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| Quem vê a foto deste time de 78 sonha com dias melhores |
Neneca, Mauro, Gomes, Edson e Miranda; Zé Carlos, Renato e Zenon; Capitão, Careca e Bozó. Todo o torcedor bugrino de coração conhece de cor e salteado essa escalação comanadada por Carlos Alberto Silva. O time, campeão brasileiro em 78, após vencer os poderosos Internacional, Vasco e Palmeiras na fase final, deu a maior glória da história para a equipe a rotulou como 'Único campeão brasileiro do interior'. O clube quase foi bicampeão nacional e quase venceu o Paulista na década de 80. Não só competitivo, o 'Bravo Bugre' também já foi um celeiro de bons jogadores. Luizão e Amoroso foram dois gênios que passaram pelos gramados do Brinco de Ouro da Princesa.
Mas administrações ridículas, times mal montados, falta de dinheiro e principalmente, falta de amor e respeito à camisa alviverde fazem o Guarani se afundar cada vez mais. Não bastasse os rebaixamentos e a falta de competitividade, o clube ontem protagonizou mais uma mancha em sua linda história. O Guarani conseguiu a proeza de ser eliminado pelo Horizonte do Ceará. Com todo o respeito do mundo ao time nordestino, mas em hipótese alguma o Guarani poderia passar tamanha vergonha. Quem é o Horizonte no cenário nacional. Se for a 4ª força do futebol cearense é muito. E o Guarani se presta a mais essa eliminação pavorosa.
Claro que time por time, o Horizonte pode até ser melhor. O elenco bugrino é fraco, digno da posição que infelizmente ocupa hoje, a segunda divisão tanto nacional, quanto estadual. O time, que ainda consegue arrastar alguns fanáticos a seu estádio (campo esse que está em vias de ser vendido, em mais uma 'proeza' das diretorias que passam por ali). A promessa é de que se desfazer deste patrimônio histórico, o palco da maior glória da equipe, renderá dinheiro e fim das dívidas. Mas conhecendo a atual situação do clube, é difícil acreditar.
Só para entristecer e machucar ainda mais o coração bugrino, é ano de centenário. E ele acontece neste sábado, dia 2. A maior festa está preparada, com fogos, passeata. Mas pra quê? Existe algum tipo de coisa a se comemorar? A única coisa a fazer é lamentar e tentar sonhar com dias como do passado. E tentar, na série A2, conseguir o acesso e pelo menos remediar um pouco os vexames sucessivos protagonizados pelo Guarani. Nunca uma festa de 100 anos foi tão triste. A instituíção Guarani, seus torcedores e sua história não merecem tudo isso. Quem já foi ao Brinco de Ouro e já viu aquele tobogã balançar se entristece. O Bugre é grande, definitivamente não merece sofrer pelas burradas de quem o comanda.
Mas que se comemorem os 100 anos. Mais uma vez se repense tudo o que há de errado. Que o bugrino possa sonhar com dias melhores, com um time competitivo, capaz de se manter em um campeonato sem risco de rebaixamento, saber que a equipe que entra em campo tem condições de vencer e não vai passar sufoco contra Horizontes da vida.
O futebol precisa disso, precisa que o MAIOR CLUBE DO INTERIOR DO BRASIL volte a ser grande.











