Diz a cartilha do futebol que para um time ser bem sucedido ele precisa de equilíbrio entre os seus setores. E, se isso é mesmo a realidade, o torcedor da Ponte Preta começa a se preocupar cada vez mais com o futuro do clube. Isto porque a equipe alvinegra é extremamente desequilibrada entre defesa e ataque.
No quesito gols marcados, a torcida não tem o que se preocupar. São 17 no Paulistão, o melhor ataque ao lado do São Paulo. Ainda que por vezes falte criatividade como no jogo desta sexta contra o Oeste, o setor ofensivo tem sido bem eficiente e aproveitado as oportunidades. Há de se ressaltar, porém, que o time é carente demais das jogadas de Renato Cajá. O próprio meia reconheceu hoje, que bem marcado, faltam opções de organização para o time.
Mas o verdadeiro problema da equipe está lá atrás. São inaceitáveis 13 gols sofridos em apenas oito rodadas, número semelhante aos times que frequentam a zona de rebaixamento do Estadual. Claro que tudo começa lá na frente, com os atacantes que de jeito nenhum marcam pressão na saída de bola, passa pelo meio-campo que poderia ser mais combativo e termina lá atrás, na dupla de zagueiros que ainda não se encontrou.
A torcida reclama, com um pouco de razão, das falhas do goleiro Lauro. Totalmente inseguro nas saídas de bola, ele parece sentir um pouco o mau momento e cada bola na área da Ponte se torna um verdadeiro Deus nos acuda. Mas o camisa 1 da Ponte está bem longe de ser o grande vilão. E o jogo de hoje prova isso. No primeiro gol, os volantes foram deixando o adversário chegar, o lateral-esquerdo Renan abriu espaços às suas costas e a bola foi cruzada na área, nem Ferrón nem Gian tiraram, aí Lauro não teve o que fazer na cabeçada de Tadeu.
Veio o segundo tempo e outra falha. O Oeste fez uma verdadeira linha de passes perto da área e a bola foi nas costas de Guilherme. Ferrón chegou tarde para a cobertura e Mazinho bateu sem chances para Lauro. Tomar gols no futebol obviamente é normal, mas alguns erros são intoleráveis.
Quando o jogo terminou e a torcida saiu visivelmente decepcionada, percebia-se quem eram os considerados culpados. Estive no Majestoso e ouvi nítidos gritos contra Guilherme, Ferrón e Gian. Os repórteres cobraram o treinador do mau rendimento da dupla de beques. E Gilson Kleina fez a triste análise: ainda não conseguiu encaixar o time. Tem tempo, mas precisa ser rápido.
Para o Paulistão, a situação ainda é de certo modo cômoda. O time tem total capacidade de chegar entre os oito. O problema é lá na frente, no Brasileirão. Devem chegar reforços, mas desde já é bom se preocupar. Se o enorme desequilíbrio persistir, a torcida da Macaca certamente sofrerá muito no decorrer do ano.
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Um líder incontestável
Até a noite de hoje, quando Guaratinguetá e Palmeiras se enfrentam no Vale do Paraíba, o Guarani e seu torcedor podemgritar para o mundo todo ouvir: "SOU LÍDER". Falar isso em uma mera oitava rodada do Estadual pode parecer tolo e pequeno, mas para uma torcida que praticamente apenas sofreu nos últimos 10, 12 anos, a ponta da tabela é sinal de glória e da sensação de que o futuro poderá ser diferente.
Sem querer secar, mas já secando, espero que Palmeiras e Corinthians ao menos empatem na rodada e mantenham o Guarani na liderança. Que seja por uma, duas, três ou até o fim, é muito bom ver o único campeão brasileiro do interior ostentar tal status. Por que? Porque de longe, o Guarani joga o melhor futebol e tem sido o mais competitivo. É líder incontestável.
E o grande mérito dessa campanha, parafraseando meu ilustre colega Carlo Carcani, coordenador de esportes da Rede Anhanguera de Comunicação, se deve a "uma diretoria a fim de trabalhar pelo bem do clube e não pelo bem do próprio bolso".
Quando Leonel Martins de Oliveira saiu do cargo de presidente e Marcelo Mingone assumiu, tive minhas dúvidas, até porque ambos eram do mesmo grupo político. Mas a partir da primeira medida do novo mandatário, que foi trazer o competente Cláudio Corrente ao Brinco, as coisas começaram a ganhar corpo. Veio om excelente Vadão e jogadores que deram a sustentação necessária para a equipe.
As permanências de Emerson e Fabinho foram fundamentais. Dois jogadores com a cara do time e identificação com a torcida. O zagueiro Neto tem feito partidas brilhantes, como nunca visto. O motorzinho Fábio Bahia, na minha visão, foi a melhor contratação. Deu o equilíbrio fundamental ao time. Depois que ele estreou, o time não sabe o que é perder. Os desacreditados Domingos e Danilo Sacramento tem rendido bem demais. O zagueiro, famoso pelas expulsões, só levou amarelos até agora. E o meia, com passagens apagadas por Ponte Preta e Red Bull, tem dado um show na armação do time. Some-se a isso a experiência de um Wellington Monteiro na proteção do meio-campo e e Fumagalli na criação. Na frente, o garoto Ronaldo tem guardado seus golzinhos.
Daqui dois, três meses, o Guarani pode somar 15 derrotas consecutivas, o time entrar em crise, declínio e não jogar mais nada. O futebol é volúvel e toda essa qualidade dos jogadores acima pode não 'existir' mais. Mas hoje tem sido fácil cravar que o Bugre joga o melhor futebol do Estadual, mais do que o Palmeiras dependente de Marcos Assunção, ou o Santos que anda longe de ser Santos, o Corinthians do pragmático 1 a 0, o São Paulo de oscilações constantes ou a Portuguesa que de Barcelusa não tem nada.
Líder até hoje, amanhã ou até a próxima rodada. Mas tudo isto é bom para o futebol do Interior, para o futebol de Campinas e para quem admira times de tradição.
Sem querer secar, mas já secando, espero que Palmeiras e Corinthians ao menos empatem na rodada e mantenham o Guarani na liderança. Que seja por uma, duas, três ou até o fim, é muito bom ver o único campeão brasileiro do interior ostentar tal status. Por que? Porque de longe, o Guarani joga o melhor futebol e tem sido o mais competitivo. É líder incontestável.
E o grande mérito dessa campanha, parafraseando meu ilustre colega Carlo Carcani, coordenador de esportes da Rede Anhanguera de Comunicação, se deve a "uma diretoria a fim de trabalhar pelo bem do clube e não pelo bem do próprio bolso".
Quando Leonel Martins de Oliveira saiu do cargo de presidente e Marcelo Mingone assumiu, tive minhas dúvidas, até porque ambos eram do mesmo grupo político. Mas a partir da primeira medida do novo mandatário, que foi trazer o competente Cláudio Corrente ao Brinco, as coisas começaram a ganhar corpo. Veio om excelente Vadão e jogadores que deram a sustentação necessária para a equipe.
As permanências de Emerson e Fabinho foram fundamentais. Dois jogadores com a cara do time e identificação com a torcida. O zagueiro Neto tem feito partidas brilhantes, como nunca visto. O motorzinho Fábio Bahia, na minha visão, foi a melhor contratação. Deu o equilíbrio fundamental ao time. Depois que ele estreou, o time não sabe o que é perder. Os desacreditados Domingos e Danilo Sacramento tem rendido bem demais. O zagueiro, famoso pelas expulsões, só levou amarelos até agora. E o meia, com passagens apagadas por Ponte Preta e Red Bull, tem dado um show na armação do time. Some-se a isso a experiência de um Wellington Monteiro na proteção do meio-campo e e Fumagalli na criação. Na frente, o garoto Ronaldo tem guardado seus golzinhos.
Daqui dois, três meses, o Guarani pode somar 15 derrotas consecutivas, o time entrar em crise, declínio e não jogar mais nada. O futebol é volúvel e toda essa qualidade dos jogadores acima pode não 'existir' mais. Mas hoje tem sido fácil cravar que o Bugre joga o melhor futebol do Estadual, mais do que o Palmeiras dependente de Marcos Assunção, ou o Santos que anda longe de ser Santos, o Corinthians do pragmático 1 a 0, o São Paulo de oscilações constantes ou a Portuguesa que de Barcelusa não tem nada.
Líder até hoje, amanhã ou até a próxima rodada. Mas tudo isto é bom para o futebol do Interior, para o futebol de Campinas e para quem admira times de tradição.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Não precisava disso, né Suárez
Mais do que falar do sempre emocionante e intenso campeonato, o papo da vez na Premier League é o racismo. Primeiro foi o caso entre Luis Suárez e Evra. Depois Ferdinand, do QPR e John Terry, do Chelsea. No segundo caso, a repercussão foi tanta que até mesmo custou o emprego do técnico da Seleção Inglesa. Fabio Capello deixou o comando por não concordar com a Federação, que não queria mais Terry como capitão da equipe.
Hoje, Manchester United e Liverpool entraram em campo no Old Trafford para um jogo recheado de polêmica. Após o suposto ato racista de Suárez no jogo do turno, o uruguaio levou uma punição de oito jogos e seu retorno ao time titular foi, justamente contra o United.
Que ele seria vaiado a cada toque na bola, isso era claro. A torcida não perdoaria. Independente do que viesse das arquibancadas, o caso poderia começar a morrer ali no encontro entre Suárez e Evra no momento do cumprimento das equipes.
Ele pode ter se sentido injustiçado, irado ou simplesmente teve uma atitude de extremo idiota, mas a recusa do uruguaio em cumprimentar o francês não jogo a última pá de cal no caso, mas apenas fomenta mais polêmica.
Evra não é santo, longe disso. Claro que houve provocação de ambos os lados. Mas o francês até estendeu a mão para o cumprimento, sendo sumariamente ignorado. Escrevo esse post antes do jogo terminar, ambos podem brigar, serem expulsos ou até protagonizarem novamente uma polêmica.
Mas, a conclusão que se chega é única: a atitude de Suárez foi totalmente desnecessária.
A 'deixada no vácuo', você confere no vídeo abaixo.
Hoje, Manchester United e Liverpool entraram em campo no Old Trafford para um jogo recheado de polêmica. Após o suposto ato racista de Suárez no jogo do turno, o uruguaio levou uma punição de oito jogos e seu retorno ao time titular foi, justamente contra o United.
Que ele seria vaiado a cada toque na bola, isso era claro. A torcida não perdoaria. Independente do que viesse das arquibancadas, o caso poderia começar a morrer ali no encontro entre Suárez e Evra no momento do cumprimento das equipes.
Ele pode ter se sentido injustiçado, irado ou simplesmente teve uma atitude de extremo idiota, mas a recusa do uruguaio em cumprimentar o francês não jogo a última pá de cal no caso, mas apenas fomenta mais polêmica.
Evra não é santo, longe disso. Claro que houve provocação de ambos os lados. Mas o francês até estendeu a mão para o cumprimento, sendo sumariamente ignorado. Escrevo esse post antes do jogo terminar, ambos podem brigar, serem expulsos ou até protagonizarem novamente uma polêmica.
Mas, a conclusão que se chega é única: a atitude de Suárez foi totalmente desnecessária.
A 'deixada no vácuo', você confere no vídeo abaixo.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Como jogar fora um jogo na mão
Por mais respeito que mereça o Comercial, era um jogo para três pontos tranquilos do São Paulo. Com quatro minutos, Willian José repetiu o faro de gol dos últimos jogos e abriu o placar. Parecia um roteiro sem sustos, mais um, dois gols e a vitória incontestável do São Paulo. Passou-se o primeiro tempo inteiro e, embora sem brilhar, o Tricolor teve todo o jogo na mão. O meio formado por Jadson, Cícero e Maicon mostrou mobilidade e qualidade, Cortez foi bem pelo lado esquerdo e o jogo fluía. No último lance da etapa inicial, o Comercial chegou pela primeira vez e quase empatou. Seria um sinal? Seria.
No intervalo, Leão, provavelmente satisfeito com o rendimento do time e querendo poupar para o clássico contra o Corinthians, sacou Jadson e Maicon. O time perdia ali toda sua organização e criatividade para ser refém da velocidade de Lucas e Osvaldo, que fez sua estreia. Só que o que nem treinador e nenhum torcedor do Morumbi esperavam era o gol do Comercial com um minuto, em falha de Paulo Miranda. (Edson Silva foi tão bem quando atuou, não entendo até hoje porque saiu).
A vantagem já não existia e o time não tinha mais dois jogadores que poderiam ditar o ritmo do jogo. E virou aquele famoso joguinho do São Paulo de 2009, 2010 e 2011. Tentar marcar de qualquer jeito e achar o gol na marra. Oportunidades até existiram, mas sempre em chutes de longe ou lances isolados.
Sem muitas opções, o professor Leão colocou Fernandinho em campo. O time virou um verdadeiro carro de corrida. Sobraram pernas, faltou cérebro. O time tentou desordenadamente, mas nada. E terminou assim. O jogo, que parecia tão tranquilo e típico de goleada, virou outro tropeço em casa. O time é líder, só disso valeu o jogo desta quinta-feira.
No intervalo, Leão, provavelmente satisfeito com o rendimento do time e querendo poupar para o clássico contra o Corinthians, sacou Jadson e Maicon. O time perdia ali toda sua organização e criatividade para ser refém da velocidade de Lucas e Osvaldo, que fez sua estreia. Só que o que nem treinador e nenhum torcedor do Morumbi esperavam era o gol do Comercial com um minuto, em falha de Paulo Miranda. (Edson Silva foi tão bem quando atuou, não entendo até hoje porque saiu).
A vantagem já não existia e o time não tinha mais dois jogadores que poderiam ditar o ritmo do jogo. E virou aquele famoso joguinho do São Paulo de 2009, 2010 e 2011. Tentar marcar de qualquer jeito e achar o gol na marra. Oportunidades até existiram, mas sempre em chutes de longe ou lances isolados.
Sem muitas opções, o professor Leão colocou Fernandinho em campo. O time virou um verdadeiro carro de corrida. Sobraram pernas, faltou cérebro. O time tentou desordenadamente, mas nada. E terminou assim. O jogo, que parecia tão tranquilo e típico de goleada, virou outro tropeço em casa. O time é líder, só disso valeu o jogo desta quinta-feira.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Mini-metas no Guarani. Saindo bem melhor do que a encomenda
Era 2009. Após cair para a Série A-2 do Paulista, o Guarani tinha um novo comando: Oswaldo Alvarez, o Vadão. O técnico, que teve como grande trunfo na carreira a montagem do famoso Carrossel Caipira do Mogi Mirim no começo dos anos 90, chegava para treinar o time na Série-B do Brasileirão com uma nova proposta: as mini-metas, um número x de pontos em determinadas rodadas que serviriam como base para o que o time precisaria fazer a cada período.
As mini-metas impostas por Vadão acabaram não saindo exatamente como o planejado. Não pelo lado ruim, mas sim pelo começo espetacular de campanha do Bugre naquele campeonato. Foram 27 pontos em 11 rodadas. Gordura suficiente e que permitiu que o time tivesse seus altos e baixos no campeonato, mas conseguisse o acesso sem sustos.
Vadão ainda disputou, desta vez sem sucesso, o Paulista de 2010. O time foi mal e quase caiu pra Terceirona. O treinador saiu, muita gente passou pelo comando técnico do clube, mas ele voltou dois anos depois. Mais uma vez o momento não era bom. O Guarani em crise, devendo salários e entrando no Estadual com status de time que lutaria para não cair.
Logo em suas primeiras entrevistas, Vadão reviveu as mini-metas. No Paulistão, na visão do técnico, são necessários cinco pontos a cada nove jogados. O que daria no fim da primeira fase 30 pontos ganhos e a classificação para a próxima fase. Isso se recorrermos ao retrospecto. Desde que o Paulista começou a ser disputado em pontos corridos, nenhum time foi pelo menos oitavo colocado com mais de 30 pontos.
Na primeira mini-meta, foram seis pontos. Vitórias sobre Oeste e Ituano e uma derrota fora pro Mogi. A segunda mini-meta era uma prova de fogo, e o time conseguiu ser ainda mais competente. Foram sete pontos, quatro fora de casa contra o poderoso São Paulo e o sempre incômodo São Caetano e a vitória sobre um concorrente direto, a Portuguesa, em casa.
Dos 10 pontos que Vadão planejava, o time levou 13, uma importante gordura de três pontos. O próximo compromisso é novamente em Campinas, contra o Paulista. Outro rival direto e que dará trabalho. Mas basta uma vitória para que a terceira mini-meta se cumpra com dois jogos de antecedência.
O artifício de Vadão vem funcionando. Mais do que isso, vem saindo muito melhor do que a encomenda.
As mini-metas impostas por Vadão acabaram não saindo exatamente como o planejado. Não pelo lado ruim, mas sim pelo começo espetacular de campanha do Bugre naquele campeonato. Foram 27 pontos em 11 rodadas. Gordura suficiente e que permitiu que o time tivesse seus altos e baixos no campeonato, mas conseguisse o acesso sem sustos.
Vadão ainda disputou, desta vez sem sucesso, o Paulista de 2010. O time foi mal e quase caiu pra Terceirona. O treinador saiu, muita gente passou pelo comando técnico do clube, mas ele voltou dois anos depois. Mais uma vez o momento não era bom. O Guarani em crise, devendo salários e entrando no Estadual com status de time que lutaria para não cair.
Logo em suas primeiras entrevistas, Vadão reviveu as mini-metas. No Paulistão, na visão do técnico, são necessários cinco pontos a cada nove jogados. O que daria no fim da primeira fase 30 pontos ganhos e a classificação para a próxima fase. Isso se recorrermos ao retrospecto. Desde que o Paulista começou a ser disputado em pontos corridos, nenhum time foi pelo menos oitavo colocado com mais de 30 pontos.
Na primeira mini-meta, foram seis pontos. Vitórias sobre Oeste e Ituano e uma derrota fora pro Mogi. A segunda mini-meta era uma prova de fogo, e o time conseguiu ser ainda mais competente. Foram sete pontos, quatro fora de casa contra o poderoso São Paulo e o sempre incômodo São Caetano e a vitória sobre um concorrente direto, a Portuguesa, em casa.
Dos 10 pontos que Vadão planejava, o time levou 13, uma importante gordura de três pontos. O próximo compromisso é novamente em Campinas, contra o Paulista. Outro rival direto e que dará trabalho. Mas basta uma vitória para que a terceira mini-meta se cumpra com dois jogos de antecedência.
O artifício de Vadão vem funcionando. Mais do que isso, vem saindo muito melhor do que a encomenda.
Rodada de confirmação para Ponte e Guarani
O futebol campineiro, que de tão poucas boas coisas tem vivido nos últimos anos, não pode reclamar da atual situação de seus dois principais representantes, Guarani e Ponte Preta. Bem no Campeonato Paulista, ambos os times tem uma importante tarefa hoje: confirmar que não serão apenas 'mais um' no Estadual.
O Guarani entrou em 2012 afundado em dívidas, sem um time e com a perspectiva de apenas fugir do rebaixamento. Foi aí que a nova diretoria fez seu primeiro grande acerto, trazer Vadão para o comando. O competente treinador montou um time sem nenhuma peça de grande impacto, mas com jogadores experientes que não sentiriam tanto a pressão que ronda o Brinco de Ouro. André Leone, Domingos, Wellington Monteiro e Fumagalli, nomes que caíram como uma luva no time. E nos últimos dois jogos o time mostrou que pode sonhar com algo muito melhor do que apenas escapar da queda. O improvável empate com o São Paulo no Morumbi e a grande vitória sobre o São Caetano no ABC revelaram um time que não dá show, mas sabe bem o quer nem campo. Uma defesa segura, um meio equilibrado e um ataque que aproveita suas chances. Mas hoje, no Brinco de Ouro, esse grupo tem a chance de confirmar que é forte candidato à uma das oito vagas. O jogo é contra a Portuguesa. Bem longe da Barcelusa de 2011, o time do Canindé perdeu peças importantes e precisa se reabilitar.
Eis o jogo-chave para o Bugre. Uma vitória incontestável em casa, além de encher de moral o time, faz com que o alviverde abra 7 pontos de vantagem para um adversário direto. Aí sim o sonho de estar entre os melhores do Paulistão poderá começar a se tornar uma realidade mais concreta.
PONTE PRETA
A situação da Ponte é um pouco diferente. A Macaca entrou no Paulistão como uma das fortes candidatas a se classificar após o acesso no Brasileiro. Em sexto lugar, o time faz uma campanha boa e hoje estaria cumprindo seu objetivo. O que a equipe tem a confirmar nos próximos dois jogos é sua força perante os outros adversários do Interior.
A tal força ficou provada no último jogo contra o São Paulo, de modo contrário. O Tricolor foi para o jogo com o favoritismo e com a incumbência de vencer por ter mais time, mais tradição, etc. Foi 3 a 1 para o São Paulo, mas diante do que aconteceu no Majestoso, o 3 a 1 para a Ponte Preta não seria nenhum absurdo. Ambos tiveram muitas chances, aí pesou a maior eficiência do time mais forte, que matou o jogo quando teve chance.
A Ponte agora tem Catanduvense e Mirassol, pela frente. Mesmo fora de casa, a Macaca entra em campo como favorita e, na comparação de elencos, não pode desperdiçar pontos. É a oportunidade de mostrar sua superioridade sobre os adversários. Se o jogo porventura estiver empatado, será que a Macaca vai impor sua qualidade e vencer, ou vai fraquejar. É essa a missão do time.
O Guarani entrou em 2012 afundado em dívidas, sem um time e com a perspectiva de apenas fugir do rebaixamento. Foi aí que a nova diretoria fez seu primeiro grande acerto, trazer Vadão para o comando. O competente treinador montou um time sem nenhuma peça de grande impacto, mas com jogadores experientes que não sentiriam tanto a pressão que ronda o Brinco de Ouro. André Leone, Domingos, Wellington Monteiro e Fumagalli, nomes que caíram como uma luva no time. E nos últimos dois jogos o time mostrou que pode sonhar com algo muito melhor do que apenas escapar da queda. O improvável empate com o São Paulo no Morumbi e a grande vitória sobre o São Caetano no ABC revelaram um time que não dá show, mas sabe bem o quer nem campo. Uma defesa segura, um meio equilibrado e um ataque que aproveita suas chances. Mas hoje, no Brinco de Ouro, esse grupo tem a chance de confirmar que é forte candidato à uma das oito vagas. O jogo é contra a Portuguesa. Bem longe da Barcelusa de 2011, o time do Canindé perdeu peças importantes e precisa se reabilitar.
Eis o jogo-chave para o Bugre. Uma vitória incontestável em casa, além de encher de moral o time, faz com que o alviverde abra 7 pontos de vantagem para um adversário direto. Aí sim o sonho de estar entre os melhores do Paulistão poderá começar a se tornar uma realidade mais concreta.
PONTE PRETA
A situação da Ponte é um pouco diferente. A Macaca entrou no Paulistão como uma das fortes candidatas a se classificar após o acesso no Brasileiro. Em sexto lugar, o time faz uma campanha boa e hoje estaria cumprindo seu objetivo. O que a equipe tem a confirmar nos próximos dois jogos é sua força perante os outros adversários do Interior.
A tal força ficou provada no último jogo contra o São Paulo, de modo contrário. O Tricolor foi para o jogo com o favoritismo e com a incumbência de vencer por ter mais time, mais tradição, etc. Foi 3 a 1 para o São Paulo, mas diante do que aconteceu no Majestoso, o 3 a 1 para a Ponte Preta não seria nenhum absurdo. Ambos tiveram muitas chances, aí pesou a maior eficiência do time mais forte, que matou o jogo quando teve chance.
A Ponte agora tem Catanduvense e Mirassol, pela frente. Mesmo fora de casa, a Macaca entra em campo como favorita e, na comparação de elencos, não pode desperdiçar pontos. É a oportunidade de mostrar sua superioridade sobre os adversários. Se o jogo porventura estiver empatado, será que a Macaca vai impor sua qualidade e vencer, ou vai fraquejar. É essa a missão do time.
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Pra ser muito competente, não precisa de espetáculo
Enquanto assistia Botafogo x Corinthians, eu pensava em como introduzir este artigo. Iria falar que dos últimos cinco jogos, o Timão havia vencido quatro por 1 a 0, mas o gol de Paulinho no finalzinho derrubou esta tese. A teoria caiu, mas o objetivo deste post não, que é falar de como a competência do Corinthians não precisa ser obtida dando espetáculo.
Vi quase todos os jogos do Corinthians no campeonato. Alguns atentamente, outros dividindo atenção ou acompanhando com menos afinco. Mesmo assim, pude perceber que o Corinthians deu apenas um espetáculo, que foi aquele 5 a 0 sobre o São Paulo. Houveram também aqueles jogos em que o time foi muito bem, como contra o Fluminense, o Vasco e o Internacional, apesar de vitórias apertadas nestes dois últimos.
O que espanta nesse Corinthians, além da regularidade, da invencibilidade e da defesa quase instransponível, é a calma que o time tem independente da situação do jogo. Quer esteja bem ou mal, o time não se apavora, não perde esse padrão. Chegou a um encaixe em um nível tão elevado, que ao assistir o jogo, você percebe que o Corinthians vai se dar bem, mesmo com todas as imprevisibilidades do futebol, né Tite?
A partida de hoje contra o Botafogo foi o fiel retrato disso. A começar pelo time que entrou em campo, que é a base do que vem dando certo. Encarar o time carioca fora de casa é tarefa complicada. O Botafogo, assim como o Inter que o Timão derrotou na quinta-feira, tem um sistema ofensivo rápido e de qualidade. Sem centroavante, o time do Rio aposta na velocidade para abrir a defesa. Mas é incrível como a marcação corintiana funciona. Começa lá da frente, com a participação importante e exuberante de Willian e Jorge Henrique na recomposição. Passa pela segurança dos volantes Ralf e Paulinho, até terminar lá atrás com Chicão e Castán, que tem executado papel brilhante.
O Botafogo pressionou, teve posse de bola, chutou a gol, chegou a assustar acertando a trave, mas não dava pinta de que iria marcar, porque a fase do Corinthians não permite isso. A fase lá atrás é fantástica, com apenas quatro gols sofridos, sendo somente um, UM nos últimos sete jogos.
E quando tudo resolve dar certo, tudo resolve dar certo. Na frente, as coisas também fluem. O Corinthians não é uma máquina que esmaga os rivais, mas faz o que tem que fazer, muito bem feito. Certas vezes cria muito, mas só marca um. Em outras cria bem pouco, mas também marca, como foi o caso de hoje.
Pressionado pelo Botafogo, o Timão chegava pouco no primeiro tempo. Se os cariocas tentavam de todo o jeito, os paulistas precisaram de um jeito só, com técnica e aplicação. Jorge Henrique veio fazer papel de meia e lançou Fábio Santos, que fez o que um lateral deve fazer, ir a linha de fundo e centrar. Quem chega? O atacante, ou melhor, o matador, Liedson estava lá no lugar certo pra só empurrar. Nada disso é incansavelmente treinado, mas as coisas parecem estar tão em sintonia, que de um toque em outro a bola cai no fundo do gol.
O gol que selou de vez mais três pontos veio depois de muito drama. Mais pressão adversária, lesão séria do Júlio César, time todo recuado. É claro que o risco de levar o empate ali era imenso, mas o risco de aplicar um contra-golpe mortal também era. Demorou, mas ele saiu e Paulinho jogou a pá de terra no Botafogo.
O Corinthians faz a campanha mais impressionante de todos os campeonatos por pontos corridos. Impressionante os 28 pontos em 30 disputados, mais ainda essa vantagem de sete pontos para o segundo colocado. Se o Corinthians tem cara de campeão e já possui essa gordura, os adversários tem muito com o que se preocupar. O campeonato é longo e todos tem altos e baixos. Uma hora o Corinthians vai tropeçar, mas quando? Pode ser tarde demais para os outros reagirem.
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