domingo, 24 de outubro de 2010

Arrebenta, Brasileirão!!!!!!!!!

Fugindo do costume de escrever mais que um artigo por dia, essa rodada das 18h30 merece um post especial. Dos quatro jogos, três foram extremamente emocionantes, tiraram o folêgo dos torcedores , os emocionaram e proporcionaram algumas mudanças na tabela.

Comecemos pelo grande espetáculo da noite, lá em Uberlandia. O Cruzeiro, tão acostumado a ganhar do Atlético, perdeu no momento em que não deveria. Com trinta minutos, o Galo já fazia 3 x 0 e detalhe, não porque estava fácil, o jogo era muito bom, lá e cá, tanto é que Montillo perdeu um penalti pouco antes do terceiro de Obina. Isso mesmo, três de Obina. Se ele é melhor que Eto'o eu não sei, mas fazer um hat-trick em um Palmeiras x Corinthians e outro em um Atlético MG x Cruzeiro é coisa para privilegiados. Gilberto ainda marcou um golaço e devolveu a esperança ao torcedor celeste.

No segundo tempo, o time de Cuca foi para o tudo ou nada, pressionou, tentou, mas a noite era alvinegra, Réver fez o quarto e matou o jogo. Ou melhor parecia que tinha matado, em três minutos Thiago Ribeiro fez dois e recolocou fogo no jogo. A Raposa tentou de tudo no fim, mas pecou nas finalizações e sai do clássico derrotado. De quebra perde a liderança. O Atlético de Dorival sai da zona de rebaixamento. Desde a estreia do treinador, a equipe é outra, e assim, não cai de jeito nenhum.

O segundo jogão foi em Santos.  Na Vila Belmiro, comemorando o aniversário de Pelé, contra o lanterna, tendo dois a mais e um penalti a favor. Quem vê isso sem saber o resultado imagina uma goleada histórica do Santos, certo? Em tese sim, eu pensaria o mesmo. Mas o Grêmio Prudente foi valente e de virada, é, o Santos conseguiu essa façanha, acabou 3 x 2.

O Santos passeou na etapa inicial, parecia que venceria mesmo sem sustos. Keirrison e Durval deram eta certeza aos santistas antes do intervalo. Porém, a equipe não voltou para o segundo tempo. 11 corpos estavam lá, mas bola e vontade ficaram no vestiário. O Prudente, já virtualmente rebaixado, não tinha nada a perder  e com quinze minutos virou a partida, deixando perplexo a todos os que viam a partida. Aí o Santos acordou, como era de se esperar. Pra ajudar a equipe do litoral, dois atletas do adversário foram expulsos e o Peixe tinha um penalti.

Com a camisa 70, a que homenageava Pelé, Neymar foi pra bola com aquele jeito bem peculiar do atacante. A categoria que sobrava no Rei do Futebol faltou à ele, bola no travessão e o empate não veio, como não viria até o fim do jogo. Resultado que renova um pouco a esperança do Prudente e tira a chance de ouro que o Santos tinha de entrar na luta pelo título. Pelé com certeza não ficou feliz, muito menos a torcida do Peixe.

Fechando a sessão "Espetáculos", deu empate no maior clássico do Brasil. Grêmio e Internacional mostraram equilíbrio e ninguém saiu feliz do Olimpico. Com duas equipes extremamente fortes, o primeiro tempo foi marcado por grandes chances, André Lima foi o mais competente e abriu a contagem.

E parecia que o Tricolor ampliaria logo, já que deu uma blitz no início da etapa inicial, o artilheiro Jonas estava doidinho pra guardar o dele. No entanto, o campeão da Libertadores acordou. Em cinco minutos foi uma sequencia. Gol anulado de Sóbis,  duas chances que obrigaram Victor a praticar duas defesaças e um penalti. Fábio Rochemback imitou o goleiro e fez uma grande defesa, mas ele não pode né. Expulsão e gol de Alecssandro.

Mesmo com um a menos, a equipe de Renato Gaúcho mostrou porque tem uma das reações mais brilhantes da competição, Fábio Santos fez mais um e incendiou a galera gremista. O resultado colocava a equipe de vez na briga pelas primeiras posições. Só que o Colorado não queria sair derrotado do último Grenal do ano. D'Alessandro chamou a responsabilidade e fez um belo gol. Empate que deixa ambos um pouco mais longe do título. Ao Grêmio resta manter a ótima sequência e buscar a Libertadores. O Colorado já começa a pensar em Abu Dhabi.

No Engenhão, Flamengo e Vasco fizeram um jogo menos emocionante e empataram em 1 x 1.

Saldo da rodada: Fluminense novo líder; o Corinthians, que parecia morto e entregue, renasceu e aparece mais forte do que nunca, a rodada foi quase perfeita para o Timão; o Botafogo sobe bem e sonha com melhores coisas e o Galo que ri a toa, saiu da zona de rebaixamento, venceu o clássico e atrapalhou o rival.

Os que saem tristes do fim de semana: Cruzeiro, que podia disparar e tropeçou. Atlético PR, que podia entrar de vez entre os classificados para a Libertadores, Santos, que com o vexame vê a tríplice coroa muito mais longe; São Paulo que perdeu chance de ouro de se aproximar do pelotão da frente e Guarani e Vitória, que perderam no sábado e receberam a visita do fantasma do rebaixamento.

Faltam sete rodadas. Se tivermos até o fim, rodadas memoráveis como essa, aguenta coração, é emoção demais pra um campeonato só.

O time ofensivo que não atacou

Dois dos piores em campo, Fernandão e Carlinhos Paraíba viram o Ceará vencer sem sustos


O que tanto temia o torcedor são paulino acabou acontecendo hoje no Castelão. Na teoria aquele time ofensivo como na partida contra o Santos, já na prática, foi um fiasco, nulo na criação, o Tricolor sucumbiu à uma grande partida do adversário e perdeu por 2 x 0, primeira derrota de Carpegiani no comando.

Em campo, os desfalques fizeram falta, muita falta. Principalmente Alex Silva e Dagoberto. A defesa exposta mais uma vez foi um buraco e o ataque tão competente na última rodada desapareceu hoje. Fernandão jogou? Lucas criou? Absolutamente não e não culpem o calor de Fortaleza, pois a fraca atuação nada tem a ver com a temperatura.

O começo foi bem equilibrado, as equipes se estudando, até o São Paulo marcar com Ricardo Oliveira, porém em posição de impedimento. Após o susto, o Ceará começou a matar o jogo, sempre pelas laterais. Na direita com Boiadeiro e na esquerda com Vicente. Os alas fizeram a festa na defesa são paulina. Na primeira chance clara, Geraldo recebeu sozinho, mas telegrafou o chute e facilitou a vida de Rogério. Na sequência não teve jeito. Vicente levou no fundo e mandou na cabeça de Magno Alves, indefensável para o capitão. A correria pelos lados era coisa de outro mundo, Renato Silva e Diogo sofreram e vão sonhar muito com o show que tomaram.

Vendo o baile que seus defensores levavam, Carpegiani resolveu mudar e colocou Ilsinho. Assim tinha mais presença ofensiva e segurava o lateral adversário. Até funcionou, mas o domínio cearense continuava e resultou no segundo gol. Carlinhos Paraíba, outro que esteve muito abaixo da crítica, afastou mal e o zagueiro Diego acertou um chute que provavelmente não acertará novamente na carreira, no ângulo, impossível de qualquer reação do arqueiro tricolor.

A enorme desvantagem desmontou a equipe. Afobada, errando demais e sem nenhum tipo de controle, parou na ineficiência de Fernandão e no dia nem um pouco iluminado de Lucas. Fernandinho até tentou algo pela esquerda, quase nenhuma com sucesso. Ricardo Oliveira foi o que mais buscou jogo, mas esteve bem abaixo do que pode apresentar.

O começa da etapa complementar parecia mais interessante para o São Paulo. Durante os primeiros dez minutos a equipe marcou pressão, buscou atrapalhar a saída de bola adversária. Só que faltava ser incisivo, concluir a gol. A perspectiva era de muitas dificuldades. Foi assim até o fim, pouca inspiração e pouca técnica, extremamente diferente do que se viu na semana passada.

O Ceará também não teve uma atuação espetacular na etapa final. Com o jogo na mão se segurou, controlou a bola e arriscou um ou outro contra-ataque que levou perigo. Mas o 2 x 0 já era excelente e foi assim que terminou.

Com a vitória, os nordestinos se afastam mais ainda da zona da degola e vislumbram uma vaga na Copa Sul-Americana. Elogiável a presença maciça do torcedor no Castelão, times com torcida assim não merecem cair. Já o Tricolor não consegue emplacar outra vitória e novamente vê as más atuações atrapalharem seu desempenho. A vaga na Libertadores é um negócio estranho nos lados do Morumbi. Uma hora parece impossível, depois o time ganha uns joguinhos e o sonho reaparece forte. Voltou a ficar difícil, mas do jeito que anda louco esse Brasileirão, só depois da última rodada pra saber.

domingo, 17 de outubro de 2010

Sensacional, sensacional


Muitos gols, expulsão, penalti, virada e o lance decisivo no último minuto premiando um atleta que poderia sair como um dos culpados pelo resultado. Retratos e acontecimentos de um clássico histórico, fenomenal, daqueles que devem ficar na memória e na lembrança dos que o presenciaram, seja no estádio, em casa ou qualquer outro lugar. Simplesmente um espetáculo.

Em campo o São Paulo entrou com a escalação que Carpegiani já ensaiava, ofensiva demais. O Peixe com seu time mais cauteloso, louco para contra-atacar. E foi assim, um jogo lá e cá, que reservaram talvez os melhores vinte minutos de futebol dos últimos anos. Primeiro com o Santos, Alan Patrick aproveitou um rebote ruim de Rogério e marcou. Eram três minutos de jogo e o Santos poderia se esbaldar no contra-ataque. Os torcedores tricolores podem ter ficado muito nervosos com seu treinador, que ousou e abriu o time contra um adversário leve e extremamente perigoso. Qualquer crítica cairia por terra logo.

Aos 6', Miranda fazia uma jogada linda e cruzou para Ricardo Oliveira, ele só ajeitou e Dagoberto empatou a partida, que já dava ares de emoção e dramaticidade. O Tricolor envolvia e chegava rápido com ucas, Fernandinho, Dagoberto e Ricardo Oliveira. O Santos não ficava atrás, Alan Patrick, Neymar e Zé Eduardo, que só não marcou em milagre de Ceni, respondiam do outro lado. O São Paulo foi mais competente.

Primeiro com Fernandinho, que tramou jogada com Ricardo Oliveira, outro monstro em campo, mais uma vez a bola foi para Dagoberto, que testou e virou o jogo. O terceiro veio na sequência. Dagoberto de novo infernizou a defesa santista, Pará tentou tirar a bola do camisa 25, mas mandou para seu próprio gol..

3 x 1 e placar tranquilo para o Tricolor certo? Totalmente errado. Na saída de bola, o Peixe diminuiu. Pará se redimiu, aproveitou cochilo são paulino e serviu Zé Eduardo, outro gol, o quinto em apenas vinte minutos no Morumbi. Digno de aplausos, tensão  e delírio dos torcedores.

No decorrer da primeira etapa os gols não saíram mais, mas a emoção permanecia. O Santos cresceu e exercia pressão. Por duas vezes, Rogério Ceni executou milagres e impediu o empate. O Tricolor buscava os contra-ataques, mas não tinha a mesma eficiência, errava alguns passes e tinha dificuldade de chegar ao gol. Os quarenta e cinco minutos de tirar o folêgo terminavam ali, porém prometiam muito mais para a segunda etapa.

Lucas, machucado, deu lugar a Renato Silva.  Carpegiani fechava o time com três zagueiros e tentava corrigir a marcação, que apresentou muitas falhas na etapa inicial. A equipe segurou no começo, mas outra vez Richarlysson atrapalhou com uma expulsão ridícula. Carrinho na lateral sem necessidade nenhuma. O Santos que já ia pra cima, foi com tudo. Era ataque versus defesa e o São Paulo tinha que se segurar e tentar encaixar um contra-ataque. A equipe suportou até quando pôde, foi então que um penalti bem discutível igualou a partida. Alex Silva e Neymar se enrolaram na área e o árbitro marcou. O garoto bom de bola do Peixe bateu bem e empatou. Se o penalti foi estranho, o resultado era justo pela bola que ambas as equipes demonstravam.

A partida se abriu de vez. O empate, resultado considerado ruim por ambos, não interessava. O Santos seguiu apostando nas investidas de Neymar, enquanto o Tricolor via a vitória se esvair pelos dedos em duas chances de ouro com Jean. Nas duas, a bola não entrou de maneira incrível, o camisa 2 estava na cara do gol.

O castigo quase veio quando Danilo também na cara do gol, parou no capitão são paulino, que, se falhou no gol inicial, se agigantou e impediu pelo menos outros três gols.

Mas no final Jean foi recompensado. Marlos cruzou, Ricardo Oliveira, de novo, cabeceou, Rafael deu rebote e dessa vez o lateral tricolor não perdoou, aos 48 minutos selou a vitória são paulina, mais uma sob o comando de Carpegiani.

Agora, o sonho do Tricolor segue firme, com ressalvas, mas firme. O time aberto expõe a defesa, que tem tomado muitos gols. O treinador tem a chance de encaixar essa equipe ainda mais, porque esse time demonstra ter futuro.

O Santos perdeu, mas foi muito bem, não merecia. Ainda luta pelo título e precisa também arrumar a defesa, que vinha bem nos últimos jogos, mas tomou gols bobos hoje, coisa pra se acertar, são seis pontos do líder, ainda dá.

Quanto à bola jogada pelas duas equipes no clássico, O FUTEBOL AGRADECE!!!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Mais do que nunca, os olhos alviverdes devem se virar para a Sul-Americana


O jogo de hoje era crucial. Altitude, time desconhecido e gramado em um estado dos mais precários. Claro que estes aspectos deixavam o Palmeiras em alerta, mas francamente, todo mundo sabia que bater o penúltimo colocado do Campeonato Boliviano não era das tarefas mais árduas, mesmo 2800 metros acima do nível do mar. Em campo, o Verdão sofreu, poderia ter matado hoje mesmo, mas na bola parada abriu vantagem e deixa a classificação bem encaminhada. A Libertadores é um sonho muito real e possível.

No início, o Palmeiras foi extremamente cauteloso. Não se expôs, procurando guardar o máximo de oxigênio que pudesse. Os acostumados jogadores do Universitário de Sucre começaram buscando jogo, mas a fragilidade técnica era imensa, dificilmente a bola chegava ao gol palmeirense.

Quando a equipe de Felipão se soltou mais e impôs seu jogo, logo a diferença entre as equipes apareceu. Sempre na bola parada, arma mortal da altitude e do próprio Palmeiras. Primeiro foi Kléber que perdeu um gol claro. Depois veio uma falta frontal, poucos passos da grande área. Os olhos voltaram-se para Marcos Assunção. Ciente da responsabilidade, ele não decepcionou e fez o que sabe, mandou a bola com extrema precisão na gaveta. Gol que daria tranquilidade e permitiria que o alviverde se poupasse mais, sem prejudicar o rendimento. Deu azar com Valdívia, que se machucou. Não se sabe a gravidade da lesão, mas pareceu coisa de jogo, que não deve afetar o meia.

Sem o camisa 10, o Palmeiras se fechou na segunda etapa e só apostou em contra-ataques. Aí o inevitável ocorreu, pressão total dos bolivianos. Na sua grande maioria em bolas aéreas, os donos da casa quase chegaram ao empate. Deola praticou grandes defesas e contou também com a sorte e boa presença de Márcio Araújo e Rivaldo, que salvaram gols certos do Universitário.

O Verdão segurou a pressão e se acalmou. Em uma das únicas chegadas ao campo adversário, marcou com Lincoln, porém o bandeira assinalou impedimento inexistente. Não deve fazer falta, mas 2 x 0 daria uma tranquilidade ainda maior e já liquidaria a fatura.

Mesmo assim, terminou mesmo com o placar mínimo. Agora, o Verdão se classifica com um empate na próxima semana em São Paulo. Deve vencer e bem aqui.

Depois é possível que encontre um rival caseiro, o Atlético MG. Analisando bem, essa Copa Sul-Americana tá pro Palmeiras, ainda mais com um Felipão na beira do gramado. Focando a competição continental e conquistando-a, a Libertadores vira realidade, e um ano que parecia perdido, se tornará recompensador.

O que aconteceu com o Corinthians?


Um time que liderava o Brasileirão e dividia com o Fluminense o amplo favoritismo ao título. Perdeu seu treinador Mano Menezes para a Seleção Brasileira. Seu substituto, Adilson Batista, até começou bem, com resultados muito otimistas e que davam vantagem à equipe de Parque São Jorge. Julio César, aposta no gol, fazia boas partidas, a defesa com Chicão e William era segura, Ralf dominava a cabeça da área, Roberto Carlos revivia seus bons tempos, Bruno César era maestro e artilheiro e nem Ronaldo fazia falta. Iarley, por mais estranho que seja, marcava seus golzinhos e ajudava a equipe. Do nada, tudo mudou, o time não jogou mais bola, atletas que eram destaques sumiram, a equipe literalmente parou. Tudo isso após a vitória sobre o Santos.

Aquele triunfo em plena Vila Belmiro, logo após uma outra espetacular vitória sobre o Fluminense também fora de casa, já dava indícios de que o campeão estava surgindo, mas algo aconteceu, de repente o futebol sumiu e o Corinthians não vence há seis rodadas.

Nesta quarta-feira contra o Vasco, a equipe foi o retrato de um time sem brio, sem luta e passivo, totalmente vulnerável ao adversário. Todos estes jogos sem vencer culminaram na queda de Adilson, mas nem isso resolveu, o time pareceu ainda pior em São Januário.

O primeiro tempo foi um passeio, um massacre do time carioca. Tomando um baile pelo lado direito da sua defesa, o Timão via o trio Felipe-Zé Roberto-Éder Luís fazer a festa nas costas de Alessandro. O primeiro gol não demorou a sair. O lateral corintiano deu espaço para Carlinhos carregar a bola e cruzar, Zé Roberto, impedido, marcou. Vale ressaltar que o camisa 10 ainda perdeu duas grandes chances na etapa inicial.

Na frente, com Souza no comando de ataque, o torcedor alvinegro paulista sofria calafrios, mas foi Iarley quem tratou de revoltar de vez a Fiel torcida. Após cruzamento de Danilo, ele fez o mais difícil, que era perder o gol. Sem goleiro, sem nada, bastava tocar de chapa que era gol, quis inventar e em uma fase dessas, não se pode pensar nestas coisas.

O Vasco não perdoou o erro grotesco. Bolão de Felipe para Éder Luís. Por onde? Costas de Alessandro, que foi superado de maneira extremamente fácil pelo camisa 7, que só deslocou o goleiro e deixava claro no placar a disparidade técnica das equipes no jogo.

O Corinthians seguia errando passes, tocando a bola pra trás e não chegando nenhuma vez ao gol. Para piorar, Alessandro pediu pra sair. Alegou lesão, mas ficou uma impressão de "migué", o camisa 2 parecia não aguentar mais ser humilhado pelos atacantes vascaínos e pediu arrego. O Vasco deu mole, segurou a onda e não forçou. Sem tomar sustos, o time de PC Gusmão controlou como quis a etapa inicial.

O segundo tempo foi extremamente maçante. Com o jogo na mão, o Vasco cadenciou, fez uma cera ou outra, tocou bola e esperou o final, nem se deu ao luxo de aproveitar os contra-ataques.

O Corinthians até teve a intenção de tentar, faltou qualidade. A única chance da equipe do interino Fábio Carille foi um chute de Jucilei, espalmado por Fernando Prass. O reflexo do time no jogo se deu em um lance com o atacante Souza. Após receber passe na área, fez o movimento de dominar, mas caiu de maneira bisonha no chão. Motivo de risos para muitos e de desespero para os corintianos. Aquela foi a gota d'água, o centro-avante saiu em seguida, fazendo gestos obscenos para a torcida adversária. Defederico entrou e nada fez.

Assim só restava terminar o jogo mesmo. O Vasco se aproveitou e precisou jogar bem apenas uma parte do primeiro tempo para sair vencedor, segue sonhando com Libertadores.

O Corinthians vive uma fase sombria. Sem técnico, com uma penca de jogadores no departamento médico e vendo uma vantagem que era favorável, se transformar em 5 pontos atrás do Cruzeiro, faltando nove rodadas. Ronaldo promete voltar no domingo contra o Guarani. Vai resolver? Não sei, ou melhor, ninguém sabe, até porque é um mistério o que aconteceu com o Corinthians.


sábado, 9 de outubro de 2010

Ele também faz gol fora do Morumbi



Em ambas as passagens pelo Tricolor, ele só havia marcado gols no Morumbi. Demorou, mas Ricardo Oliveira compensou em muito grande estilo essa falta de gols jogando fora da capital. Em Presidente Prudente, marcou os três da vitória são paulina, a segunda sob o comando de Carpegiani e m novo gás para estas rodadas finais.

O novo treinador escalou o time de maneira ofensiva, um clássico 4-4-2, com dois volantes e dois meias. Marlos caindo pelos lados e Lucas mais centralizado encostando em Fernandinho e Ricardo Oliveira. A proposta imposta era simples, marcação pressão e muito toque de bola entre os homens de frente. A velocidade teria de ser fator fundamental.

O desesperado Grêmio Prudente também queria jogo e partiu para cima promovendo uma partida agradável no início, logo a qualidade técnica da equipe da capital se evidenciou. Sete minutos de jogo e o primeiro veio, Marlos, recuado, marcando, brigou pela bola e começou a jogada que daria origem a uma falta. Bola parada dali é meio gol pro goleirão Rogério, mas foi outro R, o de Ricardo Oliveira que mandou no ângulo, um golaço, primeiro dele fora do Morumbi.

Mais uma vez um gol cedo que daria tranquilidade à equipe. Aí faltou ousadia e a vontade de matar o jogo logo. O time deu uma segurada no ritmo e chamou o adversário. Sem nada a perder, os mandantes chegaram ao empate com Wesley.

Se o gol podia dar algum susto no São Paulo, a turma lá da frente não deixou. Novamente uma roubada de bola, que sobrou para Lucas, o garoto bom de bola achou o matador, Ricardo Oliveira bateu de primeira e desempatou. Com participação muito efetiva dos homens da frente, o São Paulo terminava bem o primeiro tempo.

Para o segundo tempo, Carpegiani mexeu cedo. Carlinhos Paraíba entrou para dar mais cadência e marcação no meio. Fernandão foi marcar presença na frente, voltando para armar. O gol saiu e em grande estilo. Lucas fez uma jogadaça, linda mesmo, a bola acabou sobrando nos pés do iluminado do dia, Ricardo Oliveira mandou firme, no ângulo, outro golaço.

Com uma bela vantagem, o time se soltou e relaxou, assim como havia sido contra o Vitória. O Prudente poderia até ter tido melhor sorte, mas em um penalti bem estranho marcado pelo árbitro, Willian fez o favor de isolar a bola.

O São Paulo cozinhou o jogo, ainda criou alguma coisa, mas parou de marcar. Atrás sofreu alguns perigos e levou um gol, de Wesley. Já no fim, nada que atrapalhasse o triunfo tricolor.

Com 41 pontos, Carpegiani deu uma nova cara ofensiva ao Tricolor, que marca em cima e chega bem à frente. Isso contra times da parte de baixo da tabela. Destaque para o camisa 99, artilheiro da noite e para Lucas, como jogou bola hoje, dribles, passes e muita categoria. Domingo tem clássico contra o Santos, é o jogo perfeito para constatar essa tal evolução do time são paulino. Libertadores? Tá difícil, mas quem sabe a maré muda, a sorte vem e Conmebol abre uma nova vaga. Aí sim será bom os adversários se preocuparem.

sábado, 2 de outubro de 2010

Um cinquentão de imenso respeito


Há exatamente cinquenta anos era inaugurado o Estádio "Cícero Pompeu de Toledo", ou simplesmente Morumbi. Imponente, bonito e histórico. Por aqueles gramados já passaram craques, como Pelé, Maradona, Zico, Falcão, dentre outros. Porém não foram só gênios com a bola nos pés que desfilaram por ali. Michael Jackson, U2, Madonna, Queen, Kiss, Nirvana, Metalica e agora Bon Jovi também deram o ar da sua graça no templo que por algum tempo foi o maior estádio particular do mundo.

A lotação máxima em uma partida foi na final do Paulista de 1977. 146.082 torcedores presenciaram a vitória da Ponte Preta por 2 x 1. Dias depois o Corinthians venceria e quebraria um jejum de 23 anos.

A construção foi difícil, trabalhosa, mas os 18 anos de luta foram recompensados quando em 2 de outubro de 1960, Peixinho fez o gol bem ao estilo de seu apelido na vitória do Tricolor sobre o Sporting Lisboa por 1 x 0.

De lá pra cá o estádio virou referência e também virou palco de muitas vitórias e comemorações. Destaque claro para seu proprietário, o São Paulo Futebol Clube, que ganhou duas Libertadores ali, além de ter encaminhado bem a de 1993 quando na partida de ida ensacolou 5 x 1 no Universidad Católica. Mais dois brasileiros foram comemorados pelos tricolores ali, além de outros inúmeros títulos nacionais e continentais.

Os rivais também já fizeram festa por ali. Que palmeirense não se recorda da final do Paulista de 93 e do Brasileiro de 94, quando de maneira incontestável, derrubou o arquirrival Corinthians ou quando Marcos pegou o penalti de Marcelinho na Libertadores de 2000. O Timão também tem ótimas recordações do "Morumba". A quebra do tabu, como já disse, foi lá, além de outros estaduais e os três primeiros brasileiros da equipe do Parque São Jorge, em 90, 98 e 99. E tem o Santos, que venceu o Paulistão de 84 e o Brasileiro de 2002 no estádio, no jogo das inesquecíveis pedaladas de Robinho.

A seleção brasileira também já deu show no Morumbi. Suma maior goleada no estádio foi um 6 x 0 contra a Venezuela pelas Eliminatórias para a Copa de 90, quando Careca fez cinco gols. Esse era um cara que conhecia bem aquele gol, assim como Serginho Chulapa, Raí, Muller, Evair, Socrates, Luis Fabiano, dentre tantos artilheiros que já deixaram sua marca no estádio.

Depois de reformas, a capacidade caiu, hoje não ultrapassa os 70 mil pagantes. A ausência na Copa de 2014 é um absurdo, encontrar um palco á nível de Morumbi é tarefa árdua. Podem passar 50, 100, 200 anos, mas ele não perde seu charme. Só quem já esteve naquelas arquibancadas pode dizer qual é o sentimento, a emoção de estar naquele gigante.

Por isso, independente de qual time você torça, DEVE respeitar e admirar o Morumbi, pois ele encanta e como disse certa vez torcedores do River Plate após derrota na Libertadores em 2005 no estádio, "EL MORUMBI TE MATA".

Parabéns Morumba!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
 

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