O jogo foi fraco técnicamente, a Inter entrou toda na defesa, só Milito na frente e tentando parar o adversário por todos os lugares do campo, tarefa facilitada com a sonolência do time de Guardiola, que entrou com uma mescla de 4-3-3 com 3-4-3, porém sem velocidade e parando no ferrolho interista, muito bem montado por José Mourinho. As grandes chances da primeira etapa foram duas, uma com Pedro que bateu à direita do gol, e uma defesa espetacular de Julio César, em tiro de Messi. Jogada essa que foi uma das únicas de perigo do argentino, muito apagado em campo. As outras esperanças da equipe azul-grená também não estavam bem, Xavi não achava espaços entre os zagueiros e Ibrahimovic, mais uma vez, não correspondeu à fortuna gasta pelo Barcelona em sua aquisição.
A Inter já fechada quase se complicou, Thiago Motta deixou o braço em Busquets, tomou o segundo amarelo, indo para o chuveiro mais cedo. Aí a Inter não chegou mais, colocou seus dez homens atrás e rebatia tudo o que rondava a área. O segundo tempo foi se prolongando, o Barcelona se desesperava, as entradas de Jeffrey e Bojan não surtiram efeito e era só no abafa. O zagueirão Pique virou centro-avante e aos 38 minutos fez um belo gol, enchendo de esperança a torcida catalã. A partir de então o jogo foi todo na área italiana, mas novamente Julio César, Maicon, Lúcio, Samuel, Zanetti e Cambiasso foram espetaculares, brecando o Barcelona. No fim, Bojan marcou, mas a arbitragem anulou, alegando toque de mão de Keita, o que vai dar pano pra manga nos próximos dias.
Fim de jogo, festa italiana no Camp Nou, vibração incontida do marrento José Mourinho e a Inter na final. Dia 22 em Madrid, no Santiago Bernábeu, Bayern de Munique e Internazionale duelam pelo título de maior clube europeu, quem leva?

Nenhum comentário:
Postar um comentário