E lá se foi mais ma rodada do Brasileirão. No sábado, o Guarani desencantou e com autoridade, goleou o Avaí. No Engenhão, o Botafogo estancou ainda mais a crise do Galo.
Neste domingo mais sete jogos. Em Goiânia, Felipão conquistava sua primeira vitória na volta ao Palmeiras até o finalzinho, quando o Goiás empatou. No Sul, o líder Fluminense venceu bem o Grêmio e de quebra, causou a demissão de Silas. Ceará e Atlético GO fizeram um jogo fraco e não saíram do zero.
Em São Januário, o Vasco mantem sua recuperação, a vítima da vez foi o Vitória. Cruzeiro e Grêmio Prudente protagonizaram mais um 0 x 0 na rodada. O confronto entre Santos e Internacional foi adiado em virtude da viagem do Colorado, por enquanto não há data definida. Já no Pacaembu e em Curitiba...
Na cola do líder
No duelo dos times de maiores torcidas do país, o Corinthians queria algo a mais do que os três pontos, desejava vingar-se da eliminação na Libertadores. Por isso, Adilson Batista resolveu escalar três homens na frente, já que tinha o desfalque de Bruno César.
Com mais homens na frente e qualidade, o Corinthians começou dominando por completo a partida. Com velocidade e boa chegada dos homens de trás, o Timão só não marcou logo porque Marcelo Lomba operou um milagre em tiro de Jucilei.
O Flamengo seguia nulo, a saída poderia ser os laterais, mas tanto Léo Moura quanto Juan pareciam tímidos, talvez preocupados com as descidas dos alvi-negros em suas costas. Petkovic esteve apagado, o camisa 10 é craque, mas o fôlego está cada vez mais escasso e a genialidade do ano passado parece estar bem longe do sérvio. De resto, o time do Rio é fraco, muito fraco, nem sombra do campeão do ano passado.
Apesar da soberania no jogo, o Corinthians teve um problema. Dentinho saiu lesionado para a entrada de Paulinho. O time voltava ao 4-4-2, e contava com todo o meio campo formado por volantes, isso em tese tirava qualquer tipo de criatividade do setor. Apenas em tese, já que foi com jogada de dois deles que o gol saiu. Jucilei começou a jogada, que culminou em grande finalização de Elias. Revivendo os tempos de Ponte Preta e boa parte do ano passado no Timão, onde o camisa 7 atuava um pouco mais a frente, sempre aparecendo como elemento surpresa e marcando seus golzinhos.
O tento mais do que merecido fez com que o primeiro tempo terminasse vantajoso para os paulistas, já que os cariocas só assustaram em dois lances, em falta sempre perigosa de Pet e um lance isolado de Borja, o atacante perdeu gol feito.
No segundo tempo o Corinthians administrou mais o placar. Teve até chances, mas ora parou em erros de finalização, ora no goleiro. Até dava pra ter ampliado o marcador, sorte que não fez falta. E sorte mesmo, porque se não é o goleiro Júlio César e a fraquissíma técnica dos avantes rubro-negros, o empate poderia ter sido o resultado final. O camisa 1 fez duas grandiosas defesas no fim e garantiu os três pontos.
O Timão segue na cola do líder Fluminense. Imbatível no Pacaembu, o time tenta agora emplacar triunfos fora de casa,a chance pode ser contra o Avaí na próxima rodada. Já o Flamengo não vence a quatro jogos. Para uma equipe que tinha Adriano e Vágner Love no ataque, ter que depender de Borja e o gordo Val Baiano é fazer sofrer a maior torcida do país.
A bola continua baixíssima
Na Arena da Baixada, o São Paulo entrou em campo disposto a esquecer a eliminação da Libertadores e traçar novos rumos para o futuro. Pode até ter esquecido o revés, mas o péssimo futebol da equipe ao longo do ano continua mais vivo do que nunca na mente e nos pés tricolores.
Com o interino Milton Cruz no comando, o Tricolor entrou com três desfalques, Alex Silva, que está lesionado, Hernanes, negociado com a Lazio, e Dagoberto, sacado por opção técnica. No 3-5-2, que mais parecia um 4-4-2 com Renato Silva de lateral, a equipe manteve o marasmo que tem sido seus jogos, sem criatividade e sendo dominado pelo adversário, o Tricolor não conseguiu quebrar o tabu de não vencer na Arena.
O Furacão começou o jogo a mil, empurrado pela sempre empolgada torcida, a equipe buscou o jogo com Paulo Baier e Netinho e com Guerrón, que infernizou o lado esquerdo da defesa são paulina, Samuel e Júnior César terão lembranças sombrias do atacante adversário. Ele só não marcou o gol logo de cara porque errou cara a cara com Rogério.
E foi o capitão o personagem da etapa inicial. Com pelo menos três defesaças, o arqueiro impediu a abertura do placar. Ceni tem destoado dos companheiros, continua a atuar em alto nível e participar bem do jogo.
Na frente a situação era complicada, Cléber Santana sonolento, Marlos ciscava de um lado a outro sem criar algo de útil. Fernandão atuou mais recuado e pouco produziu. Ele estava em uma sinuca de bico. Caso se aproximasse de Ricardo Oliveira, a bola não chegava. Se ficasse mais recado, tinha dificuldades em fazer a bola chegar ao centro-avante. Na única vez que uma jogada se encaixou, Ricardo acertou o travessão paranaense, naquela que foi a única chance boa dos paulistas no primeiro tempo.
, e lá vai Rogério ter que consertar as burradas dos zagueiros, um milagre em cabeçada de Paulo Baier.
O jogo caminhava na mesma toada, até a injustiça aparecer e premiar o São Paulo. Manoel errou na saída de bola, Marlos não foi ciscador, fez boa jogada pela esquerda e cruzou pra trás, Cléber Santana acordou pro jogo e abriu o placar, resultado nem um pouco merecido pela falta de bola dos paulistas.
Nem deu tempo de comemorar, cinco minutos depois, Maikon Leite recebeu na área, entortou adivinhem quem?, isso mesmo, Renato Silva, e fuzilou o gol de Rogério, que nada pode fazer.
Aí a partida ganhou em emoção e fez valer um pouco o ingresso pago pelos torcedores. Manoel foi expulso, aí o São Paulo tentou resolver a parada, mas parou em um milagre de Neto. O Atlético, empurrado pela torcida, também tentou a teve a última chance do jogo. De novo com Maikon Leite, na hora de marcar, apareceu um pé salvador. Ironicamente era o de Renato Silva.
Fim de jogo, o Tricolor segue sem nunca ter vencido na Arena e continua longe dos líderes. O Furacão perde pontos preciosos em casa e volta a se preocupar com a zona de rebaixamento.

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