sábado, 25 de setembro de 2010

Copa do Brasil e Sul-Americana, aí vou eu!!!!!!!!!!!!


Depois de uma vitória até animadora perante o Palmeiras e um sufoco danado contra o Guarani, a trinca verde do Tricolor terminou em humilhação. Sumariamente destruído pelo Goiás, a equipe do Morumbi não só vê mais uma vez o sonho de Libertadores distante, mas pior que isso, ver Dorival Júnior fechar com o Atlético MG. Tá na cara que Baresi fica até o fim do ano, resta saber o que a inoperante diretoria tricolor fará.

O interino fez duas mudanças no time. Miranda e Richarlysson suspensos, deram lugar à Samuel e Carleto, respectivamente. Com um time cheio de improvisações e buracos em campo, a noite foi sombria. Os primeiros minutos foram até regulares com duas chances de gol, mas só foi o primeiro erro grotesco aparecer para o time desandar.

Samuel errou uma, o ataque goiano não aproveitou. A segunda foi letal. Com uma falha deplorável, o zagueiro deixou de bandeja para Carlos Alberto marcar. Tudo bem que ele é canhoto e Xandão não, mas pô Baresi, mesmo sem pernas, o Xandão é anos luz melhor, abre o olho, Samuel de titular não dá.

O gol desestabilizou, desestruturou o time, que resolveu se abrir e fragilizar ainda mais a defesa. O lado esquerdo e o meio eram um convite ao Goiás, que deitava e rolava. Felipe recebeu na área, rolou pra Rafael Moura, que fez mais um, mas foi tão livre, que parecia até um treino.

Atuando nos erros tricolores, que eram demasiados, o Esmeraldino matou o jogo ainda na etapa inicial. Origem do gol? Outra bobeada, agora de Jean. Bola perdida, contra-ataque e Rafael Moura, de novo ele, ampliou.

O apito de Célio Amorim ao fim da primeira etapa desencadeou uma enorme vaia no Morumbi. Inútil, o time saía apanhando de 3 x 0 do Goiás, vice-lanterna. E dizer que três foi pouco não é exagero. Fosse mais ousado e competente, o time do Centro-Oeste teria ensacolado mais uns dois ou três.

Para o segundo tempo, o "gênio" Baresi colocou Dagoberto no intuito de ao menos diminuir logo e tentar um milagre. Samuel, para alívio da torcida, também saiu. Já não havia mais esquema, virou desespero geral. O time resolveu pressionar e viu que a noite era tenebrosa, Harley fechou o gol.

Com pelo menos três defesas espetaculares, o arqueiro impediu qualquer tipo de reação são paulina e saiu como um dos grandes nomes da partida.

Apesar das tentativas, o time foi medonho neste sábado. No artigo anterior, eu disse que a equipe era diferente com Lucas inspirado. Hoje ele só entrou em campo, futebol que é bom, nada. Dagoberto é aquilo de sempre, tem um, dois jogos de inspiração e dez de marasmo. Ricardo Oliveira também foi nulo. Faltou qualidade a ele e aos companheiros que de nenhuma maneira propiciaram chances de gol ao artilheiro.

Hoje ninguém, mas ninguém mesmo merece qualquer tipo de elogio. O máximo que dá pra falar é da sempre raça de Alex Silva, da boa presença OFENSIVA de Carleto, porque atrás foi uma avenida e de Marlos, talvez o único que tenha tentado algo diferente.

Agora, quem merece de verdade todas as vaias é a diretoria. Sacrificar Baresi não vale a pena, mas tirá-lo e deixá-lo como assistente do desempregado (até poucas horas atrás) Dorival Júnior seria muito bom para o interino. Mas não, Juvenal o bancou e viu, além da ridícula atuação de hoje, Dorival Júnior fechar com o Galo mineiro.

Dizem que ele já tem Abel Braga garantido para 2011, mas o torcedor tricolor que resultado pra já, cansou de ver a diretoria omissa, que deixou a equipe, multi campeã nos últimos anos, passar em branco em 2009 e 2010. E nem Libertadores vamos ver, que venha a Copa do Brasil e a Sul-Americana.

domingo, 19 de setembro de 2010

Seja como Marcelinho ou Lucas, o São Paulo é diferente com ele inspirado


O nome na camisa mudou, a responsabilidade não. Com a tarefa de organizar e dar a vida ao time, Lucas, o ex-Marcelinho, brilhou no Choque-Rei deste domingo e comandou o São Paulo rumo à vitória.

Sérgio Baresi mudou o esquema. Sacou Dagoberto e colocou Ilsinho entre os titulares. Era uma mistura de 3-6-1 com 4-5-1, Fernandão era o único homem de frente, auxiliado por Lucas. A intenção era povoar o meio campo e contar com as individualidades de Ilsinho e Lucas. Felipão sofreu com o desfalque de Kléber. Ver o Gladiador fora e Tadeu em campo é algo bem triste para os alvi-verdes. Valdívia começou entre os onze, mas sozinho teria tarde complicada.

A aposta de Baresi foi válida no início. Ilsinho chamou jogo pela direita, deu caneta e bom passe para um chute de Jean. Porém, a sorte não estava com o camisa 77. Em uma faltas cometida por ele mesmo, lesionou o joelho. Tentou voltar, mas não aguentou. Zé Vitor foi para seu lugar.

Sem o toque de qualidade no time, o São Paulo sofreu e caiu demais de rendimento. A bola pouco chegava a frente, Jorge Wágner tinha dificuldades em criar jogadas, dificultando totalmente as chegadas ofensivas. Lucas e Fernandão eram peças nulas até então.

Do outro lado Felipão foi o protagonista. Falou demais pro bandeira e foi expulso. De quebra, perdeu Ewerthon lesionado. Tinga entrou e deixou bem retratado o que foi o péssimo primeiro tempo. A entrada dele representava a presença de 11 jogadores só de meio campo. Exatamente metade dos atletas em campo atuavam pela faixa central do estádio do Pacaembu. Talvez por isso, a partida foi tão fraca, sem qualquer emoção e adrenalina, bem típica de dois times que estão deixando demais a desejar.

Para o segundo tempo as equipes voltaram iguais. A atitude teria de ser diferente. O Palmeiras seguia esperando Valdívia brilhar, enquanto o rival buscava um lampejo do garoto Lucas. Foi dele que finalmente saiu algo produtivo. Jogada simples e objetiva. Rogério Ceni bateu falta do campo de defesa, Fernandão deu uma casquinha, Jorge Wágner ajeitou, o camisa 37 ganhou na velocidade dos zagueiros e deslocou Deola. Se não foi uma jogada primorosa, ao menos tirou um peso das costas tricolores.

Com o placar adverso, o alvi-verde tinha que sair mais ainda pro jogo. Luan entrou para dar força ofensiva, porém não fez nada, exceto uma cabeçada bem espalmada por Ceni. O São Paulo controlava a vantagem e apostava nos contra-ataques para matar o jogo. Aí a estrela de Lucas brilhou. Veloz e envolvente, ele deu uma canseira danada na retaguarda palmeirense, especialmente Fabrício, que vai sonhar com os dribles que tomou.

Foi do jovem da base que saíram as outras duas jogadas de grande destaque no jogo. Primeiro após chapelar Marcos Assunção e dar azar na conclusão. Um golaço estava desenhado, que se saísse, lembraria aquele da ex-referência, Marcelinho Carioca, contra o Santos na Vila.

Na segunda bola ele não bateu a gol, mas ajudou a matar o jogo. Ganhou dividida no meio, disparou e serviu Fernandão. Mais uma vez o camisa 15 esteve apagado, mas participou nos lances capitais da partida. Com frieza, ele balançou a rede, ampliou o marcador e exterminou qualquer tipo de reação palmeirense.

Fim de jogo e reabilitação do São Paulo. Com atuação destacada de Lucas, mas uma menção mais do que honrosa para a dupla de zaga. Como joga bola esse Alex Silva. Com ele o time também é outro, mais raça, pegada e força na marcação. Até Miranda parece crescer ao lado dele. Não dá para o são paulino se iludir e achar que agora o time engrena de vez. Falta muita bola ainda e a dependência de Lucas está sendo grande. Mantendo a defesa como hoje e evoluindo nos outros setores, pode até ser que as coisas se encaixem.

Quanto ao Palmeiras, a rotina de derrotas voltou a assombrar. Kléber e um homem-gol fazem falta, Valdívia ainda está devendo, e Felipão precisa se segurar. Injusto ou não, a boca do treinador precisa ficar mais fechada, reclamar do árbitro não resolve e só prejudica sua equipe, como no jogo de hoje.




domingo, 12 de setembro de 2010

Em uma rodada ideal, faltou jogar bola


Vendo de camarote Fluminense e Corinthians serem derrotados no sábado, o São Paulo tinha a chance de se firmar de vez na luta por um provável título neste domingo contra o Botafogo no Engenhão. ma vitória no confronto direto deixaria o Tricolor muito próximo do G-4, mas faltou futebol para a equipe. Totalmente dominado, o time não segurou a pressão adversária e quebra uma sequência de cinco jogos sem perder.

Em campo, Baresi escalou o time que já era esperado. Com Samuel e Casemiro, nos lugares de Miranda e Cléber Santana, suspensos. Na frente, Dagoberto voltou e deixou Marlos no banco. Marcelinho seguia como grande esperança de jogadas ofensivas. Do lado alvinegro, Joel Santana deixou Loco Abreu sozinho na frente, porém contando com os apoios de Maicossuel e dos alas Alessandro e Marcelo Cordeiro.

Com força tanto pelo meio quanto pelos lados, o Fogão começou em um ímpeto insaciável. Marcou pressão desde o pontapé inicial e afobou demais o São Paulo. Apesar da maior presença ofensiva, os cariocas abusaram das jogadas aéreas, buscando a cabeça do uruguaio. O único que tentava algo mais lúcido era Maicossuel, porém a forte marcação em cima do armador botafoguense, atrapalhava as investidas. E Joel teve que mexer por duas vezes só na etapa inicial. Marcelo Cordeiro e seu xará Mattos, saíram para as entradas de Edno e Caio. Foi de Edno a grande chance de jogo nos primeiros 45 minutos, em chute forte, ele obrigou Rogério a praticar boa defesa.

O São Paulo começou sentindo o rimo do rival e demorou a sair da defesa e jogar seu jogo. Só que na frente o Tricolor não tinha qualidade. Assim como o Fogão, a bola longa era a mais usada, Fernandão buscava fazer o pivô, mas os companheiros não apareciam para jogar junto. Nas raras tabelas ocorridas, a finalização não ocorria. Para piorar, Marcelinho estava apagado. Tentava um outro drible, chegou a a plicar belas fintas, mas não conseguiu ser incisivo e objetivo como em outros jogos, parou na boa marcação dos zagueiros botafoguenses.

Sem alterações no intervalo, a postura das equipes também voltou a mesma. O Botafogo empolgado, envolvente, ofensivo. O São Paulo parecia assustado com a pressão e jogou buscando encaixar um contra-ataque. A intenção era boa, tanto é que entrou Marlos. Porém, mais uma vez Sérgio Baresi errou na substituição. A não ser que Marcelinho estivesse muito cansado ou lesionado, ter tirado o único jogador com alguma criatividade e manter Dagoberto em campo foi um erro crasso do jovem treinador.

O Fogão seguia tentando de todos os jeitos. Caio errou o gol na cara de Rogério.  O lance foi o estopim pra torcida alvinegra entrar no jogo. O Engenhão virou um caldeirão de apoio maciço ao time, que continuou martelando e viu o resultado surtiu efeito. A zaga são paulina bateu cabeça, Caio saiu de novo na frente de Rogério e parou no goleiro, mas aí sobrou o rebote, que Loco Abreu mandou pra dentro do gol e finalmente abriu o placar, merecido pelo que faziam as duas equipes.

O gol deu tranquilidade aos cariocas e tirou aquela volúpia pela abertura do placar. Isso fez com que o São Paulo pudesse sair para o jogo e tentar alguma coisa. Tentou pouco, mas na única chance que teve, o preciosismo falou mais alto. Casemiro cruzou da direita e achou Dagoberto livre. O camisa 25 podia dominar, escolher o canto e empatar. Mas não, quis bater bonito, de primeira, conseguiu chutar por cima e jogar no lixo a chance do empate, que àquela altura, cairia do céu.

Nesse momento, Baresi já havia colocado em campo Carlinhos Paraíba e Ilsinho, que entraram por entrar, em nada acrescentaram. O resto do time também não ajudava, faltou inspiração e qualidade, as péssimas atuações de algum tempo atrás voltaram a assombrar os tricolores.

Em outro erro, o Botafogo matou o jogo no contra-ataque. Jean falhou na saída de bola e viu Edno ser lançado, invadir a área e bater cruzado para ampliar. Com a vitória garantida, o Botafogo esperou o fim de jogo sem ser incomodado e tocou a bola sob os gritos de olé no Engenhão.

Os cariocas aproveitaram os tropeços dos líderes e chegaram. Invicto em casa, o time se consolida no G-4 e começa a incomodar Fluminense e Corinthians. Um empate entre eles na próxima rodada seria ideal para o Fogão.

Outro ponto interessante é a incrível facilidade com que Joel Santana se dá bem no Rio de Janeiro. O time não tem um super craque, mas a junção de bons jogadores tem feito a diferença. O time encaixou, ataca muito e hoje exerceu uma pressão muito forte. Mantendo o mesmo ritmo e com as voltas de Jobson e Herrera, o título pode deixar de ser apenas um sonho.

Quanto ao São Paulo, a coisa complicou. A rodada era perfeita para tirar três pontos e emplacar de vez como candidato ao título. Faltou bola e encarando um adversário com campanha superior, a equipe não suportou. Título é algo bem utópico, só uma arrancada incrível como a de 2008. Com esse time, está difícil imaginar algo assim. A hora é de pensar mesmo em apenas uma vaga na Libertadores, mas só jogando muito mais bola que hoje, claro.

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Será que o camisa 10 estava mais perto do que se imaginava?


Há tempos eu e toda torcida são paulina cobramos por uma camisa 10 para o São Paulo. Um meia armador que chame a responsabilidade, crie jogadas e dê uma dinâmica maior à equipe. Ninguém foi contratado, realmente, mas parece que lá mesmo, naquele caro CT de Cotia que o São Paulo mantém à duras penas, está o tão sonhado camisa 10. Hoje ele é o 37, mas seu futebol tem dado mostras de que o futuro lhe reserva coisas boas. Ainda é cedo para qualquer previsão, tem apenas 18 anos, menos de vida do que o capitão Rogério tem só de São Paulo, mas esperança há, e muita.

Hoje na festa dos 20 anos de casa de Rogério Ceni, o jogo contra o Flamengo era a chance de confirmar de vez a reação. Sem Casemiro e Dagoberto, Baresi também sacou Júnior César e deu chances à Jorge Wágner, Cléber Santana e Marlos, com Richarlysson do lado esquerdo.

Com um time forte na marcação do meio campo, tanto Marlos quanto Marcelinho tinham toda a liberdade para jogar e criar para Fernandão, a referência. E saiu dos pés dos dois jovens o primeiro gol, logo cedo. Marcelinho achou Marlos entrando na área e deu um passe açucarado. O camisa 16 fintou o goleiro e guardou. Gol cedo e de extrema importância para a equipe.

Diferentemente de jogos anteriores, a atitude do São Paulo depois do gol foi positiva. Sem recuar, o time manteve-se em cima e só tomou um susto. Na frente, o trio de ataque continuava atormentando a retaguarda rubro-negra, Fernandão teve sua primeira chance no jogo, mas parou na trave.

 O Flamengo de Silas está perdido. Apesar das boas peças, o time cria pouco e finaliza menos ainda. Falta técnica e no jogo de hoje, faltou também cabeça. Diogo fez falta boba e tomou amarelo. No minuto seguinte se jogou na área e foi expulso. O que já era difícil, se desmoronou.

Aproveitando o momento, o Tricolor tratou de matar o jogo. Jorge Wagner levantou na área e Fernandão testou bonito para ampliar. Mais uma vez o camisa 15 não teve uma participação extraordinária no jogo, mas seu gol, o 7º na competição, foi de fundamental importância para a equipe, a fase está melhorando.

Para a segunda etapa, Baresi resolveu mexer e fechar o time. Tirou Cléber Santana para a entrada de Renato Silva, que jogaria na direita e deslocaria Jean para o meio. A mexida tirou um pouco da força ofensiva dos paulistas e chamou mais o Flamengo. De nada adiantou, Silas não mexeu, Petkovic ficou quase o tempo todo no banco. A única chance foi de Léo Moura, que acertou a trave em cobrança de falta.

Com o jogo definido e sem sustos, era hora de estreias. Zé Vitor e Ilsinho entraram. O primeiro, 18 anos, jogador da base, campeão da Copa SP desse ano com Baresi. Já o segundo chega para resolver o problema crônico da lateral direita, porém hoje entrou como um meia, as opções são variadas. Quem continuava com a bola toda era Marcelinho. Abusado, incisivo, o jovem meia tentava abrir a defesa flamenguista com dribles, bons passes e muita correria. Deu uma canseira danada nos adversários, de longe, foi o melhor do jogo.


Fim de jogo, ótimo resultado que ratifica a reação e garante a comemoração dos 20 anos de Ceni, que mais uma vez foi seguro quando exigido. O teste de fogo é domingo contra o Botafogo no Engenhão. Um triunfo vai escancarar os gritos de "O Campeão voltou", ouvidos de forma tímida hoje. Jogando com a mesma pegada, a mesma força e contando com o bom de bola Marcelinho, - o camisa 10 que parecia impossível e estava mais perto do que se podia imaginar - o Tricolor do Morumbi pode vislumbrar uma nova arrancada.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

20 anos de Rogério Ceni


Obrigado capitão, pelos 20 anos de serviços prestados. Sempre com amor, dedicação, raça e vitórias.

Você já foi vaiado, xingado, mas nunca deixará de ser único, aquele que provoca inveja por não ser bom apenas com as mãos, mas também por ser o maior goleiro-artilheiro da história..

Foi você quem fez a maior partida da vida em uma das partidas mais importantes da história deste time.

Agradecemos pela Libertadores, pelo Mundial, pelos Campeonatos Brasileiros, pelas defesas e por seus golaços.

Um goleiro-artilheiro-líder-capitão-e futuro presidente do clube.

Se todos tem goleiro, só nós temos ROGÉRIO CENI.

Vida Longa ao MITO!!!!!!!!!

Como goleiro-artilheiro:


“Rogério Ceni é um fenômeno singular na história do futebol, pois consegue ser não apenas um goleiro excepcional, mas também artilheiro em suas cobranças de falta e pênalti, cujos índices de aproveitamento são espantosos, senão pelos números impossíveis de serem anotados, pelo senso comum.”

Alberto Helena Junior, jornalista

“Na partida, nem precisou mostrar a outra face, igualmente prodigiosa, de sua notoriedade. Não há, no mundo, outro exemplo de goleiro com tamanha lucidez jogando com os pés. Pés que pensam. Pés que, por onde passam, vão deixando pela grama rastros de mãos.”


Armando Nogueira, jornalista



“O São Paulo é o único time do mundo que joga no esquema 1-3-5-2.”

Paulo Vinícius Coelho, jornalista

Como goleiro:


“Vivi a expectativa do gol até o último minuto. Mas vencer um goleiro desses é muito difícil.”

Rafa Benitez, técnico do Liverpool

“Mineiro garantiu o 1, Rogério garantiu o 0.”



Lito Cavalcanti, comentarista da Sportv


Como artilheiro:


“(...) Ele refez a história da função de goleiro. Ao tornar-se o jogador da posição que mais gols marcou, tornou-se um emblema — merecedor de uma revista Placar só sobre sua carreira. Depois dele, nenhum goleiro será visto com os mesmo olhos de antes. Rogério não é mais apenas o maior são-paulino de todos os tempos. É o maior goleiro do mundo.”

Arnaldo Ribeiro, redator-chefe da revista Placar



“Rogério!”

Zico, de bate-pronto, ao ser perguntado sobre quem teria maior aproveitamento em cobranças de falta: ele ou Rogério Ceni



“Muito me orgulha ter influenciado, como ele mesmo declarou, sua decisão de desenvolver a técnica no chute, principal fundamento do futebol e que o transformou num jogador jamais visto no Brasil.”

Telê Santana, o Mestre


Como ídolo:


“(...) Predestinado, disseram alguns; iluminado, outros; idolatrado, muitos. Cresce entre vencedores, forja-se nos campos da Glória, tendo como principal ferramenta o coração. Bravo entre os bravos, feitos cantados por poetas, companheiros, adversários... Valoroso sim, vigoroso sim, mas justo também. Líder de uma nação pintada em rubi, alva e negro disposta a percorrer enormes distâncias atrás de seu senhor, sabida de que a vitória virá. Homem de fé, homem de fibra, homem. Rogério Ceni... Rogério Rei... Vida longa, vida longa, vida longa ao Rei!”

ESPN Brasil, em seu especial sobre Rogério Ceni


“Errar, todo mundo erra. Fazer o que você faz, ninguém faz, Rogério.”

Frase publicada na seção “Personagem do mês” da revista Placar



“Todos têm goleiro, só nós temos Rogério!”

Frase contida em uma bandeira recorrente no Morumbi



”Rogéééééério!!!”

Nilmar, ex-atacante do Corinthians, em treino no Parque São Jorge



Por Rogério Ceni:



“Isso é time! Falam em jogar no exterior... Pra quê, se eu jogo no melhor time do mundo? Quatorze anos da minha vida! Mais da metade dela está aqui dentro! Eu amo esse clube!”






“Eu adoro isso aqui, eu adoro esse clube, vou sentir muita falta o dia que tiver que parar, o dia que tiver que encerrar. Sei que vai chegar o dia, mas, até lá, eu vou ser sempre o são-paulino mais apaixonado que já passou por aqui, pode ter certeza.”






“Esta é a última camisa que vou vestir na minha carreira. Depois, vou me juntar à torcida para ir ao Morumbi.”






“Eles [corintianos] não têm Estádio, têm que gritar aqui, né?! Se tivessem Estádio, gritariam em outro lugar.”











domingo, 5 de setembro de 2010

É de sufoco em sufoco, mas a coisa está melhorando




O torcedor são paulino está passando sufoco e muita emoção, ao menos o time resolveu acordar um pouco e vencer os jogos. Neste domingo, em um jogo de viradas e muito nervosismo, o Tricolor bateu o Atlético MG, conseguiu a segunda vitória consecutiva, fechando assim o 1º turno em uma situação menos desesperadora, porém longe do esperado.

Com o 4-4-2, a volta de Dagoberto e a ausência de Xandão, o São Paulo começou levando pressão do ainda mais conturbado Atlético MG. Pela esquerda, sempre com Eron e Neto Berola, os mineiros tentavam, sempre nas costas do improvisado Jean e no mano contra o fraco Renato Silva. O Tricolor apostou nos tiros de fora da área para testar Fábio Costa. Em um deles, o arqueiro mandou à escanteio. Na cobrança, o camisa 13 não segurou e Casemiro marcou. Gol cedo, que poderia dar tranquilidade ao time paulista.

O time de Luxemburgo seguiu insistindo pelos lados do campo, mas também foi em bola parada que chegou. Miranda cometeu penalti pra lá de estranho em Obina, o próprio cobrou muito bem e empatou. O São Paulo mais uma vez abria o placar e cedia o empate, complicado esse time manter uma vantagem.

O Galo cresceu, contando com a Avenida Jean e Renato Silva em noite de Renato Silva, perdendo todas. Na frente, Fernandão seguia nulo, se pegou duas vezes na bola no primeiro tempo foi muito. Dagoberto tentou resolver sozinho e só complicou mais as coisas. Apenas Marcelinho tinha lucídez, só não marcou na etapa inicial porque mais uma vez mostrou afobação.

Outro jovem imprudente foi Casemiro, fez penalti desnecessário em Serginho. Mais uma vez Rogério acertou o canto, porém Obina novamente foi perfeito na batida, virando o jogo. Em um jogo de duas equipes em fases sombrias, a que errou menos vencia o jogo.

Para a etapa final, Sergio Baresi mexeu. Sacou o inoperante Júnior César para a entrada de Cléber Santana. Com Richarlysson na lateral, o prenúncio era de desastre, mas a coisa foi diferente. O time entrou com uma postura mais agressiva, empurrando o adversário para sua defesa. E do lado esquerdo com o camisa 20 veio o empate. Cruzamento para Marcelinho e o moleque bom de bola marcou seu primeiro como profissional. O garoto tem muito futuro, tomara que esse gol tenha tirado a pressão e que dê mais tranquilidade nas finalizações.

Se o gol dele já estava demorando, as boas jogadas surgem jogo após jogo. Pouco tempo depois, jogada de ex-juniores. Casemiro lançou, Marcelinho disparou pela esquerda e fez uma jogadaça, com direito a drible da vaca. No passe pra trás achou Fernandão. O camisa 15 não havia feito nada a partida inteira, mas mesmo em péssima fase, demonstrou ter estrela e virou o jogo, aliviando a torcida são paulina.

Novamente em vantagem, o Tricolor cometeu o mesmo pecado de sempre, recuou excessivamente. Baresi tirou Marcelinho e Dagoberto cansados. O problema foi quem entrou, Samuel e Jorge Wágner, jogando o time todo pra trás. O Atlético foi pra cima, mas a fase lá em BH é ainda mais clamorosa, Luxemburgo já anda fazendo hora extra no cargo.. Os mineiros tentaram buscar o empate, mas pararam em seus erros e na participação mais uma vez importante de Rogério Ceni, que impediu a igualdade no fim.

O Tricolor respira aliviado. Mesmo com todas as limitações e sem encantar, a coisa caminha para uma sonhada melhora. Muito disso se deve à entrada de Marcelinho. Se não é o 10 dos sonhos, pelo menos ele dá uma luz e um toque de qualidade e audácia a esse time. As voltas de Alex Silva e Ricardo Oliveira, além da estreia de Ilsinho, prometem ainda mais evoluções, para quem sabe, esse time engrenar de vez.

sábado, 4 de setembro de 2010

Corinthians no Pacaembu? Pode colocar 3 pontos na conta


No primeiro jogo como uma equipe centenária, o Corinthians deitou e rolou, ampliou sua invencibilidade no estádio Paulo Machado de Carvalho e volta a encostar no Fluminense. A pressão é toda nos cariocas agora.

Antes do jogo teve grito de parabéns, muita festa e Pacaembu lotado. Dentro de campo, Adilson escalou a equipe no esquema habitual. Sem Ronaldo, Iarley foi titular e jogou um futebol á altura do Fenômeno. Na defesa, a dupla William e Chicão não jogou, Leandro Castan e Paulo André formaram o miolo de zaga. Paulinho atuou na vaga de Elias.

E no começo toda a ressaca e o final de festa pareciam ter atrapalhado o Timão. Um tanto desligado, o time não soube controlar o jogo no início e deixou o Goiás jogar. O experiente Júnior apareceu e acertou um belíssimo chute no ângulo, inaugurando o marcador.

Tomar um gol nunca é bom, mas neste caso foi primordial para a reação corintiana. O revés despertou o time, que foi como um rolo compressor para cima. Acuado, o Goiás se fechou e não conseguia respirar um segundo, a pressão era exorbitante. Totalmente massacrado, o time esmeraldino contou com a sorte e a falta de simplicidade alvinegra. Iarley acertou a trave. Jorge Henrique fez o mesmo, quando tocou de peito, podia muito bem ter sido menos preciosista e marcado o gol.

O Goiás arrumava meios de parar o adversário. Não conseguindo segurar a chegada dos volantes, a técnica de Bruno César e as boas jogadas de lado de campo de Jorge Henrique, os goianos resolveram apelar e bater, bater muito. De tanto dar pancada, Amaral foi expulso. Aquele foi o lance que decidiu o jogo.

O treinador Jorginho tentou fechar o time, mas nem deu tempo. Logo Jorge Henrique recebeu na área e colocou na cabeça de Bruno César, o artilheiro máximo da competição mandou para as redes igualando o jogo. Um gol só era pouco, mas foi o necessário para colocar fogo na torcida e antecipar o que viria na etapa final.

Adilson fez o esperado, sacou um volante e colocou Defederico. A pressão voltou ainda mais forte, era chute atrás de chute, uma chance após a outra. Harley foi se virando e se consagrando, mas uma hora tanto sufoco se tornou insuportável.  Defederico enfiou um bolão pra Iarley, que livrou-se do arqueiro e virou o jogo, para delírio do Pacaembu.

Com o jogo na mão e o adversário precisando atacar, a tarefa ficou muito fácil. Jorge Henrique fez o terceiro. O prenúncio era de goleada, o técnico do Goiás percebeu. Recuou o time, sairia satisfeito se perdesse por pouco. Isso não adiantou, a força corintiana era maior. O lance do 4º gol personificou isso. O time ficou tocando a bola por quase dois minutos, sob gritos de olé da torcida. A bola foi de um lado a outro, até parar nos pés de Bruno César, que sofreu penalti. Iarley guardou mais um. A fase do atacante parece ter mudado da água pro vinho. De reserva criticado, virou titular e peça fundamental nos últimos jogos.

Com a festa garantida, deu até pra substituir alguns jogadores, que saíram ovacionados pela Fiel. E a fase é tão boa, que até Boquita fez gol. Contando com um desvio, ele selou a goleada.

Fim de massacre, a festa pelo Centenário foi com grande estilo. O Corinthians volta a colar no Fluminense. Imbatível no Pacaembu - ainda não perdeu esse ano no estádio e ganhou as dez que lá disputou no Brasileirão -, a equipe precisa ter o mesmo rendimento fora caso queira sonhar com o título.

O Goiás não vence há 13 jogos e cada vez mais cava sua vaga na Série B. Jorginho saiu do fiasco da seleção na Copa pra pegar coisa bem pior.
 

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