O time não era incrível, talvez chegar até a semifinal tenha sido muito para o ano que o São Paulo tem feito, mas seguramente essa foi uma derrota muito doída, muito sentida por toda a nação tricolor.
Nas últimas cinco Libertadores, cinco eliminações para brasileiros. A de 2006 foi triste, o time vinha bem e caiu perante um predestinado adversário. De 2007 a 2009 foram todas eliminações muito secas, de um time que não mostrava a mesma cara de um São Paulo de Libertadores. Em todas elas, o são paulino sentiu, mas logo passou, já que o time não refletia o passado vitorioso, embora em 2008 o gol no fim tenha deixado um sentimento de choque. Desta vez não faltou vontade e a vaga ficou por um fio, ou por um gol, por isso talvez a tristeza, pelo menos no meu caso, tenha sido maior.
Nesta quinta a expectativa e confiança estavam elevadas, não pela força do time, mas sim pela atmosfera criada, de disposição, busca pelo resultado. Só que duas coisas foram preponderantes na definição da eliminação, o gol marcado pelo Inter no Morumbi lógico, que foi o critério que definiu a parada, mas acima de tudo, a covardia demonstrada pelo Tricolor no jogo de ida.
Antes da Copa do Mundo o time estava muito bem, atropelou o Cruzeiro e se encarasse o Inter naquele momento, teria passado, como o se não existe, a pausa para o Mundial destruiu o bom momento.
Não sei se o time desaprendeu a jogar, se foi mal treinado, mas foi difícil aguentar, o clímax foi o jogo do Beira-Rio. Jogando com os 11 atrás e sem finalizar a gol, o São Paulo se comportou como time pequeno, que teve medo de buscar algo melhor. Talvez se tivesse tentado, poderia ter feito um gol no Sul e alterado um pouco o panorama.
Ontem a equipe entrou com uma postura ofensiva, três atacantes que apertaram a saída de bola e tentaram dar o abafa. O time buscou o gol a todo momento, mas pecou na afobação e na falta de criatividade. Dagoberto esteve totalmente desaparecido, Fernandão até tentou, mas não encaixou uma bola decisiva, aquela de dar origem a um gol. Cléber Santana é sem comentários, serviu mais como enceradeira. Hernanes foi ótimo de novo, chamou o jogo, arriscou, driblou e vai deixar imensa saudade.
O gol na falha de Renan aumentou a esperança e inflamou o Morumbi, porém no mometo mais frágil dos gaúchos, o São Paulo diminuiu o ritmo e não aproveitou pra tentar liquidar de vez. O resultado ainda era positivo, mas um gol sofrido, por mais ridículo que fosse, complicaria tudo. E complicou.
D'Alessandro bateu mal a falta. Em condições normais, Rogério faria defesa tranquila, mas Alecssandro estava no lugar certo, na hora certa, um desvio inteligente e de categoria, que matou e calou o Morumbi.
Mas somos o time da fé, que nunca desiste e Ricardo Oliveira imediatamente recolocou o Tricolor na frente. Faltava um gol, tempo havia de sobra, uma bola mudaria o destino de ambas as equipes. E foi pressão, pressão, o Inter inteligente quase chegou ao gol, mas com o tempo segurou a onda e pensou em parar o São Paulo.
Aí foi a diferença das equipes, lá o São Paulo foi covarde, aqui o Inter se arriscou, fez o gol que precisava, só passou a recuar de fato, com um a menos e o jogo cada vez mais perto do fim, atitude feita de maneira correta.
Não adiantou Marlos, Marcelinho ou Fernandinho, as chances até vieram, mas a bola não balançou as redes. Até o capitão Rogério estava na área no último lance, por ironia do destino ele fez falta e enterrou a última pontada do jogo.
Fim de partida, tristeza no Morumbi, choro de Hernanes, que ele tenha muito boa sorte na Lazio. Choro do multi-campeão Rogério, que sentiu que esta pode ter sido a última chance dele em Libertadores. Em uma competição tão equilibrada, não dá pra contar que se chegará sempre, por isso perder oportunidades é fatal. Mas calma capitão, você ainda erguerá novamente a América antes de parar.
Agora é sem Ricardo Gomes, hora de buscar novo comandante, reestruturar o time, dispensar medalhões e jogadores que pouco fizeram e pensar no Brasileirão. A Libertadores passou e a meta agora é o Hepta. SEGUE EM FRENTE TRICOLOR

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