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sexta-feira, 11 de março de 2011

Twitter: Ferramenta para interação ou polêmica?

Twitter: Diversão que tem trazido desavenças no mundo do futebol
(Reprodução)
Se você é um assíduo usuário da rede mundial de computadores, certamente possui pelo menos duas destas quatro grandes redes sociais: MSN, Orkut, Facebook e Twitter. Tem aqueles que utilizam todas elas, como este que vos tecla, seja pra assuntos pessoais, profissionais, troca de informações, etc.

Como não podia deixar de ser, o mundo se inseriu nesta rede e cresce a cada vez mais. No esporte, estas mídias sociais são além de diversão, também de fundamental importância para a informação. O que sai no twitter, está em um portal de notícias 10 minutos depois e aparece como manchete de jornal no dia seguinte. Há os que utilizam para fins de diversão, conversa com amigos, familiares que estão longe, ou até mesmo uma aproximação com o fã. Outros, como o presidente do Atlético MG, Alexandre Kalil, preferiam revelar as contratações do Galo primeiramente no twitter. O órgão de imprensa que fosse mais rápido publicava primeiro.

 Atletas, dirigentes, jornalistas, redes de notícias, todos possuem sua página. Porém, uma coisa que deveria servir apenas como hobby, tem se transformado em fonte de polêmica no mundo do futebol nas últimas semanas. Usando só o Brasil de base, vemos alguns entreveros acontecendo.

Após a eliminação para o Tolima na Libertadores, o hoje aposentado Ronaldo reclamou do comportamento dos torcedores do Corinthians, que exageraram nas cobranças. Neto, um dos ídolos alvinegros, retrucou dizendo que o Fenômeno ganhava demais e fazia pouco. Após uma troca de 'elogios', ambos resolveram apelar. Ronaldo lembrou do caso de Neto e a cusparada que deu no árbitro José de Assis Aragão, dizendo que o ex-meia não tinha caráter. O comentarista da Bandeirantes não deixou por menos e 'twittou' para todo mundo ver, a 'aventura' de Ronaldo com três travestis, sendo que um deles morreu de AIDS. Ambas as partes pararam ali as acusações. Depois, Neto veio á imprensa afirmar que conversou com o Fenômeno e a situação estava resolvida.

Outro corintiano que se complicou foi Jucilei. Alvo de cobranças excessivas. assim como todo o time após o fiasco na Libertadores, ele resolveu ironizar a Gaviões da Fiel, torcida organizada do time, que foi uma das que mais 'pegaram no pé'. Após a derrota da escola de samba no Carnaval, o volante questionou o por quê da não vitória, já que fizeram pressão para o time ganhar, mas eles também não conseguiram sucesso. Choveram xingamentos e questionamentos ao jogador, muitos deles exaltados da torcida. Ciente da besteira que cometeu, inventou uma desculpinha de que haviam invadido sua conta. Menos né Jucilei, depois que fez, não adianta se lamentar, nem procurar explicações. Não creio que a Gaviões vá tomar alguma atitude drástica, mas que isso ficará marcado em uma possível volta dele, não há dúvida.

Outro que usou o twitter pra desabafar e 'falar demais' foi Alex Silva. Quando usava a ferramenta apenas para agradecer a torcida e fazer juras de amor ao time ótimo. Mas a partir do clássico contra o Palmeiras, o zagueiro perdeu a noção. Primeiro chamou Valdívia para a briga. Depois reclamou de não ter sido escalado para o jogo contra o Ituano. Sempre com palavras que deixavam claro seu enorme descontentamento. Carpegiani não gostou nem um pouco e costuma não tolerar mais de uma indisciplina. É bom Alex se conter, pois por mais bom que seja, paciência tem limite.

A última aprontada por jogadores foi nesta quinta-feira. Machucado e ausente das duas últimas partidas do Palmeiras, Kléber foi visto nos camarotes do Carnaval em São Paulo. Felipão desaprovou a atitude, pediu profissionalismo e disse que jogador lesionado devia se tratar e não ir para a festa. Todos sabem como o 'Gladiador' é esquentadinho em campo. No twitter não foi diferente. Resolveu abrir a boca e falou tudo. Disse que segurou a onda sozinho por dois meses e Felipão nem elogiava. Disse que o treinador jogava tudo para a imprensa e que brigava com os atletas, mas protegia treinador rival. (Ele falava de Tite, já que Luís Felipe disse que se pudesse perderia o clássico para ajudar o amigo. E o Palmeiras foi derrotado.). O comandante palmeirense fez que 'passou por um ouvido e saiu pelo outro'. Hoje Kléber pediu desculpas, quis se retratar. Mas a relação dele com Felipão não será a mesma, se desculpando ou não.

Depois de tudo isso fica a dúvida: Será que os times devem coibir ou orientar seus atletas quanto ao uso destas ferramentas? Que o twitter é importante e útil, não há dúvidas, desde que usado de maneira correta. Mas se jogadores não usarem a cabeça para interagir nestas redes, muito mais polêmicas aparecerão. E nisso, o futebol dentro de campo fica em segundo plano.

quarta-feira, 9 de março de 2011

Quem quer Adriano? O Imperador da bola e dos problemas

Ele está de volta, alguém quer?
Foto: Globo Esporte
Ótimo cabeceador, chute potente de fora da área, forte fisicamente, capaz de trombar e ganhar na disputa dos zagueiros, exímio artilheiro e com talento reconhecido no Brasil e na Europa. Que time do Mundo não gostaria de um jogador com tais virtudes?

Descomprometido, faltoso à treinos por causa de festas e bebedeiras. Envolvimento com traficantes, maus cuidados com o peso e o físico. Gostaria de ter um atleta assim no seu time? Creio que não.

Por mais estranho que possa parecer, um mesmo jogador engloba todas estas características citadas, Adriano, o Imperador. De nome de destaque no futebol para uma rescisão de contrato na Roma por péssimo rendimento e nenhum compromisso com o time. É esta a situação dele hoje. E fica a dúvida. Qual será o novo caminho de Adriano?

Ele tinha tudo, mas tudo mesmo para ser um dos grandes nomes do futebol nos últimos anos. Começou no Flamengo, já ostentava um porte físico avantajado, que impunha respeito. Sua primeira passagem no Rubro Negro foi rápida, porém suficiente para logo despertar a cobiça de times europeus. Logo a Internazionale o comprou. Não estreou logo de cara na equipe de Milão, mas o empréstimo para o Parma fez bem à sua carreira. Garoto, poderia perder a cabeça ali, mas surpreendentemente, conseguiu se firmar e apresentar um futebol vistoso, competitivo, com muitos gols. Logo a Inter o quis de volta e lá começou a surgir seu apelido de 'Imperador.

Na equipe Neuroazurri Adriano se destacou, fez gols, lances bonitos. Uma atuação sua que me marca até hoje foi contra o Porto, Uefa Champions League de 2005, oitavas de final. No San Siro ele literalmente humilhou os portugueses, fez 3 e deu show, mostrando que sua fase era fantástica.

E essa fase, que já vinha do ano anterior lhe rendeu convocações para a seleção. Na Copa América de 2004, quem não se lembra daquele gol na raça e na vontade contra a Argentina, já nos acréscimos e que levou a decisão para os pênaltis com vitória brasileira. Ou no ano seguinte, pela Copa das Confederações, mais atuações fantásticas de Adriano, a artilharia do torneio e a esperança de um craque para a Copa do Mundo.

Só que 2006 foi cruel com o jogador. Perdeu o pai, perdeu a Copa do Mundo, gordo, sem ritmo, insosso como toda aquela seleção. Dali pra frente, a torcida da Internazionale não tinha mais seu artilheiro, seu craque. Lesões, confusões e poucos gols fizeram o treinador Roberto Mancini perder a paciência com Adriano e sua estadia na Inter chegava ao seu 'primeiro' fim. Lesionado, veio ao Brasil para se tratar. O São Paulo lhe abriu as portas e lá ele passaria os primeiros meses de 2008. No Brasil ele foi bem. Apesar de não conquistar títulos com o Tricolor, carregou o time nas costas até as quartas de final, onde parou no Fluminense.

Parecia que o velho 'Adriano' tinha voltado. A Inter o quis de volta, mas seria pela última vez. Em outra temporada abaixo do que podia mostrar, cavou seu fim na equipe italiana quando abandonou o clube sem mais nem menos e voltou para o aconchego do lar. Esteve desaparecido por dias na Vila Cruzeiro, mas voltou. Disse que havia perdido a alegria de jogar. Muitos diziam que ele havia se tornado um alcoólatra e precisava de tratamento. A Inter rescindiu seu contrato e ele voltou para casa, o Flamengo.

E atuando em um futebol de menor nível técnico, mais uma vez ele se sobressaiu. Não precisou fazer muito para conduzir o Flamengo rumo ao título brasileiro. Foram gols, grandes atuações e outra esperança de que o então craque reaparecesse. Teve outras chances na seleção.

Mas 2010 foi novamente um ano sombrio. A alegria em atuar no Flamengo desapareceu. Os problemas com bebida, favela e peso em excesso vieram à tona. Ele, que até tinha bola pra estar na África do Sul, foi preterido por Dunga. Ainda assim a Roma o queria, acreditava quer pudesse reabilitar o Imperador. E em outra fase obscura, ele não fez nada. Sequer balançou as redes pelo clube da capital e vê sua carreira de novo atingir o fundo do poço.

E ele pode voltar para o Brasil. Trazendo sua técnica, que por mais esquecida, ainda existe. Mas vem trazendo também seus eternos problemas extra-campo. Flamengo, Palmeiras e Corinthians seriam os interessados. Apenas por seu futebol, a contratação seria feita de olhos fechados. Mas com tudo que permeia o Imperador, é difícil confiar que valha a pena. Vejamos quem vai se arriscar.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Por que ainda me surpreendo com as burradas da CBF?

Este é o grande objeto de discórdia
Segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011: No auditório do Tribunal Regional Federal, o São Paulo recebe a Taça das Bolinhas, dada pela CBF ao primeiro time pentacampeão brasileiro em anos alternados ou tricampeão consecutivo. A entrega do troféu significava ali o fim de qualquer dúvida sobre o título nacional em 1987, creditado apenas ao Sport. Com a Taça das Bolinhas em mãos, os são paulinos comemoraram, festejaram, Juvenal Juvêncio disse que se deliciaria com ela e tudo o mais. Por outro lado, os flamenguistas reclamavam da decisão. Campeão do módulo amarelo da Copa União em 87, o equivalente à 1ª divisão, a equipe carioca se negou a enfrentar o Sport, campeão do módulo verde, equivalente à segundona. Por isso, a CBF deu o título para os pernambucanos, embora a mídia e o público proclame o Mengo como campeão daquele ano.

Segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011: A CBF volta atrás e anuncia. Flamengo e Sport são os campeões brasileiros de 1987. Assim como nos títulos reconhecidos antes de 1971, temos dois campeões brasileiros no mesmo ano. E com muitos méritos né? O Flamengo, que se negou a disputar uma decisão contra um adversário teoricamente inferior. E o Sport, que conquistou uma divisão de acesso, mas pode comemorar como se fosse um título brasileiro.

Questionar quem foi o campeão daquele ano é algo que já foi tratado por tudo e todos e chega a ser chato bater nesta tecla de novo. A questão é: Por que dar a Taça das Bolinhas ao São Paulo em uma semana atestando que este foi o primeiro pentacampeão e exatamente uma semana depois mudar de opinião e dizer que o Flamengo conseguiu tal feito? Vou fingir que sou ingênuo e não sei o que se passa nos bastidores.

Briga entre CBF e Clube dos 13. Na eleição, melhor para o Clube dos 13. E agora, a briga pelos direitos de transmissão do Brasileirão no triênio 2012-2014. A Rede Globo, aliada à CBF, pode estar perdendo seu monopólio na competição nacional. Apesar da tradição em transmitir o Brasileirão, a emissora carioca não quer pagar o que o Clube dos 13 pede. Já a Rede Record disse que paga e é nisso que o C13 se apoia.

Para tentar ajudar a parceira, a CBF precisa do apoio dos grandes clubes. Do Corinthians já tem, ou você acha que Andrés Sanches participa da delegação brasileira á toa. Ou que a exclusão do Morumbi como sede da Copa do Mundo e a inclusão de um futuro estádio para o Corinthians não tem nada de estranho.

Com o Timão ao lado, a CBF precisa de outro time com a maior torcida do Brasil. O Flamengo vinha brigado por causa da Taça das Bolinhas. Patrícia Amorim abriu a boca contra Ricardo Teixeira. Quando a nossa 'louvável' confederação viu que a queridinha Globo poderia perder a queda de braço, teve que se contradizer. A Taça das Bolinhas é um mimo, um convite: "Venha pro nosso lado Flamengo, te dou a Taça, você nos dá apoio contra o Clube dos 13". Uma troca de favores suja, outra mancha que a CBF provoca em nosso futebol.

Agora, o Flamengo que porque quer esta Taça do São Paulo, que diz que não devolve. As coisas prometem esquentar, assim como a batalha Globo x Record e CBF x C13. Quem vai vencer estes duelos de gigantes ninguém sabe, mas que dá asco ver este tipo de atitude, ah se dá. Mais uma vez o órgão que rege nosso futebol comete uma atrocidade, provoca este circo de horrores.

Com relação à taça, de direito é do Flamengo. Merece tê-la, mas se a CBF já deu pro São Paulo, ela que se vire pra pegar de volta. Mas não duvide, porque de sujeira, a CBF entende bem.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Obrigado Fenômeno

Na final da Copa, o ápice e os dois gols contra a Alemanha

O dia 14 de fevereiro de 2011 com certeza ficará marcado para sempre no mundo do futebol. Há pouco foi anunciada a aposentadoria de um dos maiores jogadores da história, o Fenômeno Ronaldo. Dono de façanhas espetaculares e indiscutíveis, o R9 não conseguiu mais aguentar e deixa o futebol aos 34 anos.

Ronaldo teve uma infância pobre e precisou lutar muito para buscar seu sonho. E luta é uma palavra que se encaixa perfeitamente a ele. A ascenção da carreira foi meteórica. Começou no São Cristovão, mas com 16 anos, o garoto dentuço já jogava em um dos gigantes do futebol brasileiro, o Cruzeiro. A velocidade e o faro de gol já davam indícios de que aquele menino era diferente. A seleção era questão de tempo. Carlos Alberto Parreira ousou e chamou Ronaldo para compor o grupo tetracampeão nos Estados Unidos. Ele não atuou um minuto sequer, mas aquela seria uma experiência pra anos futuros.

No Cruzeiro ele foi campeão e artilheiro do Estadual e foi para o PSV. Na Holanda, o mundo começou a conhecer Ronaldo. A passagem pelo PSV foi curta. O time já não condizia com o tamanho que Ronaldo se transformava. Era preciso algo maior e apareceu o Barcelona. Na Catalunha, nasceu o apelido que carrega até hoje, 'Fenômeno'. Foram gols memoráveis, como um contra o Salamanca em que ele passou por meio time. As arrancadas, dribles e lances mágicos fizeram com que em 1996, com apenas 20 anos, conquistasse o título de melhor jogador do planeta.

Após encantar a Espanha, ele foi para a Itália, após a Inter descarregar um caminhão de dinheiro no Camp Nou. Na 'Bota' ele não foi R9, mas sim R10, já que seu número tradicional era do chileno Zamorano. E mesmo assim ele foi mais uma vez melhor do mundo em 1997.

As lesões que tanto atrapalharam
Em 1998, já com a 9 interista, o ano foi mais complicado. A redenção poderia vir na Copa do Mundo, sua primeira como titular. Após boas atuações e um show na semifinal contra a Holanda, ele era a esperança contra os anfitriões franceses na decisão, mas a misteriosa convulsão que quase o tirou do jogo acabou com o sonho canarinho. Ronaldo atuou, mas nem de longe foi o jogador que se esperava em uma decisão.

Na Inter, Ronaldo começou a sofrer com as contusões. Nada muito sério até 12 de abril de 2000, quando em jogo contra a Lazio pela Copa da Itália, poucos minutos após entrar em campo, o joelho direito ceder e proporcionar uma cena incrível, triste. Foram meses e meses de recuperação. A dúvida que pairava era: será que ele volta? E voltou.

Em 2002, mais uma Copa do Mundo. Ainda com dúvidas, Ronaldo foi bancado por Felipão. O clamor popular pedia Romário, mas lá estava o Fenômeno para dar a volta por cima. Com oito gols, sendo dois deles na decisão contra a Alemanha, do carrancudo e frangueiro Oliver Kahn, Ronaldo mais uma vez ganhou o mundo. Como gênio que é, ele superou as críticas, desconfianças e fez a festa na Ásia.


Melhor do Mundo
E mais um capítulo da vida dele mudaria. Agora era em Madrid, em meio aos galácticos Zidane, Figo, Raúl, Roberto Carlos, ele fez seus gols e garantiu o título mundial de clubes aos merengues. No dia seguinte seria coroado pela terceira vez como melhor jogador do mundo, apenas ele e Zidane conseguiram tal façanha até hoje.

O fim de 2002 começou a representar o declínio do craque. Nos anos seguintes, apesar dos gols, a bola já não era a mesma e os fracassos começaram juntamente com o Real Madrid, repleto de craques, mas sem o brilho que deveriam. Também pela seleção ele não brilhou em 2006, mas o gol contra Gana, seu 15º na história das Copas, o colocou mais uma vez na história como maior artilheiro dos Mundiais.

Em 2007 Ronaldo foi dar o ar de sua graça novamente em Milão, mas dessa vez na equipe rubro-negra da cidade. Após algumas atuações destacadas e outras apagadas, novamente o joelho foi o vilão. Mais uma lesão e novamente ele teria de dar a volta por cima. O Milan não quis e Ronaldo ficou livre para atuar em outro time. O Flamengo, equipe do coração, abriu as portas para o tratamento do craque. Neste meio tempo, ocorreu uma das maiores polêmicas na vida do craque, a confusão com três travestis no Rio.

No fim de 2008 caiu a bomba no futebol brasileiro. O interesse do Corinthians parecia 'jogo de cena', mas o sonho de tornou realidade e o Fenômeno foi anunciado e voltaria a atuar por aqui, ganhando muito e trazendo patrocínios milionários ao Timão. Na apresentação, ele se intitulou mais 'um louco no bando'. E era com ele que o Corinthians começava 2009, após a passagem pela série B. Se recuperando fisicamente e já acima do peso, ele estreou contra o Itumbiara, mas foi no jogo seguinte, contra o arquirrival Palmeiras, que R9 caiu de vez nos braços da Fiel. Ao marcar o gol de empate, ele provocou a derrubada do alambrado do estádio em Presidente Prudente.

Ali era o começo de um semestre mágico para o time, que ganhou tudo. Relembrando suas espetaculares arrancadas, ele fez o zagueiro Rodrigo do São Paulo 'comer poeira' na semifinal do Paulistão. E na decisão contra o Santos veio o ápice. Dois golaços, um deles digno de gênio. Após uma bela finta, a bola por cobertura, milimétrica, espetacular. A dobradinha veio na Copa do Brasil. Na decisão contra o Internacional, o Fenômeno fez o que quis com Índio e marcou o segundo gol no Pacaembu, o que praticamente deu o título à equipe.

No Brasileiro, ele foi discreto, se guardando para o objetivo principal, a Libertadores no ano do centenário, ao lado do parceiro Roberto Carlos. Em 2010, apesar dos gols, a falta de condição física começou a pesar e nem o gol marcado contra o Flamengo foi capaz de evitar a eliminação. Ele ainda teve a chance de ser campeão brasileiro, mas as lesões continuaram atrapalhando e o time perdeu o título nas rodadas finais. O gol polêmico de pênalti contra o Cruzeiro seria o último dele.

Contra o Tolima, o último jogo
2011 começou mais uma vez com o time sonhando com a Libertadores e com o Fenômeno já anunciando a aposentadoria para o fim do ano. Só que isso acabou em Ibagué, na Colômbia. Derrotado pelo Tolima, o Corinthians caiu vergonhosamente. Sem palavras para explicar algo, Ronaldo sentiu o golpe e a fúria da torcida, que xingou, cobrou e ameaçou.

Sob pressão, ele preferiu parar. Sabe que não tem mais condições. O que a cabeça ordena a perna não obedece, o peso não baixa, o corpo já não aguenta. Cansado de sofrer, a aposentadoria foi a melhor opção. Infelizmente ele abandona o futebol por baixo, mas nada disso apagará toda a história dele, os dribles, gols, títulos e jogadas que nos encantaram durante todos estes anos.

Torcedores do Cruzeiro, PSV, Barcelona, Internazionale, Real Madrid, Milan e Corinthians podem dizer com orgulho que torceram por ele em seus times. E os brasileiros que viram ele ganhar uma Copa e brilhar com a amarelinha. Aquele garoto dentuço do Cruzeiro ganhou o mundo, foi melhor do mundo e é o maior artilheiro da história das Copas do Mundo.

Por tudo isso, só nos resta aplaudir e dizer OBRIGADO RONALDO!!!!!!!!!


sábado, 2 de outubro de 2010

Um cinquentão de imenso respeito


Há exatamente cinquenta anos era inaugurado o Estádio "Cícero Pompeu de Toledo", ou simplesmente Morumbi. Imponente, bonito e histórico. Por aqueles gramados já passaram craques, como Pelé, Maradona, Zico, Falcão, dentre outros. Porém não foram só gênios com a bola nos pés que desfilaram por ali. Michael Jackson, U2, Madonna, Queen, Kiss, Nirvana, Metalica e agora Bon Jovi também deram o ar da sua graça no templo que por algum tempo foi o maior estádio particular do mundo.

A lotação máxima em uma partida foi na final do Paulista de 1977. 146.082 torcedores presenciaram a vitória da Ponte Preta por 2 x 1. Dias depois o Corinthians venceria e quebraria um jejum de 23 anos.

A construção foi difícil, trabalhosa, mas os 18 anos de luta foram recompensados quando em 2 de outubro de 1960, Peixinho fez o gol bem ao estilo de seu apelido na vitória do Tricolor sobre o Sporting Lisboa por 1 x 0.

De lá pra cá o estádio virou referência e também virou palco de muitas vitórias e comemorações. Destaque claro para seu proprietário, o São Paulo Futebol Clube, que ganhou duas Libertadores ali, além de ter encaminhado bem a de 1993 quando na partida de ida ensacolou 5 x 1 no Universidad Católica. Mais dois brasileiros foram comemorados pelos tricolores ali, além de outros inúmeros títulos nacionais e continentais.

Os rivais também já fizeram festa por ali. Que palmeirense não se recorda da final do Paulista de 93 e do Brasileiro de 94, quando de maneira incontestável, derrubou o arquirrival Corinthians ou quando Marcos pegou o penalti de Marcelinho na Libertadores de 2000. O Timão também tem ótimas recordações do "Morumba". A quebra do tabu, como já disse, foi lá, além de outros estaduais e os três primeiros brasileiros da equipe do Parque São Jorge, em 90, 98 e 99. E tem o Santos, que venceu o Paulistão de 84 e o Brasileiro de 2002 no estádio, no jogo das inesquecíveis pedaladas de Robinho.

A seleção brasileira também já deu show no Morumbi. Suma maior goleada no estádio foi um 6 x 0 contra a Venezuela pelas Eliminatórias para a Copa de 90, quando Careca fez cinco gols. Esse era um cara que conhecia bem aquele gol, assim como Serginho Chulapa, Raí, Muller, Evair, Socrates, Luis Fabiano, dentre tantos artilheiros que já deixaram sua marca no estádio.

Depois de reformas, a capacidade caiu, hoje não ultrapassa os 70 mil pagantes. A ausência na Copa de 2014 é um absurdo, encontrar um palco á nível de Morumbi é tarefa árdua. Podem passar 50, 100, 200 anos, mas ele não perde seu charme. Só quem já esteve naquelas arquibancadas pode dizer qual é o sentimento, a emoção de estar naquele gigante.

Por isso, independente de qual time você torça, DEVE respeitar e admirar o Morumbi, pois ele encanta e como disse certa vez torcedores do River Plate após derrota na Libertadores em 2005 no estádio, "EL MORUMBI TE MATA".

Parabéns Morumba!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

terça-feira, 7 de setembro de 2010

20 anos de Rogério Ceni


Obrigado capitão, pelos 20 anos de serviços prestados. Sempre com amor, dedicação, raça e vitórias.

Você já foi vaiado, xingado, mas nunca deixará de ser único, aquele que provoca inveja por não ser bom apenas com as mãos, mas também por ser o maior goleiro-artilheiro da história..

Foi você quem fez a maior partida da vida em uma das partidas mais importantes da história deste time.

Agradecemos pela Libertadores, pelo Mundial, pelos Campeonatos Brasileiros, pelas defesas e por seus golaços.

Um goleiro-artilheiro-líder-capitão-e futuro presidente do clube.

Se todos tem goleiro, só nós temos ROGÉRIO CENI.

Vida Longa ao MITO!!!!!!!!!

Como goleiro-artilheiro:


“Rogério Ceni é um fenômeno singular na história do futebol, pois consegue ser não apenas um goleiro excepcional, mas também artilheiro em suas cobranças de falta e pênalti, cujos índices de aproveitamento são espantosos, senão pelos números impossíveis de serem anotados, pelo senso comum.”

Alberto Helena Junior, jornalista

“Na partida, nem precisou mostrar a outra face, igualmente prodigiosa, de sua notoriedade. Não há, no mundo, outro exemplo de goleiro com tamanha lucidez jogando com os pés. Pés que pensam. Pés que, por onde passam, vão deixando pela grama rastros de mãos.”


Armando Nogueira, jornalista



“O São Paulo é o único time do mundo que joga no esquema 1-3-5-2.”

Paulo Vinícius Coelho, jornalista

Como goleiro:


“Vivi a expectativa do gol até o último minuto. Mas vencer um goleiro desses é muito difícil.”

Rafa Benitez, técnico do Liverpool

“Mineiro garantiu o 1, Rogério garantiu o 0.”



Lito Cavalcanti, comentarista da Sportv


Como artilheiro:


“(...) Ele refez a história da função de goleiro. Ao tornar-se o jogador da posição que mais gols marcou, tornou-se um emblema — merecedor de uma revista Placar só sobre sua carreira. Depois dele, nenhum goleiro será visto com os mesmo olhos de antes. Rogério não é mais apenas o maior são-paulino de todos os tempos. É o maior goleiro do mundo.”

Arnaldo Ribeiro, redator-chefe da revista Placar



“Rogério!”

Zico, de bate-pronto, ao ser perguntado sobre quem teria maior aproveitamento em cobranças de falta: ele ou Rogério Ceni



“Muito me orgulha ter influenciado, como ele mesmo declarou, sua decisão de desenvolver a técnica no chute, principal fundamento do futebol e que o transformou num jogador jamais visto no Brasil.”

Telê Santana, o Mestre


Como ídolo:


“(...) Predestinado, disseram alguns; iluminado, outros; idolatrado, muitos. Cresce entre vencedores, forja-se nos campos da Glória, tendo como principal ferramenta o coração. Bravo entre os bravos, feitos cantados por poetas, companheiros, adversários... Valoroso sim, vigoroso sim, mas justo também. Líder de uma nação pintada em rubi, alva e negro disposta a percorrer enormes distâncias atrás de seu senhor, sabida de que a vitória virá. Homem de fé, homem de fibra, homem. Rogério Ceni... Rogério Rei... Vida longa, vida longa, vida longa ao Rei!”

ESPN Brasil, em seu especial sobre Rogério Ceni


“Errar, todo mundo erra. Fazer o que você faz, ninguém faz, Rogério.”

Frase publicada na seção “Personagem do mês” da revista Placar



“Todos têm goleiro, só nós temos Rogério!”

Frase contida em uma bandeira recorrente no Morumbi



”Rogéééééério!!!”

Nilmar, ex-atacante do Corinthians, em treino no Parque São Jorge



Por Rogério Ceni:



“Isso é time! Falam em jogar no exterior... Pra quê, se eu jogo no melhor time do mundo? Quatorze anos da minha vida! Mais da metade dela está aqui dentro! Eu amo esse clube!”






“Eu adoro isso aqui, eu adoro esse clube, vou sentir muita falta o dia que tiver que parar, o dia que tiver que encerrar. Sei que vai chegar o dia, mas, até lá, eu vou ser sempre o são-paulino mais apaixonado que já passou por aqui, pode ter certeza.”






“Esta é a última camisa que vou vestir na minha carreira. Depois, vou me juntar à torcida para ir ao Morumbi.”






“Eles [corintianos] não têm Estádio, têm que gritar aqui, né?! Se tivessem Estádio, gritariam em outro lugar.”











terça-feira, 31 de agosto de 2010

Corinthians – 100 anos figurando entre os primeiros do nosso esporte bretão


1º de setembro de 1910. À luz de um lampião no bairro do Bom Retiro, cinco operários - Joaquim Ambrósio, Carlos da Silva, Rafael Perrone, Antônio Pereira e Anselmo Correia - se reúnem e resolvem criar uma nova equipe de futebol. Inspirados no Corinthian Fc, equipe de Londres que excursionava pelo Brasil, nascia o Sport Club Corinthians Paulista, que de origem da várzea, virou um dos maiores clubes do país do futebol.

Passado um século, a equipe chega à seu Centenário. Hoje não são só cinco, são vinte e cinco milhões de apaixonados pelo Alvinegro do Parque São Jorge.

A história é longa, bonita e reserva momentos de alegria, tristeza, emoção, mas acima de tudo, muita entrega, marca registrada deste clube. Livros e mais livros contam esta história, humildemente tentarei passar minha visão nas próximas linhas.


Títulos

Glórias e títulos não faltam. Maior campeão paulista, tetra-campeão brasileiro, tri da Copa do Brasil, além de inúmeros outros troféus guardados com carinho no memorial corintiano. Falar de todos eles é difícil, mas alguns merecem destaque especial.

Em 1954, ano do quarto centenário da cidade de São Paulo, a equipe batia o arquiinimigo Palmeiras e conquistava o título mais importante que alguém poderia ganhar na época, uma marca jamais esquecida. E a torcida demoraria muito tempo a comemorar outra coisa.

O jejum foi longo, tenso, mas serviu para aumentar ainda mais a devoção corintiana. Vinte e três anos depois foram necessárias três batalhas contra a Ponte Preta, para que em 13 de outubro, a bola sobrasse no pé de Basílio e ele marcasse o gol mais importante da sua vida. O pé de anjo, como era conhecido, não foi um gênio da bola, mas escreveu seu nome na história do futebol, jamais será esquecido. Aquela quebra de tabu representou de vez a força do Corinthians.

Porém essa força ainda não havia transposto barreiras. Soberano no estado, o clube ainda se ressentia de um título nacional. Havia se passado a Taça Brasil, Robertão e quase vinte campeonatos brasileiros. Aquele time de 1990 não era brilhante, porém lutador e com o espírito guerreiro que o Coringão sempre demonstrou. Com gol do talismã Tupãzinho, conquistou seu primeiro título brasileiro.

Faltava vencer o Mundo. Demorou mais dez anos, mas a façanha foi conquistada. Mesmo contestado, motivo de chacota por parte dos rivais, o Mundial de Clubes tem a chancela da FIFA e vale. Vale porque o Corinthians foi, disputou e venceu. Azar de quem não deu a mínima para a competição. Naquela noite de janeiro no Maracanã, outro capítulo brilhante era escrito.



Equipes e jogadores marcantes

Um time campeão também tem suas equipes e seus jogadores inesquecíveis. No Timão não foi diferente. Começando lá atrás com Neco, Teleco, Servílio. Passando por Cláudio – maior artilheiro da equipe até hoje -, Baltazar, Luizinho, Rivelino, Zé Maria, Wladimir - o recordista de jogos -, Casagrande, Biro Biro, Sócrates, Neto, Marcelinho Carioca, Tevez e atualmente Ronaldo. Ainda existem dezenas de outros nomes que deixaram saudade e ficarão eternizados para sempre no inconsciente do torcedor.

Quando penso em times marcantes do Corinthians, dois são especiais. O time da Democracia Corintiana, bi campeão paulista em 1982-1983 e aquele esquadrão campeão de quase tudo no final da década de 90. Vi apenas o de 98-2000, bi campeão brasileiro e campeão mundial. Como se esquecer de Dida, Gamarra, Kleber e daquele meio campo espetacular. Rincón, Vampeta, Ricardinho e Marcelinho, e ainda tinha Edilson e Luizão no ataque. Uma verdadeira máquina, que só sucumbiu na Libertadores, uma pena.

E se tem duas coisas que atormentam demais um corintiano são a Libertadores e o estádio. Agüentar a zoação dos rivais com relação a estes aspectos é tarefa árdua para o torcedor. Mas cá entre nós, para um time com a grandeza do Corinthians, o que é uma Libertadores? Não passa de só um título a mais, é pouco perante a magnitude deste clube. Claro que vencer essa obsessão é o sonho maior do corintiano e talvez seja o passo final para a glória eterna.

Já que o estádio deve sair para a Copa de 2014. Após promessas e mais promessas, a coisa deve andar finalmente e um peso enorme será tirado das costas dos alvinegros.



Torcida

Dando fim a esta singela homenagem, falo do maior patrimônio desta equipe, sua torcida. Muitos dizem que no Corinthians, não é o time que tem uma torcida, mas sim a torcida que tem um time. Confesso que acredito piamente nesse comentário. O próprio nome já demonstra seu sentimento, FIEL TORCIDA, aquela que não abandona, que junta um BANDO DE LOUCO pra apoiar, aquela que NÃO PARA, NÃO PARA, NÃO PARA.

Mais de vinte e cinco milhões que já viram filas, derrotas vexatórias, tropeços contra rivais em momentos decisivos e que já foram condenados a disputar uma Série B. Tudo isso sem nunca abandonar seu ideal, de estar com o time a todo o momento e NUNCA TE ABANDONAR, pois eles são Corinthians. Todas as dificuldades passam, as glórias vêm e a devoção, o amor incondicional continuam, em um grau cada vez maior. Já que pro corintiano, quanto mais sofrido, mais gostoso é.

Dizem que o torcedor corintiano é diferente. Um time que leva dezenas de milhares de torcedores de um estado a outro e divide o Maracanã com uma equipe carioca, e que tem o recorde de público do estádio de um rival, 146.082 presentes no Morumbi na quebra do jejum em 77, realmente tem algo que o difere dos outros.

Felizmente ou infelizmente, nunca tive e nem terei esta sensação de ser corintiano. Mas posso atestar pelo que vejo em vários alvi-negros espalhados por este país, que de fato, o sentimento é forte. No meu próprio convívio, vejo aqueles que gritam, choram, torcem, expressam de todo seu coração essa paixão, alguns a fazem até marcando em seu próprio corpo.

É algo sublime e impressionante, essa imensa nação merece comemorar muito esse Centenário. A equipe com uma grandeza dessas e um amor ainda maior só aumenta a força de nosso futebol. Nesta quarta, todos os corintianos vestiram sua camisa e saíram com ela de casa, para a escola, trabalho ou qualquer outra atividade, com o único intuito de expressar seu grande amor, pois como diz seu hino, “Salve o Corinthians, de tradições e glórias mil, tú és orgulho dos desportistas do Brasil”.


Parabéns nação corintiana.

terça-feira, 20 de julho de 2010

CBF e mais uma virada de mesa, seria outra retaliação ao São Paulo?

Que a CBF não é nem um pouco transparente e confiável, todos estamos cansados de saber. Após CPI envolvendo seu presidente, algumas viradas de mesa que impediram rebaixamentos, uma nova "mudança" foi arquitetada pela Confederação Brasileira de Futebol. Foi aprovada a antecipação da janela de transferências, que entrou em vigor nesta terça.

Para alguns times foi muito bom, mas a diferença fundamental se dá em relação a duas equipes, Internacional e São Paulo, que por coincidencia fazem o jogo mais decisivo do ano nas próximas semanas.

Como de praxe em todos os anos, a janela teria que ser aberta apenas do período de 3 a 31 de agosto. Desta vez uma forcinha foi feita para que vigorasse do dia 20 de julho até 19 de agosto. Não que a vinda de atletas do exterior seja ruim, é bom que o país ganhe em qualidade, mas poderia se esperar mais alguns dias para que ocorresse na data tradicional.

Aí entra o xis da questão. A não antecipação acarretaria na impossibilidade do Sport Club Internacional registrar três atletas, Renan, Tinga e Rafael Sóbis. Dessa forma eles estariam fora das partidas contra o São Paulo pela Libertadores. A antecipação permite que eles atuem.

E isso deixou a cúpula são paulina, além de toda a torcida tricolor, totalmente indignada. Seria uma retaliação ao time paulista? Após a exclusão do estádio do Morumbi para a Copa de 2014, as relações entre São Paulo e CBF, que já não eram das mais amigáveis, terminaram de vez. O São Paulo "malhando o Judas" na CBF, enquanto Ricardo Teixeira pouco se importando e mantendo o veto.

Outra prova de que a situação são paulina perante os bastidores de quem manda no futebol está ruim é o fato da Federação Paulista sequer se posicionar a favor de seu afiliado, que foi prejudicado e está ás vias de poder conquistar a América e colocar o nome do estado ainda mais no auge. Em contra-partida, a Federação gaúcha fez de tudo para que a janela fosse antecipada e beneficiasse seu federado.

Ao São Paulo resta engolir em seco e aturar a decisão. São duas saídas agora, ou tenta trazer alguém de fora para melhorar o time, ou vai com o que tem e encara o Colorado, que entra com moral e força muito grande.

Uma classificação para a final seria a glória tricolor, dar um cala-boca em todo mundo e provar a força do tri-campeão mundial.

Mas nem isso tira a mancha que a CBF provoca mais uma vez no futebol brasileiro. Passou da hora da seriedade ser fator preponderante no nosso futebol.
 

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