Por mais respeito que mereça o Comercial, era um jogo para três pontos tranquilos do São Paulo. Com quatro minutos, Willian José repetiu o faro de gol dos últimos jogos e abriu o placar. Parecia um roteiro sem sustos, mais um, dois gols e a vitória incontestável do São Paulo. Passou-se o primeiro tempo inteiro e, embora sem brilhar, o Tricolor teve todo o jogo na mão. O meio formado por Jadson, Cícero e Maicon mostrou mobilidade e qualidade, Cortez foi bem pelo lado esquerdo e o jogo fluía. No último lance da etapa inicial, o Comercial chegou pela primeira vez e quase empatou. Seria um sinal? Seria.
No intervalo, Leão, provavelmente satisfeito com o rendimento do time e querendo poupar para o clássico contra o Corinthians, sacou Jadson e Maicon. O time perdia ali toda sua organização e criatividade para ser refém da velocidade de Lucas e Osvaldo, que fez sua estreia. Só que o que nem treinador e nenhum torcedor do Morumbi esperavam era o gol do Comercial com um minuto, em falha de Paulo Miranda. (Edson Silva foi tão bem quando atuou, não entendo até hoje porque saiu).
A vantagem já não existia e o time não tinha mais dois jogadores que poderiam ditar o ritmo do jogo. E virou aquele famoso joguinho do São Paulo de 2009, 2010 e 2011. Tentar marcar de qualquer jeito e achar o gol na marra. Oportunidades até existiram, mas sempre em chutes de longe ou lances isolados.
Sem muitas opções, o professor Leão colocou Fernandinho em campo. O time virou um verdadeiro carro de corrida. Sobraram pernas, faltou cérebro. O time tentou desordenadamente, mas nada. E terminou assim. O jogo, que parecia tão tranquilo e típico de goleada, virou outro tropeço em casa. O time é líder, só disso valeu o jogo desta quinta-feira.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
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