terça-feira, 29 de junho de 2010

Espanha 1 x 0 Portugal - Espanhóis estão nas quartas


Deu Fúria!

Os portugueses foram a oitava a equipe a provar o sabor amargo da desclassificação em oitavas de final, nesta Copa de 2010. Que o diga o goleirão português Eduardo, não é não, colega? Operou milagres durante toda a partida, mas faltou realizar um: Aos 17' do segundo tempo, quando o atacante espanhol Villas, fez o gol que veio a ser o único da partida. Deu Espanha.


Agora os "furiosos" pegam o embalado Paraguai no sábado, ás 15h30 no Ellis Park, em Joanesburgo. Mais um belo confronto reservado para a próxima fase.

Domínio espanhol. Cristiano e equipe portuguesa, apagados



O ínicio e o desenrolar da partida foram muito do que os dois times apresentaram durante a primeira fase do mundial: Portugal na defensiva; Espanha - mesmo que não no auge do brilhantismo - mostrando técnica e jogadores que podem desequilibrar a qualquer momento. Seguindo a lógica, foi ataque contra defesa. Assim, já dizia o ditado que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".

O time espanhol logo foi para cima do adversário. Três chutes ao gol, com 6' de jogo. O goleiro, como já comentado, foi bem nestes e vários outros lances, e fez a defesa. Inibida, a seleção de Portugal não conseguia jogar. Cristiano Ronaldo fez partida apática, e não desencantou na Copa. Chegou apontado como um dos possíveis craques. Não foi, nem de perto, o esperado.

 Sua equipe ainda deu um ou dois chutes que exigiram esforço para a defesa do excelente Cassillas, mas não passou disso. Final da etapa inicial, com Espanha tocando a bola, esperando uma boa oportunidade e Portugal, só esperando na defensiva, a chance de contra -atacar.

Impedido - milimetricamente - Villa marca e garante o triunfo



Na segunda etapa, os espanhóis voltaram melhor para o jogo. Só tocando a bola, em busca do momento certo, tinham a frente um adversário muito recuado, pro que se tratava de um jogo de mata-mata. Até que estes tiveram boa chance pelo lado esquerdo aos 6' , mas Puyol desviou a bola no meio do caminho. Meio que estagnadas, as equipes sofreram alterações simultaneamente, aos 13' .

Pelo lado espanhol saiu Torres, e entrou o esforçado Llorente. Pelo lado português, saiu Hugo Almeida, e entrou Danny. A mudança trouxe resultado positivo pro time europeu de vermelho e azul.

Llorente, em sua primeira participação, perde gol aos 14', graças a mais uma das defesas-milagre de Eduardo. Logo em seguida, Villa, na entrada da área de perna esquerda tentou, mas a bola não entrou. De tanto insistir, finalmente saiu o gol espanhol.

Aos 17', linda troca de passes da fúria, maravilhoso toque de calcanhar de Xavi e finalização de Villa, um dos melhores em campo. Foi impedido, milimetricamente, mas foi gol. O goleirão português, meio que prevendo o que o gol significaria, até fez cara de choro. Espanha 1 x 0.

A partir daí, a Espanha só administrou, mas se mostrou muito bem tecnicamente. Bem posicionada, a equipe não se expôs, e também marcava a saída de bola portuguesa. Pelo outro lado, tentativas quase inexistentes do time do astro Cristiano Ronaldo.

Entendo que houve grande falha de Portugal nesse aspecto, pois não criaram, e nem acionaram o seu grande jogador, que mesmo apagado, poderia ter desequilibrado. Assim, ficou fácil para a equipe espanhola, que trocando passes com muita competência, viu o tempo passar e o resultado se assegurar.

 A equipe lusa ainda teve um jogador expulso. Ricardo Costa, camisa 21 de sua equipe, bateu o jogo inteiro. Foi o popularmente conhecido "cavalo" em campo. Demorou, mais o castigo veio no final do jogo. Vemelho nele. Fim de jogo, e tarde de fúria.

Aí vem o grande teste para a seleção paraguaia...

Paraguai 0 x 0 Japão (5 x 3 nos penaltis) - Domínio sul-americano


Pela primeira vez na história dos mundiais, a América do Sul coloca quatro representantes nas quartas de final da Copa do Mundo. Depois de Uruguai, Argentina e Brasil, hoje foi a vez do Paraguai garantir sua vaga após bater o Japão na disputa de penalidades.

Surpresas desse Mundial, o Paraguai por desbancar a Itália e o Japão por se classificar em um grupo de Camarões e Dinamarca, ambos prometiam um jogo bom nesta terça feira. Mas tecnicamente a partida foi muito fraca, ao menos sobrou emoção nos penaltis.

O jogo foi extremamente equilibrado, por quase todo o tempo. Chances claras foram poucas, as melhores saíram em sequencia. Por volta dos 20' da primeira etapa, Barrios obrigou Kawashima a fazer boa defesa. Do outro lado, Matsui explodiu o travessão paraguaio.

O Paraguai quis esboçar uma pressão, tocou mais a bola no ataque, porém sem eficiência e logo o Japão igualou a partida novamente, deixando o jogo carente de bons lances.

O segundo tempo foi ainda pior. Maçante, sem emoção, mostrou ser de longe o pior desta fase de mata-mata. Os treinadores Gerardo Martino e Takeshi Okada até tentaram alterar a postura das equipes, mas não deu resultado.

O Paraguai tinha 3 atacantes, mas faltava um homem de ligação, o cara que faria a bola chegar à frente. Por vezes, tanto Santa Cruz quanto Valdez, buscavam o jogo e limitavam a força ofensiva da seleção guarani.

Os orientais não contaram com a inspiração de Endo e Honda. Faltou muita bola aos destaques japoneses.

Com o fim do tempo regulamentar chegando, a cautela tomou conta da partida. Ressabiados por atacar e correrem o risco de tomar o gol, ambas as seleções forçaram pouco e não assustaram.

Fim da partida, mais 30 minutos de prorrogação pela frente. No tempo extra o jogo ganhou em emoção e melhorou um pouquinho. Kawashima fez bela intervenção em lance de Valdez, enquanto Tamada fez bela tabela com Okasaki, mas não cruzou para ninguém.

O jogo seguiu pegado, durante os 120 minutos foram cinquenta e cinco faltas, número extremamente alto para uma Copa.

O tempo passou, ninguém marcou e a decisão da vaga ficou para a marca da cal. Hora de alguém se classificar.

O Paraguai abriu a série, Barreto marcou. Endo empatou. Barrios bateu mal, mas fez. Kawashima quase pegou. Na sequencia o capitão Hasebe fez.

A terceira cobrança foi de Riveros, muito tranquilo, 3 x 2. Na cobrança de Komano, o único erro. O lateral bateu forte e mandou no travessão, fazendo os sul-americanos abrirem vantagem.

Valdez e Honda converteram a quarta cobrança das seleções. A bola do jogo ficou no pé de Oscár Cardozo. Sem nervosismo, ele cobrou bem e selou a vaga. 5 x 3 para o Paraguai.

Com o resultado temos quatro seleções da Conmebol nas quartas de final. Pela 1ª vez, o número é maior do que de europeus. A seleção guarani espera Portugal ou Espanha. E há a chance dos quatro sul-americanos fazerem as semi finais.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Brasil 3 X 0 Chile - Que venha a Laranja!





Jogando bem, e mais uma vez passando os fregueses chilenos para trás, a Seleção Brasileira apresentou um futebol muito melhor do que o de partidas anteriores na copa, nessa tarde de segunda-feira no Ellis Park, em Joanesburgo. Dunga apostou na entrada de Dani Alves e Ramires para a partida, e a dupla fez acontecer.

Mesmo que de maneira pouco brilhante, ambos colaboraram para que a torcida brasileira acompanhasse um time com maior movimentação dentro de campo. A equipe não brilhou, mas foi objetiva quando precisou, sempre explorando os contra-ataques. Fez 3 gols na partida, não sofreu nenhum, e está nas quartas de final do mundial.

Em busca de vaga na semifinal, os jogadores canarinhos enfrentarão a determinada Holanda, já na próxima sexta-feira, ás 11h00. Assim como com Alemanha x Argentina no sábado, dia 3, o jogo promete entrar para história.

Primeiro tempo verde e amarelo



O começo do jogo de hoje, muito me fez relembrar o de Argentina x México, na tarde de ontem. Equipes equlibradas, mas quem chegava com mais perigo ao gol eram os Chilenos. Mas a "superioridade" dos sulamericanos não durou muito tempo, mesmo enfrentando um Brasil condicionado a contra-ataques. 

Assim como os hermanos, os brasileiros fizeram um gol e mudaram o panorama da partida. Juan, que fez bela partida, aos 34' marcou, de cabeça, o que viria a ser seu sétimo gol pela seleção, o que para um zagueiro é sem dúvida, uma bela marca.

Em vantagem, o Brasil era mais ofensivo, e animou a torcida - eu me incluo entre estes - com um gol 3 minutos depois. E este, foi sem dúvida, duplamente fabuloso. Jogada iniciada de contra-ataque (só para variar um pouquinho) dos pés dos grandes jogadores do time. Robinho para Kaká, Kaká com toque excelente para Luís Fabiano, e o atacante, como um típico matador, saiu na cara do gol, driblou o goleirão e marcou um belíssimo gol. Brasil 2 x 0, aos 37'.

 Como a pragmática desta copa, aponta que quem faz o primeiro gol sai vencedor da partida, nossos jogadores devem ter saído bem mais tranquilos do que imaginavam no fim do primeiro tempo.


E não é que ele é pé quente mesmo, contra os chilenos?


Robinho confirmou que além de nossos fregueses, os chilenos costumam dar sorte para os jogadores da seleção. Especialmente para ele. O jogador do Santos, mais uma vez, marcou contra o Chile. Além da equipe sulamericana não conseguir desenvolver um futebol apresentável, também não aproveitava as oportunidades que lhe sobravam.

O Brasil também deixava a desejar, com pouca penetração de jogadas e passes precisos em falta. Eis que em meio a um momento de um jogo pouco vistoso, Ramires faz jogada pelo meio, livra-se da marcação e passa para Robinho, que aos 14' marcou seu primeiro gol - ufa - sem chances para Bravo. Esse gosta de judiar dos vizinhos chilenos, coitados. Brasil 3x0.

Mantendo a vantagem, e não sendo ameaçada. Estava tudo indo certo para o Brasil. Dunga fez algumas alterações, deixou o jogo correr. Só administrou. Fim de jogo, sem graves falhas de arbitragem... Chile volta para casa, e nosso Brasil avança. Assim como li no site do Lance! , o desejo geral dos brasileiros é só um : Espremer a laranja. Assim seja!

Holanda 2 x 1 Eslováquia - Esperando o Brasil


Em todos os jogos que comentei da Holanda nesta Copa, destaquei o pouco brilho e grande eficiência da seleção laranja. Vou bater nesta tecla de novo, poque foi assim que a Holanda garantiu sua vaga na quartas de final. Jogando o necessário para vencer e sem grandes sustos. Agora esperam o Brasil, para quem sabe, vingarem as Copas de 94 e 98, ou levarem mais uma eliminação para casa.

O jogo de hoje foi de muita marcação, nem um pouco pareceu com a emoção dos jogos de sábado ou o futebol exuberante de Alemanha e Argentina no domingo. Pelo menos a arbitragem em Durban foi tranquila, Alberto Undiano levou o jogo sem sustos e sequer foi notado, ao lado de seus assistentes.

A Eslováquia entrou para marcar forte a Holanda, principalmente seus dois astros, Sneijder e Robben, que pela primeira vez foi titular. Era só um pegar na bola que já vinham dois para o combate. Era difícil criar alguma coisa assim. Mas os dois holandeses são diferenciados, bastou um lance em conjunto para o gol sair.

Foi aos 18', retomada de bola e Sneijder, de seu campo, lançou o parceiro Robben que corria pela direita. Quem assiste o futebol do camisa 11, sabe que ele sempre cai por ali e que é a mesma jogada toda vez. Por mais manjada que seja a puxada dele pro meio e a batida seca de pé esquerdo, é impressionante como sempre funciona, hoje não deu outra. Chute no canto de Mucha e placar aberto.

Que Dunga tenha visto isso e quebre a cabeça para marcar e impedir esse tipo de jogada. Robben cairá nas costas de Michel Bastos, que não marca tão bem, ali é perigo na certa.

A Holanda com o gol passou a querer tocar bola, cozinhar o jogo e explorar um ou outro lance. Embora jogeu com três atacantes, a Laranja não é ofensiva ao extremo, cede poucos contra-ataques. Tanto Robben quanto Kuyt, são pontas que recompõem e ajudam na marcação. Van Persie em tese é o centro-avante, mas não raro vive caindo pelos lados, não fica preso dentro da área. No meio De Jong é o cão de guarda, Van Bommel é o volante que sai pro jogo e faz a ligação com Sneijder, o cérebro do time.

Toda essa consistência dificultou ao máximo a vida dos eslovacos, que no primeiro tempo só chutaram de longe, não levando nenhum perigo ao gol.

O segundo tempo foi igualzinho no seu começo. A Holanda levando o jogo à seu modo, tentando uma coisa ou outra, sempre pelos pés de Sneijder e Robben. Bastava forçar um pouco que o gol saía.

A Eslováquia continuava nula ofensivamente, Hamsik foi uma decepção enorme nesta Copa. Capitão e considerado maestro da equipe, o jovem jogador só teve atuação positiva contra a Itália, de resto foi um fiasco. Sendo assim, a bola pouco chegava em Vittek, artilheiro da seleção.

Quando os eslovacos resolveram querer jogo, mostraram que tem qualidade e quase empataram. Primeiro com Stock, depois com Vittek. Em ambas, Stekelemburg praticou defesaças, dignas de aplausos.

Esse gol deu uma acordada em ambos, a Eslováquia vendo que podia tentar algo e a Holanda percebendo que não poderia relaxar, senão tomaria o gol. Mas nem assim a Holanda quis se arriscar, voltou a fazer o jogo de toque de bola e administração do resultado.

A Laranja tem um jeito de que sabe quando definir uma partida, quando dar o bote final. Fez isso já no fim. Falta batida com rapidez para Kuyt ganhar do goleiro e rolar para Sneijder, o melhor do jogo, tocar para as redes.

Aí era esperar o fim do jogo, mas antes a Eslováquia marcou o seu de despedida. Penalti que Vittek converteu. Quarto gol dele no Mundial, artilheiro ao lado de Higuaín.

A Holanda chega as quartas e promete um confrnto épico com o Brasil. No geral tá 2 x 1 pra seleção canarinho. Vitórias em 94 e 98 e triunfo holândes em 74. É um jogo que promete e muito, mas antes o Brasil precisa vencer o Chile.

domingo, 27 de junho de 2010

Argentina 3 X 1 México - Mais um erro de arbitragem, Hermanos classificados e história se repete



Menos de 3 horas após o término do jogo entre Alemanha x Inglaterra, que contou com erro absurdo do bandeira uruguaio Mauricio Espinosa, responsável por invalidar gol legítimo da seleção Inglesa, mais um erro de arbitragem marcou esse domingo de jogos pela competição mundial.

Carlitos Tevez, excelente atacante da seleção argentina, abriu o marcador, diante da seleção do México logo na etapa inicial, em um momento em que o time latino estava muito melhor na partida, e até dava indícios que daria mais trabalho do que todos imaginavam ao seu adversário.

Até aí, tudo bem.... desde que o ex-jogador do Corinthians e atual do Manchester City, não estivesse extemamente impedido ao receber passe do maestral - mas nem tanto assim no jogo de hoje - Lionel Messi.

O prostesto foi unânime, todos os mexicanos contestaram, e o juizão italiano, Rossetti, só ficou olhando para o auxiliar Stefano Ayroldi, que depois de muita confusão, e pressionado, confirmou o gol dos argentinos. Vergonha... erro pífio novamente. E tudo em um único dia. Em Copa do Mundo não dá, né juízada?!?!

Erros a parte, a história se repetiu. Mais uma vez, nossos vizinhos enfrentaram o "Tri" na fase do mata-mata em Copa do Mundo. E, assim como em 2006, pelas mesmas oitavas de final, venceram o adversário. Dessa vez não foi para a prorrogação. A vitória foi nos 90 minutos, e com mais uma bela apresentação da equipe azul e branca dentro da competição.

Seja ou não uma questão de destino ou coincidência, os hermanos enfrentarão os mesmos alemães, que há 4 anos os eliminavam da competição,  também nas quartas de final. A partida atual, já tem data e horário marcados. O jogo acontece no próximo sábado, 3 de julho, ás 11h00 na cidade do Cabo. Com certeza, será a partida mais esperada da semana. Tanto pela qualidade das equipes, como por ser o encontro dos times beneficiados pelo "apito amigo", como diria Milton Neves. Vai ser de arrepiar!



Começo empolgante, erro do asssitente e domínio argentino




O jogo começou supreendente. O time da América do Norte começou melhor. Marcava com extrema competência, e de quebra atacava. Seria mais uma zebra nessa Copa? Seria... Se não fosse o gol impedido de Tevez aos 26', após passe de seu colega Messi, talvez a partida tomasse outro rumo. Mas, como no futebol, o que vale é bola na rede e o juíz quem - mesmo errado - determina o que é ou não é dentro do gramado, a história começou a se desenhar, e assim sendo, Argentina 1x0.

A partir daí, os latinos já não eram mais tão eficientes, Tevez & cia se aproveitaram bem da situação. Aos 33', por exemplo, o zagueiro mexicano Osorio dentro da grande área de seu time, se atrapalhou todo com a bola, tudo porque se deparou com Messi logo a sua frente. Intimidado, tocou a bola de lado, bem no pé de seu adversário Higuaín... aí como bom artilheiro que é, o mesmo não teve dificuldade nenhuma para dar um lindo drible no goleirão Perez, e fazer Argentina 2 x 0. Os hermanos só seguraram o resultado, até o final do 1º tempo.

Eles tentaram, mas o Tevez fez de novo...




O técnico Javier Aguirre até que tentou. Fez uma substituição logo na volta para o segundo tempo. Saiu Batista e entrou Barrera. E a troca rendeu um melhor rendimento a equipe, já que o o segundo deu maior mobilidade aos companheiros.

Tudo se encaminhava aos poucos para o México, quando novamente Tevez apareceu, para desestruturar o adversário novamente. Aos 7', na entrada da área, ele chutou uma vez, a bola bateu em dois defensores, e voltou para ele, que limpou e lançou um foguete, bomba bem no ângulo. Argentina 3x0, e nessa altura, Carlitos já era o melhor homem em campo, como foi eleito no final do jogo pela Fifa.

Com o resultado, a Argentina diminuiu o ritmo, e os mexicanos voltaram a aparecer. Iniciavam jogadas, e contavam com o bom futebol do jogador Hernández, melhor de sua equipe.

Tevez deixou o campo aos 23', meio contrariado. Mas para Maradona, foi o suficiente... melhor poupá-lo para encarar os alemães, não é não? A partir daí, foi um martírio só o jogo para os persistentes mexicanos. Perderam gol em cima da linha, mas também marcaram. Aos 26', o excelente Hernández marcou um belo gol, dentro da área e sem chances para o bom goleiro Romero, que nem trabalhou muito.Argentina 3x1 México.

Um gol não era suficiente. Acordou a torcida, que voltou a acreditar pelo menos no empate. Mas não foi o necessário... É fato que tentaram, mas não deu. Ah, e não há quase nada que fale sobre o craque Messi, porque ele realmente atuou dessa maneira em campo... apagado. Mas nada que ele não possa tentar reverter com quase um gol no finalzinho... mas ainda, não foi dessa vez. Será que ele desencanta contra os alemães? Tomara que não.

Alemanha 4 X 1 Inglaterra - Incontestável, mesmo com erro grotesco da arbitragem


Foi digno de uma Copa do Mundo. Em um dos melhores jogos da competição - e o melhor das oitavas de final, até o momento - a Alemanha convenceu, e a Inglaterra decepcionou. Mesmo assim, as equipes protagonizaram cenas de um jogo memorável no belo Free State, em Bloemfontein (AFS). Lamentável somente, foi o erro ridículo do assistente uruguaio Mauricio Espinosa, que mal posicionado, não viu um gol legítimo da equipe inglesa ainda no primeiro tempo.

No mais, sensacional o futebol apresentado pela equipe alemã, que com méritos, marcou 4 gols, goleando a fraca Inglaterra de Rooney, Lampard & Cia que marcou apenas 1 (2?) gol(s)...

Neste 17º dia de Mundial, o confronto fez os mais velhos e apaixonados por futebol relembrarem as emoções vividas há 44 anos atrás, quando as seleções disputavam uma final de Copa, na casa do English Team. O problema é que a recordação veio não só pela tradição das duas seleções, ou pelo dito "clássico" como é classificado o duelo entre ambas... Foi principalmente pela semelhança de um lance que na final de 1966, consagrou - injustamente - os ingleses.

Na oportunidade, um lance parecidíssimo como o pífio que assistimos hoje, dava a Inglaterra o título de campeã do Mundo pela primeira vez na história. As equipes estavam jogando a prorrogação, e empatavam em 2 X 2. Na ocasião, o jogador inglês Hurst, fez uma jogada e chutou a bola para o gol, que em lance como o de hoje, bateu no travessão. A grande diferença é que a bola não entrou, e mesmo assim o juíz considerou ou não viu, e o time da casa foi o grande campeão do mundo. Hoje, Copa de 2010, e Frank Lampard, jovem jogador inglês, marca um belíssimo gol, totalmente legal. Coinicidentemente, a bola bateu na trave de novo jogando contra os alemães... mas essa, entrou, de fato. Todo mundo viu, só o assistente Espinoza não viu...

Etapa inicial ao gosto dos amantes do futebol



Foi com emoção. Com um futebol vistoso, a Alemanha saiu na frente, e permaneceu em vantagem durante o desenrolar do 1º tempo. Fez dois gols, um aos 20' com Klose, e outro aos 32' com Podolski. A Inglaterra marcou aos 37', e logo em seguida, marcou o comentado gol não considerado pela arbitragem. Foi vergonhoso. Quanto ao futebol das equipes, a Inglaterra tentou engrenar jogadas, mas o time não tinha "química". Rooney, "astro" da equipe, não conseguia jogar.

O mais esforçado e objetivo era Lampard, exatamente o injustiçado pelo horroroso Espinosa. Já a Alemanha, jogou de maneira eficiente, mostrando técnica e muita habilidade, formada por jogadores novos. Foi superior, o tempo todo.

Segundo tempo, para liquidar a partida



Muller foi o nome da etapa final. Marcou aos 22' e aos 25' para a Alemanha. Claro, que contou com a ajuda de partida maravilhosa do jogador Schweinsteiger, que apoiava a todo momento, e deu belos passes, além de Ozil, outro alemão excelente, e que com certeza não deixa a torcida alemã sentir tanta saudade do badalado Ballack. Isso tudo, seu deu em consequência de uma Inglaterra totalmente exposta, e aberta...

Afinal, era ganhar ou ganhar (mesmo que o gol de Lampard tivesse sido considerado). Na lógica de alcançar vitória, deu Alemanha, e com méritos. Para quem enfrentar esse time, muito cuidado com os albinos, daqui para frente... olhos bem abertos, e capacidade para parar esse time que não joga, e sim, flutua...

sábado, 26 de junho de 2010

Estados Unidos 1 x 2 Gana - Na 1ª prorrogação, África em festa


Único representante do continente remanescente na Copa, Gana fez valer a torcida e apoio de toda a África para bater os Estados Unidos na 1ª prorrogação deste Mundial e entrar para a história ao chegar nas quartas de final, igualando Camarões de 90 e Senegal de 2002.

Em um jogo muito equilibrado e de forte marcação, Gana aproveitou e com gols no início dos tempos normal e extra, garantiu o triunfo.

As únicas chances de gol na primeira etapa foram originadas de erros das defesas. Gana soube aproveitar melhor, e com apenas cinco minutos Boateng aproveitou saída errada no meio, conduziu a pelota e bateu de pé esquerdo inaugurando o marcador.

Os americanos sentiram o golpe e passaram a ficar mais nervosos, Clark, que já havia falhado no gol, fez falta dura, tomou amarelo e foi substituído minutos depois.

Gana atuava tranquilamente, raramente tinha preocupações defensivas, mas falhou em não aproveitar o bom momento e atacar mais. O 1 x 0 parecia satisfazer e muito os africanos. Boateng e Ayew foram os nomes de uma primeira etapa de muita marcação e domínio territorial dos ganeses.

A necessidade de correr atrás do placar fez os Estados Unidos voltarem com uma postura extremamente diferente para a etapa final. Embora não chutassem tanto, os americanos não saíam de perto do gol do adversário. A recompensa veio em um penalti de Jonathan em Dempsey. O craque Donovan cobrou com categoria e empatou.

O empate deixou o jogo aberto, os americanos empolgados continuavam em cima, mas Gana também arriscava bem. Só nos minutos finais o jogo caiu de produção. Temendo tomar o gol da desclassificação, ambas as seleções tiraram um pouco o pé do acelerador, embora os americanos parecessem mais inteiros fisicamente.

Final de tempo normal, pela primeira vez nesta Copa presenciaríamos uma prorrogação, mais 30 minutos de bola rolando. Os dois técnicos mexeram buscando dar novo gás às equipes.

Nem bem começou o tempo extra e Gana marcou. Gyan recebeu lançamento, ganhou na raça, no peito e bateu bonito pro gol, festa africana em Rustemburgo.

O gol no início atordoou os americanos, que teriam que buscar o empate lutando contra o relógio. Os jogadores da seleção de Gana foram muito inteligentes, passaram a tocar a bola no campo de ataque e segurar o máximo que podiam o jogo.

Nos últimos lances, entrou o desepero dos EUA, bola na área atrás de bola na área, todas devidamente rebatidas pelos ganeses. Fim de jogo e classificação africana.

Candidatos a surpresa do Mundial, os Estados Unidos se despedem até precocemente, ao meu ver. O chaveamento apontava coisa melhor para eles.

Gana chega de forma inédita nas quartas, encara agora o Uruguai e pode entrar de vez para a história, sendo o primeiro país do continente a alcançar os quatro primeiros lugares de uma Copa.

Uruguai 2 x 1 Coréia do Sul - O retorno da Celeste


Bi campeã mundial em 30 e 50 e semi finalista em 70, a seleção uruguaia há muito tempo vem perdendo seu futebol competitivo, de resultados, e fazendo campanhas apenas medianas em mundiais, isso quando se classificava.

Nesta Copa, após 20 anos a seleção voltou a vencer em Copas e neste sábado conseguiu outra façanha para reativar o nome do país no cenário futebolístico, garantiu vaga nas quartas de finais.

Em Port Elizabeth o jogo contra a Coréia do Sul foi muito bom, assim como devem ser todos até 11 de Julho. Início bem equilibrado, com dez minutos de jogo emoções para os dois lados. Park Chu Young acertou a trave em cobrança de falta. A resposta foi fatal.

Forlán cruzou da esquerda, o goleiro Jung falhou e Luís Suárez não perdoou, abrindo o marcador. Gol cedo, de muita importância para os latinos, que ainda não haviam tomado gols neste Mundial e tem na defesa um dos pilares importantes.

Com o revés no plavar, os ásiaticos saíram ainda mais pro jogo, tentaram entrar de todas as formas, mas encontravam dificuldades. Os volantes Arevalo e Perez anularam Park Ji Sung, grande nome sul-coreano. Quem tentou ter mais sucesso foi o 10, Park Chu Young, mas ele não contava com a forte marcação e extrema eficiência de Lugano e Godín, que impediam a bola chegar no gol de Muslera, que foi bem quando exigido na primeira etapa.

Paa a segunda etapa o Uruguai caiu no erro de recuar demais, e esperar os contra-ataques. Foram vinte e cinco minutos de massacre da Coréia do Sul. O contra-ataque não aparecia de maneira nenhuma e cada vez mais o time voltva, era sufocado. Tudo bem que não havia real perigo, mas a bola rondava a todo momento a área, os sul-coreanos tinham domínio total da posse de bola e espremiam a defesa.

A pressão deu resultado e o castigo veio combater a cautela uruguaia. Bola na área, que sobrou para Lee Chung Yong, que aproveitou saída errada de Muslera e empatou, primeiro tento sofrido pela Celeste. O gol desencadeou uma grande dúvida, a Coréia manteria o mesmo ritmo? O Uruguai resolveria enfim sair pro jogo?

Oscar Tabarez resolveu recolocar a seleção no jogo, promovendo a entrada de Lodeiro, meia habilidoso e veloz. E assim o Uruguai acordou e foi em busca do gol, queria evitar a cansativa e tensa prorrogação.

A maior qualidade pesou nesta hora e o talento também. Suárez pegou a bola no bico da área, trouxe pro pé direito e colocou no cantinho do goleiro, gol da vitória, da festa uruguaia. O camisa 9 agora é um dos artilheiros da competição, passando até mesmo seu companheiro Forlán, que hoje esteve bem abaixo do que já fez, embora ainda seja peça mais do que chave para o sucesso da Celeste.

Nos minutos finais, os coreanos tiveram que sair, não teve outro jeito. Faltou saber concluir, na única chance clara de empate, Lee Dong Gook bateu fraco, Muslera não segurou, mas lá estava o capitão, Lugano mandou pra longe.

Fim de jogo, muita festa uruguaia, classificação merecida e a volta da Celeste à fases decisivas da Copa. Uma camisa tão tradicional merecia um retorno desses. As quartas de final são contra Estados Unidos ou Gana, chance de ouro de uma nova semifinal para os sul-americanos.

A Coréia se despede, jogou bem, mas faltou muita precisão hoje. O futebol ásiatico tem evoluído, tende a incomodar ainda mais.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Chile 1 x 2 Espanha / Suiça 0 x 0 Honduras - Tudo definido

Finalizada a primeira fase da Copa do Mundo. Após 3 rodadas e 48 jogos, as dezesseis melhores seleções do planeta garantiram suas vagas para as Oitavas de Final. Nos últimos jogos desta fase inicial, a Espanha garantiu a lidernça do grupo H ao bater o Chile, que também está classificado. Suiça e Honduras não saíram do zero, as duas estão fora.



Agora é duelo sul-americano

A Espanha corria riscos até de ser eliminada, mas uma das maiores favoritas ao título venceu e permanece na busca pelo caneco inédito. O Chile jogava por um empate pela liderança, mas se perdeu nos próprios erros, sorte que o castigo não veio.

O jogo começou muito equilibrado, ambas as seleções com atitudes ofensivas, o que dava a entender que seria um jogo corrido e interessante. E foi assim que começou.

A Espanha abriu os trabalhos marcando forte e chegando com muito perigo, mas isso só nos primeiros minutos, logo o Chile acordou e passou a dividir as ações. Faltava maior movimentação, a bola chegava bem a frente, mas os centro-avantes não apareciam com sucesso.

O goleiro chileno Bravo resolveu dar uma ajudinha. Bola lançada pra Fernando Torres, nenhum perigo iminente, até o arqueiro sair de uma forma totalmente atabalhoada e entregar de bandeija para Villa, de longe ele acertou o gol e assumiu a artilharia da Copa, juntamente com Higuaín e Vittek.

O gol abalou tremendamente a seleção sul-americana, os jogadores pareciam desnorteados. Passaram a bater muito, fazer muitas faltas, todos sendo amarelados pelo árbitro. Medel e Ponce tomaram o segundo e estão fora das oitavas. Outro erro que o Chile passou a cometer aos montes eram os erros de passe. Foram vários, muitos deles na saída de bola, um destes originou o segundo gol espanhol de Iniesta.

A seleção brasileira viu o jogo, percebeu que basta apertar a saída de bola que os chilenos entregam. Para o Brasil, que é fatal no contra-ataque, será uma arma fundamental em busca da classificação.

Voltando ao jogo de hoje, além do gol, o mesmo lance provocou a expulsão de Estrada. O momento era crítico para os "Rojos". Um gol da Suiça decretaria a eliminação.

Para o segundo tempo, Marcelo Bielsa mudou e mostrou que realmente tem estrela. No jogo anterior, os três jogadores que ele colocou em campo fizeram a jogada do gol. Hoje, novamente funcionou. Millar bateu de fora da área, contou com um desvio na zaga que matou Casillas e diminuiu o placar.

Era o gol que precisava o Chile, obrigando a Suiça, que empatava, a fazer dois.

Com o resultado favorecendo a ambos, o jogo ficou uma pindaíba só, deu sono. A Espanha líder tocou a bola demais, teve pra mais de 75% de posse de bola nos últimos minutos.

O Chile vivia um dilema. Ia atrás do empate para escapar do Brasil, oferecia o contra-ataque e uma chance de cair fora ou deixava como estava, garantia a classificação e encarava o Brasil. Eles preferiram a segunda opção. Assim o jogo se arrastou até o fim sem nenhum tipo de emoção.

Fim de partida em Pretória, a Espanha fica na liderança e faz o duelo da Península Ibérica com Portugal. Os chilenos fazem o clássico sul-americano contra o Brasil.



Tchau pros dois

Suiça e Honduras jogaram em Bloemfontein. O jogo foi muito fraco e terminou no 0 x 0. A Suiça atacou bem mais, chutou 16 vezes a gol, mas não marcou nenhum. Para um time que só sabe defender, fazer dois gols é um martírio sem tamanho, por isso não deu. Fica como façanha ter derrotado a Espanha.

Honduras era só figurante mesmo, sai feliz por ter perdido de pouco nos jogos anteriores e ainda abocanhar um pontinho.


Agora começa o mata-mata. Os jogos das oitavas de final ficaram assim

Sábado 11:00 - Uruguai x Coréia do Sul
Sábado 15:30 - Estados Unidos x Gana

Domingo 11:00 - Alemanha x Inglaterra
Domingo 15:30 - Argentina x México

Segunda 11:00 - Holanda x Eslováquia
Segunda 15:30 - Brasil x Chile

Terça 11:00 - Paraguai x Japão
Terça 15:30 - Espanha x Portugal

Portugal 0 x 0 Brasil - Não foi bom, mas valeu pela liderança. Que venham as oitavas



Portugal e Brasil se enfrentaram com todo o clima de ser um dos melhores jogos desta primeira fase da Copa. Ficou muito longe disso, quase sem emoções e sem gols, o resultado acabou sendo bom para ambos, que estão na próxima fase da Copa. A Costa do Marfim se despediu com vitória, bateu a Coréia do Norte por 3 x 0, mas não contou com o resultado do outro jogo, além de não fazer o saldo que lhe era necessário.

Os ásiaticos se despedem sem pontuar.

Em Durban, tanto Portugal quanto Brasil se satisfaziam com o empate. Talvez por isso o jogo tenha sido tão ruim e terminado com o placar em branco. Dunga não contou com Kaká suspenso. Robinho e Elano foram poupados. Julio Baptista, Nilmar e Daniel Alves foram os substitutos.

Do outro lado, Carlos Queiroz escalou seu astro maior Cristiano Ronaldo, mas também mudou bem o time, entrando sem centro-avante e com uma formação cautelosa demais.

A cautela fez com que Portugal jogasse muito atrás, deixava o Brasil jogar, tocar a bola, mas a partir da sua intermediária os lusos apertavam e não deixavam os brasileiros entrarem na área.

O primeiro tempo foi bem promissor para a seleção canarinho, apesar da forte marcação adversária, as jogadas fluíam, sempre pela direita. Nilmar teve a grande chance ao acertar a trave de Eduardo. Luís Fabiano teve sua única chance aos 39', quando cabeceou muito próximo ao gol. Depois disso, o Fabuloso foi uma figura apagada em campo.

Portugal não tinha ataque, Cristiano Ronaldo vivia isolado e queria resolver sempre sozinho, ora chutava de longe sem rumo, ora parava na marcação brasileira.

No final o jogo esquentou. Pepe e Felipe Melo trocaram várias gentilezas, até tomarem amarelo. Vendo a estupídez do volante e a iminente expulsão, Dunga o tirou acertadamente ainda na primeira etapa. Se não manter a cabeça no lugar, jajá o camisa 5 sai do time.

O segundo tempo foi ruim demais. O Brasil perdeu o pouco ímpeto que tinha. Portugal marcava bem as laterais, pelo meio nem Daniel Alves nem Julio Baptista tinham criatividade. Daniel não mostrou muito futebol, as esperadas dobradinhas com Maicon não deram certo. Julio Baptista mostrou que não é o cara pra suprir a ausência de Kaká. O time se ressente muito do camisa 10.

Outro que fez falta demais foi Robinho. Não que Nilmar seja fraco, mas falta a ele ser mais abusado, tentar um drible, ele é homem de finalização, movimentação. Se a seleção não criava, Luís Fabiano era só um a mais lá dentro, não sobrou uma bolinha pra ele na segunda etapa.

Percebendo a fraca atuação brasileira, Carlos Queiroz resolveu abrir um pouco Portugal, a fim de buscar a liderança. Com Costa do Marfim vencendo de pouco, e com a classificação na mão, os Lusos se animaram, e nas entradas de Simão e Pedro Mendes começaram a ameaçar mais.

Na maior das chances, Cristiano Ronaldo fez bela jogada pela direita, na sobra Raul Meirelles se atrapalhou e bateu fora.

O jogo continuava fraco, insosso. Ramires e Grafite entraram, mas pouco acrescentaram. Na sorte, Ramires quase fez, mas Eduardo interviu muito bem.

Fim de jogo, ambos saem felizes com a classificação. Brasil em 1º, Portugal em 2º. Espanha, Chile e Suiça são os possíveis adversários, resta saber quem pega quem.

Hoje difícil apontar um grande destaque para o Brasil, fico com a dupla de zaga, que impediu o craque Cristiano Ronaldo de levar perigo ao gol.

O maior destaque negativo é claro, Felipe Melo. Um juíz mais rígido pode expulsá-lo a qualquer momento. Não precisa revidar, não precisa erguer tanto o pé, só jogar a bola que jogou nos dois primeiros jogos.

Outro que não foi bem foi Michel Bastos. Na defesa não teve muito trabalho, mediante a pouca ofensividade portuguesa. Mas ele que atua de meia na França, esperava-se que seria uma opção interessante ofensivamente. Parece que a camisa tá pesando um bocado.

Nas oitavas Kaká e Robinho voltam, expectativa de bom futebol, mais criatividade e bola na rede.


quinta-feira, 24 de junho de 2010

Dinamarca 1 x 3 Japão / Camarões 1 x 2 Holanda - Aprenderam direitinho com Zico

O Japão nunca teve muita fama no futebol, o esporte sempre foi tratado em segundo plano no país. Até  no começo da década de 90, Arthur Antunes Coimbra, o Zico, chegar ao país e jogar pelo Kashima Antlers. O atleta foi um dos percurssores e incentivadores do esporte no país.

Hoje o Japão se classificou para as oitavas de final da Copa do Mundo, pela 1ª vez fora de seu continente, usando um artíficio que era mortal quando Zico o usava: as cobranças de falta. Com dois gols dessa maneira, os orientais garantiram sua vaga. Ao lado deles passa a Holanda, que derrotou Camarões.



Surpreendente Japão

No sorteio dos grupos, o Japão era tido como última força da chave, mas chegando à última rodada precisando de só um empate, eles fizeram mais, venceram com autoridade a Dinamarca.

Como só a vitória interessava aos europeus, a seleção buscou o gol no começo, mas parava em uma marcação forte e extremamente aplicada dos japoneses, era muito complicado a bola chegar ao gol nipônico.

O Japão chegou aos poucos e usou os ensinamentos do mestre Zico na bola parada. Honda bateu de longe, aplicou um efeito incrível na Jabulani, vencendo o goleiro e abrindo o placar. Era um jogo muito bom, com a Dinamarca precisando sair para o jogo e os japoneses explorando os contra-ataques.

Aos 30', a bola parada foi novamente mortal. Endo bateu com extrema perfeição marcando um golaço. A vantagem era imensa. Os dinamarqueses precisavam virar a partida e sequer tinham qualquer chance de marcar o gol.

No segundo tempo, os europeus foram com tudo pra cima, mas seguiam tendo dificuldades em furar o bloqueio ásiatico. O tempo passava e o desespero tomava conta da equipe. Aos 36', uma esperança. Penalti que Tomasson errou, mas fez no rebote. Eram pouco mais de dez minutos para se fazer dois gols, não deu.

O craque japonês Honda fez grande jogada e deixou Okazaki livre para jogar a última pá de terra no caixão dinamarquês. Fim de jogo, muita festa dos japoneses pela classificação mais do que merecida. O próximo adversário é o Paraguai, quem sabe os orientais não avançam um pouco mais.



Laranja confirma os 100%

A Holanda confirmou seu extremo favoritismo no grupo e bateu Camarões no Green Point. Mais uma vez não foi espetacular, mas fez o suficiente para conquistar a vitória.

Van Persie tabelou com Van der Vaart e fez o primeiro. No segundo tempo Samuel Eto'o empatou de penalti.

Huntelaar aproveitou rebote da trave para selar o placar e a vitória holandesa.

Mais do que a vitória, a notícia boa foi a presença de Robben no jogo. Aparentemente recuperado totalmente da lesão, o craque entrou no segundo tempo e teve tempo de chutar a bola na trave, que originou no segundo gol.

A Holanda tem a Eslováquia pela frente nas oitavas. Acabou sendo um confronto até certo ponto tranquilo, mas todo cuidado é pouco.

Camarões era uma esperança, mas ficou sem marcar sequer um pontinho.

Eslováquia 3 x 2 Itália / Paraguai 0 x 0 Nova Zelândia - Addio Azzurra

Pela primeira vez na história, tanto a campeã quanto a vice campeã do último campeonato mundial foram eliminados na fase inicial da Copa seguinte. Depois do vexame da França, foi a vez da tetra campeã Itália passar vergonha e cair. A Eslováquia alcança a fase seguinte, juntamente com o Paraguai.



Não deu

A seleção italiana fez uma de suas piores Copas na história. Não venceu um jogo, acabou na lanterna do grupo, teve um time ridículo e parou na Eslováquia. A técnica inexistiu, nem o coração e a camisa foram capazes de jogar pela seleção da bota.

O primeiro tempo do jogo contra a Eslováquia foi muito fraco. Com pouca criatividade, ambas as equipes finalizavam muito pouco e não faziam uma grande partida. A Itália foi ainda pior, cedeu um gol ao adversário. De Rossi errou na saída de bola, Vittek aproveitou e bateu no canto, abrindo o placar.

Não havia organização, bola no pé por parte dos italianos, era mais um amontoado de atletas que só erravam, nada dava certo. Marcello Lippi alterou no intervalo, de algum lugar devia sair a bendita criatividade. Pirlo, grande nome desta seleção, mas ainda fora de ritmo, entrou em campo a fim de dar uma luz, mas nem ele resolveu.

Se não dava na técnica, a raça tinha que estar presente, e isso ocorreu, não dá pra acusar os jogadores de falta de dedicação. Eles lutaram muito, mas pararam nas próprias limitações, nas fraquezas de uma seleção que não tem renovação, não tem jovens valores.

O gol quase veio, Skrtel salvou uma bola muito duvidosa, por nenhuma câmera foi capaz de se ter certeza se a bola entrou ou não.

O pânico foi aumentando, e Vittek tratou de fazer desabar a Azzurra ao marcar mais um. Aos 36' veio a esperança, Di Natale aproveitou o rebote e descontou. O empate já servia, era necessário dar 200% em busca do gol.

O desespero lá na frente abriu imensos espaços lá atrás. Kopunek aproveitou e após uma cobrança de lateral, saiu na cara de Marchetti e fez. Eram quarenta e quatro minutos, o fim estava próximo.

Só que do outro lado estava a Itália e não é que Quagliarella fez um golaço e voltou a manter uma mínima esperança. Havia mais três minutos de acréscimo, instantes valiosos, de pressão.

Lateral pelo lado direito. Chiellini cobra, ela passa por toda a área e sobra pra Pepe. Era a chance de um gol histórico, um gol com a marca italiana, mas o camisa 7 chutou torto e jogou no lixo qualquer chance ainda existente.

Fim de jogo, de uma das partidas mais emocionantes dos últimos tempos. A Eslováquia comemora uma classificação inédita, desde a separação da Republica Tcheca. Os eslovacos encaram provavelmente a Holanda.

Para os italianos fica a decepção, a tristeza. E que também fique uma lição, que esta seleção se renove, busque novos ares, a camisa é gigante, não merecia tamanho vexame. Ficar atrás da Nova Zelândia é uma lástima.



Domínio sul-americano

O Paraguai apenas empatou com a Nova Zelândia em Polokwane. Não precisou forçar muito, jogou o básico, se segurou e apenas manteve o resultado que lhe satisfazia e garantia a liderança.

A seleção guarani é a 3ª do continente a garantir a liderança de seu grupo, se tanto Brasil quanto Chile também confirmarem suas posições, todos os países da Conmebol terão sido líderes na primeira fase. Um domínio espetacular. O Paraguai encara agora Dinamarca ou Japão, tem chances de chegar muito longe.

A Nova Zelândia vai embora, mas vai feliz da vida. O futebol é semi-amador no país, era tido com o saco de pancadas do grupo e conseguiu sair do Mundial sem perder. Claro que também não venceu, mas ficar a um gol da classificação e, mais do que isso, terminar na frente da Itália, já é um motivo de imenso orgulho para a seleção da Oceânia.

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Gana 0 x 1 Alemanha / Austrália 2 x 1 Sérvia - Salvando o continente africano

Definido mais um grupo do Mundial. Depois das desclassificações de África do Sul, Nigéria, Argélia, Camarões e a praticamente impossível chance da Costa do Marfim passar, Gana honrou o continente africano, se classificou para as oitavas e tem tudo para ser a seleção de maior torcida nos estádios na próxima fase.

Juntamente passou a tricampeã Alemanha. Sérvia, que ficou por um gol, e Austrália, se despedem e voltam para casa.



Ficou bom para os dois

No estádio da final da Copa, o Soccer City, em Johanesburgo, Alemanha e Gana se enfrentaram precisando do resultado positivo. A Alemanha da vitória, Gana se contentava com um simples empate.

O jogo foi muito agradável nos primeiros trinta minutos. Começou rápido, com os germanicos saindo para o jogo. Gana marcava a saída de bola alemã e acelerava o quando tinha a posse de bola. Cada seleção teve uma chance de ouro de fazer o gol. Ozil recebeu livre, mas chutou em cima de Kingson. Do lado gânes, Gyan desviou escanteio e o capitão Lahm salvou em cima da linha.

Nos últimos 15 minutos da etapa inicial, as seleções diminuíram o ritmo, o jogo caiu muito de produção, até terminar no 0 x 0 com o apito de Carlos Eugênio Simon, que mais uma vez foi discreto, fez bem seu papel.

Nem bem começou o segundo tempo e foram os africanos quem tiveram a chance de fazer. Asamoah bateu fraco e Neuer salvou. A etapa complementar começava em ritmo bem forte, com a Alemanha mais no ataque.

Faltava caprichar no passe final, até aparecer o garoto bom de bola alemão. Ozil recebeu e de fora da área bateu bonito, sem chance de defesa para Kingson.

Com o gol, os europeus deram uma segurada no ritmo e passaram a tentar controlar a partida. Com o revés e o risco de cair fora com um gol da Sérvia, os ganeses resolveram partir pro ataque e sufocar. Não obteve muito sucesso, a defesa alemã esteve muito bem e evitou as investidas de Gyan, Ayew e companhia.

Com o passar do tempo, os africanos foram sabendo do resultado do outro jogo e só restava torcer contra a Sérvia. A Alemanha cozinhou o jogo, esperando o apito final, que veio e resultou na classificação de ambas as equipes.

A Alemanha ficou em 1º, e agora faz um duelo de gigantes contra a Inglaterra no domingo. Um dia antes, Gana encara os Estados Unidos.



Morreram abraçados

Austrália e Sérvia jogaram ainda sonhando com a classificação. A seleção da Oceania venceu, mas foi pouco. A Sérvia ficou a apenas um golzinho da vaga, o empate bastava.

O jogo se encheu de emoção na segunda etapa, quando saíram os gols. A Austrália abriu 2 x 0 com Cahill e Holman. Os Socceros retomaram a esperança da classificação, que foi por terra com o gol de Pantelic.

Faltando seis minutos, a Sérvia partiu para cima, era necessário apenas um gol, que não veio. No fim, um possível penalti não marcado por Jorge Larrionda provocou a revolta dos sérvios.

Final de jogo e ambas as seleções dão adeus à África do Sul.

Eslovênia 0 x 1 Inglaterra / Estados Unidos 1 x 0 Argélia - Transbordou emoção

Finalizado o Grupo C. Com muita emoção, os classificados se definiram nos últimos instantes, os Estados Unidos conseguiram o gol nos acréscimos e tiraram a vaga que estava nas mãos dos eslovenos.



O castigo esloveno

Inglaterra e Eslovênia entraram no Nelson Mandela Bay, em Port Elizabeth, precisando de um resultado bom para garantir a vaga. Aos ingleses só a vitória interessava. Com essa obrigação, partiram com tudo pra cima, no intuito de conseguir o resultado que lhe favorecia.

Lampard, Gerrard e Rooney finalmente mostraram um pouco do futebol consagrado que tem e conduziram à seleção ao ataque. Mas foram de duas alterações da última partida que o gol saiu. Milner, que substituiu Lennon, cruzou para Defoe, substituto de Heskey. O centro-avante do Tottenham se antecipou à defesa e fez.

Com o gol a Inglaterra ganhou um pouco de tranquilidade e se manteve ofensiva, querendo matar logo o adversário, mas parou sempre em Handanovic, goleiro seguro que fechou o gol.

A Eslovênia podia até perder que tinha chances de classificação. E por isso não se arriscou tanto no ataque no primeiro tempo, se limitou a segurar e explorar algum contra-ataque, sem nenhum susto para James.

Na etapa final, a Inglaterra voltou a partir pra cima, Terry e Rooney, que acertou a trave, quase ampliaram. A Eslovênia começava a crescer, por três vezes a bola rondou a área adversária, até Birsa bater fora.

Com o tempo passando, a tensão ia aumentando. Mesmo que um empate classificasse os dois, qualquer gol mudaria tudo, um gol esloveno tirava a Inglaterra, enquanto um gol americano no outro jogo eliminava a Eslovênia. Por isso os europeus resolveram atacar mais, para não ter que depender de mais ninguém. Tentou um abafa, mas a defesa inglesa foi segura.

No fim, o English Team segurou a bola, garantindo sua vaga e momentaneamente a liderança da chave. No mesmo instante em que Wolfgang Stark apitou o fim de jogo em Port Elizabeth, os Estados Unidos faziam o gol da classificação. Um pouco de decepção inglesa pela perda da liderança e desespero dos eslovenos, que tinham a vaga na mão durante todo o jogo e viram, já no fim, tudo ir pelo ralo.

A Inglaterra passa em 2º  e joga domingo, contra o líder do grupo C, que pode ser a Alemanha, fazendo assim um duelo de gigantes.



Drama e alívio

Estados Unidos e Argélia duelaram em Pretória, com chances de classificação. Por isso, a partida foi excepcional, em todos os sentidos. Já que para garantir a vaga eram necessários gols, foi um jogo de ataques. Ninguém se fechou, não teve retranca, era lá e cá, muitas chances criadas e perdidas.

Com seis minutos o jogo já mostrou o que reservava. Djebbour acertou a trave de um lado. Do outro, Gomez obrigou Bohli a fazer uma grande defesa. Eram muitas alternativas, o domínio era alternado, e o jogo muito aberto.

Poderia ser mais tranquilo para os americanos se a arbitragem não errasse de novo. Frank de Bleckere anulou gol legítimo de Dempsey, assim como um gol havia sido inválidado na partida anterior.

O primeiro tempo terminou imerecidamente no 0 x 0, era jogo para 2 x 2, 3 x 3, foram diversas e boas chances criadas por ambas as seleções.

Com o gol da Inglaterra no outro jogo, ainda mais a vitória era fundamental tanto para americanos quanto para argelinos, que ainda tinham suas esperanças.

O jogo ficou aberto de vez. Com mais qualidade, os Estados Unidos passaram a ter mais domínio e chegar mais ao gol adversário, sempre falhando no toque decisivo. Dempsey no mesmo lance acertou a trave e perdeu sem goleiro. A Argélia começava a colocar velocidade e contra-atacar. Bohli e Howard eram os grandes personagens, fechavam o gol.

O fim do jogo foi chegando, a eliminação de ambos parecia mais perto, e a emoção aumentava de maneira incrível, era alucinante. Foram quatro minutos de acréscimos, eram os últimos instantes para se tentar algo. E finalmente alguém saiu vencedor.

Em jogada pela direita, Bohli pegou o primeiro chute, mas o rebote caiu caprichosamente no pé do camisa 10, do craque americano, Landon Donovan estufar as redes e explodir de alegria toda a nação.

O gol da classificação, do alívio e também da justiça, haja vista os dois gols tirados pela arbitragem. Fim de jogo, uma festa bonita dos americanos que garantem a liderança do grupo. Felicidade que se contrastou com a tristeza e decepção de argelinos e eslovenos, que ficam pelo caminho.

Os EUA esperam o segundo colocado da chave D, que pode ser Gana, Sérvia ou até a Alemanha. O jogo é no sábado.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Grécia 0 x 2 Argentina / Nigéria 2 x 2 Coréia do Sul - Hermanos 100%, ásiaticos no sufoco

Fechado o Grupo B da Copa do Mundo. A Argentina ganhou mais uma e confirmou os 100% de aproveitamento no grupo. A Coréia do Sul tomou sufoco, mas segurou o empate com a Nigéria e também está nas oitavas de final.



3 vitórias incontestáveis

A Argentina encarou a Grécia precisando de um simples empate para garantir a liderança. Claro que mediante a força da equipe, um empate seria pouco. Por isso, apesar dos vários reservas, a equipe manteve um time forte e disposto a vencer.

A disposição até existiu, faltou colocar em pática. Tocando muito a bola, procurando espaços, mas sem concluir com eficácia, os hermanos só foram perigosos em dois momentos da etapa inicial. Aos dezoito minutos, Aguero bateu forte e Tzorvas colocou pra escanteio. Na sobra do córner, Verón bateu bonito e obrigou o camisa 12 a fazer outra grande intervenção.

O segundo momento foi já no minuto final, primeiro com Maxí Rodriguez, depois com Messi, e mais duas grandes defesas do arqueiro grego.

Messi esteve bem apagado em grande parte da partida, só no final o futebol do craque apareceu. Aguero foi o que mais tentou, mas não foi recompensado. O artilheiro Milito teve sua grande chance de iniciar um jogo, mas sequer levou perigo ao gol adversário, não aproveitou a oportunidade.

Pouco pra falar da Grécia na etapa inicial, time fechado, que busca contra-ataque, mas não tem velocidade. O destaque é mesmo a marcação forte, que por diversas vezes anulou Messi.

No segundo tempo o panorama foi o mesmo. Argntina com um time superior, tentando chegar ao gol.  A Grécia mesmo com a necessidade de vencer, sequer se dava ao trabalho de atacar. A única chance de verdade foi com Samaras, em contra-ataque após falha de Demichelis. Quem trabalhava na seleção europeia era Tzorvas e os zagueiros.

Vendo a dificuldade de seus jogadores, Maradona começou a mexer, Dí María e Pastore entraram. Só aos 32', finalmente veio o gol. Escanteio cobrado e Demichelis chutou duas vezes para fazer o gol. O treinador argentino ainda colocou Palermo, estreiante em Copas, maior artilheiro do Boca Juniors e ironicamente, ídolo do maior jogador da história do país.

E ele mostrou estrela logo. Aproveitou rebote de Tzorvas e marcou seu primeiro gol em copas com 35 anos, comemorou feito um menino. A jogada havia sido iniciada por Messi, que cresceu muito de produção no fim do jogo. O gol dele não saiu, o futebol foi inferior ao das partidas anteriores, mas é craque e decide a qualquer momento.

Fim de jogo e classificação argentina vencendo as três partidas. O próximo adversário é um repeteco das oitavas de 2006, contra o México.



Mais um africano fica pelo caminho

Coréia do Sul e Nigéria fizeram a outra partida do grupo. Com o resultado da Grécia, quem vencesse passaria,  o empate favoreceria os coreanos, e assim foi. Em um belo jogo, eletrizante até o fim, os ásiaticos seguraram o empate e garantiram a vaga.

A Nigéria partiu pra cima em busca do gol logo de cara e ele saiu cedo, Uche marcou aos 12'. A pressão dos africanos manteve-se, e a trave salvou a Coréia, que empatou em jogada de bola parada. Lee Jung Soo quis cabecear, mas bateu meio de canela igualando o jogo.

O segundo tempo foi ainda melhor, logo de cara Park Chu Young bateu falta no contra pé de Enyeama virando a partida. Yakubu empatou de penalti, faltando vinte minutos para o fim.

Mas se alguém não vai dormir de noite, esse alguém é o próprio Yakubu. Ele até marcou o de penalti, mas momentos antes errou um gol inacreditável, sem goleiro, bastava apenas empurrar a bola para o gol, e ele fez o mais difícil, bateu pra fora.

Apesar da pressão no fim, mais uma seleção africana fica pelo caminho, os países do continente da copa não estão indo nada bem.

A Coreía classifica-se e encara o Uruguai no próximo sábado.

México 0 x 1 Uruguai / França 1 x 2 África do Sul - Latinos classificados e despedida honrosa dos Bafana Bafana

Começou a última rodada da Copa do Mundo. Pelo grupo A, México e Uruguai garantiram suas vagas, enquanto África do Sul e França se despedem do Mundial. Os sul-africanos são os primeiros ânfitriões a cair na primeira fase.



Classificação Latina

México e Uruguai se enfrentaram em Rustemburgo, pensando mais na liderança do que na classificação em si, que já estava bem perto. Por isso o jogo foi muito agradável de se ver na primeira etapa. Ambas as seleções buscando o gol, muitas alternativas. De um lado, Suárez perdeu gol feito, enquanto Guardado carimbou o travessão adversário.

As equipes se revezaram no domínio da primeira etapa, ora mexicanos, ora uruguaios tinham mais posse de bola e chances. Quando a partida deu uma caída de rendimento, saiu o gol. Cavani cruzou da direita e achou Luís Suárez livre, o camisa 9 cabeceou bem e abriu o placar. Gol já no fim que dava enorme tranquilidade aos uruguaios.

No segundo tempo não houve equilíbrio, o México foi muito mais incisivo. Vendo a liderança longe, e um risco até de perder a classificação com os gols da África, o time de Javier Aguirre foi com tudo pra frente. Giovanni dos Santos era a grande opção, mas o bom jogador não estava tão inspirado e parou muitas vezes em Fucile, lateral que marcou muito hoje e foi destaque.

O Uruguai aguardava um contra-ataque que não vinha, Forlán esteve aquém do que mostrou nas partidas anteriores. Em compensação a defesa foi novamente segura, segue sem sofrer gols, isso ajudou para que o placar não se alterasse e terminasse com vitória celeste.

O Uruguai termina na liderança e espera provavelmente Coréia do Sul, Nigéria ou Grécia. O México ficou com a segunda vaga e deve ter a Argentina nas oitavas de final.



Despedida com vitória

A África do Sul quebrou o tabu de ser o primeiro ânfitrião a cair na fase inicial da Copa, mas terminou sua campanha de forma digna, vencendo a vexatória França por 2 x 1 em Bloemfontein.

O jogo começou pegado, eram poucas as oportunidades. A França tinha até mais posse de bola e presença ofesniva, mas na bola parada foi castigada. Aos 20', Lloris saiu mal no cruzamento e Khumalo marcou, levando ao delírio e dando alegria aos sul-africanos.

A França  já entrou desnorteada pelos episódios da semana, como o corte de Anelka, recusa de atletas em treinar, briga de Evra com o preparador físico e principalmente, o péssimo relacionamento dos jogadores com o treinador Raymond Domenech. Com o gol, a coisa piorou, prova disso foi a cotovelada de Gourcuff, que resultou na expulsão do meia.

Com um a mais, os Bafana Bafana se animaram ainda mais e não tardou em sair outro gol. Mphela recebeu na área e aos trancos e barrancos fez mais um. Virou vuvuzelaço no Free State. A chance da classificação ainda era difícil, mas começava a tornar-se possível. Com o jogo na mão, era uma pressão só.

No segundo tempo a empolgação permaneceu no início. Foi bola na trave, defesa de Lloris, mas as chances eram desperdiçadas e o tempo passava, complicando a situação, era preciso mais gols. Precisando atacar, a África abriu espaços na defesa, Ribery aproveitou um deles para deixar Malouda tranquilo fazer o primeiro gol francês na Copa e ao menos não repetir o vexame de 2002, quando passou o Mundial inteiro sem marcar.

O gol  foi um balde de água fria nos donos da casa, que aí sim viram a classificação indo embora. Daí pro fim, foram só mais algumas chances, mas nada que mudasse o resultado e o destino de ambos.

A África do Sul se despede e agora assiste o resto da Copa, torcendo por outra seleção. A França volta para Paris com um vexame e uma vergonha nas costas, mas na tentativa de recomeçar do zero. Sem Domenech, sem confusões, para quem sabe, em 2014, a campanha possa ser digna de uma seleção campeã mundial.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Espanha 2 x 0 Honduras - O adversário certo na hora certa


Apontada como uma das grandes favoritas ao título mundial, a Espanha havia começado com derrota sua campanha. Nada melhor do que enfrentar na partida seguinte uma seleção muito fraca, podendo assim se recuperar e ganhar mais confiança para a continuação do torneio.

O jogo foi muito tranquilo para a Espanha. Infinitamente superior à Honduras, a seleção europeia não precisou fazer muito esforço para vencer a partida. Podia ter sido muito mais, quem sabe até uma repetição do que Portugal fez mais cedo. Faltou volume e eficiência nas conclusões. Por isso não foi um massacre.

As jogadas principais saíam dos pés de Villa, aberto pelo lado esquerdo. Na primeira tentativa ele errou, mas na segunda o gol saiu. Em linda jogada, livrando-se de três, o atacante marcou um belo gol, inaugurando finalmente o marcador.

O jogo se manteve sob domínio absoluto dos espanhois, tranquilamente a bola chegava ao gol. Torres, uma das grandes esperanças, errou dois gols e não pôde desencantar no Mundial.

O segundo tempo foi igualzinho, domínio espanhol e postura defensiva de Honduras, buscando apenas segurar o adversário e tentar, quem sabe, acertar algum contra-ataque, coisa que não aconteceu.

Aos 6', a Espanha tratou de definir o placar e acabar com qualquer perigo que pudesse aparecer. Villa recebeu e bateu forte, a bola desviou e matou Valladares, 2 x 0.

O jogo seguia e as chances cresciam sempre. Torres, Navas, Sérgio Ramos, Fábregas e Villa, todos com tentativas frustradas. A pior foi com o artilheiro do jogo. Em penalti, ele teve a chance de assumir a artilharia da Copa, mas bateu fora.

Até o fim do jogo foi só passar o tempo. A Espanha poderia ter goleado se forçasse mais, mas diminuiu o ritmo e errou muitos gols. Honduras sequer fez Cassilas sujar o uniforme.

Fim de jogo e mesmo sem o show esperado, os espanhois se recuperaram. Na última rodada, uma vitória simples classifica a seleção. Um empate pode resultar na eliminação.

Honduras não está eliminada, tem chances matemáticas. Só matemáticas.

Chile 1 x 0 Suiça - Caiu a retranca


A Suiça bateu o recorde de minutos sem tomar gols em Copa do Mundo. 559 minutos sem ver as redes balançando, contando as copas de 2006 e 2010. Mas de nada adiantou tal recorde, a retranca caiu para o Chile. Derrota por 1 x 0.

O jogo foi em mais de 80% um ataque x defesa. O Chile com seu time bem ofensivo e no ataque, contra o ferrolho suiço, que tanto incomodou a Espanha.

E a forte defesa manteve-se do mesmo jeito, segurando de toda maneira, o Chile tinha dificuldades em infiltrar, o que tornava o jogo muito morno e com raras chances de gol. Aos trinta minutos, Behrami foi expulso por agrssão em Vidal, a seleção europeia ficava com um a menos.

Se com onze a retranca já é intensa, com dez a coisa seria pior, e foi. Mas ao menos os espaços aumentaram um pouquinho para o Chile, o que tornou o jogo mais interessante e com mais alternativas. Os sul-americanos partiam pro ataque em busca do gol.

Marcelo Bielsa colocou Valdívia e Gonzáles no intervalo, em busca de mais individualidade, velocidade para a bola chegar ao gol. Teve gol anulado, chance incrível salva pelo goleiro, o jogo se desenrolava apenas de um lado do campo, era um massacre. Nem contra-ataque os suiços conseguiam, era só defesa, se houvesse uma chance de atacar ótimo, se não, tudo bem também.

Aos 22' os europeus bateram finalmente o recorde da Itália de 86/90 e continuavam atrás. Até as alterações de Bielsa decidirem o jogo. Valdívia lançou Paredes, que havia entrado minutos antes. O atacante fintou Benaglio e cruzou para Gonzáles cabecear, ela bateu na trave e foi chorando para finalmente derrubar a retranca suiça.

Com o gol, o Chile segurou um pouco o ritmo. A Suiça teve que sair e aí o jogo ficou sensacional. Os europeus no ataque, deixaram a retranca de lado e escancararam sua defesa. Em três contra-ataques os chilenos desperdiçaram chances de ouro de ampliar. Do outro lado, Derdyiok conseguiu jogar o empate fora ao perder um gol na cara.

Fim de jogo, o Chile derruba a retranca suiça, depende de um simples empate para garantir a liderança e classificação. Se perder, o saldo pode tirar a vaga. A Suiça precisa vencer Honduras por uma boa margem de gols para garantir sem problemas a vaga.

Tá com jeitão de decisão das vagas pelo saldo de gols, por isso o 1 x 0 acabou sendo pouco pro Chile.
 

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