
Deu Fúria!
Os portugueses foram a oitava a equipe a provar o sabor amargo da desclassificação em oitavas de final, nesta Copa de 2010. Que o diga o goleirão português Eduardo, não é não, colega? Operou milagres durante toda a partida, mas faltou realizar um: Aos 17' do segundo tempo, quando o atacante espanhol Villas, fez o gol que veio a ser o único da partida. Deu Espanha.
Agora os "furiosos" pegam o embalado Paraguai no sábado, ás 15h30 no Ellis Park, em Joanesburgo. Mais um belo confronto reservado para a próxima fase.
Domínio espanhol. Cristiano e equipe portuguesa, apagados

O ínicio e o desenrolar da partida foram muito do que os dois times apresentaram durante a primeira fase do mundial: Portugal na defensiva; Espanha - mesmo que não no auge do brilhantismo - mostrando técnica e jogadores que podem desequilibrar a qualquer momento. Seguindo a lógica, foi ataque contra defesa. Assim, já dizia o ditado que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".
O time espanhol logo foi para cima do adversário. Três chutes ao gol, com 6' de jogo. O goleiro, como já comentado, foi bem nestes e vários outros lances, e fez a defesa. Inibida, a seleção de Portugal não conseguia jogar. Cristiano Ronaldo fez partida apática, e não desencantou na Copa. Chegou apontado como um dos possíveis craques. Não foi, nem de perto, o esperado.
Sua equipe ainda deu um ou dois chutes que exigiram esforço para a defesa do excelente Cassillas, mas não passou disso. Final da etapa inicial, com Espanha tocando a bola, esperando uma boa oportunidade e Portugal, só esperando na defensiva, a chance de contra -atacar.
Impedido - milimetricamente - Villa marca e garante o triunfo

Na segunda etapa, os espanhóis voltaram melhor para o jogo. Só tocando a bola, em busca do momento certo, tinham a frente um adversário muito recuado, pro que se tratava de um jogo de mata-mata. Até que estes tiveram boa chance pelo lado esquerdo aos 6' , mas Puyol desviou a bola no meio do caminho. Meio que estagnadas, as equipes sofreram alterações simultaneamente, aos 13' .
Pelo lado espanhol saiu Torres, e entrou o esforçado Llorente. Pelo lado português, saiu Hugo Almeida, e entrou Danny. A mudança trouxe resultado positivo pro time europeu de vermelho e azul.
Llorente, em sua primeira participação, perde gol aos 14', graças a mais uma das defesas-milagre de Eduardo. Logo em seguida, Villa, na entrada da área de perna esquerda tentou, mas a bola não entrou. De tanto insistir, finalmente saiu o gol espanhol.
Aos 17', linda troca de passes da fúria, maravilhoso toque de calcanhar de Xavi e finalização de Villa, um dos melhores em campo. Foi impedido, milimetricamente, mas foi gol. O goleirão português, meio que prevendo o que o gol significaria, até fez cara de choro. Espanha 1 x 0.
A partir daí, a Espanha só administrou, mas se mostrou muito bem tecnicamente. Bem posicionada, a equipe não se expôs, e também marcava a saída de bola portuguesa. Pelo outro lado, tentativas quase inexistentes do time do astro Cristiano Ronaldo.
Entendo que houve grande falha de Portugal nesse aspecto, pois não criaram, e nem acionaram o seu grande jogador, que mesmo apagado, poderia ter desequilibrado. Assim, ficou fácil para a equipe espanhola, que trocando passes com muita competência, viu o tempo passar e o resultado se assegurar.
A equipe lusa ainda teve um jogador expulso. Ricardo Costa, camisa 21 de sua equipe, bateu o jogo inteiro. Foi o popularmente conhecido "cavalo" em campo. Demorou, mais o castigo veio no final do jogo. Vemelho nele. Fim de jogo, e tarde de fúria.
Aí vem o grande teste para a seleção paraguaia...




























