quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mais do que nunca, os olhos alviverdes devem se virar para a Sul-Americana


O jogo de hoje era crucial. Altitude, time desconhecido e gramado em um estado dos mais precários. Claro que estes aspectos deixavam o Palmeiras em alerta, mas francamente, todo mundo sabia que bater o penúltimo colocado do Campeonato Boliviano não era das tarefas mais árduas, mesmo 2800 metros acima do nível do mar. Em campo, o Verdão sofreu, poderia ter matado hoje mesmo, mas na bola parada abriu vantagem e deixa a classificação bem encaminhada. A Libertadores é um sonho muito real e possível.

No início, o Palmeiras foi extremamente cauteloso. Não se expôs, procurando guardar o máximo de oxigênio que pudesse. Os acostumados jogadores do Universitário de Sucre começaram buscando jogo, mas a fragilidade técnica era imensa, dificilmente a bola chegava ao gol palmeirense.

Quando a equipe de Felipão se soltou mais e impôs seu jogo, logo a diferença entre as equipes apareceu. Sempre na bola parada, arma mortal da altitude e do próprio Palmeiras. Primeiro foi Kléber que perdeu um gol claro. Depois veio uma falta frontal, poucos passos da grande área. Os olhos voltaram-se para Marcos Assunção. Ciente da responsabilidade, ele não decepcionou e fez o que sabe, mandou a bola com extrema precisão na gaveta. Gol que daria tranquilidade e permitiria que o alviverde se poupasse mais, sem prejudicar o rendimento. Deu azar com Valdívia, que se machucou. Não se sabe a gravidade da lesão, mas pareceu coisa de jogo, que não deve afetar o meia.

Sem o camisa 10, o Palmeiras se fechou na segunda etapa e só apostou em contra-ataques. Aí o inevitável ocorreu, pressão total dos bolivianos. Na sua grande maioria em bolas aéreas, os donos da casa quase chegaram ao empate. Deola praticou grandes defesas e contou também com a sorte e boa presença de Márcio Araújo e Rivaldo, que salvaram gols certos do Universitário.

O Verdão segurou a pressão e se acalmou. Em uma das únicas chegadas ao campo adversário, marcou com Lincoln, porém o bandeira assinalou impedimento inexistente. Não deve fazer falta, mas 2 x 0 daria uma tranquilidade ainda maior e já liquidaria a fatura.

Mesmo assim, terminou mesmo com o placar mínimo. Agora, o Verdão se classifica com um empate na próxima semana em São Paulo. Deve vencer e bem aqui.

Depois é possível que encontre um rival caseiro, o Atlético MG. Analisando bem, essa Copa Sul-Americana tá pro Palmeiras, ainda mais com um Felipão na beira do gramado. Focando a competição continental e conquistando-a, a Libertadores vira realidade, e um ano que parecia perdido, se tornará recompensador.

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