sábado, 31 de julho de 2010

Ao menos um alento, quinta é O DIA

Mais uma rodada do Brasileirão iniciada neste sábado, o Fluminense assumiu a liderança provisória ao bater o Atlético PR com dois gols do reestreante Washington. No Serra Dourada, Atlético GO e Guarani ficaram no 1 x 1, já no Morumbi se as coisas não foram maravilhosas, o sentimento de esperança reacendeu no torcedor são paulino.

Agora é confiança total


Sem vencer ninguém após a Copa e vindo de uma atuação catastrófica na quarta feira contra o Internacional, o São Paulo entrou hoje para se reabilitar na competição nacional, mas acima de tudo, reconquistar a confiança e reacender a esperança de sua torcida para o embate do ano na quinta feira pela Libertadores.

Com o desfalque de Richarlysson, Cléber Santana foi escalado no meio. Por opções técnicas, a dupla titular Dagoberto e Fernandão começou no banco, Fernandinho e Ricardo Oliveira, que fez sua primeira partida como titular nesta volta, fizeram parte dos onze iniciais, além de Xandão que durante a primeira etapa foi um falso lateral-direito.

A torcida não compareceu em peso, os pouco mais de dez mil presentes no Morumbi vaiaram a equipe antes da partida e pressionaram. O clima era sombrio, o resultado e a postura da equipe hoje tinham de ser satisfatórias.

Diferentemente do jogo do meio da semana, a equipe tricolor tomou conta do jogo e foi pra cima. Assim como deve vir o Colorado na quinta, o Ceará jogou fechadinho esperando o momento certo para dar o bote.

O domínio era amplo, faltava qualidade, embora pelo menos o time resolveu chutar a gol. Ricardo Oliveira sentiu um pouco a falta de ritmo e embora tivesse tentado muito, parou na defesa na etapa inicial. Marlos e Fernandinho tentavam abastecer o ataque, mas a posse de bola e o volume não foram revertidos em chances claras.

Jean foi eficiente no meio, onde sabe jogar. Hernanes fez bem seu papel, embora pouco tenha aparecido no ataque, já Cléber Santana decepcionou, sonolento, o meia não deu dinâmica à equipe. Apesar da superioridade o gol não veio e tome vaias na saída para os vestiários.

Ricardo Gomes ousou e alterou totalmente a forma da equipe jogar para o segundo tempo. Xandão saiu para a entrada de Fernandão. O time ia para um 4-4-2, com Jean voltando a atuar pela faixa direita de campo. Com o camisa 15 e Ricardo Oliveira no mesmo time, a qualidade sobe demais e era hora de se aproveitar disso.

Demorou pra engrenar, o time voltou a errar muito, principalmente em passes. Tomou poucos sustos, mas parecia fadado ao empate já que não tinha A chance clara. Ela só veio nos vinte minutos e pelo alto, como essa equipe cansou de fazer nos últimos anos. Fernandão subiu bem e testou para as redes, fazendo o gol da paz, e de extravasar tudo o que estava engasgado na garganta da torcida.

Dagoberto entrou e tratou de dar sua contribuição no jogo. Passe para Ricardo Oliveira, livre na cara do gol, com calma, frieza e muita categoria, gol de craque, de artilheiro, o primeiro dele nessa volta para mostrar o quão o São Paulo está vivo, que o time da fé foi, é e sempre será um time de superação.

O hoje camisa 99 saiu de campo ovacionado pelo Morumbi, será peça de extrema importância na quinta, juntamente com Marlos, Dagoberto e Fernandão, se assim Ricardo Gomes escolher escalar a equipe.

O 2 x 0 amoleceu o São Paulo. Com o jogo ganho, a equipe caiu mais uma vez no erro de cochilar, dar espaços e deixar o adversário querer jogo. Erich Flores aproveitou, fez o que quis na entrada da área tricolor e diminuiu. 2 x 1, resultado esse que elimina o São Paulo na Libertadores. Pensou tomar um gol no finalzinho? Melhor nem cogitar essa possibilidade, quinta é atenção 90, 100, 200 minutos.

Mesmo com alguma pressãozinha final, o time do nordeste não chegou ao empate. O Tricolor se reabilita no Brasileiro e ganha moral para o jogo mais importante dos últimos quatro anos, a semifinal da Libertadores.

O capitão Rogério Ceni já convocou a torcida, que ao fim da partida gritou "EU ACREDITO" e estará no Morumbi apoiando. Espero que sem vaias, com paciência e transformando nossa casa em um inferno para o adversário.

Que dentro de campo os jogadores sintam essa energia e entrem ligados, com a intenção de jogarem o melhor que já fizeram, tenham essa consciência que lá dentro eles estarão representando 15 milhões de pessoas apaixonadas pelo São Paulo.

A TORCIDA TRICOLOR ESTÁ CONTIGO, O TIME DA FÉ VAI SE SOBRESSAIR E MOSTRAR POR QUE É O MAIOR DO MUNDO. QUE VENHA A GUERRA, A NAÇÃO TRICOLOR ESTÁ PREPARADA.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Chegou a hora da VINGANÇA!!!!!!!!!

No BLOG costumo ser o mais imparcial possível, não usar de clubismo e emitir minhas opiniões sem qualquer tipo de favorecimento. Hoje será diferente, a paixão e o coração estão falando mais alto e o post é extremamente são paulino, esqueço meu lado de "futuro jornalista", para representar o torcedor de fato.

Os de branco têm que atropelar os de vermelho


Foram com estas palavras que o capitão Rogério Ceni motivou a equipe de 2007 antes do jogo decisivo contra o América RN que cumlimou no título brasileiro. Os vermelhos estavam também em 2005, vindos de Liverpool, e mais uma vez o Tricolor mostrou sua força.

Neste ano nos deparamos com outra equipe vermelha, desta vez a colorada, jogo decisivo, de emoção, simplesmente uma SEMIFINAL DE LIBERTADORES, hora dos de branco atropelarem os de vermelho novamente.

Mais do que toda a magnitude desta partida, este jogo é o da vingança, a revanche, a hora de devolver a derrota na final da competição em 2006, quando os gaúchos venceram no Morumbi e conquistaram o título no Sul.

E todo são paulino com certeza tem na mente as palavras do narrador Pedro Ernesto Denardin, da Rádio Gaúcha, que desrespeitou totalmente a gigantesca tradição Tricolor e usou das seguintes palavras após o 2º gol de Sóbis naquele jogo do Morumbi.

"O Inter liquida o São Paulo! O Inter RASGA A CAMISA DO SÃO PAULO E PISA EM CIMA DELA! O Inter HUMILHA o campeão do Mundo! O Campeão do mundo DESTROÇADO pelo futebol do Internacional! Um campeão do mundo que começa a MORRER DEFINITIVAMENTE".

Estas palavras atormentam particularmente a minha mente durante todos estes quatro anos. Não foi só uma derrota, foi a sensação de menosprezo, este senhor diminuiu ao máximo o tamanho do São Paulo.

Por isso, amanhã mais do que técnica e futebol, a raça e a entrega devem ser fundamentais. Sabemos que o time tem deficiências, o técnico não dá segurança, os últimos resultados foram péssimos, mas trata-se de um TRICAMPEÃO MUNDIAL, TRICAMPEÃO DA AMÉRICA e HEXACAMPEÃO BRASILEIRO, o MAIOR CAMPEÃO desse país.

É o momento de todo o são paulino acreditar, apoiar, ter fé nesta conquista. Rogério Ceni, Jean, Alex Silva, Miranda, Júnior César, Jorge Wágner, Cléber Santana, Hernanes, Marcelinho, Fernandinho, Xandão, Renato Silva, Fernandão, Marlos, Casemiro, Rodrigo Souto, Ricardo Oliveira, Richarlyson, Denis e Dagoberto, todos os relacionados para a batalha, que todos tenham sorte, competência e nos deem o triunfo, confirmem esta vingança engasgada desde 2006.

A massa TRICOLOR acredita em vocês, os de branco VÃO atropelar os de vermelho, VAMO SÃO PAULO, VAMO SÃO PAULO, VAMO SER CAMPEÃO.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

A renovação de Mano


O novo técnico da seleção brasileira fez hoje sua primeira convocação. Pregando a renovação e o pensamento em Olímpiadas 2012 e Copa do Mundo de 2014, Mano Menezes promove dez estreias e apenas quatro remanescentes da última lista de Dunga.

As surpresas se fizeram presentes, principalmente no gol, com Jefferson e Renan, além dos meio-campistas Ederson e Jucilei. Os clamores populares do povo brasileiro por Ganso e Neymar na Copa não foram ouvidos por Dunga, já Mano escutou a voz da torcida e levou os dois garotos, juntamente com mais dois do ataque mais poderoso do Brasil. Esta é a lista completa com breves comentários


Goleiros
Jefferson (Botafogo)
Renan (Avaí)
Victor (Grêmio)

O gremista era pra ter ido até pra Copa, não foi. Deve assumir a titularidade e ser presença constante nas próximas listas. Os outros dois são grandes surpresas, têm a oportunidade de mostrarem serviço.

Laterais
André Santos (Fenerbahçe)
Daniel Alves (Barcelona)
Marcelo (Real Madrid)
Rafael (Manchester United)

André foi treinado por Mano no Corinthians, onde passou a melhor fase da carreira. Daniel deve se manter na posição, embora Maicon ainda esteja em plena aptidão para assumir a camisa. A convocação de Marcelo e Rafael é pensando mesmo no futuro, os dois tem muito futebol para nos próximos anos vestirem a amarelinha.

Zagueiros
David Luiz (Benfica)
Henrique (Racing Santander)
Réver (Atlético MG)
Thiago Silva (Milan)

Thiago é hunanimidade nesta renovação. David Luiz vem jogando muita bola na Europa, até cogitado pra jogar pela seleção portuguesa, ótimo ter dado esta chance. Réver foi muito bem no Grêmio, teve passagem rápida e apagada pelo Velho Mundo, acaba de voltar. Henrique jogou bem por aqui, no exterior são poucas informações dele, mas sempre mostrou bons recursos.

Meio Campistas
Carlos Eduardo (Hoffenheim)
Ederson (Lyon)
Hernanes (São Paulo)
Jucilei (Corinthians)
Lucas (Liverpool)
Paulo Henrique (Santos)
Ramires (Benfica)
Sandro (Internacional)

Mano mesclou jogadores que já tiveram passagem como Ramires, Sandro, Carlos Eduardo, os que tiveram menos chances como Hernanes e Lucas. As novidades são Jucilei e Ederson, jovens e bons jogadores e o 10 desta equipe, o craque Ganso. O detalhe é que ou Hernanes ou Sandro serão cortados, visto que suas equipes podem decidir a Libertadores. Quem passar, fica de fora do amistoso.

Atacantes
Alexandre Pato (Milan)
André (Santos)
Diego Tardelli (Atlético MG)
Neymar (Santos)
Robinho (Santos)

Na minha opinião, é a posição que menos deve sofrer mudanças com o tempo. Pato joga muito, precisa recuperar a total confiança e futebol, aí tem lugar fácil. Tardelli é artilheiro, deve começar como titular. Robinho e Neymar eram esperados, a supresa ficou por conta de André, que apesar do ótimo ano que vem fazendo, não era um nome tão cotado.

Dia 10 de agosto tem amistoso em Nova Jérsei contra os americanos. Hora do primeiro ato de Mano Menezes comandando a seleção penta-campeã mundial.

domingo, 25 de julho de 2010

Despedida de líder

Neste final de semana rolou a 11ª rodada do Brasileirão. No sábado, o Vasco abandonou a zona de rebaixamento e afundou mais um pouco o Atlético GO. Com dois a mais, o Atlético MG foi heroico e segurou o 0 x 0 contra o Avaí em Floripa. Pensando na Copa do Brasil, o Vitória também empatou sem gols com o Grêmio Prudente.

No domingo, o Peixe venceu o São Paulo e jogou ainda mais pressão nas costas tricolores. O Internacional embalou mais uma vitória e se enche de moral para a Libertadores. O Atlético PR confirmou a ascenção ao bater o Goiás. Cruzeiro e Grêmio fizeram o melhor jogo, deu empate. Em Fortaleza, Felipão segue sem vitórias, o Verdão empatou com o Ceará. No Engenhão, a liderança do Fluminense só durou uma rodada, no clássico o Botafogo parou o Tricolor. Já na despedida do novo treinador da seleção...


Do alvi-negro pra amarelinha


Anunciado neste sábado como novo treinador da seleção brasileira, Mano Menezes teve a oportunidade de se despedir do Corinthians no Pacaembu. Acabou saindo melhor do que a encomenda, além da boa vitória, a liderança voltou para as mãos alvi-negras. Mano encerra seu ciclo de quase três anos com três títulos e a liderança provisória do Brasileirão.

Falando da partida de hoje contra o Guarani, apesar da festa, era primoridal um bom resultado, já que o líder Fluminense jogava no mesmo horário. Com algumas modificações, Mano apostou em Paulinho, Jucilei e Jorge Henrique, nos lugares de Danilo, Ralf e Iarley.

E logo cedo deu certo, de maneira arrasadora. Bastou um minuto e meio para o placar ser aberto. Jorge Henrique aproveitou escanteio da direita e conferiu. Era o gol da tranquilidade e da confiança, já que o Corinthians manteve-se em cima, pressionando, abusando da velocidade, tanto pela direita com as descidas de Paulinho, quanto pela esquerda com Roberto Carlos e Bruno César.

A bola chegava até com certa facilidade, faltava um pouco mais de chute a gol, foram poucos do Corinthians no primeiro tempo. Dentinho esteve apagado, Jorge Henrique caía muito por ambos os lados, mas também não conseguia concluir.

Já o Guarani começou mal. Quem acompanha o time de Campinas, sabe que a proposta de Vágner Mancini é esperar o adversário e apostar nas saídas rápidas, com os bons passes dos volantes Renan e Paulo Roberto, além da velocidade de Mazola. O gol sofrido logo de cara meio que minou essa tática, mas com o tempo o time se achou, se arrumou em campo e conseguiu por alguns momentos explorar os contra-golpes, embora nenhum tenha sido bem definido.

A etapa inicial terminou equilibrada e extremamente agradável de se assistir, com os times sem medo de buscar o gol, apesar do problemas de finalização.

E na etapa complementar a tônica permaneceu, um jogo muito bom. O Corinthians pressionando, na maioria das vezes pela esquerda, enquanto o Bugre aguardava uma brechinha para chegar.

E essa brecha veio. Baiano lançou bem Mazola e, na velocidade, característica principal do bugrino, toque na saída de Julio César e empate no Pacaembu.

Se o gol já foi um balde de água fria na Fiel, no minuto seguinte Dentinho deixou o braço em Mário Lúcio e foi expulso. Era a hora do Guarani aproveitar, o ânimo pelo empate conquistado, aliado a um homem a mais em campo.

O alvi-verde só não contava com uma compensada do árbitro Rodrigo Ferreira do Amaral. Ele inventou a expulsão de Aílson e deixou o jogo igual tambem em número de jogadores em campo.

A partida continuou bem equilibrada, era lá e cá. Faltava a bendita bola do jogo. Ela, ou melhor, elas, vieram dos pés de um camisa 10, Bruno César. Primeiro uma falta perfeitamente colocada no cantinho de Douglas, um golaço no Pacaembu.

Em seguida, pela esquerda, de onde saíram as principais chances, Roberto Carlos centrou e estava lá Bruno, mostrando estar em uma fase esplendorosa, ele guardou mais um e matou o jogo.

Aí foi tocar a bola e esperar o fim da era Mano Menezes, que saiu homenageado, com volta olímpica e principalmente, deixando o Timão na liderança do Brasileirão.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Nem sempre é do jeito que se quer né CBF?

Em um artigo anterior, mencionei o fato da CBF ser mandona, manipuladora e toda poderosa. De fato estes adjetivos são válidos, mas mesmo com todo o poder, influência e tudo mais, as coisas não são sempre como a manda-chuva do futebol brasileiro quer. Hoje o país inteiro almoçou vendo Muricy Ramalho como novo técnico da seleção, na hora do jantar a coisa mudou de figura, e o atual treinador do Fluminense não vai assumir o cargo.

A definição estava marcada para hoje, expectativas rondaram todo o Brasil. Muricy Ramalho, Mano Menezes, Leonardo, nomes vinculados, faltava apenas a confirmação. Ela veio pela manhã, no encontro de Muricy com Ricardo Teixeira. Milhões de elogios, já algumas críticas, todo mundo já planejava a equipe que ele usaria.

Acordo feito, anúncio dado, tudo muito bonito, só faltaram avisar alguém, o Fluminense. De prontidão a diretoria tricolor bateu o pé e falou não. Com contrato até 2012, o técnico não seria liberado.

Aí coube à Muricy decidir. Abandonaria o barco liderando o Brasileirão para realizar o maior sonho de um técnico, ou seguiria no Flu até o fim do contrato? A resposta não é difícil, ele pode ser turrão, mal educado e até muitas vezes chato, mas é um cara extremamente honesto e por todo seu histórico, provou que é homem de palavra e de cumprir ao que se submete. Assim, Muricy manteve sua postura íntegra e segue no Fluminense.

Uma pena, embora eu mesmo o tenha contestado por diversas vezes no comando do São Paulo, é inegável que seja competente e trabalhador, tanto que carrega sua marca registrada, "Aqui é trabalho, meu filho", ele merecia essa oportunidade, mas o Fluzão pensou mais em si mesmo do que na pátria, algo que julgo totalmente compreensível, eu faria o mesmo no lugar dos cartolas das Laranjeiras.

A CBF viu que nem tudo é do jeito que ela quer, não basta mandar, tem gente pra bater de frente, embora mínimo, foi um belo cutucão em Ricardo Teixeira & Cia.

E o cargo caiu no colo de Mano Menezes, logo após a recusa de Muricy, o técnico já foi procurado. É capaz que o Corinthians não faça jogo duro, sendo assim, o gaúcho deve ser anunciado amanhã como o substituto de Dunga e já na segunda feira convoca seus primeiros atletas.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Não é mole não, Libertadores virou obrigação!!!!

Foram com estes gritos que o São Paulo terminou mais uma pífia partida, se desta vez não perdeu, o empate com o Grêmio Prudente é mais um péssimo resultado que mantém o time ridículo nesta volta do Brasileirão e faz o técnico Ricardo Gomes balançar como nunca.

Dentro de campo, o time inicial entrava com quatro mudanças, saídas de Richarlysson (por opção), Marlos, Dagoberto e Fernandão (por problemas físicos). Xandão, Cléber Santana, Fernandinho e Washington entraram no time.

O começo foi promissor e contou com participação de três dos substitutos.Aos 50 segundos, Cléber Santana aproveitou retomada de bola e lançou Fernandinho, que saiu de frente pro gol e foi solidário, deixando Washington marcar e animar a torcida tricolor, ansiosa por uma atuação convincente da equipe.

Pena que toda a massa tricolor foi redondamente enganada, o primeiro lance foi ilusório e o que se viu da equipe dali em diante foi o mesmo dos jogos anteriores, falta de criatividade, velocidade, atenção e principalmente uma coisa que era rara: falhas defensivas. E foram muitas hoje, a maioria de Miranda, que tomou um baile dos jogadores do Prudente. Primeiro em escanteio, que o camisa 5 não subiu com Anderson Luis, que igualou o jogo.

Vanderlei e Deyvid Sacconi tiveram duas boas chances, mas erraram, ambas em erros defensivos. E se a coisa não andava lá atrás, na frente também não. Com três volantes, Cléber Santana e Hernanes não se apresentavam para a armação e pior ainda, os alas nada fizeram, ou melhor, Jean tentou algo, mas não passou de chutes bisonhos e cruzamentos sem direção. Júnior César pela esquerda decepcionou e muito, raramente aparecia.

Como a bola não chegava pelo chão, Fernandinho ficou quase sem utilidade, Washington recebia alguns "balões" da defesa, todos rebatidos pela zaga adversária. Mesmo com a péssima atuação, o Tricolor poderia ter tido melhor sorte, não fosse um erro de Rodrigo Cintra, ao não marcar penalti em bola na mão do zagueiro Anderson Luis. Sob muitas vaias, a equipe foi pro intervalo.

Há de se ressaltar que a toricda apoiou e muito durante o jogo, só se manifestou de maneira contrária no intervalo e no fim do jogo, quando a paciência havia se esgotado.

Incentivou também porque a postura no início da etapa final foi ao menos de vontade, a equipe tentou, finalizou, mas parou nas deficiências técnicas. Isso fez com que o Prudente se fechasse ainda mais e chamasse o Tricolor. Marlos e Marcelinho Paraíba entraram com o intuito de mudar o panorama, mas seguia complicado, de uma hora pra outra parece que o time desaprendeu a jogar bola, impressionante.

A toricda se enervou e começou a chiar, pedindo raça e que o time jogasse bola, foi em vão. O Prudente, bem satisfeito, tratou de segurar o São Paulo, o que não foi difícil, e esperar o fim.

Pouco antes do árbitro empatar, o Morumbi inteiro gritou o que você vê no título desse post, a Libertadores é só daqui uma semana e com esse futebol, a esperança e confiança são paulinas estão muito abaladas.

Será que Ricardo Gomes cai?, ou faz um milagre e em 7 dias coloca a equipe pra jogar? Respostas virão em algumas horas ou dias, fato é que o São Paulo não tem culhão nenhum para disputar uma semifinal de Libertadores.

terça-feira, 20 de julho de 2010

CBF e mais uma virada de mesa, seria outra retaliação ao São Paulo?

Que a CBF não é nem um pouco transparente e confiável, todos estamos cansados de saber. Após CPI envolvendo seu presidente, algumas viradas de mesa que impediram rebaixamentos, uma nova "mudança" foi arquitetada pela Confederação Brasileira de Futebol. Foi aprovada a antecipação da janela de transferências, que entrou em vigor nesta terça.

Para alguns times foi muito bom, mas a diferença fundamental se dá em relação a duas equipes, Internacional e São Paulo, que por coincidencia fazem o jogo mais decisivo do ano nas próximas semanas.

Como de praxe em todos os anos, a janela teria que ser aberta apenas do período de 3 a 31 de agosto. Desta vez uma forcinha foi feita para que vigorasse do dia 20 de julho até 19 de agosto. Não que a vinda de atletas do exterior seja ruim, é bom que o país ganhe em qualidade, mas poderia se esperar mais alguns dias para que ocorresse na data tradicional.

Aí entra o xis da questão. A não antecipação acarretaria na impossibilidade do Sport Club Internacional registrar três atletas, Renan, Tinga e Rafael Sóbis. Dessa forma eles estariam fora das partidas contra o São Paulo pela Libertadores. A antecipação permite que eles atuem.

E isso deixou a cúpula são paulina, além de toda a torcida tricolor, totalmente indignada. Seria uma retaliação ao time paulista? Após a exclusão do estádio do Morumbi para a Copa de 2014, as relações entre São Paulo e CBF, que já não eram das mais amigáveis, terminaram de vez. O São Paulo "malhando o Judas" na CBF, enquanto Ricardo Teixeira pouco se importando e mantendo o veto.

Outra prova de que a situação são paulina perante os bastidores de quem manda no futebol está ruim é o fato da Federação Paulista sequer se posicionar a favor de seu afiliado, que foi prejudicado e está ás vias de poder conquistar a América e colocar o nome do estado ainda mais no auge. Em contra-partida, a Federação gaúcha fez de tudo para que a janela fosse antecipada e beneficiasse seu federado.

Ao São Paulo resta engolir em seco e aturar a decisão. São duas saídas agora, ou tenta trazer alguém de fora para melhorar o time, ou vai com o que tem e encara o Colorado, que entra com moral e força muito grande.

Uma classificação para a final seria a glória tricolor, dar um cala-boca em todo mundo e provar a força do tri-campeão mundial.

Mas nem isso tira a mancha que a CBF provoca mais uma vez no futebol brasileiro. Passou da hora da seriedade ser fator preponderante no nosso futebol.

domingo, 18 de julho de 2010

Mais líder do que nunca

Finalizada a 9ª rodada do Brasileirão neste domingo. Felipão conheceu sua primeira derrota contra o Avaí. Em Goiânia o Flamengo segue sua recuperação, enquanto o Atlético se afunda ainda mais. O Inter derrubou a invencibilidade do Ceará e ganha ainda mais moral.

Em Sete Lagoas o Cruzeiro fez o simples e bateu o Goiás. No duelo dos Grêmios, o de Prudente se deu melhor sobre o gaúcho. O Botafogo segue sem vencer, dessa vez ficou só no empate com o Guarani. Outro que tropeçou de novo foi o Santos, derrota em casa para o Flu, que é o novo vice-líder.

Já o líder...

Agora é isolado


O Corinthians recebeu o Atlético MG no Pacaembu visando manter sua invencibilidade na competição. Dentinho voltou a compor o ataque, desta vez ao lado de Iarley, Mano Menezes manteve a opção de um ataque mais leve, sem um homem fixo na área. Do outro lado um adversário de respeito, do técnico Luxemburgo e cheio de nomes conhecidos, casos de Fábio Costa e Ricardinho, ex-atletas do Timão.

Mas o Corinthinas não tomou conhecimento do adversário e foi fulminante logo de cara, Dentinho apareceu cedo ao sofrer penalti. Na cobrança Chicão falhou, pegou mal na bola e mandou fora.

Quem pensou que o erro desanimaria os mandantes foi tremendamente enganado, o domínio era imenso, o Corinthians jogava fácil, movimentação, toques rápidos, a tão sonhada velocidade na frente que Mano pensou antes do jogo ia aparecendo, faltava o toque final ser concluído com eficiência.

O ímpeto inicial foi diminuindo e o Atlético, até então mero espectador do jogo, resolveu querer jogar bola. Faltava capricho na bola final do time paulista, aos mineiros faltava mais inteligência e ousadia. Bruno César errou um gol incrível ainda no primeiro tempo e quase viu todo o "massacre" corintiano ter sido em vão, a sorte foi o travessão impedir o gol atleticano.

Mano resolveu apostar em mais velocidade para a etapa final, Jorge Henrique entrou no lugar do inoperante Iarley. E foi dele a primeira boa chance, que parou no goleiro.

Era uma repetição do começo do jogo, Corinthians sufocando, pressionando, tocando e deixando o adversário totalmente atônito. Faltava uma bolinha bem trabalhada e bem finalizada, mas parecia que a falta de um legítimo "camisa 9" atrapalhava as coisas.

Vendo que o domínio paulista não se transformava em bola na rede, o Galo começou a querer jogo e teve uma grande chance com Ricardo Bueno, que errou.

Quando o jogo era mais equilibrado a sorte apareceu do lado do Timão. Jorge HJenrique e Danilo tramaram boa jogada, Bruno César bateu da entrada da área, a bola desviou na zaga e aniquilou qualquer chance de defesa de Fábio Costa, placar aberto no Pacaembu.

O gol deu a tranquilidade que o Corinthians precisava e fez com que o adversário partisse com tudo pra cima. Era hora da boa defesa corintiana aparecer e ela foi simbolizada por Júlio César. Mais uma vez ele executou uma defesaça, impedindo o gol adversário e garantindo o triunfo corintiano.

Foi só esperar a bola parar e comemorar mais 3 pontos, o Timão é o único invicto e além disso, é líder isolado do campeonato.

sábado, 17 de julho de 2010

Maldita parada para a Copa

Neste sábado dois jogos abriram a 9ª rodada do Brasileirão. Em São Januário o Vasco venceu o Atlético PR por 3 x 1 e apesar de permanecer na zona da degola, deu uma respirada, enquanto o Furacão vai se afundando. Em Salvador, o Tricolor caiu de novo.

Olho vivo Tricolor


Se antes da parada para a Copa do Mundo, o clima era de mil maravilhas pelos lados do Morumbi, a volta do recesso tem sido sombria e com outra atuação abaixo do esperado, a equipe perdeu não só o jogo, mas também um tabu de 9 anos contra o Vitória.

Em campo apenas a ausência de Alex Silva, substituído por Xandão. Richarlysson seguiu entre os três zagueiros e Jean como ala direito, já que ninguém mais serve ali né professor Ricardo Gomes?

Com a bola rolando no gramado um tanto judiado do Barradão, os donos da casa partiram pra cima e não deram sossego aos paulistas, a pressão foi grande. Encurralado, o Tricolor mostrava os mesmos erros de organização e criatividade. Rogério Ceni tinha muito, mas muito trabalho, em dois lances parou Egídio e Ramon, mas não superou Elkeson, que subiu livre, incrível como uma defesa com 3 zagueiros toma um gol desta forma.

Com o revés o Tricolor deu uma acordada, mas continuava falhando na chegada e nas conclusões, e pior ainda, dava espaços para o adversário chegar e levar perigo à meta de Ceni. Quando a primeira jogada bem trabalhada nasceu, o empate veio. Jean fez tabela com Hernanes e bateu bonito no canto, empatando e dando uma tranquilidade momentânea ao time paulista. Era hora de uma boa conversa no intervalo e uma volta mais aplicada e eficiente na segunda etapa.

Não se sabe o que Ricardo Gomes falou no vestiário, mas a equipe ao invés de voltar mais ligada, se desligou ainda mais. Foram necessários menos que três minutos para Egídio - pelo lado direito, o de Jean -   cruzar na área e novamente com tranquilidade alguém aparecer para cabecear, desta vez foi Schwenck.

O gol no início deu a baqueada derradeira no Tricolor, o time ficou perdido e se rendeu ao domínio adversário, o tempo de treinamento durante a Copa não serviu para aprimorar, mas sim para defasar tecnicamente a equipe. E jogando essa bolinha não tardou pros baianos ampliarem, Ramon recebeu na grande área e também sem muitas preocupações mandou pro fundo das redes de Rogério, que fez grandes defesas, mas não foi capaz de impedir mais um revés.

Assim como na quarta feira perante o Avaí, o jogo perdido parece que finalmente acordou a equipe do São Paulo, que resolveu jogar futebol e pressionar. Fernandão marcou de cabeça e recolocou esperança nos torcedores.

Luta pelo menos não faltou, a pressão veio, principalmente após a entrada de Fernandinho no lugar do discretissímo Dagoberto. O camisa 12 entrou ligado e resolveu dar um trabalho imenso para a defesa adversária pelo lado esquerdo. Ele deu grande passe para Fernandão em uma, na outra ele mesmo conseguiu perder gol feito.

Apesar da melhora no jogo, do domínio e da forte pressão exercida no fim, o gol de empate não veio e o Tricolor acumulou a segunda derrota seguida na competição, nada de pontos após esta volta do campeonato. Hora de rever conceitos, acordar pra valer porque o tempo para o jogo da Libertadores é cada vez mais curto. Olho vivo!!!!!!!

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Do jeito que Felipão queria

Finalizada a oitava rodada do Brasileirão nesta quinta feira. No Maracanã o Fluminense era líder até o final, quando cedeu o empate ao Grêmio Prudente e jogou fora a ponta da tabela. Em Sete Lagoas, o Atlético MG sofreu com uma falha ridícula do estreiante Fábio Costa, mas ainda assim bateu seu xará de Goiânia, e escapou da zona de rebaixamento. No outro jogo da noite, na capital paulista...

Que "estreia", Scolari


Ele foi apresentado hoje cedo, assistiu o jogo das tribunas, enquanto seu auxiliar Flávio Murtosa coordenava a equipe do banco de reservas. Mas ele estava na preleção, conversou com os jogadores e sem sombra de dúvidas deu seus pitacos. Foi assim a estreia, se é que podemos chamar desta forma a primeira aparição de Luís Felipe Scolari como novo técnico do Palmeiras.

Conhecendo o forte adversário que teria, o alvi-verde entrou bem cauteloso no Pacaembu, três volantes e apenas Lincoln na ligação. Do outro lado Dorival Júnior tinha problemas, Robinho e Léo de fora e Ganso no banco de reservas, ficou para Neymar a responsabilidade de conduzir a garotada da Vila rumo aos 3 pontos.

E o jogo foi até certo ponto agradável de se ver, um clássico pegado, disputado, e com muita marcação, algumas faltas bem duras em alguns momentos. A defesa palestrina anulou por compelto Neymar, Alan Patrick, Madson e André, desta forma a linha de frente santista foi pouquíssimo perigosa, dando pouco trabalho ao goleiro Deola.

O Verdão mostrou a raça peculiar e tão pregada por seu novo treinador, disputou bolas, dividiu com força e não demorou a, por merecimento, chegar ao gol. Ewerthon aproveitou uma bola mal tirada para acertar um chutaço no ângulo e abrir o placar.

O gol acordou um pouco o Santos, que tentava sair pro jogo, fazer valer o futebol arte que encantou no primeiro semestre, mas faltava um melhor entendimento entre seus atletas, aliado a isso o fato da pouca movimentação. Com certeza ninguém gostou do primeiro tempo alvi-negro, tanto é que Wesley saiu reclamando e muito dos companheiros, o volante afirmou que o time não colocava o pé e acabava perdendo todas as dívididas.

Para a etapa complementar, Dorival Júnior não tinha outra opção a não ser colocar Paulo Henrique no jogo e foi isto que fez, e o Santos melhorou, não tanto quanto se esperava, mas rondava mais a área palmeirense, que também assustava, mas sempre cauteloso com os ataques adversários.

Quando o quarto árbitro levantou a placa para a substituição de Lincoln por Tinga, antes dos vinte minutos, o torcedor do Palmeiras meio que se assustou, o único armador do time saía para a entrada de outro volante, isso com certeza chamaria mais o Santos e tornaria o jogo perigoso.

Na teoria, fechar o time desta maneira é arriscado, mas a estrela de Scolari é tamanha, que em uma de suas primeiras bolas, se não a primeira, o volante que fazia sua estreia levou a bola pela direita e cruzou, Edu Dracena tentou cortar, mas mandou pro próprio gol, ampliando a vantagem alvi-verde e enchendo de méritos a substituição tida como estranha em um primeiro momento.

Com o jogo na mão, o Palmeiras se fechou de vez, apostando somente nos contra-ataques, mas eles não vieram. Kléber esteve sumido, visualmente ele parece um pouco acima do peso, o camisa 30 saíria antes do término do jogo.

Perdendo, não restou outra alternativa para o Peixe, a não ser atacar, mas os mesmos erros e deficiências da primeira etapa permaneceram, pouca criatividade, Ganso não entrou bem. Neymar foi totalmente ofuscado pela eficiente marcação adversária, e nada fez durante o tempo em que jogou. Coube à Marcel, que entrou em seu lugar, marcar o gol santista, e que golaço também, pegou rebote da defesa, dominou bonito e mandou na gaveta.

O gol e alguns minutos ainda de jogo animaram os alvi-negros que partiram para um abafa final, e no desespero quase foram beneficiados com o empate, mas a bola que Vitor ia mandando contra o próprio patrimônio encontrou a trave, garantindo o alívio e a excelente estreia de Felipão.

Fim de jogo, o Palmeiras volta a vencer e respira mais aliviado, podendo dar mais tranquilidade ao seu novo comandante. Por outro lado o Santos ficou devendo, com a final da Copa do Brasil próxima, a tarefa de Dorival Júnior e seus comandados é acertar o time e o deixar tinindo para o jogo do dia 28.

O Brasileirão do líder Corinthians voltou, só esqueceram de avisar o São Paulo

E a bola voltou a rolar em gramados tupiniquins, a saudade tava grande, como é bom rever o Campeonato Brasileiro. Sete jogos abriram a rodada nesta quarta, não foram muitos gols, o tempo longe dos gramados parece ter feito mal aos atletas. Quem voltou bem foi o Colorado que enfiou 3 no Guarani em pleno Brinco de Ouro. Outro que se deu bem fora foi o Cruzeiro, que na estreia de Cuca, bateu o Furacão.

No Maracanã, o Mengão esqueceu um pouco os problemas extra-campo e bateu o Botafogo no clássico. Em Porto Alegre e Goiânia tudo igual, Grêmio x Vitória e Goiás x Vasco não saíram dos empates. Dois jogos completaram a rodada.

O Tricolor foi mais frio que o próprio tempo


Noite gelada no Morumbi. A torcida que já vislumbra a Libertadores, compareceu em número reduzido ao estádio, e quem foi deve ter sentido um remorso danado de abandonar a cama e o chocolate quente. Os pouco mais de 5 mil corajosos viram um jogo sonolento, muito chato e pior ainda, pagaram para presenciar uma atuação desastrosa da equipe tricolor, que parece não ter voltado do recesso.

Em campo o time ideal, na medida do possível. Sem Cicinho, Jean pela direita, com o 3-5-2 e uma alteração, Alex Silva na sobra e Miranda pelo lado direito, posição que o camisa 5 nunca havia jogado, prenúncio de algo certo? No decorrer do post, você entenderá.

O Avaí do estreiante Antônio Lopes foi pro jogo se satisfazendo com o empate, por isso tratou de segurar ao máximo o jogo, fazer cera, marcar forte e cometer muitas faltas. Contou com a apatia dos mandantes, que quase nada criaram na primeira etapa, o único lance que levantou um pouco o torcedor foi uma falta que Rogério Ceni bateu próxima a trave.

Vendo que o bicho não era tão feio, os catarinenses resolveram arregaçar as manguinhas e só não abriram o placar ainda na primeira etapa, porque a trave parou Roberto. E foi só na etapa inicial, um jogo sofrível.

Para os últimos 45 minutos, Ricardo Gomes mudou o esquema, tirou Rodrigo Souto para a entrada de Cléber Santana e avançou Richarlysson formando um 4-4-2. E isso piorou ainda mais o futebol do São Paulo, se é que isso era possível. Não tardou para Patric avançar com tranquilidade pela direita e bater cruzado, Roberto se antecipou com quis e sem incômodos abriu o placar.

Nem deu muito tempo de sentir o golpe e a vaca foi de vez pro brejo. Roberto fez jogada pela esquerda, ou melhor, lado direito da defesa tricolor, de Jean, e cruzou pra Vandinho novamente sem problemas, ampliar o marcador. A defesa tão louvada por todos falhou e muito, os treinos e a invenção do senhor treinador parecem não terem surtido efeito.

Com o resultado adverso, o time resolveu acordar, antes tarde do que nunca. A maior técnica prevaleceu, chances foram criadas, mas só uma entrou, a de Hernanes, que deu uma esperança ao time. Esperança essa que foi embora quando Ricardo Gomes entrou em ação de novo e tirou o camisa 10, o mais lúcido ao lado de Dagoberto. Marlos e Fernandão estiveram muito apagados, pouco fizeram e a torcida são paulina saiu gelada e muito brava com o futebol de sua equipe.

Líder, pelo menos até amanhã


A proposta do Corinthians era sair de Fortaleza com a liderança na mão. Com o empate sem gols hoje isso vai acontecer. O problema é se depois da volta pra capital e o jogo do Fluminense amanhã, a ponta permanece alvi-negra.

O estádio parecia um caldeirão, mais de 50 mil pessoas abrilhantaram o Castelão com a intenção de empurrar o Vôzão a mais um triunfo e a conquista da liderança.

Sem contar com Ronaldo, Dentinho e Jorge Henrique, Mano Menezes optou por um time mais leve, com Bruno César, Iarley e Defederico, sem um homem fixo na área. A intenção era que essa leveza tornasse o time veloz, mas ele esqueceu que também tinha colocado Danilo, e dali pode esquecer rapidez, o que culminou em muitos lances desperdiçados durante o jogo.

Mas apesar do placar em branco, foi um jogo bem agradável de se ver. Embora faltasse criatividade, raça e luta não faltaram. O Ceará atacou mais, principalmente com Oziel e Mizael, bons jogadores, rápidos e que deram trabalho à defesa corintiana. A chance de ouro foi de Ernandes, que com o gol vazio conseguiu fazer o mais difícil, errar o alvo. O Corinthians também saiu pro jogo, mas não contava com a atuação apagada de sua linha de frente, a única chance de real perigo na etapa inicial foi um chute de Bruno César, que Diego defendeu bem.

No segundo tempo o panorama era mais ou menos o mesmo, até as substituíções começarem e o jogo ganhar em qualidade. Do lado dos nordestinos foi Tony, que juntamente com Washington atormentaram William e Chicão, só não contavam com a competência de Julio César que fez uma defesaça de mão trocada em tiro de Misael. Mano colocou o jovem William Morais, que abriu pelo lado esquerdo, Souza, que pouco fez e Tcheco, que entrou no lugar de Danilo e em um chute só, fez mais que o companheiro já havia feito.

Apesar de tudo, ninguém marcou, o empate acabou sendo justo pela postura de ambas as equipes. O Timão torce contra o Fluminense amanhã, para seguir líder. O Ceará mantém sua defesa quase instransponível e segue como sensação da competição

quarta-feira, 14 de julho de 2010

Bem vindo de volta, Brasileirão!!!

Foram 40 dias de recesso. Após Jabulani, Vuvuzelas, sonho do hexa mais uma vez adiado e o título inédito dos espanhois na Copa do Mundo, o Campeonato Brasileiro está de volta, e dessa vez como todo o vapor até dezembro. Neste pouco mais de um mês de descanso, algumas coisas mudaram, alguns estão mais confiantes, enquanto outros chegam conturbados para esta "reestreia".

São sete jogos nesta quarta, e o complemento amanhã. Os confrontos prometem ser bons nesta volta, vejamos as partidas o que fez cada uma das vinte equipes nesta folga.

São Paulo e Avaí abrem a 8ª rodada no Morumbi. No Tricolor pouca coisa mudou, apenas a chegada do zagueiro Samuel e a surpreendente saída do lateral Cicinho, que nem pra Libertadores ficou. E é na América que o time de Ricardo Gomes mais pensa, até dia 28, no duelo contra o Inter, é hora de aprimorar e testar a equipe. Do lado da equipe de Floripa, a grande novidade é no banco, Antônio Lopes assumiu o time e faz sua estreia hoje.

Grêmio e Vitória jogam no Olímpico, que promete estar muito frio. Os gáuchos ocupam uma posição mediana na tabela e vem igualzinho como antes do Mundial, o problema é que hoje os desfalques pesam, casos de Mario Fernandes, Fábio Rochemback e Douglas. Do outro lado, o Vitória também é o mesmo, joga em Porto Alegre, mas com a cabeça já engajada no Santos, adversário da final da Copa do Brasil.

Na Arena da Baixada, o Furacão retorna repleto de mudanças, foram dez reforços, cinco tem chance de jogar hoje. Sob o comando de Carpegiani, a equipe tenta sair da incoômoda 16ª colocação. O adversário desta noite é o Cruzeiro, que vem pouco modificado, a grande perda foi o atacante Kléber, a novidade é Cuca, contratado após a saída de Adilson Batista.

No Maracanã teremos o jogo mais aguardado da rodada. Não só por ser um clássico entre Flamengo x Botafogo, mas por todo o extra-campo envolvendo o Rubro-Negro nos últimos dias. O Mengão talvez seja a equipe que entra mais derrubada nesta volta do campeonato, perdeu Adriano e Vágner Love e ainda vê o goleiro Bruno envolto em um caso de homicídio, que culminou na prisão do camisa 1 em Minas Gerais. A provável chegada de Ronaldinho Gaúcho pode animar um pouco a torcida. No Fogão a coisa tá tranquila, com os retornos de Maicossuel e Jobson, o time vem bem, só não terá Abreu, o homem da cavadinha na Copa.

O jogo de mais importância com certeza é o do Castelão. Lutando pela liderança isolada, Ceará e Corinthians se enfrentam. O time nordestino, dono da melhor defesa do torneio, vem com uma grande baixa, a saída do técnico PC Gusmão, ao menos conseguiu segurar seus principais jogadores. Do outro lado, o Timão possui o melhor ataque e retorna apenas com a ausência de Felipe, que pediu pra sair, não foi, e se queimou com a comissão técnica.

Goiás e Vasco buscam objetivos diferentes nesta volta. A equipe esmeraldina vem de uma boa reação e espera mantê-lá, visando o G-4. O time do Rio, que foi campeão de um torneio amistoso no recesso, tem o comando de PC Gusmão e tentará escapar da zona de rebaixamento, para não repetir o vexame de 2008.

Guarani e Internacional fecham a rodada de hoje. Em Campinas, o clima é bom pela campanha, mas de preocupação pela saída do artilheiro Roger, negociado com o exterior. Vágner Mancini precisa logo de um matador, se quiser ver a equipe permanecer com a surpreendente campanha. O Colorado, que agora é dirigido por Celso Roth, buscou reforços, Tinga, Renan e Rafael Sóbis, nenhum deles jogam hoje, mas estão sendo preparados caso possam jogar pela Libertadores.

Na quinta, ocorre o outro clássico estadual da rodada, Palmeiras x Santos no Pacaembu. Reforçado por Tinga, Tadeu, Kléber e principalmente Felipão, o Verdão tenta salvar o ano, que tem sido muito ruim. A expectativa é ao menos garantir uma das vagas na Libertadores. O Peixe quer ganhar tudo, o Paulistão já foi, a Copa do Brasil está próxima, para a continuação do Brasileirão, a equipe do litoral não terá André, em compensação Keirrison chegou e será o novo camisa 9. A expectativa maior é da permanência dos craques Robinho, Ganso e Neymar.

Fred & Cia conduzem o Fluminense contra o Prudente. A equipe de Muricy faz grande campanha e espera assumir logo a liderança. O time paulista joga tentando escapar da zona do descenso.

Fechando esta volta do Brasileirão, o duelo dos Atléticos desesperados. Tanto o de Minas quanto o goiano vem muito mal e buscam recuperação. A equipe de Luxemburgo vem muito reformulada, Fábio Costa, Diego Souza e Daniel Carvalho são os principais reforços, de um time que vai buscar uma reação rumo à parte de cima da tabela. O xará do Centro-Oeste vem com poucas mudanças e espera apenas sair da lanterna e tentar escapar das últimas posições.

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Passou 2010, que venha a Copa no Brasil


A Copa de 2010 que terminou ontem ficará para sempre marcada na memória. Se não pelo futebol vistoso e fascinante, mas sim pela raça, luta das seleções e principalmente, a África do Sul. Quem imaginaria que um país racista, assolado pelo Apartheid até alguns anos atrás teria condições de organizar um torneio da magnitude de uma Copa do Mundo?

Com muita força de vontade, trabalho e sob a inspiração de uma das maiores figuras deste planeta, o país foi capaz. Nelson Mandela esteve no dia do anúncio, foi o principal chamariz e abrilhantou ainda mais o espetáculo, devido à sua vida, sua força de vontade em acabar com o preconceito no seu país.

Não foi uma Copa nota 10, até mesmo o presidente da FIFA afirmou que é impossível um Mundial perfeito, mas na medida do possível e mesmo com todo o pessimismo criado em torno do país na época da escolha, os sul-africanos podem dizer com imenso orgulho que saíram vencedores. Apesar dos campos mal-tratados após tantos jogos, o transporte em muitos lugares precário, instalações com alguns danos, ninguém tem de reclamar.

Dentro de campo a coisa foi indo, sob os ruídos ensurdecedores das vuvuzelas, marca registrada dos Bafana Bafana, o futebol que começou fraco, foi ganhando em técnica e emoção. Após uma primeira rodada de poucos gols, a Jabulani - outro ponto de discórdia entre todos - passou a beliscar mais vezes o barbante. Vimos a derrocada dos dois últimos finalistas, Itália e França sendo vergonhosamente eliminados na fase inicial. A luta do país sede em conquistar uma vaguinha na fase seguinte, faltou pouco, mas não deu.

Vimos uma Alemanha trucidar o English Team, mesmo com um erro absurdo da arbitragem. E infelizmente estes erros não foram raros, muita gente tem do que reclamar. Mas se reclamam dos árbitros, por que não cobrar os craques, que antes do Mundial prometiam tanto e foram ofuscados, que o digam Rooney, Ribery, Messi, Kaká e Cristiano Ronaldo.

Tivemos de presenciar a queda do professor Dunga, após treinos fechados, briga com a imprensa e escalação de jogador desorientado, que se preocupa mais em bater. Só que no dia seguinte o sorriso voltou aos rostos brazucas ao acompanhar a queda de Maradona e seus pupilos, sendo sumariamente humilhados pela garotada alemã.

Como esquecer de Gana, abraçada por toda a África, mas que parou em uma mão de "Deus", a de Luís Suárez, e ficou também na trave, que tanto dará pesadelos a Gyan. Alegria imensa de ver o ressurgimento do Uruguai, a Celeste encantou pela raça e nutre a esperança de que volte para ficar, para figurar entre os maiores como outrora.

Após 80 anos finalmente Espanha e Holanda tiveram a chance de subir no degrau mais alto do planeta. A Laranja ficou mais uma vez no quase, deu Fúria, de Casillas, Puyol, Iniesta, Xavi e Villa. A mais nova integrante do G8, grupo que agrega os campeões mundiais.

Forlán, o melhor da Copa, Villa, Sneijder e Müller, os outros artilheiros, Robben, Honda, Gyan, Özil, Schweinsteiger e tantos outros, que entraram como meros coadjuvantes e foram grandes estrelas, estrelas de uma Copa inesquecível, que ficará guardada na mente e reserva muito mais coisas para 2014.

E ela será aqui, com nosso povo, nossa torcida apaixonada por futebol, com todo nosso apoio e entusiasmo. O desejo deste blogueiro é que tornem o Brasil um país melhor, roubar vão mesmo, utopia achar que não, mas que esse evento maravilhoso traga benefícios duradouros à nossa população, pois estaremos de braços abertos, esperando o mundo para a maior Copa da história.

domingo, 11 de julho de 2010

Polvo Paul já sabia, Espanha 1 x 0 Holanda - Na prorrogação, E a FÚRIA tomou conta da África!






Ficou pequeno, pequenino demais o belíssimo Soccer City nesse 11 de julho de 2010. Motivo? A alegria espanhola, que foi GIGANTE e tomou conta do estádio - só não contagiou os holandeses - após a conquista do primeiro título mundial de futebol de sua história. E foi na raça, na persistência que o gol de Iniesta aos 116' de jogo saiu, e lavou a alma espanhola, causando fúria - literalmente falando, não Robben? - na partida!

Não foi aquele jogo de encher os olhos, assim como os que os espanhois são acostumados a fazer. O tão competente toque de bola apareceu pouco, parando na forte e muitas vezes violenta marcação holandesa, mas bastou um gol, assim como foi em todo este mata-mata na África do Sul.



Domínio no começo, mas poucas conclusões e muita pancadaria


Assim como fez na maioria dos seus jogos, a Espanha começou em cima, marcando forte, induzindo o adversário ao erro e forçando o seu estilo de jogo, toque de bola envolvente e irritante pra quem está do outro lado. As chances logo surgiram, Sérgio Ramos por duas vezes e Villa, deixaram o grito de gol engasgado na garganta da torcida.

Com o tempo a equipe mostrou uma queda de rendimento, se rendeu à marcação adversária, que batia demais, pobre Xabi Alonso que tomou uma entrada duríssima de De Jong. Faltava inspiração à Fúria, Xavi e Iniesta não conseguiam armar, Pedro corria de um lado a outro, sem objetividade, e Villa pouco fez, a falta de oportunidades contribuiu para a fraca atuação de um dos artilheiros da Copa.

Segundo tempo melhor, mas com sustos


O jogo cresceu na etapa final, ambas as seleções queriam jogar mais bola e tirar a má impressão que causaram no primeiro tempo. Com Navas no lugar de Pedro, o lado direito espanhol cresceu e era dali que as chances poderiam aparecer. A defesa tão elogiada e competente, quase viu tudo ir por água abaixo, quando Robben saiu de frente para o gol, sorte que na meta tem Casillas, o melhor goleiro do Mundial salvou com os pés, e salvaria ainda outra, do mesmo Robben.

Mas a Fúria também teve chances e claras, Villa que o diga, se centro-avante vive de uma bola para se consagrar, o camisa 7 não conseguiu, o pé de Heitinga não deixou.Tava díficil criar alguma coisa, o tempo foi passando e acabou mesmo no 0 x 0, viria a temida e emocionante prorrogação.

1 x 0, já vi esse filme


O domínio demonstrado no começo do jogo reapareceu no tempo extra. Mas parecia que a perna tava pesando, uma final de Copa do Mundo tem dessas, Fábregas e Iniesta tiveram duas chances de acabar com o sofrimento espanhol, o máximo que conseguiram foi dobrar a frequência cardíaca da torcida. Com um pouco mais de espaço, o toque de bola foi reaparecendo, as jogadas saindo e as faltas vindo.

A deslealdade e violência adversária foi castigada quando o zagueiro Heitinga foi expulso. Com um a mais, a Fúria podia se arriscar mais e tentar decidir logo tudo. Coube ao bom de bola Iniesta fazer as honras da casa.

Ele brilhou muito nesta Copa, não foi incrível hoje como havia sido em partidas anteriores, mas ele estava lá, na hora certa e no lugar certo, par bater firme, bonito e marcar o gol mais importante da história espanhola.

Com quatro minutos para o término do jogo, bastava esperar Howard Webb finalizar a partida e o sonho se tornar realidade. E esse sonho de 80 anos foi concretizado.

Após a Euro de 2008, essa conquista confirma de vez a Espanha no hall de seleções vencedoras, a fama de amarelona foi extinguida e o mundo hoje está mais vermelho e "furioso".

Erga a taça e vibre Espanha, na figura de seu capitão Casillas, melhor goleiro da Copa e símbolo desta seleção de toque de bola, bom futebol e que mostra que se ás vezes não dá na técnica, o 1 x 0 é o melhor resultado que existe.

Holanda 0 x 1 Espanha - A Laranja azedou de novo


E não deu de novo pra Holanda. De nada adiantou a invencibilidade nos jogos anteriores, quando mais precisava da vitória, a equipe foi mal e sucumbiu perante a Espanha, amargando de novo um vice-campeonato mundial, o terceiro da história.

Bert Van Marwijk entrou com o que tinha de melhor. Era hora de toda a competência e eficiência demonstrada nos jogos anteriores aparecer e ser fator preponderante na disputa.

Mas o time entrou apático, respeitou muito a Espanha, lembrou muito o que fez a Alemanha na semi-final. Foi pressionada durante os primeiros vinte minutos, não conseguia sair pro jogo, vivia á base dos chutões, assim não tinha categoria que agüentasse.

Com o passar do tempo, o jogo foi caindo de produção e isso acabou sendo benéfico para a Laranja, que equilibrou um pouco o jogo. Faltava ainda criatividade, Sneijder não conseguiu escapar da forte marcação, Robben teve sua jogadinha manjada anulada. Pra piorar, Van Persie mais uma vez foi ridículo, o camisa 9 decepcionou a todos.

A única coisa que os holandeses fizeram e bem na etapa inicial foi bater, e como bateram. Vários amarelos, e um vermelhinho não seria muito, principalmente quando De Jong deu um golpe de artes marciais em Xabi Alonso. Curiosamente, a bola mais incisiva foi uma devolução de Van Der Wiel, que quase surpreendeu Casillas. O Fair Play quase virou golaço.

Na etapa final, com as equipes mais a fim de jogar bola, o jogo melhorou, e fez com que chances fossem criadas. Bastou uma bola de genialidade de Sneijder, ele deixou Robben livre pra disparar e fazer, faltou frieza ao camisa 11, ele parou nos pés de Casillas. O lance pareceu dar um ânimo aos laranjas, que começaram a sair mais.

Elia e Van Der Vaart entraram, a aposta era em mais ofensvidade e quem sabe, furar a marcação espanhola que impedia os avanços.

Robben novamente teve outra grande chance, parou em Casillas. E foi sem brilho que a etapa regulamentar acabou, um 0 x 0 bem meia boca.

Na prorrogação a Holanda desapareceu, seguiu batendo muito e não jogando bola. Tomou muito sufoco, por sorte contou com a faltas de pontaria adversária, aliada a Stekelenburg, que fez grande defesa em tiro de Fábregas.

O segundo tempo foi pior. Logo no começo Heitinga puxou Iniesta, que já estava na cara do gol, tomou o segundo cartão e foi expulso. Com o time meio escancarado, era necessário muito mais cautela e esperar os pênaltis, atacar àquela altura era demasiadamente arriscado.

O gol da derrota foi curioso. Sneijder cobrou falta, a bola desviou e foi à escanteio. O juizão Howard Webb errou e deu tiro de meta. Na sequência do lance, Iniesta recebeu e fuzilou Stekelenburg, era o gol do título espanhol. Precisando de um gol com pouquíssimos minutos de jogo, virou desespero, que não funcionou.

Fim do sonho holandês, terceira final disputada e mais uma vez perdida. Os talentos de Sneijder e Robben não afloraram nesta final. Van Persie foi mesmo o fiasco da seleção.

A Laranja mais uma vez ficou amarela.



sábado, 10 de julho de 2010

Holanda x Espanha - A grande final: Será que o polvo Paul acerta mais uma?

É amanhã! Após 30 dias de muita emoção e jogos marcantes, eis que se aproxima o fim da Copa do Mundo de 2010. O dia 11 de julho de 2010 promete parar mais de 3 bilhões de pessoas no mundo inteiro, que - assim como eu - ansiosas, aguardam a um final inédita, e européia.

Espanha e Holanda poderão protagonizar um daqueles jogos inesquecíveis, e históricos. Desde 1930 - com o ínicio da competição mundial - os torcedores nunca acompanharam uma final entre ambas as seleções. Só mais um dado, dos vários que dão brilho ao duelo.

Em campo, estarão 5 dos candidatos a melhor jogador do mundial. Pelo lado espanhol , três inidicados - Villa, Xavi e Iniesta - e pelo lado holandês, são dois - Sneijder e Robben. Outro bom motivo para que se esforcem, e quem sabe tenham felicidade em dose dupla: Título coletivo e individual. Para fechar com chave de ouro, não? Isso prova o equílibrio entre ambas, além de taticamente, jogarem parcedíssimas. As equipes valorizam o toque de bola, e jogadas bem articuladas. É esperar, para conferir.




Ah, outro grande protagonista nessa final - além dos finalistas, claro - sem sombra de dúvida é o grande polvo Paul. O bichinho invertebrado vem desde o começo da copa acertando vários resultados, e com o placar de Alemanha 3 x 2 Uruguai de hoje a tarde, obteve até o presente momento, 100% de de acertos em suas "previsões", todas relacionadas a resultados dos alemães, incluindo a derrota para a Espanha nas semifinais.

Já para essa final, a previsão é de Fúria. Será que Paul conquista o título de "vidente do ano"?
Belo palpite, querido polvo! A torcida espanhola, e eu, como boa descendente espanhola que sou, esperamos sua consagração.

Uruguai 2 x 3 Alemanha - Ninguém ficou mais feliz que o Fenômeno


Disputa de terceiro lugar sempre é aquele jogo de dois times desanimados por perder a semifinal, um tanto desapontados por não conseguirem o objetivo maior. Hoje não foi diferente, Uruguai e Alemanha entraram para ao menos fecharem com honra suas participações.

Para os europeus, havia algo a buscar, o recorde de gols em mundiais por parte do centro-avante Klose, mas uma dor nas costas o impossibiltou de atuar, fazendo com que o recorde do brasileiro Ronaldo se mantivesse intacto, com certeza o Fenômeno foi o mais feliz da tarde.

Em campo o jogo foi muito agradável, disputado, muitos gols. A Alemanha vinha com desfalques de Neuer, Lahm, Podolski, além de Klose. A Celeste estava completa, com as voltas de Fucile, Lugano e Suárez, o heroi da "mão de Deus" nas quartas de final.

Mesmo sem alguns de seus destaques, foram os germânicos quem começaram com um domínio amplo do jogo, aproveitando-se da maior técnica, logo a presão surtiu efeito. Schweinsteiger bateu de fora, Mulsera não segurou a Jabulani, deixando limpa para Müller fazer e adentrar a lista de artilheiros do Mundial, com 5 gols.

O jogo parecia nas mãos, os alemães passaram a chamar o Uruguai, só esperando abocanhar um contra-ataque. O feitiço acabou virando contra o feiticeiro. Pérez tomou bola no meio campo e ligou Suárez, que puxou o contra-golpe, deixando Cavani na boa para empatar. Jogo bom e empatado.

O tento derrubou o rendimento alemão, que passou a ver um Uruguai animado e empolgado, faltou um pouquinho de precisão para Suárez, senão a virada teria acontecido no primeiro tempo.

O panorama da etapa final começou igual, e logo os sul-americanos marcaram mais um. Arévalo fez grande jogada pela direita e cruzou no pé de Forlán, que de primeira estufou as redes de Butt. Mais um na conta do matador, e outro nome na ponta da artilharia.

Forlán não será eleito o melhor do Mundial, mas se ganhasse não seria nem um pouco injusto. Claro que todo o time ajudou com a raça, luta, mas é inegável que o camisa 10 chama a responsabilidade e quando precisa ele corresponde.

Infelizmente para a Celeste, o mando no placar durou pouco e tudo pela péssima atuação de Muslera. Após cruzamento na área, o arqueiro saiu caçando borboleta, Jansen não perdoou e igualou tudo de novo.

O gol abriu o jogo por um tempo, ambas as seleções atacavam e deixavam espaços atrás, até a Alemanha ir retomando o domínio e voltando a rondar pra valer a área celeste. A expectativa maior naquele momento era se Klose entraria para buscar o gol do recorde, mas o tempo passava e nada. Quando o outro centro-avante do banco, Kiessling, entrou, ficou evidente que não dava para o camisa 11, ele ficaria "apenas" com 14 gols em Copas e no segundo lugar na história.

Dentro das quatro linhas os germânicos seguiam tentando e chegaram a segunda virada da partida. Na sobra do escanteio, Khedira tocou de cabeça e marcou o terceiro, festa alemã em Port Elizabeth.

Para os uruguaios, mais uma vez a raça teria que se sobressair e lá foram eles tentar reverter um resultado, e não é que quase deu certo. No último lance do jogo, a última bola das duas seleções na África do Sul, era dele, Diego Forlán. Ele cobrou a falta com categoria, mas a bola foi caprichosamente no travessão selando o destino de ambas as seleções.

Fim de Copa para ambos, a Alemanha pela segunda vez consecutiva fica em terceiro. Sai remodelada e com esperança de que sua garotada de hoje chegue muito mais madura e boa de bola no Brasil em 2014.

O Uruguai resgata sua tradição, mostra um futebol que há tempos não se via na camisa azul celeste, a esperança é que isso não tenha sido só uma fase, o futebol uruguaio merece glórias e mais glórias.

E Ronaldo segue como líder supremo de gols em Copas. Pelo menos por mais quatro anos isso segue, mas cuidado, pois o alemão Thomas Müller já tem 5 tentos, e só 20 anos, pelo menos mais duas Copas ele tem condições de jogar.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Espanha 1 X 0 Alemanha - É Fúria na final



Mais uma vitória por 1 x0 dos furiosos - a terceira seguida neste mundial - e estes estão na final da Copa do Mundo, um fato inédito. Dominando, e apresentando um futebol extremamente técnico e vistoso, os espanhóis desbancaram a toda favorita Alemanha, que inacreditavelmente, jogou muito mal e longe do esperado no jogo desta terça-feira, no Moses Mabhida, em Durban. Créditos para a boa marcação espanhola, que soube neutralizar as jogadas de seu adversário e parar craques como Özil e Podolski, que nada fizeram. No final, o que se viu foi outro resultado inesperando, mas, mais uma vez, extremamente justo.


Domínio do time das castanholas, e passividade albina em campo


Diferente do que se esperava, a partida entre seleções mais técnicas que restaram nessa Copa foi um ótimo jogo, mas longe, muito longe de ser um espetáculo...

O jogo começou com a Espanha buscando o gol, e logo aos 5' o bom jogador Pedro - substituto de Torres, que em péssima fase não jogou - encontrou a sensação Villa, em plena condição de marcar. O goleiro alemão, Neuer, ligado no lance, abafou a jogada, e impediu o espanhol de abrir o marcador. Outra chances surgiram, e mesmo chutando pouco, a Espanha continuava dominando. Assim foi durante toda etapa inicial.


Já o time alemão, que se caracterizou pelo dinamismo nas jogadas, movimentação e inteligência em campo, foi um mero coadjuvante nas quatro linhas. Sem brilho, e marcada, a equipe não encaixava jogadas, pouco conseguia se movimentar e muito menos engatar um contra-ataque mortal, como visto em partida contra a Inglaterra, pelas oitavas de final.

Uma justificativa para o fraco desempenho pode ser a ausência de Muller na partida, mas não a a grande causa. A única chance clara veio com um chute de Trochowski, defendido pelo excelente Casillas. Ainda no final do primeiro tempo, a Alemanha reclamou um pênalti no apagado Ozil, mas que não passou de tentativa frustrada de receber uma penalidade a favor do time.


Outra vez um único gol, mas dessa vez não foi de Villa...

 



Determinada em campo, dominando, mas faltava um detalhe: Chutar a gol, seja como for. O que se viu no primeiro tempo, foi uma Espanha que jogava bem, mas que pecava pelo que talvez, fosse a busca pelo gol perfeito. Alguém, poderia avisá-los, que futebol é bola na rede? A beleza do lance é consequência...

E acho que alguém avisou mesmo. Aos 13', já eram 11 chutes a gol, contra 3 da Alemanha. Xavi e Xabi - dá até para formar dupla sertaneja - jogaram muito. O jogo ficava cada vez mais dificil para a equipe de Joachim Low, que mesmo timidamente, tentava atacar, uma vez com Klose e outra com Kross. Casillas apareceu novamente para defender esta, uma das poucas chegadas do time de branco no segundo tempo.

Se o gol perfeito não saia dos pés dos atacantes, muito menos dos de um zagueiro... Mas nem por isso, o experiente marcador Puyol deixou de marcar o seu. Foi de cabeça mesmo. Mas foi um belo gol. Aos 27', ele subiu alto, bem parecido com lance no primeiro tempo, em que ele também tentou marcar o seu, mas sem sucesso. Dessa vez, a bola tinha endereço, caminho certo. Era o gol da classificação espanhola, e parece que Neuer e companhia logo pressentiram. A expressão de todos era de desolação.

Depois do gol, a Espanha na base do toque de bola, adiminstrou, sem nenhuma dificuldade. A Alemanha, sem objetividade e longe, distante do futebol apresentado contra a Argentina não apareceu, e nem teve espaço para isso. Méritos para os comandados de Vicente Del Bosque, que enfim, vibrou com um gol de sua equipe. Ufa, hein.

Fim de jogo, e a tarde foi mais uma vez surpreendente e furiosa. Quem ganha somos nós, apreciadores do futebol, que teremos a honra de uma final inédita e européia. Holanda X Espanha... Laranja contra Fúria. Quem leva a melhor?
Domingo, ás 15h30 no magnífico Soccer City.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Alemanha x Espanha - A previsão é de espetáculo


Duas das seleções mais gabaritadas do planeta, Alemanha e Espanha chegaram com expectativas bem distintas na África do Sul. Nesta quarta duelam, fazendo uma repetição da final da última Eurocopa, buscando um só objetivo: a final.

A Alemanha entrou sob muita desconfiança neste Mundial. Renovada, com muitos jovens e apresentações um tanto decepcionantes nos últimos jogos antes da Copa, a equipe chegou como coadjuvante e apostando mais na tradição do que na própria bola. A ausência do capitão Ballack só fomentou ainda mais o pessimismo.

Bastou a estreia contra a Austrália para os prognósticos negativos irem caindo por terra. Com um futebol rápido, envolvente e objetivo, as jovens revelações aliadas à bons jogadores remanescentes de 2006 mostraram que podiam dar nova cara a seleção.

A derrota para a Sérvia foi um acidente de percurso, algo pra acordar e tirar o salto alto germânico. Veio uma vitória sobre Gana e a liderança.

Nas oitavas a parada era indigesta e serviria como teste de fogo para a garotada. Nem parecia jogo decisivo, abusando dos contra-ataques e contando também com um grande erro da arbitragem, os alemães passaram. Em seguida outra pedreira monstruosa, a Argentina de Messi e Maradona.

Quem achou que a goleada sobre a Inglaterra foi um golpe de sorte, espantou-se e maravilhou-se com o massacre por 4 x 0 no Green Point. Showzaço, digno de uma tri-campeã.

E essa Alemanha é diferente. Não é fria e calculista quanto as anteriores, a bola é redonda, objetiva, que dá gosto de ver.

Amanhã mais uma chance de provar isso. Ozil, Schweinteiger, Podolski e Klose terão a tarefa de comandar os alemães a mais um triunfo. O ataque mais positivo da Copa com 13 gols, se ressentirá muito de Thomas Müller, suspenso. Sem o camisa 13, as jogadas pelo lado direito perdem em potencial. O brasileiro naturalizado alemão, Cacau, terá a árdua tarefa de substituir um dos destaques desta equipe.

Mas ainda sobra a voluntariedade de Schweinsteiger, que marca e arma com a mesma facilidade, de Özil, talvez a maior revelação desta Copa, de Podolski com seus tiros de pé esquerdo e assistencias. E também Klose, a um gol de alcançar o posto de maior artilheiro da história dos Mundiais, o matador quer colocar a bola nas redes. Essa a "nova" Alemanha, que quer o tetra.

Do lado oposto vem a Espanha. Atual campeã da Eurocopa, a Fúria chegou com enorme favoritismo, alternância na liderança do ranking da Fifa com o Brasil, e um futebol vistoso por demais. Com os todo-poderosos Barcelona e Real Madrid como base, a seleção entrou pra quebrar o estigma de amarelar.

A estreia foi de assustar, uma derrota para a Suiça. Embora tenha atacado o jogo inteiro, faltou competência e sobrou azar. Na sequencia, um adversário tranquilo recolocou as coisas nos eixos. 2 x 0 sobre Honduras e o destaque de Villa, que se tornaria peça chave durante a campanha.

Com uma vitória sobre o Chile, a liderança se confirmou. Não com a bola que se esperava, mas tudo bem.

Nas oitavas veio Portugal. Outro jogo com muitas chances criadas, mas só um gol, de novo de Villa. Na etapa seguinte uma dureza sem tamanho contra o Paraguai. Foi penalti perdido, bola na trave, mas a bola do jogo sobrou nos pés de quem? Dele, David Villa, que recolocou a Fúria entre os quatro melhores após 60 anos.

Para o jogo de amanhã não há desfalques, Vicente Del Bosque tem força máxima a disposição. No gol, a segurança de Casillas, que cresceu com o tempo. A zaga é ótima, também não erra com facilidade.

Do meio pra frente é quase tudo alegria. Xavi, Iniesta e Xabi Alonso fazem grande Copa. Villa dispensa comentários, artilheiro, marcou gols em quase todos os jogos, homem decisivo que tem conduzido os espanhois rumo ao inédito título.

O único porém tem sido Fernando Torres. Chegou meio machucado, teve péssimas atuações, não marcou e nem fazer uma partida inteira conseguiu. Tem a confiança de todos, mas não será surpresa se pegar banco amanhã.

Essa é a Fúria, que entrou favorita e mantem seu posto, amanhã é a grande dureza, amarela de novo ou chega à final inédita?
 

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