quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Mini-metas no Guarani. Saindo bem melhor do que a encomenda

Era 2009. Após cair para a Série A-2 do Paulista, o Guarani tinha um novo comando: Oswaldo Alvarez, o Vadão. O técnico, que teve como grande trunfo na carreira a montagem do famoso Carrossel Caipira do Mogi Mirim no começo dos anos 90, chegava para treinar o time na Série-B do Brasileirão com uma nova proposta: as mini-metas, um número x de pontos em determinadas rodadas que serviriam como base para o que o time precisaria fazer a cada período.

As mini-metas impostas por Vadão acabaram não saindo exatamente como o planejado. Não pelo lado ruim, mas sim pelo começo espetacular de campanha do Bugre naquele campeonato. Foram 27 pontos em 11 rodadas. Gordura suficiente e que permitiu que o time tivesse seus altos e baixos no campeonato, mas conseguisse o acesso sem sustos.

Vadão ainda disputou, desta vez sem sucesso, o Paulista de 2010. O time foi mal e quase caiu pra Terceirona. O treinador saiu, muita gente passou pelo comando técnico do clube, mas ele voltou dois anos depois. Mais uma vez o momento não era bom. O Guarani em crise, devendo salários e entrando no Estadual com status de time que lutaria para não cair.

Logo em suas primeiras entrevistas, Vadão reviveu as mini-metas. No Paulistão, na visão do técnico, são necessários cinco pontos a cada nove jogados. O que daria no fim da primeira fase 30 pontos ganhos e a classificação para a próxima fase. Isso se recorrermos ao retrospecto. Desde que o Paulista começou a ser disputado em pontos corridos, nenhum time foi pelo menos oitavo colocado com mais de 30 pontos.

Na primeira mini-meta, foram seis pontos. Vitórias sobre Oeste e Ituano e uma derrota fora pro Mogi. A segunda mini-meta era uma prova de fogo, e o time conseguiu ser ainda mais competente. Foram sete pontos, quatro fora de casa contra o poderoso São Paulo e o sempre incômodo São Caetano e a vitória sobre um concorrente direto, a Portuguesa, em casa.

Dos 10 pontos que Vadão planejava, o time levou 13, uma importante gordura de três pontos. O próximo compromisso é novamente em Campinas, contra o Paulista. Outro rival direto e que dará trabalho. Mas basta uma vitória para que a terceira mini-meta se cumpra com dois jogos de antecedência.

O artifício de Vadão vem funcionando. Mais do que isso, vem saindo muito melhor do que a encomenda.

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