Duas das seleções mais gabaritadas do planeta, Alemanha e Espanha chegaram com expectativas bem distintas na África do Sul. Nesta quarta duelam, fazendo uma repetição da final da última Eurocopa, buscando um só objetivo: a final.
A Alemanha entrou sob muita desconfiança neste Mundial. Renovada, com muitos jovens e apresentações um tanto decepcionantes nos últimos jogos antes da Copa, a equipe chegou como coadjuvante e apostando mais na tradição do que na própria bola. A ausência do capitão Ballack só fomentou ainda mais o pessimismo.
Bastou a estreia contra a Austrália para os prognósticos negativos irem caindo por terra. Com um futebol rápido, envolvente e objetivo, as jovens revelações aliadas à bons jogadores remanescentes de 2006 mostraram que podiam dar nova cara a seleção.
A derrota para a Sérvia foi um acidente de percurso, algo pra acordar e tirar o salto alto germânico. Veio uma vitória sobre Gana e a liderança.
Nas oitavas a parada era indigesta e serviria como teste de fogo para a garotada. Nem parecia jogo decisivo, abusando dos contra-ataques e contando também com um grande erro da arbitragem, os alemães passaram. Em seguida outra pedreira monstruosa, a Argentina de Messi e Maradona.
Quem achou que a goleada sobre a Inglaterra foi um golpe de sorte, espantou-se e maravilhou-se com o massacre por 4 x 0 no Green Point. Showzaço, digno de uma tri-campeã.
E essa Alemanha é diferente. Não é fria e calculista quanto as anteriores, a bola é redonda, objetiva, que dá gosto de ver.
Amanhã mais uma chance de provar isso. Ozil, Schweinteiger, Podolski e Klose terão a tarefa de comandar os alemães a mais um triunfo. O ataque mais positivo da Copa com 13 gols, se ressentirá muito de Thomas Müller, suspenso. Sem o camisa 13, as jogadas pelo lado direito perdem em potencial. O brasileiro naturalizado alemão, Cacau, terá a árdua tarefa de substituir um dos destaques desta equipe.
Mas ainda sobra a voluntariedade de Schweinsteiger, que marca e arma com a mesma facilidade, de Özil, talvez a maior revelação desta Copa, de Podolski com seus tiros de pé esquerdo e assistencias. E também Klose, a um gol de alcançar o posto de maior artilheiro da história dos Mundiais, o matador quer colocar a bola nas redes. Essa a "nova" Alemanha, que quer o tetra.
Do lado oposto vem a Espanha. Atual campeã da Eurocopa, a Fúria chegou com enorme favoritismo, alternância na liderança do ranking da Fifa com o Brasil, e um futebol vistoso por demais. Com os todo-poderosos Barcelona e Real Madrid como base, a seleção entrou pra quebrar o estigma de amarelar.
A estreia foi de assustar, uma derrota para a Suiça. Embora tenha atacado o jogo inteiro, faltou competência e sobrou azar. Na sequencia, um adversário tranquilo recolocou as coisas nos eixos. 2 x 0 sobre Honduras e o destaque de Villa, que se tornaria peça chave durante a campanha.
Com uma vitória sobre o Chile, a liderança se confirmou. Não com a bola que se esperava, mas tudo bem.
Nas oitavas veio Portugal. Outro jogo com muitas chances criadas, mas só um gol, de novo de Villa. Na etapa seguinte uma dureza sem tamanho contra o Paraguai. Foi penalti perdido, bola na trave, mas a bola do jogo sobrou nos pés de quem? Dele, David Villa, que recolocou a Fúria entre os quatro melhores após 60 anos.
Para o jogo de amanhã não há desfalques, Vicente Del Bosque tem força máxima a disposição. No gol, a segurança de Casillas, que cresceu com o tempo. A zaga é ótima, também não erra com facilidade.
Do meio pra frente é quase tudo alegria. Xavi, Iniesta e Xabi Alonso fazem grande Copa. Villa dispensa comentários, artilheiro, marcou gols em quase todos os jogos, homem decisivo que tem conduzido os espanhois rumo ao inédito título.
O único porém tem sido Fernando Torres. Chegou meio machucado, teve péssimas atuações, não marcou e nem fazer uma partida inteira conseguiu. Tem a confiança de todos, mas não será surpresa se pegar banco amanhã.
Essa é a Fúria, que entrou favorita e mantem seu posto, amanhã é a grande dureza, amarela de novo ou chega à final inédita?


Adorei o retrospecto das equipes, muito bem feito!
ResponderExcluirEsposta curta e objetiva para o questionamento no fim do artigo: VAI DAR FÚRIA NESSA COPA!
vlw parceira, e quanto a resposta, hj a tradição fala mais alto, dá Alemanha.
ResponderExcluirÉ FINAL INÉDITA, É FÚRIA NA ÁFRICA!
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