quinta-feira, 3 de março de 2011

Uma missão impossível?

Fazendo uma pesquisa rápida pelas últimas Libertadores, desde 2005, apenas três times que terminaram o turno com menos de 3 pontos conseguiram avançar de fase. Independiente Medellín e Once Caldas em 2005 e o San Luís em 2009. E é só nisso que o Fluminense pode se apegar agora, porque a situação ficou caótica e como diz o título do artigo, praticamente impossível.

Contra o América lá no México, a vitória era primordial. Talvez o empate não fosse de se jogar fora também e foi nisso que Muricy Ramalho pensou. Ele insistiu no erro do último jogo no Engenhão. Foi defensivo demais. Os três zagueiros e dois volantes até seguram a onda lá atrás, mas sobrecarregam demais os laterais, Conca e principalmente Rafael Moura que, isolado, é mais um espectador do jogo do que qualquer outra coisa. O argentino não é nem sombra do craque do ano passado.

E dentro de campo o roteiro foi semelhante ao do jogo contra o Argentinos Juniors semana passada. Sem criatividade, o Flu apostava unicamente em raros e pouco efetivos chutes de longe e nos chuveirinhos. Mariano bem que tentou ajudar pela direita, já que pela esquerda Carlinhos não foi a opção viável que se apresentou em outras partidas. Do outro lado, o América também não é um bicho de 7 cabeças. É uma equipe que toca rápido e com a força da torcida, que lotou o Azteca, tentou pressionar o Fluminense, mas a congestionada defesa segurou os mexicanos.

No segundo tempo o Fluminense pareceu perceber que dava pra sair de lá com o resultado positivo e cresceu, avançou a marcação e arriscou mais. Muricy podia ser mais ousado, mas parece que em Libertadores ele não sabe mesmo comandar o time. Com a saída de Valencia, era uma hora viável para dar mais ofensividade ao time. Só que quem entrou foi Edinho e o panorama seguiu o mesmo. A coragem que faltou ao técnico tricolor, sobrou no comandante mexicano. Ao colocar mais um homem de frente, Carlos Reinoso lançou seu time para o abafa e a pressão. O jogo virou, o Flu já não tinha mais a tranquilidade de jogar seu jogo e foi cedendo. Uma hora não aguentaria.

Montenegro teve espaço pra enfiar a bola pra Marques. Os três zagueiros e dois volantes não conteram o atacante, que deslocou Ricardo Berna e complicou ainda mais a vida do Fluminense. Mais uma vez Muricy mostrou que só muda quando a coisa aperta. Ele tinha Souza e Araújo aptos para entrar a qualquer momento, quem sabe no começo da etapa final quando o time estava mais inteiro. Mas não, ele só os colocou quando o nervosismo tomava conta do time. E, como era de se esperar, de nada adiantou.

O jog acabou mesmo 1 a 0. A defesa fortemente montada para não tomar gols, tomou. E o ataque, fragilizado demais, passou novamente em branco, tendo criado quase nada. A situação do Fluminense e de Muricy é complicada demais, o time corre serissímos riscos de ser eliminado logo na primeira fase.

Os times citados no começo do artigo só se recuperaram porque resolveram jogar bola e é isso que o Fluminense deve fazer a partir de agora. Só que Muricy não pode mais ser tão retrancado e abdicar do ataque. Independente de tudo, vai ter que abrir mão da marra e escalar esse time muito ofensivamente. Se não a missão que já é complicada, fica impossível de vez.


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