domingo, 24 de outubro de 2010

O time ofensivo que não atacou

Dois dos piores em campo, Fernandão e Carlinhos Paraíba viram o Ceará vencer sem sustos


O que tanto temia o torcedor são paulino acabou acontecendo hoje no Castelão. Na teoria aquele time ofensivo como na partida contra o Santos, já na prática, foi um fiasco, nulo na criação, o Tricolor sucumbiu à uma grande partida do adversário e perdeu por 2 x 0, primeira derrota de Carpegiani no comando.

Em campo, os desfalques fizeram falta, muita falta. Principalmente Alex Silva e Dagoberto. A defesa exposta mais uma vez foi um buraco e o ataque tão competente na última rodada desapareceu hoje. Fernandão jogou? Lucas criou? Absolutamente não e não culpem o calor de Fortaleza, pois a fraca atuação nada tem a ver com a temperatura.

O começo foi bem equilibrado, as equipes se estudando, até o São Paulo marcar com Ricardo Oliveira, porém em posição de impedimento. Após o susto, o Ceará começou a matar o jogo, sempre pelas laterais. Na direita com Boiadeiro e na esquerda com Vicente. Os alas fizeram a festa na defesa são paulina. Na primeira chance clara, Geraldo recebeu sozinho, mas telegrafou o chute e facilitou a vida de Rogério. Na sequência não teve jeito. Vicente levou no fundo e mandou na cabeça de Magno Alves, indefensável para o capitão. A correria pelos lados era coisa de outro mundo, Renato Silva e Diogo sofreram e vão sonhar muito com o show que tomaram.

Vendo o baile que seus defensores levavam, Carpegiani resolveu mudar e colocou Ilsinho. Assim tinha mais presença ofensiva e segurava o lateral adversário. Até funcionou, mas o domínio cearense continuava e resultou no segundo gol. Carlinhos Paraíba, outro que esteve muito abaixo da crítica, afastou mal e o zagueiro Diego acertou um chute que provavelmente não acertará novamente na carreira, no ângulo, impossível de qualquer reação do arqueiro tricolor.

A enorme desvantagem desmontou a equipe. Afobada, errando demais e sem nenhum tipo de controle, parou na ineficiência de Fernandão e no dia nem um pouco iluminado de Lucas. Fernandinho até tentou algo pela esquerda, quase nenhuma com sucesso. Ricardo Oliveira foi o que mais buscou jogo, mas esteve bem abaixo do que pode apresentar.

O começa da etapa complementar parecia mais interessante para o São Paulo. Durante os primeiros dez minutos a equipe marcou pressão, buscou atrapalhar a saída de bola adversária. Só que faltava ser incisivo, concluir a gol. A perspectiva era de muitas dificuldades. Foi assim até o fim, pouca inspiração e pouca técnica, extremamente diferente do que se viu na semana passada.

O Ceará também não teve uma atuação espetacular na etapa final. Com o jogo na mão se segurou, controlou a bola e arriscou um ou outro contra-ataque que levou perigo. Mas o 2 x 0 já era excelente e foi assim que terminou.

Com a vitória, os nordestinos se afastam mais ainda da zona da degola e vislumbram uma vaga na Copa Sul-Americana. Elogiável a presença maciça do torcedor no Castelão, times com torcida assim não merecem cair. Já o Tricolor não consegue emplacar outra vitória e novamente vê as más atuações atrapalharem seu desempenho. A vaga na Libertadores é um negócio estranho nos lados do Morumbi. Uma hora parece impossível, depois o time ganha uns joguinhos e o sonho reaparece forte. Voltou a ficar difícil, mas do jeito que anda louco esse Brasileirão, só depois da última rodada pra saber.

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