terça-feira, 31 de agosto de 2010

Corinthians – 100 anos figurando entre os primeiros do nosso esporte bretão


1º de setembro de 1910. À luz de um lampião no bairro do Bom Retiro, cinco operários - Joaquim Ambrósio, Carlos da Silva, Rafael Perrone, Antônio Pereira e Anselmo Correia - se reúnem e resolvem criar uma nova equipe de futebol. Inspirados no Corinthian Fc, equipe de Londres que excursionava pelo Brasil, nascia o Sport Club Corinthians Paulista, que de origem da várzea, virou um dos maiores clubes do país do futebol.

Passado um século, a equipe chega à seu Centenário. Hoje não são só cinco, são vinte e cinco milhões de apaixonados pelo Alvinegro do Parque São Jorge.

A história é longa, bonita e reserva momentos de alegria, tristeza, emoção, mas acima de tudo, muita entrega, marca registrada deste clube. Livros e mais livros contam esta história, humildemente tentarei passar minha visão nas próximas linhas.


Títulos

Glórias e títulos não faltam. Maior campeão paulista, tetra-campeão brasileiro, tri da Copa do Brasil, além de inúmeros outros troféus guardados com carinho no memorial corintiano. Falar de todos eles é difícil, mas alguns merecem destaque especial.

Em 1954, ano do quarto centenário da cidade de São Paulo, a equipe batia o arquiinimigo Palmeiras e conquistava o título mais importante que alguém poderia ganhar na época, uma marca jamais esquecida. E a torcida demoraria muito tempo a comemorar outra coisa.

O jejum foi longo, tenso, mas serviu para aumentar ainda mais a devoção corintiana. Vinte e três anos depois foram necessárias três batalhas contra a Ponte Preta, para que em 13 de outubro, a bola sobrasse no pé de Basílio e ele marcasse o gol mais importante da sua vida. O pé de anjo, como era conhecido, não foi um gênio da bola, mas escreveu seu nome na história do futebol, jamais será esquecido. Aquela quebra de tabu representou de vez a força do Corinthians.

Porém essa força ainda não havia transposto barreiras. Soberano no estado, o clube ainda se ressentia de um título nacional. Havia se passado a Taça Brasil, Robertão e quase vinte campeonatos brasileiros. Aquele time de 1990 não era brilhante, porém lutador e com o espírito guerreiro que o Coringão sempre demonstrou. Com gol do talismã Tupãzinho, conquistou seu primeiro título brasileiro.

Faltava vencer o Mundo. Demorou mais dez anos, mas a façanha foi conquistada. Mesmo contestado, motivo de chacota por parte dos rivais, o Mundial de Clubes tem a chancela da FIFA e vale. Vale porque o Corinthians foi, disputou e venceu. Azar de quem não deu a mínima para a competição. Naquela noite de janeiro no Maracanã, outro capítulo brilhante era escrito.



Equipes e jogadores marcantes

Um time campeão também tem suas equipes e seus jogadores inesquecíveis. No Timão não foi diferente. Começando lá atrás com Neco, Teleco, Servílio. Passando por Cláudio – maior artilheiro da equipe até hoje -, Baltazar, Luizinho, Rivelino, Zé Maria, Wladimir - o recordista de jogos -, Casagrande, Biro Biro, Sócrates, Neto, Marcelinho Carioca, Tevez e atualmente Ronaldo. Ainda existem dezenas de outros nomes que deixaram saudade e ficarão eternizados para sempre no inconsciente do torcedor.

Quando penso em times marcantes do Corinthians, dois são especiais. O time da Democracia Corintiana, bi campeão paulista em 1982-1983 e aquele esquadrão campeão de quase tudo no final da década de 90. Vi apenas o de 98-2000, bi campeão brasileiro e campeão mundial. Como se esquecer de Dida, Gamarra, Kleber e daquele meio campo espetacular. Rincón, Vampeta, Ricardinho e Marcelinho, e ainda tinha Edilson e Luizão no ataque. Uma verdadeira máquina, que só sucumbiu na Libertadores, uma pena.

E se tem duas coisas que atormentam demais um corintiano são a Libertadores e o estádio. Agüentar a zoação dos rivais com relação a estes aspectos é tarefa árdua para o torcedor. Mas cá entre nós, para um time com a grandeza do Corinthians, o que é uma Libertadores? Não passa de só um título a mais, é pouco perante a magnitude deste clube. Claro que vencer essa obsessão é o sonho maior do corintiano e talvez seja o passo final para a glória eterna.

Já que o estádio deve sair para a Copa de 2014. Após promessas e mais promessas, a coisa deve andar finalmente e um peso enorme será tirado das costas dos alvinegros.



Torcida

Dando fim a esta singela homenagem, falo do maior patrimônio desta equipe, sua torcida. Muitos dizem que no Corinthians, não é o time que tem uma torcida, mas sim a torcida que tem um time. Confesso que acredito piamente nesse comentário. O próprio nome já demonstra seu sentimento, FIEL TORCIDA, aquela que não abandona, que junta um BANDO DE LOUCO pra apoiar, aquela que NÃO PARA, NÃO PARA, NÃO PARA.

Mais de vinte e cinco milhões que já viram filas, derrotas vexatórias, tropeços contra rivais em momentos decisivos e que já foram condenados a disputar uma Série B. Tudo isso sem nunca abandonar seu ideal, de estar com o time a todo o momento e NUNCA TE ABANDONAR, pois eles são Corinthians. Todas as dificuldades passam, as glórias vêm e a devoção, o amor incondicional continuam, em um grau cada vez maior. Já que pro corintiano, quanto mais sofrido, mais gostoso é.

Dizem que o torcedor corintiano é diferente. Um time que leva dezenas de milhares de torcedores de um estado a outro e divide o Maracanã com uma equipe carioca, e que tem o recorde de público do estádio de um rival, 146.082 presentes no Morumbi na quebra do jejum em 77, realmente tem algo que o difere dos outros.

Felizmente ou infelizmente, nunca tive e nem terei esta sensação de ser corintiano. Mas posso atestar pelo que vejo em vários alvi-negros espalhados por este país, que de fato, o sentimento é forte. No meu próprio convívio, vejo aqueles que gritam, choram, torcem, expressam de todo seu coração essa paixão, alguns a fazem até marcando em seu próprio corpo.

É algo sublime e impressionante, essa imensa nação merece comemorar muito esse Centenário. A equipe com uma grandeza dessas e um amor ainda maior só aumenta a força de nosso futebol. Nesta quarta, todos os corintianos vestiram sua camisa e saíram com ela de casa, para a escola, trabalho ou qualquer outra atividade, com o único intuito de expressar seu grande amor, pois como diz seu hino, “Salve o Corinthians, de tradições e glórias mil, tú és orgulho dos desportistas do Brasil”.


Parabéns nação corintiana.

domingo, 29 de agosto de 2010

Só a evolução não garante três pontos

Findada mais uma rodada do Brasileirão. Destaque positivo para os paulistas. O Santos ainda não sentiu tanto a falta de Ganso, derrotou o Goiás no sábado. No Pacaembu o Corinthians permanece invencível, na volta de Ronaldo, a vítima foi o Vitória. Em Ipatinga, o Verdão enfim comemorou o aniversário em paz, Felipão ganhou ma uma do freguês Luxa.

Outro alvi-verde que se deu bem foi o Guarani. Com uma virada incrível, o Bugrão, sob os olhos de Mano Menezes, derrubou o Flamengo e se reabilitou. Destaques negativos seguem sendo o Grêmio e o Atlético MG, que precisam abrir os olhos logo, ou o rebaixamento bate à porta de novo.

O São Paulo também tem que se ligar, apesar de ter tido atuação mais interessante hoje, ainda não voltou a vencer. Pelo menos ter segurado o líder deixou um sentimento mais otimista, graças ao capitão-artilheiro.


Jogão que teve de tudo


O duelo entre tricolores no Maracanã teve de tudo. Belas defesas, boas jogadas, erro de arbitragem, gol de falta, penalti perdido, um tempo de cada time e muita emoção.

Na teoria o jogo era todo do Flu. Líder, com o dobro de pontos do rival e contando com um clima totalmente contrário ao do time paulista, a vitória era esperada, para que a liderança continuasse bem folgada. Como dentro de campo, a história é outra, o maior campeão brasileiro mostrou que está mal, mas não morto e quase complicou a vida do Fluminense.

Sérgio Baresi fez o time voltar ao 3-5-2, muito preocupado com o poderio ofensivo do adversário. Muricy surpreendeu. Sem Émerson, deixou apenas Washington na frente, incumbindo Deco e Conca de encostarem no camisa 9.

A postura do São Paulo empolgou no início. Mais animado e com um ânimo maior, o time não se intimidou com o líder e jogou seu jogo. A má fase e falta de sorte atrapalharam um pouco. Apesar das tentativas, a bola não encontrava o caminho correto. Pior ficou quando os cariocas encaixaram o primeiro ataque.

Conca - sempre ele - percebeu Julio César passando e lançou, o lateral bateu pra trás e achou Deco, o luso-brasileiro não perdoou e marcou seu primeiro gol no clube.

Na jogada seguinte, um lance muito semelhante. Mas aí você troca Deco por Richarlysson, lógico que o destino não é o mesmo, o volante bateu fraco e permitiu a recuperação da defesa.

Mesmo atrás do placar, o São Paulo permaneceu bem, tentando. Fernandinho deu trabalho pela esquerda. Marcelinho dá nova cara a esse time, porém falta muita maturidade e tranquilidade ao garoto. Todos estas virtudes sobram no capitão Rogério Ceni e tinha que ser ele o responsável pela mudança.

Como há algum tempo não se via, ele marcou de falta, batendo bem no cantinho do goleiro. 90º gol do maior goleiro-artilheiro do mundo, está a apenas dez de uma marca histórica e extraordinária para um arqueiro.

Não deu nem tempo dos paulistas comemorarem o primeiro. Eles já emplacaram outra vibração na sequência. A sorte parecia ter mudado. Richarlysson cruzou, Fernando Henrique caçou borboleta e Fernandão, que mais uma vez estava apagado, apareceu no lugar certo e virou o jogo. Um time desanimado e pragmático dava uma canseira no líder do campeonato em sua própria casa. As coisas pareciam que iam mudar, mas o segundo tempo mostrou que as deficiências continuam.

Como tem feito há muito tempo, o São Paulo se acomodou com a vantagem e recuou de maneira absurda. Começou pelo interino Sérgio Baresi. Tirar um Fernandão lesionado é compreensível. Porém colocar em campo Cléber Santana é pra irritar o torcedor. Ele tinha a desculpa de não ter outro atacante no banco, mas que colocasse Marlos ou relacionasse o garoto Lucas Gaúcho e o escalasse. Mas a diretoria anda errando muito. Henrique, hoje titular no Vitória, muito bem poderia estar em campo pelo São Paulo.

Voltando ao jogo, a etapa final foi toda dos cariocas. Muricy mexeu, colocou mais força ofensiva e partiu com tudo pra cima do rival. Rodriguinho, Deco, Conca, Washington, todos tentaram e nada. Um zagueiro foi o responsável pelo empate. O craque argentino cruzou e em mais uma falha da defesa são paulina em bola aérea, Leandro Euzébio empatou.

O Maracanã veio á baixo, apesar do público abaixo do esperado. Sob os gritos de "Vamo virar, Nense", o estádio começou a pulsar forte e empurrar o time carioca rumo à virada. A pressão seguiu forte e constante. Mesmo assim, certos jogadores pouco são afetados e nem se incomodam com isso. Um deles é Rogério Ceni.

Neste domingo demonstrou duas de seuas grandes qualidades. Primeiro com a categoria que ele tem como poucos ao marcar o gol. Depois foi com as mãos, na sua tarefa obrigatória. Segurou tudo, inclusive mais um penalti para a coleção. Washington devia imaginar que Ceni o conhece bem, sabe como ele cobra. O Coração Valente ouviu algumas coisas do capitão antes de bater, sentiu a pressão, caiu na pilha e mandou nas mãos do camisa 1, impedindo a virada e a disparada do Flu.


A influência de Rogério deu uma animada nos companheiros que, enfim, resolveram jogar bola. Duas chances boas foram criadas, uma com Cléber Santana e outra com Marcelinho, que pecou pela inexperiência e afobação. Coisa de garoto, que tende muito a crescer e dar alegrias à torcida.

Assim terminou o jogo. Primeiro tempo do Tricolor Paulista e depois domínio do carioca. Jogo bom, resultado justo. Para o São Paulo, valeu pela evolução e por encarar de frente o poderoso adversário. Como na rodada anterior, o time evoluiu, mas não venceu, só evoluir não basta, assim como ficar dependendo das noites inspiradas de Ceni sempre. Já o Fluminense viu sua vantagem ser reduzida e a emoção permanecer ativa na competição.

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

O Fluminense vai tirar a graça do Brasileirão?


Com quase um turno de Brasileirão já jogado, as coisas já vão se desenhando e apontando um certo monopólio na disputa pelo título. Fluminense e Corinthians abriram vantagem dos demais e despontam como grandes favoritos. Sendo um pouco mais radical, o time carioca já vai sozinho abrindo margem pra todo mundo e se concretando como o futuro campeão.

Claro que futebol é futebol e o Fluzão mais do que ninguém sabe disso. Ano passado o rebaixamento era evidente. Em uma reação histórica, o time das Laranjeiras escapou da Série B em uma das maiores reviravoltas já vistas na competição nacional.

Porém o time anda fazendo bonito, muito bonito. Sem perder a espantosos 13 jogos, a equipe possuí características bem peculiares a de um time campeão.

Tudo começa no comando. O rei do Brasileirão de pontos corridos, Muricy Ramalho, sabe como ninguém o que é vencer a competição e busca o seu quarto título em cinco anos. É incrível o aproveitamento do marrento professor neste tipo de disputa.

Una-se a isso uma equipe compacta, equilibrada, competente e técnica. Se o ataque faz o seu lá na frente, na defesa não é diferente. Dona da 2ª melhor defesa, a equipe sofre poucos gols, tendo a segurança de Gum e Leandro Euzébio no miolo de zaga, além de Fernando Henrique, goleiro promissor, que passou por uma má fase, mas parece estar em sua melhor forma novamente.

Na direita, Mariano está voando. O atleta arrebentou no final do ano passado e neste Brasileiro tem tido ótimas atuações, seguramente é o melhor lateral disparado hoje no país.

Do meio pra frente, a tranquilidade reina. Deco, Conca, Emerson, Washington e Fred. Nomes de peso. Ainda por cima um deles deve frequentar o banco, mais provável que seja Washington, quando Fred voltar. Olho a que luxo se dá a equipe carioca.

O argentino Conca vive fase esplendorosa. Quando esteve no Palmeiras e no São Paulo, Muricy sonhava em conter com o meia. Hoje o tem como craque do time.

Deco estreou há pouco. Precisou de apenas dois jogos para já ir se encaixando no esquema. Ontem contra o Goiás foi peça chave. Jogando o que sabe, o luso-brasileiro destoa de longe do resto dos atletas daqui.

Na frente são três matadores. Emerson veio do Oriente Médio sob alguma desconfiança, mas logo mostrou seu valor. O Sheik é peça fundamental desse time. Outro que veio com a moral baixa foi Washington. Cornetadissímo no São Paulo, inclusive por este blogueiro,  Coração Valente já mandou seis bolas pras redes em seis jogos e se candidata a ser artilheiro de novo.

Por fim temos Fred. Atacante de seleção, outro especialista da bola. Hoje está lesionado, mas é bom voltar com a corda toda, senão acaba perdendo seu lugar no time.

Com doze pontos de vantagem pro quinto colocado, o torcedor do Fluminense já vislumbra o bi-campeonato. Melhor ataque, segunda melhor defesa, time cheio de talentos individuais e um técnico que conhece do riscado.

É exagero afirmar algo agora, mas que esse Fluminense pode transformar o Brasileirão 2010 no mais fácil da história,,isso pode. Ainda mais se contar com tropeços dos outros e a incrível mania de seu principal perseguidor, o Corinthians, em ganhar todas em casa e perder pontos fora.



OBS: Menção especial à Sociedade Esportiva Palmeiras pelos seus 96 anos. Cheio de glórias, títulos e craques, o Verdão não passa por uma situação confortável hoje. Mas sua imensa nação alvi-verde, além de todo o mundo do futebol, espera que os bons tempos voltem. De um time que já foi uma acadêmia, já venceu um estadual marcando 102 gols e que já foi dono da América.

"Sabe sempre levar de vencida e mostrar, que de fato é campeão"

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Um freguês humilhado


E não foi desta vez que o tabu foi quebrado, longe disso, a freguesia aumentou de maneira humilhante, ridícula, que envergonhou os são paulinos que viram o jogo do Pacaembu.

Em campo, um time que ainda não perdeu como mandante, vice líder da competição e com bons jogadores em grande fase. Do outro, um time desfacelado, flertando com a zona de rebaixamento, sem um rumo certo, sem técnico, sem lateral direito, sem meia armador e acima de tudo, sem alma.

O jogo foi todo do Timão, foi 3, mas se fossem 5, 6, não seria nenhuma coisa de outro mundo, tamanha a superioridade corintiana.

A única chance clara dos tricolores foi quando o jogo estava 0 x 0, Ricardo Oliveira aproveitou erro de William e partiu na diagonal, bateu rente a trave O camisa 99 é artilheiro, faz gol demais, mas todos eles foram no Morumbi. O que acontece com os tentos dele fora de casa? Algo a se pensar.

Porém cornetá-lo é besteira, tem coisa pior pra falar mal. Vamos a lista. Começando por Miranda, passou de melhor zagueiro do país a beque que erra toda hora, a ida para a Europa anda fazendo mal ao defensor, ontem pensou mais no Velho Mundo e deixou Jucilei subir sozinho, fora os quase dois gols contra um pouco antes.

Jean e Júnior César até se esforçam, mas é pouco. Pela direita, o improvisado faz até mais do que pode, mas visto ali não ser a dele, a coisa complica. Pela esquerda, o camisa 6 vai bem até a linha de fundo, quando chega la parece não ser lateral, já que ou morre de medo de cruzar ou não sabe o fundamento mesmo.

Cléber Santana e Marlos são outros dois que bem fazendo hora extra no time. Cléber veio da Europa com status de grande jogador, não fez uma grande partida por aqui. Ontem sumiu o jogo inteiro, na única vez que apareceu, deu de bandeija para que o segundo tento adversário saísse. Marlos corre, cisca, tenta, mas nunca será o camisa 10 que a torcida espera.

Fernandão também veio, jogou dois grandes jogos contra o Cruzeiro, virou ídolo da torcida e repentinamente sumiu. Não sei se é questão física, técnica ou algo assim, fato é que o camisa 15 não faz nada, absolutamente nada de útil os 90 minutos.

Pra fechar o momento corneta, Sérgio Baresi. Treina o time, tenta dar uma cara, mas é difícil, a coisa anda feia. Talvez não suporte a goleada e já seja dispensado, não duvido. Porém, os maiores culpados são os homens da diretoria. Estão transformando o "Soberano", papa-títulos do país em time fácil de ser batido, humilhado em clássicos e pasmem, candidato a rebaixamento. No início do ano passado era inimaginável algo assim.

Ao Corinthians só elogios. Dominou o jogo, aproveitou o momneto sombrio do rival e manteve o estigma de atropelar o São Paulo. Já são quase 3 anos sem derrota pro Tricolor. Destaque mais do que positivo para o meio campo corintiano. Se o ataque sem Ronaldo não faz gols, os 4 homens de meio dão show. Ralf nos desarmes, se bem que contra Cléber Santana e Marlos, a tarefa é fácil. Jucilei marcou o seu e distribuiu bem o jogo.

Mas os grandes nomes foram mesmo Elias e Bruno César. Um marcou dois e se consolida como grande carrasco do Tricolor. O outro é o clássico 10 que o time do Morumbi precisava. Arma, finaliza, dá cadência e quase marca um gol antológico de voleio. Parou em um milagre de Ceni.

E assim o tabu persiste, o São Paulo em frangalhos precisa urgentemente se levantar, ver o Tricolor na Série B é impossível, mas se tantos já caíram, não dá pra achar que não pode acontecer.

Já o Timão caminha a passos largos para travar uma disputa particular com o Fluminense pelo título. Disparados, os dois vão nadando de braçadas, mantendo o ritmo, farão uma disputa sensacional no fim.

sábado, 21 de agosto de 2010

Eis o Majestoso! Quebra de tabu ou manutenção da freguesia no Pacaembu?

Corinthians e São Paulo fazem o clássico paulista da rodada do Brasileirão. Um encontro histórico, emocionante e que há algum tempo tem se tornado ainda mais acirrado. No cômputo geral, o Timão leva vantagem, venceu 109, contra 88 do rival, além de 92 empates. Embora sempre brigado, foram os últimos 15 anos que marcaram de vez esta eterna rivalidade.

Voltamos ao passado até 1996, quando o alvi-negro aplicou humilhantes 5 x 0 no rival, naquela que é até hoje, a maior goleada do clássico. Dois anos depois o Timão levou a melhor de novo, conquistando o Paulistão em pleno Morumbi.

No ano seguinte veio a vingança. Comandado por Raí, recém chegado da Europa, o Tricolor deu o troco e levou o Estadual com um show de França e Denílson. Só que o ídolo  passaria de heroi para vilão. Mais uma ano se passou e um novo encontro decisivo, nas semifinais do Brasileirão. Por duas vezes, o camisa 10 viu suas cobranças de penalti pararem nas mãos de Dida e culminarem na eliminação do Tricolor.

Em 2000, nova vingança. Nas semifinais do Paulistão, o então Campeão Mundial parou no São Paulo, que deu show e venceu com propriedade as duas partidas.

A partir de 2002 as coisas começaram a ficar ainda mais quentes no clássico, começou então a era dos tabus e freguesia. Primeiro foi o Corinthians quem deu as cartas. Em 12 dias, venceu 3 de 4 jogos contra o rival. A consequencia? Título do Torneio Rio São Paulo e vaga na final da Copa do Brasil. O estigma de amarelão e freguês atormentava o São Paulo naquele momento. Ficaria ainda mais latente em 2003 quando de novo em uma final, o Timão saíria vencedor.

A partir daí a coisa começou a mudar de figura. Começaram as trocas de farpas entre diretoria, briga pelo uso do Morumbi, ingressos. Em 15 de junho de 2003, o São Paulo vencia o rival no Morumbi e inaugurava uma série de 14 jogos sem saber o que era derrota para o arqui-inimigo. E foram momentos memoráveis, que culminaram nas demissões de Júnior, Daniel Passarella e Ademar Braga, além de confrontos marcantes. Talvez o maior deles no Brasileiro de 2005. Como um trator, o Tricolor atropelou por 5 x 1 em pleno Pacaembu a equipe que no futuro se sagraria campeã brasileira.

Em 2006 outra vitória marcante. Três dias depois de ser eliminado na Libertadores, o Timão caía de novo frente ao São Paulo. E olha que os alvi-negros tinham um timaço, com Nilmar e Tevez. Curiosamente o argentino jamais marcou um gol no clássico.

E se é de fatos impensados que vive este confronto, o maior deles veio na quebra do tabu. Ano de 2007, no jogo mais previsível de todos entre as duas equipes, a magia do futebol fez das suas. O São Paulo estava a poucos jogos do título brasileiro, com uma defesa intransponível, versus um Corinthians destroçado, á vias de ser rebaixado. Não é que o improvável aconteceu. Betão fez o gol da vitória. Não adiantou muito, o Tricolor foi campeão e o Timão rebaixado, mas o tabu havia sido exterminado e...

...mudado de lado. Desde então, é o Corinthians que não sabe o que é perder o Majestoso. São quase 3 anos e sete jogos. Entre eles outro triunfo em mata-mata, no paulista de 2009.

Neste domingo mais um capítulo será escrito, o último foi belíssimo, um sensacional 4 x 3 para os alvi-negros no mesmo Pacaembu.

Agora vale muito, vale a continuação da boa fase corintiana ou a chance do treinador são paulino Sérgio Baresi poder cair nas graças do torcedor.

As apostas estão feitas, cai o tabu ou segue a freguesia? Só saberemos no domingo, quando uma das duas torcidas irá dormir mais feliz.

domingo, 15 de agosto de 2010

Domingo que vem alguém se reabilita no Majestoso?

Repleta de gols esta rodada do Brasileirão. No sábado, o Botafogo atingiu o G-4 ao bater o lanterna Atlético GO. Atlético MG, Flamengo e Palmeiras finalmente acordaram e voltaram a vencer, afastando por hora mais sinais de crise e respirando um pouco aliviados, embora o Galo de Minas ainda esteja na zona de rebaixamento.

Neste domingo, o Fluminense venceu mais uma. Aproveitando o descaso momentâneo do Inter com a competição, o time de Muricy aproveitou para abrir boa vantagem na ponta da tabela. Agora com Deco, a tendência é de ainda mais qualidade na equipe. Outro que vem bem demais é o Vasco, que tomou novo rumo após a chegada de Paulo César Gusmão, venceu nesta tarde o Grêmio Prudente, fora de casa. Em Salvador, o Vitória se vingou da derrota na final da Copa do Brasil, ao despachar o desfalcado e cada vez mais desmanchado Santos. Outra vingança foi no Olímpico, onde o Grêmio devolveu o 2 x 0 sofrido contra o Goiás na quinta feira.

Já em Floripa e no Morumbi, dois bons jogos.

Promissor, mas preocupante


A estreia de Sérgio Baresi no comando do São Paulo parecia tranquila, mas uma daquelas panes famosas no time esse ano transformou uma vitória em um empate pra lá de sofrido.

Com o time no 4-4-2 e vários desfalques, a esperança era ver um Tricolor renovado, com novo ânimo. Carlinhos Paraíba e Casemiro foram as novidades. O atleta da base mostraria no decorrer do jogo que pode sim ser um "futuro Hernanes".

De fato, o futebol apresentado na primeira etapa foi bem promissor. Foram jogadas ensaiadas, toques rápidos e várias chances. Os destaques eram os dois volantes, surpresas bem agradáveis na partida. A defesa remendada não mostrava problemas, apesar do estreante Montillo dar trabalho, a zaga segurou o chileno, pelo menos na etapa inicial. Outro que segurou quase tudo foi Fábio. Com duas defesas simplesmente espetaculares, o arqueiro - que já merece uma chance na seleção há tempos - impediu gols de Cléber Santana e Fernandão, esta em uma cabeçada a queima-roupa.

Apesar de trabalhar bem, uma hora a estrela do camisa 1 não brilhou, brilharia a do jovem de Cotia, que enche de esperanças a torcida tricolor. Jean levantou na área e Casemiro apareceu de trás para escorar bem e marcar seu primeiro gol com a camisa do São Paulo, dentro do Morumbi, em um de seus primeiros jogos como profissional. Era o primeiro tempo que Baresi pediu aos céus, um time rendendo e que não tomava sustos.

O treinador adversário Cuca mudou o Cruzeiro no intervalo, em peças e no esquema. Aí três fatores foram fundamentais para alterar o panorama da partida, a atitude do Cruzeiro, a qualidade de Montillo, e mais uma vez o recuo excessivo do São Paulo.

A Raposa foi pra cima com tudo. Desligado, o Tricolor se acomodou e chamou os mineiros pro jogo. Quando a pressão começou pra valer, foi difícil segurar, Wellington Paulista empatou.

O jogo melhorou demais, com o Cruzeiro empolgado e o São Paulo correndo atrás do prejuízo. Apareceu então talvez o único erro de Baresi nesta semana. O treinador tirou Carlinhos Paraíba que vinha bem na partida e manteve em campo Cléber Santana e Fernandão, visivelmente extenuados.

O Cruzeiro se manteve aceso e contou com a habilidade de Montillo pra virar o jogo. O meia achou o único espaço que tinha para deixar Thiago Ribeiro na cara do gol, e ele não perdoou, após driblar Rogério Ceni.

Após um primeiro tempo consistente, o apagão do time decepcionou mais uma vez os Tricolores, e era hora de correr atrás novamente. Raça não faltou, o time correu, lutou e mostrou que tem muito a evoluir, claro que precisa de reforços e de uma estabilidade durante os noventa minutos. Estabilidade essa mostrada no fim, quando Fernandinho fez bela jogada pela direita e cruzou para Ricardo Oliveira, o Sr Morumbi, igualar a partida. Quase a virada veio, faltou sorte.

Resultado ruim por ser em casa, apesar da derrota ter estado muito perto. Uma semana para pensar, melhorar esse time e preparar a equipe da maneira mais eficiente possível para o clássico contra o Corinthians no Pacaembu, o grande teste de Sérgio Baresi. Dá pra ser otimista, mas ainda há uma pulga atrás da orelha.

Ganhar só no Pacaembu não resolve


Um time extremamente eficiente e competitivo jogando em casa. Fora, um time que erra muito e deixa escapar pontos importantes.

Neste domingo o adversário era dos mais encardidos, encarar o Avaí dentro da Ressacada é problema pra qualquer um. Dentro de campo, Adílson tinha a volta de Bruno César e a ausência de Dentinho. Elias mantinha-se um tanto mais avançado, esperava-se atuação semelhante a do último domingo.

Com de praxe, o time de Floripa foi com tudo no começo. Envolvente, rápido e avassalador, foram necessários poucos minutos para o gol sair. O ótimo Caio achou Davi entrando na área corintiana, e ele só deslocou Júlio César.

O tento cedo na teoria era uma maravilha para os catarinenses e trágico para os paulistas, mas o jogo mudou dali pra frente. O Corinthians segurou o ritmo alucinante dos mandantes e resolveu jogar bola. Duas chances foram de destaque. Uma delas com Chicão, após uma lindíssima jogada ensaiada, que passou por Roberto Carlos, Elias, Iarley e terminou com o zagueiro chutando próximo ao gol. A outra foi uma cabeçada de Iarley, que beijou o travessão.

Com a pressão invertida, o gol do empate tinha que sair. Começou com Bruno César e terminou com ele mesmo, um chute colocado, mais um do camisa 10 na competição. Empate justo numa primeira etapa de domínio alternado.

A etapa complementar começou igualzinha. A única diferença é que os catarinenses resolveram ser mais rápidos e letais. Com oito minutos e duas falhas da defesa corintiana. Na primeira foi Chicão quem marcou contra, depois a falha foi coletiva, ninguém subiu no escanteio, todo mundo olhando Rafael ampliar.

Só depois de sofrer de novo é que o Corinthians votou pro jogo. Adílson alterou peças no intuito de aumentar o poderio ofensivo, funcionou, só não rendeu os gols necessários.

Bruno César ainda descontou, mas os paulistas chiaram e com razão, de um penalti não marcado em Jorge Henrique. O árbitro fingiu que não era com ele e seguiu o jogo. Ainda deu tempo de Juci marcar, em impedimento, desta vez um acerto da arbitragem.

O Timão vê o Fluminense abrir vantagem. O Corinthians segue imbatível no Pacaembu, mas fora de casa não garante pontos que podem fazer diferença no fim.

Semana que vem tem Majestoso com o São Paulo. Para alegria da Fiel, o jogo é no Paulo Machado de Carvalho.

sábado, 14 de agosto de 2010

Tem futuro o São Paulo de Baresi ?


A correria dos últimos dias me impediu de escrever um artigo sobre o assunto antes, mas como a estreia de Sérgio Baresi é amanhã, ainda há tempo para uma análise sem considerar nenhum resultado.

A efetivação do técnico dos juniores foi surpreendente para muitos, com tantos nomes consagrados ventilados por aí, o nome de Baresi era mera especulação, que acabou se confirmando. O que muda com o novato treinador no comando?

Vou dividir em duas partes esta análise: a primeira com relação apenas ao jogo de amanhã e outra envolvendo o trabalho em si. Para o jogo deste domingo contra o Cruzeiro, o estreante conta com diversos desfalques, seja por contusão ou suspensão. Ele mantém o 4-4-2, haja vista que quase não tem zagueiros pra escalar, foi obrigado a subir Bruno Uvini do time de baixo para compor o banco.

No meio, Casimiro desponta como o substituto de Hernanes. Destaque nos juniores, o atleta é uma das grandes esperanças de salvar a base de Cotia e no futuro render belas cifras ao Tricolor. A outra grande novidade será Carlinhos Paraíba. De quase negociado a titular da equipe.

Mas o que interessa mesmo para os tricolores é o futuro deste time. Sem Hernanes a equipe carece muito de qualidade e, com alguns atletas já muito desgastados, a tarefa no Brasileirão será árdua. Terá Sérgio Baresi pulso, controle e fará ele uma campanha de destaque colocando o São Paulo entre os primeiros?

O plantel é bom, mas a falta de futebol neste ano tem deixado os tricolores pra lá de ressabiados, há enormes dúvidas quanto ao rendimento do time no campeonato nacional. Baresi já subiu vários atletas da base, atitude mais do que correta. O time campeão da Copinha em Janeiro reserva vários talentos, que trabalhados bem, podem ser de extrema serventia nos próximos anos. É a hora deles aparecerem e mostrarem seu valor.

E caso não venha a vaga na Libertadores e a atuação no campeonato seja pífia? De prontidão o que se imagina é a saída de Baresi e uma enorme reformulação no time. Para o são paulino, é um devaneio cogitar qualquer possibilidade de estar ausente da próxima Libertadores. Porém, analisando friamente, um ano fora até seria bom para repensar as coisas e remontar todo o time.

Desde 2005 quando ganhou a competição continental, a equipe vem decaindo na disputa do torneio. Em 2007, 2008 e 2009 campanhas muito abaixo do esperado culminaram em três eliminações para brasileiros. Esse ano, embora tenha chegado entre os quatro melhores, a bola da equipe ficou muito aquém do que a torcida deseja, até chegou muito longe do que o rendimento apontava.

Além disso, esse ano sem a pressão de conquistar a América culmina também na saída de Juvenal Juvêncio. Convenhamos que a gestão dele também deixou a desejar. Compreensível a luta pelo Morumbi na Copa a briga com a CBF, mas muitas vezes deixar o time de lado foi besteira. Tanto tempo no comando e sempre querendo trazer jogadores de graça. Pior que isso, o tão esperado e necessário camisa 10 não veio até hoje, nem parece que virá tão cedo.

Desejo toda a sorte do mundo à Sérgio Baresi. Que faça uma campanha digna do São Paulo Futebol Clube e conquiste os melhores resultados possíveis. Se ele fica ou não para o ano que vem, difícil prever, mas caso seja necessário abdicar da Libertadores para que o São Paulo renasça, passe a usar pra valer sua base, o futuro da sua equipe, que isso aconteça. A recompensa promete ser boa.


Nota rápida: O Palmeiras finalmente voltou a vencer hoje. Mesmo tendo Felipão expulso, o alvi-verde bateu o Atlético PR por 2 x 0 no Pacaembu. Felipão terá um pouco de sossego, mas só até o meio de semana, quando terá a tarefa duríssima de reverter a vantagem do Vitória pela Copa Sul-Americana.

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

A essência da amarelinha voltou?


Pensar em futebol brasileiro é pensar em dribles, jogo bonito, toque de bola e muita categoria. Todas estas características estão mais do que presentes no nosso futebol e em nossos atletas, porém a Seleção há algum tempo não faz valer essa fama. Pegando como exemplo as três últimas Copas do Mundo percebemos isso.

Em 2002, a seleção campeã jogava com três zagueiros, esquema tido como defensivo. A equipe venceu o Mundial, atuou muito bem em várias partidas, mas não chegou a encantar, ou ser aquela seleção inesquecível, tinha mais a raça personificada no comandante, Felipão.

Quatro anos depois, a expectativa era de espetáculo. O quadrado mágico composto por Kaká, Ronaldinho (melhor do mundo na época), Adriano e Ronaldo era garantia de show. Ficamos longe disso, apesar da qualidade indiscutível deles, os fatores extra-campo falaram mais forte e ofuscaram totalmente o esperado futebol de qualidade e campeão.

Esse ano foi a vez do time de Dunga. Após dois títulos e algumas atuações memoráveis, na hora do vamos ver o time sucumbiu. Mas engana-se quem acha que essa seleção era de espetáculo. Com três volantes, era sim a seleção do mortal contra-ataque. As mais belas atuações do time de Dunga foram matando seus adversários na velocidade dos contra-golpes. Quando precisa atacar pra valer, o time sofria, que o diga a estreia na África contra a Coréia do Norte.

Agora é a seleção de Mano. Totalmente renovada, a equipe foi extremamente bem na sua primeira apresentação. Se a máxima de que a primeira impressão é a que fica, os brasileiros já podem sonhar com dias muito melhores.

Ontem contra os Estados Unidos, o estreante treinador escalou a equipe no 4-3-3, ultra-ofensivo. Com Lucas e Ramíres de volantes, o segundo saindo muito ao ataque. Na armação, o 10 que o país tanto pediu, Paulo Henrique Ganso, o maestro, o responsável por ditar o ritmo deste time. Na frente, um trio capaz de decidir a qualquer momento. A dupla santista Neymar e Robinho e o centro-avante desta nova etapa, Alexandre Pato.

Em campo, o início foi nervoso, jovem, a seleção sentiu um pouco, já que a partida marcava esta estreia de uma nova era. Foi só a ansiedade inicial passar para o time deslanchar. Era toque de bola bonito, dribles desconcertantes, jogadas rápidas e incisivas, que foram desnorteando os americanos.

E as jogadas não fluíram apenas com o pessoal da frente, os laterais resolveram aparecer e de um deles o primeiro gol saiu. Da perna esquerda de André Santos para a cabeça de Neymar, que testou para fazer seu primeiro gol com a camisa canarinho, logo na estreia.

A defesa ianque sofria e o Brasil passeava. Antes de acabar a etapa inicial, outra jogada veloz. Ramíres achou Pato entrando nas costas da defesa. O camisa 9 teve tranquilidade para ampliar. Um primeiro tempo vistoso e que deixou a melhor das impressões.

O segundo tempo talvez tenha sido ainda melhor, bolas na trave, mais jogadas de perigo e até gritos de olé ouvidos em Nova Jérsei, faltou a bola na rede. Apesar de uma ou outra desatenção defensiva, a equipe dominou por completo a partida. Todo mundo apareceu bem, desde David Luís com desarmes e intervenções precisas lá atrás, até a linha de frente, letal e que se entendeu muito bem.

Mano gostou, foi um início promissor. Diferente das seleções anteriores, esta parece que alia futebol bem jogado com eficiência e resultado. Claro que foi só o primeiro teste, muita coisa vem por aí. Mas tirando como base o jogo de ontem, essa nova geração tem tudo para recolocar o Brasil no topo e fazer renascer o encanto pelo futebol brasileiro, aquele de encher os olhos.

domingo, 8 de agosto de 2010

Vingança corintiana e mais um marasmo tricolor

E lá se foi mais ma rodada do Brasileirão. No sábado, o Guarani desencantou e com autoridade, goleou o Avaí. No Engenhão, o Botafogo estancou ainda mais a crise do Galo.

Neste domingo mais sete jogos. Em Goiânia, Felipão conquistava sua primeira vitória na volta ao Palmeiras até o finalzinho, quando o Goiás empatou. No Sul, o líder Fluminense venceu bem o Grêmio e de quebra, causou a demissão de Silas. Ceará e Atlético GO fizeram um jogo fraco e não saíram do zero.

Em São Januário, o Vasco mantem sua recuperação, a vítima da vez foi o Vitória. Cruzeiro e Grêmio Prudente protagonizaram mais um 0 x 0 na rodada. O confronto entre Santos e Internacional foi adiado em virtude da viagem do Colorado, por enquanto não há data definida. Já no Pacaembu e em Curitiba...

Na cola do líder


No duelo dos times de maiores torcidas do país, o Corinthians queria algo a mais do que os três pontos, desejava vingar-se da eliminação na Libertadores. Por isso, Adilson Batista resolveu escalar três homens na frente, já que tinha o desfalque de Bruno César.

Com mais homens na frente e qualidade, o Corinthians começou dominando por completo a partida. Com velocidade e boa chegada dos homens de trás, o Timão só não marcou logo porque Marcelo Lomba operou um milagre em tiro de Jucilei.

O Flamengo seguia nulo, a saída poderia ser os laterais, mas tanto Léo Moura quanto Juan pareciam tímidos, talvez preocupados com as descidas dos alvi-negros em suas costas. Petkovic esteve apagado, o camisa 10 é craque, mas o fôlego está cada vez mais escasso e a genialidade do ano passado parece estar bem longe do sérvio. De resto, o time do Rio é fraco, muito fraco, nem sombra do campeão do ano passado.

Apesar da soberania no jogo, o Corinthians teve um problema. Dentinho saiu lesionado para a entrada de Paulinho. O time voltava ao 4-4-2, e contava com todo o meio campo formado por volantes, isso em tese tirava qualquer tipo de criatividade do setor. Apenas em tese, já que foi com jogada de dois deles que o gol saiu. Jucilei começou a jogada, que culminou em grande finalização de Elias. Revivendo os tempos de Ponte Preta e boa parte do ano passado no Timão, onde o camisa 7 atuava um pouco mais a frente, sempre aparecendo como elemento surpresa e marcando seus golzinhos.

O tento mais do que merecido fez com que o primeiro tempo terminasse vantajoso para os paulistas, já que os cariocas só assustaram em dois lances, em falta sempre perigosa de Pet e um lance isolado de Borja, o atacante perdeu gol feito.

No segundo tempo o Corinthians administrou mais o placar. Teve até chances, mas ora parou em erros de finalização, ora no goleiro. Até dava pra ter ampliado o marcador, sorte que não fez falta. E sorte mesmo, porque se não é o goleiro Júlio César e a fraquissíma técnica dos avantes rubro-negros, o empate poderia ter sido o resultado final. O camisa 1 fez duas grandiosas defesas no fim e garantiu os três pontos.

O Timão segue na cola do líder Fluminense. Imbatível no Pacaembu, o time tenta agora emplacar triunfos fora de casa,a chance pode ser contra o Avaí na próxima rodada. Já o Flamengo não vence a quatro jogos. Para uma equipe que tinha Adriano e Vágner Love no ataque, ter que depender de Borja e o gordo Val Baiano é fazer sofrer a maior torcida do país.

A bola continua baixíssima


Na Arena da Baixada, o São Paulo entrou em campo disposto a esquecer a eliminação da Libertadores e traçar novos rumos para o futuro. Pode até ter esquecido o revés, mas o péssimo futebol da equipe ao longo do ano continua mais vivo do que nunca na mente e nos pés tricolores.

Com o interino Milton Cruz no comando, o Tricolor entrou com três desfalques, Alex Silva, que está lesionado, Hernanes, negociado com a Lazio, e Dagoberto, sacado por opção técnica. No 3-5-2, que mais parecia um 4-4-2 com Renato Silva de lateral, a equipe manteve o marasmo que tem sido seus jogos, sem criatividade e sendo dominado pelo adversário, o Tricolor não conseguiu quebrar o tabu de não vencer na Arena.

O Furacão começou o jogo a mil, empurrado pela sempre empolgada torcida, a equipe buscou o jogo com Paulo Baier e Netinho e com Guerrón, que infernizou o lado esquerdo da defesa são paulina, Samuel e Júnior César terão lembranças sombrias do atacante adversário. Ele só não marcou o gol logo de cara porque errou cara a cara com Rogério.

E foi o capitão o personagem da etapa inicial. Com pelo menos três defesaças, o arqueiro impediu a abertura do placar. Ceni tem destoado dos companheiros, continua a atuar em alto nível e participar bem do jogo.

Na frente a situação era complicada, Cléber Santana sonolento, Marlos ciscava de um lado a outro sem criar algo de útil. Fernandão atuou mais recuado e pouco produziu. Ele estava em uma sinuca de bico. Caso se aproximasse de Ricardo Oliveira, a bola não chegava. Se ficasse mais recado, tinha dificuldades em fazer a bola chegar ao centro-avante. Na única vez que uma jogada se encaixou, Ricardo acertou o travessão paranaense, naquela que foi a única chance boa dos paulistas no primeiro tempo.

, e lá vai Rogério ter que consertar as burradas dos zagueiros, um milagre em cabeçada de Paulo Baier.

O jogo caminhava na mesma toada, até a injustiça aparecer e premiar o São Paulo. Manoel errou na saída de bola, Marlos não foi ciscador, fez boa jogada pela esquerda e cruzou pra trás, Cléber Santana acordou pro jogo e abriu o placar, resultado nem um pouco merecido pela falta de bola dos paulistas.

Nem deu tempo de comemorar, cinco minutos depois, Maikon Leite recebeu na área, entortou adivinhem quem?, isso mesmo, Renato Silva, e fuzilou o gol de Rogério, que nada pode fazer.

Aí a partida ganhou em emoção e fez valer um pouco o ingresso pago pelos torcedores. Manoel foi expulso, aí o São Paulo tentou resolver a parada, mas parou em um milagre de Neto. O Atlético, empurrado pela torcida, também tentou a teve a última chance do jogo. De novo com Maikon Leite, na hora de marcar, apareceu um pé salvador. Ironicamente era o de Renato Silva.

Fim de jogo, o Tricolor segue sem nunca ter vencido na Arena e continua longe dos líderes. O Furacão perde pontos preciosos em casa e volta a se preocupar com a zona de rebaixamento.

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Essa doeu demais


O time não era incrível, talvez chegar até a semifinal tenha sido muito para o ano que o São Paulo tem feito, mas seguramente essa foi uma derrota muito doída, muito sentida por toda a nação tricolor.

Nas últimas cinco Libertadores, cinco eliminações para brasileiros. A de 2006 foi triste, o time vinha bem e caiu perante um predestinado adversário. De 2007 a 2009 foram todas eliminações muito secas, de um time que não mostrava a mesma cara de um São Paulo de Libertadores. Em todas elas, o são paulino sentiu, mas logo passou, já que o time não refletia o passado vitorioso, embora em 2008 o gol no fim tenha deixado um sentimento de choque.  Desta vez não faltou vontade e a vaga ficou por um fio, ou por um gol, por isso talvez a tristeza, pelo menos no meu caso, tenha sido maior.

Nesta quinta a expectativa e confiança estavam elevadas, não pela força do time, mas sim pela atmosfera criada, de disposição, busca pelo resultado. Só que duas coisas foram preponderantes na definição da eliminação, o gol marcado pelo Inter no Morumbi lógico, que foi o critério que definiu a parada, mas acima de tudo, a covardia demonstrada pelo Tricolor no jogo de ida.

Antes da Copa do Mundo o time estava muito bem, atropelou o Cruzeiro e se encarasse o Inter naquele momento, teria passado, como o se não existe, a pausa para o Mundial destruiu o bom momento.

Não sei se o time desaprendeu a jogar, se foi mal treinado, mas foi difícil aguentar, o clímax foi o jogo do Beira-Rio. Jogando com os 11 atrás e sem finalizar a gol, o São Paulo se comportou como time pequeno, que teve medo de buscar algo melhor. Talvez se tivesse tentado, poderia ter feito um gol no Sul e alterado um pouco o panorama.

Ontem a equipe entrou com uma postura ofensiva, três atacantes que apertaram a saída de bola e tentaram dar o abafa. O time buscou o gol a todo momento, mas pecou na afobação e na falta de criatividade. Dagoberto esteve totalmente desaparecido, Fernandão até tentou, mas não encaixou uma bola decisiva, aquela de dar origem a um gol. Cléber Santana é sem comentários, serviu mais como enceradeira. Hernanes foi ótimo de novo, chamou o jogo, arriscou, driblou e vai deixar imensa saudade.

O gol na falha de Renan aumentou a esperança e inflamou o Morumbi, porém no mometo mais frágil dos gaúchos, o São Paulo diminuiu o ritmo e não aproveitou pra tentar liquidar de vez. O resultado ainda era positivo, mas um gol sofrido, por mais ridículo que fosse, complicaria tudo. E complicou.

D'Alessandro bateu mal a falta. Em condições normais, Rogério faria defesa tranquila, mas Alecssandro estava no lugar certo, na hora certa, um desvio inteligente e de categoria, que matou e calou o Morumbi.

Mas somos o time da fé, que nunca desiste e Ricardo Oliveira imediatamente recolocou o Tricolor na frente. Faltava um gol, tempo havia de sobra, uma bola mudaria o destino de ambas as equipes. E foi pressão, pressão, o Inter inteligente quase chegou ao gol, mas com o tempo segurou a onda e pensou em parar o São Paulo.

Aí foi a diferença das equipes, lá o São Paulo foi covarde, aqui o Inter se arriscou, fez o gol que precisava, só passou a recuar de fato, com um a menos e o jogo cada vez mais perto do fim, atitude feita de maneira correta.

Não adiantou Marlos, Marcelinho ou Fernandinho, as chances até vieram, mas a bola não balançou as redes. Até o capitão Rogério estava na área no último lance, por ironia do destino ele fez falta e enterrou a última pontada do jogo.

Fim de partida, tristeza no Morumbi, choro de Hernanes, que ele tenha muito boa sorte na Lazio. Choro do multi-campeão Rogério, que sentiu que esta pode ter sido a última chance dele em Libertadores. Em uma competição tão equilibrada, não dá pra contar que se chegará sempre, por isso perder oportunidades é fatal. Mas calma capitão, você ainda erguerá novamente a América antes de parar.

Agora é sem Ricardo Gomes, hora de buscar novo comandante, reestruturar o time, dispensar medalhões e jogadores que pouco fizeram e pensar no Brasileirão. A Libertadores passou e a meta agora é o Hepta. SEGUE EM FRENTE TRICOLOR


quinta-feira, 5 de agosto de 2010

O melhor levou a taça


A Copa do Brasil sempre protagonizou zebras, Criciúma, Santo André, Paulista, Sport, etc. Desta vez o Vitória apareceu como grande surpresa, mas o Santos tratou de extinguir qualquer coisa fora do comum e comprovou o melhor futebol do país no ano conquistando mais um título.

Com a boa vantagem conquistada na ida na Vila Belmiro, Dorival entrou com os três atacantes de praxe com um intuito, marcar pelo menos um gol. Só isso já estava bom, obrigar o Vitória a fazer quatro gols era a tarefa. Ambas as equipes entraram muito ofensivas, promessa de ataque e ótimo jogo.

Precisando reverter a vantagem o Vitória fez o que era esperado, foi pra cima, atacou e chegou a deixar o Santos em maus lençóis. Os primeiros vinte minutos foram os mais perigosos para a equipe paulista, pressionado e sem se achar em campo, o Peixe tomou alguns sustos e sofrer um gol ali seria péssimo, pois inflamaria a torcida.

Elkeson e Júnior eram as principais saídas do Vitória, que até chegava ao gol, mas falhava nos tiros ou era brecado pela defesa.

Pois bem, mesmo com a forte pressão exercida pelos baianos, na maioria das vezes pelo alto, já que o péssimo gramado do Barradão impediu a bola de rolar redondinha, a equipe de Dorival segurou a onda e passou a controlar o ímpeto adversário.

Neymar e André foram peças apagadas em campo. O camisa 9 apareceu mais quando recuava pra marcar do que finalizando. Neymar errou muito, apesar de ter sido personagem no gol santista. Robinho tentou muito, o capitão chamou a responsabilidade, mas esteve pouco inspirado. Um que mesmo abaixo do que sabe consegue destoar dos demais é Ganso. Com calma, toques rápidos e inteligentes, o meia passou calma à equipe, acelerou e segurou quando necessário.

O jogo ia se desenrolando para o fim da etapa inicial no 0 x 0 mesmo, com talvez uma chance clara pra cada lado, até a proposta inicial do Santos dar certo e sacramentar a conquista. Neymar teve que cruzar duas vezes na área, mas valeu a pena, Edu Dracena estava lá para conferir e fazer o gol que seria o do título.

A ida para os vestiários já dava como certa a conquista santista, restava ao Vitória tentar o impossível e arrumar um jeito de fazer quatro gols em apenas 45 minutos, tarefa árdua para qualquer equipe do mundo.

E os baianos não tinham muito o que fazer mesmo, era atacar ou atacar, e tome pressão, o início foi similar ao do primeiro tempo, Leão em cima, chegando mais e tentando acertar o pé. Wallace acertou e empatou o jogo, fio de esperança no Barradão. Os minutos seguintes eram fáceis de se prever, Vitória no desespero e o Santos esperando um erro, ou nem isso, só cozinhando o jogo mesmo.

Ganso e Marquinhos até tiveram chances, mas falharam. O Vitória seguia em busca de um gol para aquecer Salvador, e ele veio com Júnior. Faltavam quinze minutos e dois gols, o time baiano foi guerreiro, lutou até o fim, brigou e valorizou ainda mais o título santista, mas não teve jeito.

A vantagem conquistada na ida e o gol de Dracena no finalzinho do primeiro tempo foram fundamentais para selar este destino, de um time campeão, que atropelou todos no seu caminho, desde os 10 x 0 no Naviraiense, passando pela goleada sobre o Remo já na ida, o massacre sobre o Guarani na Vila, os quatro espetáculos contra Atlético MG e Grêmio, onde a equipe saiu atrás, mas deu show e reverteu a situação, até chegar a grande final, onde o melhor futebol do país apareceu e garante mais um espaço no memorial do Urbano Caldeira.

Vaga na Libertadores garantida, hora de buscar a Tríplice Coroa e segurar seus astros. André se despediu hoje, Robinho dificilmente fica. A base é fantástica, porém mais difícil que chegar no topo, é manter-se nele, este é o desafio do Peixe daqui pra frente.

domingo, 1 de agosto de 2010

No fim das contas foi justo, mas ruim para ambos

Fechada mais uma rodada do Brasileirão, recheada de clássicos. Dois deles sem gols, no Beira Rio e no Maracanã, Grêmio x Inter e Flamengo x Vasco não balançaram as redes. Em Sete Lagoas, o Cruzeiro manteve a freguesia sobre o Galo ao vencer por 1 x 0. O Avaí foi o destaque, bateu o Goiás por 4 x 1 e encostou no G-4. Finalistas da Copa do Brasil, Vitória e Santos tiveram destinos diferentes.

Os baianos perderam em casa para o Botafogo, já o Peixe passou um sufoco danado em Presidente Prudente. Vencia por 2 x 0, sofreu um gol já no fim e ia suportando a pressão, até um penalti ser marcado contra. Rafael apareceu bem e pegou. Minutos depois, outro penalti, desta vez foi o travessão quem salvou o Santos e garantiu os três pontos ao time de Dorival Júnior.

No Pacaembu mais um Derby para a história, o jogo deveu e o resultado acabou pouco agradável para ambos.

Adilson estreia e perde a liderança, do outro lado Felipão segue sem vitória


Palmeiras e Corinthians protagonizaram um jogo de momentos bem distintos na tarde de hoje. Com domínio alternado na etapa inicial e forte equilíbrio no segundo tempo, o empate foi o resultado mais justo.

Assim como nas rodadas anteriores, o Timão, do debutante Adilson Batista, parecia o time de Mano Menezes. Forçando o adversário, imprimindo um ritmo alucinante desde o início, o alvi-negro foi com tudo para cima do rival, depositando suas principais esperanças em Bruno César, destaque dos últimos jogos.

O Palmeiras assustou-se, Armero tirou uma bola com a mão, penalti totalmente ignorado por Paulo César de Oliveira. E a arbitragem esteve em tarde um tanto infeliz, minutos depois foi a vez do Corinthians ser beneficiado.

Contra-ataque mortal, tabela de Bruno César com Iarley, cruzamento para a área e Jorge Henrique, adiantado, completou de letra para o gol. Plasticamente uma jogadaça, infelizmente manchada pelo erro do bandeira. O domínio do Timão era nítido, mais posse de bola, finalizações, sufocando o rival que pouco fazia até então, Kléber era o único lúcido no time. Aproveitando a fragilidade do zagueiro-lateral Leandro Castan, o camisa 30 fez a festa pelo lado esquerdo da defesa corintiana.

Faltou ao Corinthians mais eficiência em matar o jogo enquanto era melhor, a equipe voltou a cochilar com a vantagem, isso em um clássico é mortal. O Palmeiras cresceu, tomou as rédeas e dominou o jogo até o fim da etapa inicial, o gol era uma consequencia, que não tardou a sair, Edinho aproveitou rebote do goleiro e conferiu.

Assim terminava um primeiro tempo de trinta minutos de Corinthians, que começou arrasador, mas pouco finalizou e se acomodou com a vantagem. Depois foi o Verdão quem mandou no jogo e com boa atuação de Kléber, que infernizou a defesa adversária, e ajudou a equipe a levar a igualdade para os vestiários.

O segundo tempo começou como terminou o primeiro, mais volume palmeirense, que logo cedo teve gol anulado de Ewerthon. Kléber continuava aceso, do outro lado Pierre encostou em Bruno César e apagou o 10 corintiano.

Com a igualdade persistindo, ambos os treinadores resolveram mudar. Adilson tirou o bem marcado Bruno César para a entrada de Defederico. Felipão fechou o time, tirou Lincoln para colocar Tinga. Saía o único armador para a entrada de outro volante, o 4º em campo.

Assim o jogo foi perdendo muito em qualidade, ficou pegado no meio campo, Ewerthon ainda teve mais um gol impedido, o terceiro dele na partida. O Corinthans tentou alcançar a vantagem no fim, mas seguiu errando muito nas conclusões.

Sem mais emoções, terminou o jogo. O Palmeiras segue sem vencer sob o comando de Felipão, que além disso resolveu fechar a boca de seus atletas, que não concederam entrevistas durante as saídas para os vestiários no intervalo e no fim do jogo.

Já o Corinthians do estreante Adilson Batista fecha a rodada fora da liderança, que agora é do Fluminense de Muricy. Falta ao alvi-negro acertar mais o gol, a volta de Ronaldo pode sanar esta deficiência, claro se voltar a fim de jogo.




 

Contador Grátis