Pela primeira vez na história, tanto a campeã quanto a vice campeã do último campeonato mundial foram eliminados na fase inicial da Copa seguinte. Depois do vexame da França, foi a vez da tetra campeã Itália passar vergonha e cair. A Eslováquia alcança a fase seguinte, juntamente com o Paraguai.
Não deu
A seleção italiana fez uma de suas piores Copas na história. Não venceu um jogo, acabou na lanterna do grupo, teve um time ridículo e parou na Eslováquia. A técnica inexistiu, nem o coração e a camisa foram capazes de jogar pela seleção da bota.
O primeiro tempo do jogo contra a Eslováquia foi muito fraco. Com pouca criatividade, ambas as equipes finalizavam muito pouco e não faziam uma grande partida. A Itália foi ainda pior, cedeu um gol ao adversário. De Rossi errou na saída de bola, Vittek aproveitou e bateu no canto, abrindo o placar.
Não havia organização, bola no pé por parte dos italianos, era mais um amontoado de atletas que só erravam, nada dava certo. Marcello Lippi alterou no intervalo, de algum lugar devia sair a bendita criatividade. Pirlo, grande nome desta seleção, mas ainda fora de ritmo, entrou em campo a fim de dar uma luz, mas nem ele resolveu.
Se não dava na técnica, a raça tinha que estar presente, e isso ocorreu, não dá pra acusar os jogadores de falta de dedicação. Eles lutaram muito, mas pararam nas próprias limitações, nas fraquezas de uma seleção que não tem renovação, não tem jovens valores.
O gol quase veio, Skrtel salvou uma bola muito duvidosa, por nenhuma câmera foi capaz de se ter certeza se a bola entrou ou não.
O pânico foi aumentando, e Vittek tratou de fazer desabar a Azzurra ao marcar mais um. Aos 36' veio a esperança, Di Natale aproveitou o rebote e descontou. O empate já servia, era necessário dar 200% em busca do gol.
O desespero lá na frente abriu imensos espaços lá atrás. Kopunek aproveitou e após uma cobrança de lateral, saiu na cara de Marchetti e fez. Eram quarenta e quatro minutos, o fim estava próximo.
Só que do outro lado estava a Itália e não é que Quagliarella fez um golaço e voltou a manter uma mínima esperança. Havia mais três minutos de acréscimo, instantes valiosos, de pressão.
Lateral pelo lado direito. Chiellini cobra, ela passa por toda a área e sobra pra Pepe. Era a chance de um gol histórico, um gol com a marca italiana, mas o camisa 7 chutou torto e jogou no lixo qualquer chance ainda existente.
Fim de jogo, de uma das partidas mais emocionantes dos últimos tempos. A Eslováquia comemora uma classificação inédita, desde a separação da Republica Tcheca. Os eslovacos encaram provavelmente a Holanda.
Para os italianos fica a decepção, a tristeza. E que também fique uma lição, que esta seleção se renove, busque novos ares, a camisa é gigante, não merecia tamanho vexame. Ficar atrás da Nova Zelândia é uma lástima.
Domínio sul-americano
O Paraguai apenas empatou com a Nova Zelândia em Polokwane. Não precisou forçar muito, jogou o básico, se segurou e apenas manteve o resultado que lhe satisfazia e garantia a liderança.
A seleção guarani é a 3ª do continente a garantir a liderança de seu grupo, se tanto Brasil quanto Chile também confirmarem suas posições, todos os países da Conmebol terão sido líderes na primeira fase. Um domínio espetacular. O Paraguai encara agora Dinamarca ou Japão, tem chances de chegar muito longe.
A Nova Zelândia vai embora, mas vai feliz da vida. O futebol é semi-amador no país, era tido com o saco de pancadas do grupo e conseguiu sair do Mundial sem perder. Claro que também não venceu, mas ficar a um gol da classificação e, mais do que isso, terminar na frente da Itália, já é um motivo de imenso orgulho para a seleção da Oceânia.



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