, mas subiu de produção nas oitavas. É das arrancadas e jogadas mágicas do camisa 10 que sai jogo.
Robinho tem jogado bem, tanto técnica quanto taticamente. Ora dribla, abre espaços e principalmente, chama atenção dos marcadores.
Luís Fabiano é o matador nato, sobrou ele guarda. Fora isso, os três ainda comandam o contra-ataque mais letal do mundo.
Na era Dunga ele tem sido arma importantíssima. Quando a bola é retomada e sai em velocidade, não tem quem pegue. O 2º go contra o Chile é prova disso. Bola passando pelos três e gol. Ali é o caminho para o Brasil, ainda mais contra uma seleção ofensiva, que sai muito para o jogo.
O medo brasileiro é pela esquerda da defesa, Robben contra Michel Bastos. Os volantes e Juan terão trabalho, mas detendo ali, o jogo fica muito a mercê do Brasil
Este é Holanda x Brasil. Jogaço, vale vaga nas semi finais e promete muita emoção.
Crédito da imagem: Rogério Espósito - http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=fpp&uid=1837328856704540841


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