Crédito: Tom Dib/Lancenet - Carlos Augusto Ferrari/GE.com
Pela 1ª vez em 2011, o torcedor palmeirense sorriu. Não foi uma atuação espetacular, memorável, mas a vitória sobre o Ituano por 4 a 1 pela 2ª rodada do Paulistão serviu de respiro e quem sabe uma nova esperança para os lados do Palestra Itália. O time foi vibrante, teve raça. Se ainda sofre por não ter deficiências, mostrou que luta e isso já é importante. Só que o assunto em pauta no Palmeiras não é em campo, mas sim a direção nova, comandada pelo presidente eleito Arnaldo Tirone. O Palmeiras vai, de novo, buscar retomar os rumos de sua gloriosa história.
Depois de uma década de 90 brilhante, que fez do Palmeiras uma máquina de jogar futebol e ganhar títulos. Entre eles uma Libertadores, dois Campeonatos Brasileiros, além de Copa do Brasil, Paulistão, Mercosul e por aí vai. Abastecido pelo dinheiro da Parmalat, o Verdão reuniu craques e mais craques, mas como nem toda parceria é eterna, a Parmalat saiu, e depois acabou falindo. O Palmeiras continuou, mas desde então vive uma crise e uma carência absurda.
Nesta última década, o time sofreu com derrotas acachapantes, como para o Vitória por 7 a 2 em pleno Palestra, ou a eliminação em casa para o Asa de Arapiraca, também em casa. Comemorar título foi fato raro para os alviverdes, apenas o Paulistão de 2008, ao lado de outra parceira, a Traffic. Mas o fundo do poço veio mesmo em 2002, com a queda para a segunda divisão. O Palmeiras desceu, mas a torcida abraçou o time e a equipe voltou, mas nunca mais foi a mesma de anos atrás.
Muito disso se deve ao baque da saída da Parmalat e a um mal que acometa diversos times, o continuísmo. Mustafá Contursi viveu anos na presidência do Palmeiras, ganhou títulos sim, mas também emergiu o time em um mar de dívidas e foi na gestão dele que o Verdão foi rebaixado. Mais uma prova que se manter perpétuo no poder traz alguns benefícios, mas depois faz com que a equipe caia na 'vala comum' dos times de 3º mundo.
Mustafá saiu e a esperança era de uma nova era e uma outra perspectiva. Afonso Della Monica se tornou presidente, mas pouco fez em seu mandato. Ganhou o Paulista, mas não arrumou de fato o Palmeiras. O título serviu mais para aliviar um pouco o sofrimento dos torcedores, do que de fato transformar algo. Nas eleições seguintes, o Palmeiras imaginou que pudesse viver um conto de fadas. Luis Gonzaga Belluzo, economista, homem inteligente, a pessoa considerada ideal para recolocar o time nos trilhos e enfim recolocar o Palmeiras no caminho das glórias.
Para tristeza dos palmeirenses, toda a esperança caiu por terra. Belluzo não reduziu dívidas, tentou montar um time forte, que não rendeu. 'Entregou' o Brasileirão de 2009 de bandeija. Sofreu com críticas, com gozações dos rivais. Em 2010, Belluzo tentou um golpe de mestre, trouxe o consagrado Luis Felipe Scolari para comandar o time, repatriou Kléber e Valdívia. De nada adiantou, no último dos vexames recentes, a equipe caiu na Copa Sul-Americana em pleno Pacaembu para o Goiás, rebaixado no campeonato nacional. Belluzo não usou seu lado economista em sua gestão, foi torcedor, apaixonado, agiu por impulso e não levou o Palmeiras à posição que almejava.
Após mais um fracasso, a oposição alviverde agora toma posse, com Arnaldo Tirone. Em meio às preocupações com a construção da Arena Palestra, o time precisa se reestruturar. Reforços, jogadores de porte e atitude são fatores que este novo Palmeiras deve buscar. Felipão terá os nomes que tanto precisa? E o caso Valdívia, joga? Vai viver machucado? Dará retorno à todo o investimento milionário que foi feito? O grupo de Tirone tem Mustafá no meio, será que ele volta? Que consequências isso terá?
Respostas só com o tempo, fato é que o novo presidente alviverde terá trabalho, muito trabalho. Se o trabalho for sério e bem feito, o torcedor palmeirense poderá enfim voltar a sorrir e imaginar um futuro semelhante às conquistas do passado. Nesta quinta, o time finalmente deu mostras de raça, garra e ganhou, a 1ª com Tirone sendo presidente. Os palestrinos esperam que as notícias boas sejam constantes.



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