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segunda-feira, 12 de julho de 2010

Passou 2010, que venha a Copa no Brasil


A Copa de 2010 que terminou ontem ficará para sempre marcada na memória. Se não pelo futebol vistoso e fascinante, mas sim pela raça, luta das seleções e principalmente, a África do Sul. Quem imaginaria que um país racista, assolado pelo Apartheid até alguns anos atrás teria condições de organizar um torneio da magnitude de uma Copa do Mundo?

Com muita força de vontade, trabalho e sob a inspiração de uma das maiores figuras deste planeta, o país foi capaz. Nelson Mandela esteve no dia do anúncio, foi o principal chamariz e abrilhantou ainda mais o espetáculo, devido à sua vida, sua força de vontade em acabar com o preconceito no seu país.

Não foi uma Copa nota 10, até mesmo o presidente da FIFA afirmou que é impossível um Mundial perfeito, mas na medida do possível e mesmo com todo o pessimismo criado em torno do país na época da escolha, os sul-africanos podem dizer com imenso orgulho que saíram vencedores. Apesar dos campos mal-tratados após tantos jogos, o transporte em muitos lugares precário, instalações com alguns danos, ninguém tem de reclamar.

Dentro de campo a coisa foi indo, sob os ruídos ensurdecedores das vuvuzelas, marca registrada dos Bafana Bafana, o futebol que começou fraco, foi ganhando em técnica e emoção. Após uma primeira rodada de poucos gols, a Jabulani - outro ponto de discórdia entre todos - passou a beliscar mais vezes o barbante. Vimos a derrocada dos dois últimos finalistas, Itália e França sendo vergonhosamente eliminados na fase inicial. A luta do país sede em conquistar uma vaguinha na fase seguinte, faltou pouco, mas não deu.

Vimos uma Alemanha trucidar o English Team, mesmo com um erro absurdo da arbitragem. E infelizmente estes erros não foram raros, muita gente tem do que reclamar. Mas se reclamam dos árbitros, por que não cobrar os craques, que antes do Mundial prometiam tanto e foram ofuscados, que o digam Rooney, Ribery, Messi, Kaká e Cristiano Ronaldo.

Tivemos de presenciar a queda do professor Dunga, após treinos fechados, briga com a imprensa e escalação de jogador desorientado, que se preocupa mais em bater. Só que no dia seguinte o sorriso voltou aos rostos brazucas ao acompanhar a queda de Maradona e seus pupilos, sendo sumariamente humilhados pela garotada alemã.

Como esquecer de Gana, abraçada por toda a África, mas que parou em uma mão de "Deus", a de Luís Suárez, e ficou também na trave, que tanto dará pesadelos a Gyan. Alegria imensa de ver o ressurgimento do Uruguai, a Celeste encantou pela raça e nutre a esperança de que volte para ficar, para figurar entre os maiores como outrora.

Após 80 anos finalmente Espanha e Holanda tiveram a chance de subir no degrau mais alto do planeta. A Laranja ficou mais uma vez no quase, deu Fúria, de Casillas, Puyol, Iniesta, Xavi e Villa. A mais nova integrante do G8, grupo que agrega os campeões mundiais.

Forlán, o melhor da Copa, Villa, Sneijder e Müller, os outros artilheiros, Robben, Honda, Gyan, Özil, Schweinsteiger e tantos outros, que entraram como meros coadjuvantes e foram grandes estrelas, estrelas de uma Copa inesquecível, que ficará guardada na mente e reserva muito mais coisas para 2014.

E ela será aqui, com nosso povo, nossa torcida apaixonada por futebol, com todo nosso apoio e entusiasmo. O desejo deste blogueiro é que tornem o Brasil um país melhor, roubar vão mesmo, utopia achar que não, mas que esse evento maravilhoso traga benefícios duradouros à nossa população, pois estaremos de braços abertos, esperando o mundo para a maior Copa da história.

domingo, 11 de julho de 2010

Polvo Paul já sabia, Espanha 1 x 0 Holanda - Na prorrogação, E a FÚRIA tomou conta da África!






Ficou pequeno, pequenino demais o belíssimo Soccer City nesse 11 de julho de 2010. Motivo? A alegria espanhola, que foi GIGANTE e tomou conta do estádio - só não contagiou os holandeses - após a conquista do primeiro título mundial de futebol de sua história. E foi na raça, na persistência que o gol de Iniesta aos 116' de jogo saiu, e lavou a alma espanhola, causando fúria - literalmente falando, não Robben? - na partida!

Não foi aquele jogo de encher os olhos, assim como os que os espanhois são acostumados a fazer. O tão competente toque de bola apareceu pouco, parando na forte e muitas vezes violenta marcação holandesa, mas bastou um gol, assim como foi em todo este mata-mata na África do Sul.



Domínio no começo, mas poucas conclusões e muita pancadaria


Assim como fez na maioria dos seus jogos, a Espanha começou em cima, marcando forte, induzindo o adversário ao erro e forçando o seu estilo de jogo, toque de bola envolvente e irritante pra quem está do outro lado. As chances logo surgiram, Sérgio Ramos por duas vezes e Villa, deixaram o grito de gol engasgado na garganta da torcida.

Com o tempo a equipe mostrou uma queda de rendimento, se rendeu à marcação adversária, que batia demais, pobre Xabi Alonso que tomou uma entrada duríssima de De Jong. Faltava inspiração à Fúria, Xavi e Iniesta não conseguiam armar, Pedro corria de um lado a outro, sem objetividade, e Villa pouco fez, a falta de oportunidades contribuiu para a fraca atuação de um dos artilheiros da Copa.

Segundo tempo melhor, mas com sustos


O jogo cresceu na etapa final, ambas as seleções queriam jogar mais bola e tirar a má impressão que causaram no primeiro tempo. Com Navas no lugar de Pedro, o lado direito espanhol cresceu e era dali que as chances poderiam aparecer. A defesa tão elogiada e competente, quase viu tudo ir por água abaixo, quando Robben saiu de frente para o gol, sorte que na meta tem Casillas, o melhor goleiro do Mundial salvou com os pés, e salvaria ainda outra, do mesmo Robben.

Mas a Fúria também teve chances e claras, Villa que o diga, se centro-avante vive de uma bola para se consagrar, o camisa 7 não conseguiu, o pé de Heitinga não deixou.Tava díficil criar alguma coisa, o tempo foi passando e acabou mesmo no 0 x 0, viria a temida e emocionante prorrogação.

1 x 0, já vi esse filme


O domínio demonstrado no começo do jogo reapareceu no tempo extra. Mas parecia que a perna tava pesando, uma final de Copa do Mundo tem dessas, Fábregas e Iniesta tiveram duas chances de acabar com o sofrimento espanhol, o máximo que conseguiram foi dobrar a frequência cardíaca da torcida. Com um pouco mais de espaço, o toque de bola foi reaparecendo, as jogadas saindo e as faltas vindo.

A deslealdade e violência adversária foi castigada quando o zagueiro Heitinga foi expulso. Com um a mais, a Fúria podia se arriscar mais e tentar decidir logo tudo. Coube ao bom de bola Iniesta fazer as honras da casa.

Ele brilhou muito nesta Copa, não foi incrível hoje como havia sido em partidas anteriores, mas ele estava lá, na hora certa e no lugar certo, par bater firme, bonito e marcar o gol mais importante da história espanhola.

Com quatro minutos para o término do jogo, bastava esperar Howard Webb finalizar a partida e o sonho se tornar realidade. E esse sonho de 80 anos foi concretizado.

Após a Euro de 2008, essa conquista confirma de vez a Espanha no hall de seleções vencedoras, a fama de amarelona foi extinguida e o mundo hoje está mais vermelho e "furioso".

Erga a taça e vibre Espanha, na figura de seu capitão Casillas, melhor goleiro da Copa e símbolo desta seleção de toque de bola, bom futebol e que mostra que se ás vezes não dá na técnica, o 1 x 0 é o melhor resultado que existe.

Holanda 0 x 1 Espanha - A Laranja azedou de novo


E não deu de novo pra Holanda. De nada adiantou a invencibilidade nos jogos anteriores, quando mais precisava da vitória, a equipe foi mal e sucumbiu perante a Espanha, amargando de novo um vice-campeonato mundial, o terceiro da história.

Bert Van Marwijk entrou com o que tinha de melhor. Era hora de toda a competência e eficiência demonstrada nos jogos anteriores aparecer e ser fator preponderante na disputa.

Mas o time entrou apático, respeitou muito a Espanha, lembrou muito o que fez a Alemanha na semi-final. Foi pressionada durante os primeiros vinte minutos, não conseguia sair pro jogo, vivia á base dos chutões, assim não tinha categoria que agüentasse.

Com o passar do tempo, o jogo foi caindo de produção e isso acabou sendo benéfico para a Laranja, que equilibrou um pouco o jogo. Faltava ainda criatividade, Sneijder não conseguiu escapar da forte marcação, Robben teve sua jogadinha manjada anulada. Pra piorar, Van Persie mais uma vez foi ridículo, o camisa 9 decepcionou a todos.

A única coisa que os holandeses fizeram e bem na etapa inicial foi bater, e como bateram. Vários amarelos, e um vermelhinho não seria muito, principalmente quando De Jong deu um golpe de artes marciais em Xabi Alonso. Curiosamente, a bola mais incisiva foi uma devolução de Van Der Wiel, que quase surpreendeu Casillas. O Fair Play quase virou golaço.

Na etapa final, com as equipes mais a fim de jogar bola, o jogo melhorou, e fez com que chances fossem criadas. Bastou uma bola de genialidade de Sneijder, ele deixou Robben livre pra disparar e fazer, faltou frieza ao camisa 11, ele parou nos pés de Casillas. O lance pareceu dar um ânimo aos laranjas, que começaram a sair mais.

Elia e Van Der Vaart entraram, a aposta era em mais ofensvidade e quem sabe, furar a marcação espanhola que impedia os avanços.

Robben novamente teve outra grande chance, parou em Casillas. E foi sem brilho que a etapa regulamentar acabou, um 0 x 0 bem meia boca.

Na prorrogação a Holanda desapareceu, seguiu batendo muito e não jogando bola. Tomou muito sufoco, por sorte contou com a faltas de pontaria adversária, aliada a Stekelenburg, que fez grande defesa em tiro de Fábregas.

O segundo tempo foi pior. Logo no começo Heitinga puxou Iniesta, que já estava na cara do gol, tomou o segundo cartão e foi expulso. Com o time meio escancarado, era necessário muito mais cautela e esperar os pênaltis, atacar àquela altura era demasiadamente arriscado.

O gol da derrota foi curioso. Sneijder cobrou falta, a bola desviou e foi à escanteio. O juizão Howard Webb errou e deu tiro de meta. Na sequência do lance, Iniesta recebeu e fuzilou Stekelenburg, era o gol do título espanhol. Precisando de um gol com pouquíssimos minutos de jogo, virou desespero, que não funcionou.

Fim do sonho holandês, terceira final disputada e mais uma vez perdida. Os talentos de Sneijder e Robben não afloraram nesta final. Van Persie foi mesmo o fiasco da seleção.

A Laranja mais uma vez ficou amarela.



sábado, 10 de julho de 2010

Holanda x Espanha - A grande final: Será que o polvo Paul acerta mais uma?

É amanhã! Após 30 dias de muita emoção e jogos marcantes, eis que se aproxima o fim da Copa do Mundo de 2010. O dia 11 de julho de 2010 promete parar mais de 3 bilhões de pessoas no mundo inteiro, que - assim como eu - ansiosas, aguardam a um final inédita, e européia.

Espanha e Holanda poderão protagonizar um daqueles jogos inesquecíveis, e históricos. Desde 1930 - com o ínicio da competição mundial - os torcedores nunca acompanharam uma final entre ambas as seleções. Só mais um dado, dos vários que dão brilho ao duelo.

Em campo, estarão 5 dos candidatos a melhor jogador do mundial. Pelo lado espanhol , três inidicados - Villa, Xavi e Iniesta - e pelo lado holandês, são dois - Sneijder e Robben. Outro bom motivo para que se esforcem, e quem sabe tenham felicidade em dose dupla: Título coletivo e individual. Para fechar com chave de ouro, não? Isso prova o equílibrio entre ambas, além de taticamente, jogarem parcedíssimas. As equipes valorizam o toque de bola, e jogadas bem articuladas. É esperar, para conferir.




Ah, outro grande protagonista nessa final - além dos finalistas, claro - sem sombra de dúvida é o grande polvo Paul. O bichinho invertebrado vem desde o começo da copa acertando vários resultados, e com o placar de Alemanha 3 x 2 Uruguai de hoje a tarde, obteve até o presente momento, 100% de de acertos em suas "previsões", todas relacionadas a resultados dos alemães, incluindo a derrota para a Espanha nas semifinais.

Já para essa final, a previsão é de Fúria. Será que Paul conquista o título de "vidente do ano"?
Belo palpite, querido polvo! A torcida espanhola, e eu, como boa descendente espanhola que sou, esperamos sua consagração.

Uruguai 2 x 3 Alemanha - Ninguém ficou mais feliz que o Fenômeno


Disputa de terceiro lugar sempre é aquele jogo de dois times desanimados por perder a semifinal, um tanto desapontados por não conseguirem o objetivo maior. Hoje não foi diferente, Uruguai e Alemanha entraram para ao menos fecharem com honra suas participações.

Para os europeus, havia algo a buscar, o recorde de gols em mundiais por parte do centro-avante Klose, mas uma dor nas costas o impossibiltou de atuar, fazendo com que o recorde do brasileiro Ronaldo se mantivesse intacto, com certeza o Fenômeno foi o mais feliz da tarde.

Em campo o jogo foi muito agradável, disputado, muitos gols. A Alemanha vinha com desfalques de Neuer, Lahm, Podolski, além de Klose. A Celeste estava completa, com as voltas de Fucile, Lugano e Suárez, o heroi da "mão de Deus" nas quartas de final.

Mesmo sem alguns de seus destaques, foram os germânicos quem começaram com um domínio amplo do jogo, aproveitando-se da maior técnica, logo a presão surtiu efeito. Schweinsteiger bateu de fora, Mulsera não segurou a Jabulani, deixando limpa para Müller fazer e adentrar a lista de artilheiros do Mundial, com 5 gols.

O jogo parecia nas mãos, os alemães passaram a chamar o Uruguai, só esperando abocanhar um contra-ataque. O feitiço acabou virando contra o feiticeiro. Pérez tomou bola no meio campo e ligou Suárez, que puxou o contra-golpe, deixando Cavani na boa para empatar. Jogo bom e empatado.

O tento derrubou o rendimento alemão, que passou a ver um Uruguai animado e empolgado, faltou um pouquinho de precisão para Suárez, senão a virada teria acontecido no primeiro tempo.

O panorama da etapa final começou igual, e logo os sul-americanos marcaram mais um. Arévalo fez grande jogada pela direita e cruzou no pé de Forlán, que de primeira estufou as redes de Butt. Mais um na conta do matador, e outro nome na ponta da artilharia.

Forlán não será eleito o melhor do Mundial, mas se ganhasse não seria nem um pouco injusto. Claro que todo o time ajudou com a raça, luta, mas é inegável que o camisa 10 chama a responsabilidade e quando precisa ele corresponde.

Infelizmente para a Celeste, o mando no placar durou pouco e tudo pela péssima atuação de Muslera. Após cruzamento na área, o arqueiro saiu caçando borboleta, Jansen não perdoou e igualou tudo de novo.

O gol abriu o jogo por um tempo, ambas as seleções atacavam e deixavam espaços atrás, até a Alemanha ir retomando o domínio e voltando a rondar pra valer a área celeste. A expectativa maior naquele momento era se Klose entraria para buscar o gol do recorde, mas o tempo passava e nada. Quando o outro centro-avante do banco, Kiessling, entrou, ficou evidente que não dava para o camisa 11, ele ficaria "apenas" com 14 gols em Copas e no segundo lugar na história.

Dentro das quatro linhas os germânicos seguiam tentando e chegaram a segunda virada da partida. Na sobra do escanteio, Khedira tocou de cabeça e marcou o terceiro, festa alemã em Port Elizabeth.

Para os uruguaios, mais uma vez a raça teria que se sobressair e lá foram eles tentar reverter um resultado, e não é que quase deu certo. No último lance do jogo, a última bola das duas seleções na África do Sul, era dele, Diego Forlán. Ele cobrou a falta com categoria, mas a bola foi caprichosamente no travessão selando o destino de ambas as seleções.

Fim de Copa para ambos, a Alemanha pela segunda vez consecutiva fica em terceiro. Sai remodelada e com esperança de que sua garotada de hoje chegue muito mais madura e boa de bola no Brasil em 2014.

O Uruguai resgata sua tradição, mostra um futebol que há tempos não se via na camisa azul celeste, a esperança é que isso não tenha sido só uma fase, o futebol uruguaio merece glórias e mais glórias.

E Ronaldo segue como líder supremo de gols em Copas. Pelo menos por mais quatro anos isso segue, mas cuidado, pois o alemão Thomas Müller já tem 5 tentos, e só 20 anos, pelo menos mais duas Copas ele tem condições de jogar.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Espanha 1 X 0 Alemanha - É Fúria na final



Mais uma vitória por 1 x0 dos furiosos - a terceira seguida neste mundial - e estes estão na final da Copa do Mundo, um fato inédito. Dominando, e apresentando um futebol extremamente técnico e vistoso, os espanhóis desbancaram a toda favorita Alemanha, que inacreditavelmente, jogou muito mal e longe do esperado no jogo desta terça-feira, no Moses Mabhida, em Durban. Créditos para a boa marcação espanhola, que soube neutralizar as jogadas de seu adversário e parar craques como Özil e Podolski, que nada fizeram. No final, o que se viu foi outro resultado inesperando, mas, mais uma vez, extremamente justo.


Domínio do time das castanholas, e passividade albina em campo


Diferente do que se esperava, a partida entre seleções mais técnicas que restaram nessa Copa foi um ótimo jogo, mas longe, muito longe de ser um espetáculo...

O jogo começou com a Espanha buscando o gol, e logo aos 5' o bom jogador Pedro - substituto de Torres, que em péssima fase não jogou - encontrou a sensação Villa, em plena condição de marcar. O goleiro alemão, Neuer, ligado no lance, abafou a jogada, e impediu o espanhol de abrir o marcador. Outra chances surgiram, e mesmo chutando pouco, a Espanha continuava dominando. Assim foi durante toda etapa inicial.


Já o time alemão, que se caracterizou pelo dinamismo nas jogadas, movimentação e inteligência em campo, foi um mero coadjuvante nas quatro linhas. Sem brilho, e marcada, a equipe não encaixava jogadas, pouco conseguia se movimentar e muito menos engatar um contra-ataque mortal, como visto em partida contra a Inglaterra, pelas oitavas de final.

Uma justificativa para o fraco desempenho pode ser a ausência de Muller na partida, mas não a a grande causa. A única chance clara veio com um chute de Trochowski, defendido pelo excelente Casillas. Ainda no final do primeiro tempo, a Alemanha reclamou um pênalti no apagado Ozil, mas que não passou de tentativa frustrada de receber uma penalidade a favor do time.


Outra vez um único gol, mas dessa vez não foi de Villa...

 



Determinada em campo, dominando, mas faltava um detalhe: Chutar a gol, seja como for. O que se viu no primeiro tempo, foi uma Espanha que jogava bem, mas que pecava pelo que talvez, fosse a busca pelo gol perfeito. Alguém, poderia avisá-los, que futebol é bola na rede? A beleza do lance é consequência...

E acho que alguém avisou mesmo. Aos 13', já eram 11 chutes a gol, contra 3 da Alemanha. Xavi e Xabi - dá até para formar dupla sertaneja - jogaram muito. O jogo ficava cada vez mais dificil para a equipe de Joachim Low, que mesmo timidamente, tentava atacar, uma vez com Klose e outra com Kross. Casillas apareceu novamente para defender esta, uma das poucas chegadas do time de branco no segundo tempo.

Se o gol perfeito não saia dos pés dos atacantes, muito menos dos de um zagueiro... Mas nem por isso, o experiente marcador Puyol deixou de marcar o seu. Foi de cabeça mesmo. Mas foi um belo gol. Aos 27', ele subiu alto, bem parecido com lance no primeiro tempo, em que ele também tentou marcar o seu, mas sem sucesso. Dessa vez, a bola tinha endereço, caminho certo. Era o gol da classificação espanhola, e parece que Neuer e companhia logo pressentiram. A expressão de todos era de desolação.

Depois do gol, a Espanha na base do toque de bola, adiminstrou, sem nenhuma dificuldade. A Alemanha, sem objetividade e longe, distante do futebol apresentado contra a Argentina não apareceu, e nem teve espaço para isso. Méritos para os comandados de Vicente Del Bosque, que enfim, vibrou com um gol de sua equipe. Ufa, hein.

Fim de jogo, e a tarde foi mais uma vez surpreendente e furiosa. Quem ganha somos nós, apreciadores do futebol, que teremos a honra de uma final inédita e européia. Holanda X Espanha... Laranja contra Fúria. Quem leva a melhor?
Domingo, ás 15h30 no magnífico Soccer City.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Alemanha x Espanha - A previsão é de espetáculo


Duas das seleções mais gabaritadas do planeta, Alemanha e Espanha chegaram com expectativas bem distintas na África do Sul. Nesta quarta duelam, fazendo uma repetição da final da última Eurocopa, buscando um só objetivo: a final.

A Alemanha entrou sob muita desconfiança neste Mundial. Renovada, com muitos jovens e apresentações um tanto decepcionantes nos últimos jogos antes da Copa, a equipe chegou como coadjuvante e apostando mais na tradição do que na própria bola. A ausência do capitão Ballack só fomentou ainda mais o pessimismo.

Bastou a estreia contra a Austrália para os prognósticos negativos irem caindo por terra. Com um futebol rápido, envolvente e objetivo, as jovens revelações aliadas à bons jogadores remanescentes de 2006 mostraram que podiam dar nova cara a seleção.

A derrota para a Sérvia foi um acidente de percurso, algo pra acordar e tirar o salto alto germânico. Veio uma vitória sobre Gana e a liderança.

Nas oitavas a parada era indigesta e serviria como teste de fogo para a garotada. Nem parecia jogo decisivo, abusando dos contra-ataques e contando também com um grande erro da arbitragem, os alemães passaram. Em seguida outra pedreira monstruosa, a Argentina de Messi e Maradona.

Quem achou que a goleada sobre a Inglaterra foi um golpe de sorte, espantou-se e maravilhou-se com o massacre por 4 x 0 no Green Point. Showzaço, digno de uma tri-campeã.

E essa Alemanha é diferente. Não é fria e calculista quanto as anteriores, a bola é redonda, objetiva, que dá gosto de ver.

Amanhã mais uma chance de provar isso. Ozil, Schweinteiger, Podolski e Klose terão a tarefa de comandar os alemães a mais um triunfo. O ataque mais positivo da Copa com 13 gols, se ressentirá muito de Thomas Müller, suspenso. Sem o camisa 13, as jogadas pelo lado direito perdem em potencial. O brasileiro naturalizado alemão, Cacau, terá a árdua tarefa de substituir um dos destaques desta equipe.

Mas ainda sobra a voluntariedade de Schweinsteiger, que marca e arma com a mesma facilidade, de Özil, talvez a maior revelação desta Copa, de Podolski com seus tiros de pé esquerdo e assistencias. E também Klose, a um gol de alcançar o posto de maior artilheiro da história dos Mundiais, o matador quer colocar a bola nas redes. Essa a "nova" Alemanha, que quer o tetra.

Do lado oposto vem a Espanha. Atual campeã da Eurocopa, a Fúria chegou com enorme favoritismo, alternância na liderança do ranking da Fifa com o Brasil, e um futebol vistoso por demais. Com os todo-poderosos Barcelona e Real Madrid como base, a seleção entrou pra quebrar o estigma de amarelar.

A estreia foi de assustar, uma derrota para a Suiça. Embora tenha atacado o jogo inteiro, faltou competência e sobrou azar. Na sequencia, um adversário tranquilo recolocou as coisas nos eixos. 2 x 0 sobre Honduras e o destaque de Villa, que se tornaria peça chave durante a campanha.

Com uma vitória sobre o Chile, a liderança se confirmou. Não com a bola que se esperava, mas tudo bem.

Nas oitavas veio Portugal. Outro jogo com muitas chances criadas, mas só um gol, de novo de Villa. Na etapa seguinte uma dureza sem tamanho contra o Paraguai. Foi penalti perdido, bola na trave, mas a bola do jogo sobrou nos pés de quem? Dele, David Villa, que recolocou a Fúria entre os quatro melhores após 60 anos.

Para o jogo de amanhã não há desfalques, Vicente Del Bosque tem força máxima a disposição. No gol, a segurança de Casillas, que cresceu com o tempo. A zaga é ótima, também não erra com facilidade.

Do meio pra frente é quase tudo alegria. Xavi, Iniesta e Xabi Alonso fazem grande Copa. Villa dispensa comentários, artilheiro, marcou gols em quase todos os jogos, homem decisivo que tem conduzido os espanhois rumo ao inédito título.

O único porém tem sido Fernando Torres. Chegou meio machucado, teve péssimas atuações, não marcou e nem fazer uma partida inteira conseguiu. Tem a confiança de todos, mas não será surpresa se pegar banco amanhã.

Essa é a Fúria, que entrou favorita e mantem seu posto, amanhã é a grande dureza, amarela de novo ou chega à final inédita?

Uruguai 2 x 3 Holanda - Competência e arbitragem levam melhor sobre a raça


No duelo entre a competente Holanda, contra a raça uruguaia, deu a escola europeia, mas um fator pesou nesta decisão, a arbitragem. Não foi um erro clamaroso, mas que mudou todo o rumo do jogo e inevitavelmente influenciou no placar final da partida.

A Laranja entrou com o time esperado. Do lado celeste, Tábarez abdicou dos três atacantes, deixou Abreu no banco, colocando Gargano pra marcar no meio. Claramente a intenção era primeiro em se defender, para depois sair para o jogo. Talvez esta cautela um tanto excessiva tenha prejudicado no mau rendimento do Uruguai hoje.

Foi um jogo pegado, nervoso, como era de se esperar, já que valia vaga na final da competição mas importante do planeta. A Holanda foi quem tomou a iniciativa durante todo o primeiro tempo, mas sem criatividade, parou por inúmeras vezes na marcação uruguaia, com os ótimos volantes Arévalo e Diego Pérez, que fizeram uma bela Copa.

Na frente, Suárez fez muita, mas muita falta. Forlán jogou mais a frente e a bola não chegava, quando ele voltava pra buscar, não tinha com quem jogar, já que Cavani ou estava impedido ou isolado na ponta.

Sem muitas chances de gol, uma boa pedida eram chutes de longa distância, e foi desse modo que os gols saíram na primeira etapa. Primeiro com Van Bronckhorst que acertou uma paulada de pé esquerdo, Muslera saltou tarde e ela foi no ângulo.

Sem criatividade, a única bola que caiu limpinha no pé do craque uruguaio Forlán também teve endereço. Chute forte, a Jabulani fez suas famosas curvas e contou com uma pequena contribuição de Stekelenburg.

Fim de um primeiro tempo que ficou devendo tecnicamente, uma Holanda que tocou, buscou espaços, mas parou na marcação, faltou inspiração para o pessoal da frente. Do lado da Celeste, faltou mais ímpeto e força ofensiva, só Forlán jogou ali.

O segundo tempo começou exatamente igual, Laranja tentando, trocando bolas, mudando de lado e sempre parando na implacável marcação latina. Antes dos 25', cada seleção teve uma grande chance. Robben perdeu com o gol aberto de um lado. Do outro, Stekelenburg se redimiu ao executar bela intervenção em batida de falta de Forlán.

Aí apareceu a arbitragem para mudar o placar. Sneijder recebeu na área, bateu pro gol Van Persie, totalmente impedido, participou da jogada, tirando o pé da frente e a bola entrou. Vantagem holandesa e erro do bandeira do Casaquistão, Bakhadyr Kochkarov.

O gol irregular abateu o Uruguai e deu força para os europeus, que precisaram de mais dois minutos para ampliar, Kuyt centrou na área e Robben marcou mais um.

Com dois gols de vantagem no marcador, menos de 20 minutos pro fim, tudo definido, correto? Não, nunca para a Celeste. Mesmo jogando mal, sem inspiração, criatividade, a raça foi persistente durante todo o tempo.

Abreu entrou, Forlán totalmente desgastado teve que sair, mas mesmo que de forma desordenada, o Uruguai tentava. A Holanda ia tocando a bola, buscando um ou outro contra-ataque, esperando o fim.

Aos 47', a esperança renasceu. Maxi Pereira diminuiu. Seria outro milagre? Depois da classificação histórica contra Gana, ainda havia dois minutos para o improvável se repetir.

Luta e tentativas não faltaram, mas infelizmente não deu. O Uruguai faz uma campanha histórica, resgata sua tradição e dá um alento de tempos melhores no futebol do país. Ainda há a chance na disputa do terceiro lugar, quem sabe um fim com ainda mais orgulho.

A Holanda não foi brilhante, mas de novo se mostrou competente e segue 100%, volta a final após 32 anos, buscando um título inédito. Espera Alemanha ou Espanha, para mais uma final europeia em Copas do Mundo.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Uruguai x Holanda - A raça latina contra a competência dos europeus


Falta pouco para o fim. Restaram apenas quatro seleções em busca do mesmo sonho, conquistar o mundo. Após dois dias de quartas de final emocionantes e muito disputadas, o sonho ficou restrito apenas a Uruguai, Holanda, Alemanha e Espanha. Algumas zebras, outras desacreditadas, e ainda favoritas, que foram deixando seus adversários pelo caminho até chegar a esta etapa.

Uruguai e Holanda fazem a primeira semi-final, nesta terça no Green Point na Cidade do Cabo e confrontam estilos bem diferentes, das duas escolas mais tradicionais do planeta, a sul-americana contra a europeia.

De um lado está a maior sensação deste Mundial. O Uruguai passou por diversos percalços até chegar a este momento. Dificuldades nas eliminatórias, classificação sofrida na repescagem e um grupo díficil na fase inicial. Soube passar por todos os obstáculos e ganhar da Coréia do Sul nas oitavas de final, após terminar em primeiro em um grupo que contava com a ânfitriã, o forte México e a poderosa França.

Famosa pela tradição no passado, a seleção Celeste tem como principais virtudes, a raça e a entrega, e foi preciso de muita dedicação no jogo que valeu esta vaga na semifinal. Em um jogo histórico, o Uruguai eliminou Gana nos penaltis.

Após empate no tempo normal, o jogo foi para a prorrogação e provocou uma das maiores emoções que o povo uruguaio já teve. Após confusão na área, Gana chutou duas bolas a gol, ambas salvas pelo centro-avante Suárez, uma delas com a mão, ocasionando a expulsão do camisa 9. No penalti, a eliminação era iminente, mas a trave ajudou.

Na disputa por penalidades, os sul-americanos foram mais competentes e contaram com toda a categoria e frieza de Abreu para, em uma cavadinha, selar a vaga entre os quatro melhores, após 40 anos

Para o jogo de terça os desfalques prometem pesar e muito contra a Celeste. O capitão Lugano sofreu uma torção no joelho e está praticamente descartado. Sorte que os reservas entraram bem sempre que necessário. Para a partida decisiva, Victorino deve ser o escolhido, já que Godín volta. Caso não, Scotti estará preparado.

Na esquerda, Fucile está suspenso. Um dos pilares da seleção, ele terá que dar lugar a Alvaro Pereira, que terá a tarefa de conter Robben. Por fim, a baixa mais sentida, Luís Suárez. O herói da classificação cumpre suspensão e deve dar lugar a Abreu, mas Oscar Tábarez ainda não definiu o substituto. A tarefa de comandar será então de Forlán, artilheiro da equipe ao lado de Luisito. O camisa 10 vem em grande fase e tem a missão de armar jogadas e fazer os gols necessários à Celeste.

Do outro lado vem a Holanda. A Laranja Mecânica está de bem com a vida. Após eliminar o Brasil, a seleção vê a chance de voltar a uma final após 32 anos e, de quebra, conquistar de forma inédita a Copa do Mundo.

Após os 100% nas Eliminatórias, a Laranja chegou a Copa com promessa de futebol bonito e espetáculo. Tudo bem que os shows não vieram, mas a seleção de Bert van Marwijk tem mostrado outra faceta, a extrema competência e objetividade.

Nenhuma vitória foi grandiosa, o maior resultado foi um 2 x 0 na estreia, mesmo assim a liderança invicta veio. Nas oitavas, outro jogo pro gasto contra a Eslováquia. Contra o Brasil, após um primeiro tempo muito ruim, a seleção deu uma acordada e só precisou de dois lances para virar a partida e garantir a vaga.

A Holanda é a única 100% neste Mundial, e para melhorar, não perde há 24 jogos, invencibilidade que dura 1 ano e 9 meses. Em setembro de 2008, a derrota para a Austrália por 2 x 1 foi o último revés.

Para as semifinais, os holandeses jogam quase completos. Apenas o volante De Jong e o lateral-direito Van Der Wiel estão suspensos. De Zeeuw e Boulahrouz devem ser os substitutos.

Na frente tudo numa boa. Kuyt, Robben, Sneijder e Van Persie são presenças mais do que confirmadas. O atleta do Arsenal ainda inspira cuidados, mas não deve ser dúvida.

Robben e Sneijder tem a missão de comandar a equipe. O camisa 11 foi muito marcado contra o Brasil e não brilhou como de costume. Sobraram espaços e Sneijder apareceu, fazendo os gols da classificação.

Assim vão Uruguai e Holanda, um jogão, confrontando dois estilos e apenas uma vaga disponível.

sábado, 3 de julho de 2010

Paraguai 0 x 1 Espanha - Com muito sofrimento, mas que estrela tem esse Villa


Foi sofrido até demais. Jogo eliminatório de Copa é sempre disputado, mas o favoritismo espanhol levava a crer em uma vitória não tão fácil, mas também sem sustos contra o Paraguai. Longe disso, o sufoco foi enorme e só nos minutos finais o gol da classificação veio, e tinha que ser do pé dele, o "largo", mas matador David Villa.

O Paraguai entrou com a dupla de destaques no banco. Barrios e Santa Cruz foram sacados. A proposta de Gerardo Martino era clara, marcar forte e no campo adversário, afim de impedir o toque de bola envolvente dos espanhois.

E foi deixando o jogo truncado que o Paraguai se mantinha satisfeito. Dificultando ao máximo a saída de bola espanhola, que tinha que rifar a pelota e dar de graça aos zagueiros.

Com o tempo os europeus foram melhorando, conseguindo mais espaços e toque de bola, até pelo cansaço da defesa adversária. Faltava objetividade, Xavi e Iniesta pouo apareceram na etapa inicial. Villa bem qe tentou, mas pela esquerda as jogadas não saíam, o camisa 7 era vigiado de perto por Verón. Fernando Torres então foi de novo péssimo. Ele vem sendo um fiasco, senão for sacado do time, ainda tem chance de desencantar.

O Paraguai até chegou ao gol no primeiro tempo, mas o assistente marcou impedimento de Cardozo. Lance bem interpretativo, já que o mesmo subiu, mas não tocou na bola que sobrou para Valdez balançar as redes. Assim terminava uma etapa inicial bem fraca, de jogo truncado e poucas chances.

E continuava da mesma forma nos primeiros minutos da etapa regulamentar, até o árbitro guatemalteca Carlos Bátrez dar uma forcinha e animar o jogo. Não foi cometendo erros absurdos, mas sim resolvendo marcar penaltis em sequencia.

No primeiro foi claro de Pique em Cardozo. O próprio camisa 7 foi para a cobrança, Casillas deu uma bela adiantada e pegou bem, já ligando o contra-ataque, que resultou em outro penalti, desta vez de Alcáraz em Villa.

O artilheiro não cobrou, deixou pra Xabi Alonso que fez, mas não valeu. Invasão e nova cobrança. Ele mudou de canto e Villar pegou. Teve outro penalti na sequencia do lance, mas o juizão preferiu não se complicar e deixou do jeito que estava.

A reviravolta ocorrida em menos de cinco minutos incendiou o jogo, que ficou mais emocionante. As posturas permaneciam as mesmas, só que a intensidade era maior. A Espanha atacava com mais perigo, enqaunto o Paraguai mantinha a forte marcação, aliada a algumas saídas boas em contra-ataque.

Quando já chegavámos a 38', o jogo parecia fadado à prorrogação. Até que uma jogadinha funcionou. Iniesta fez boa jogada individual, e deixou Pedro sozinho para fazer o gol, ele acertou a trave. No rebote a bola caiu nos pés do iluminado Villa. A bola acertou a trave de novo, mas desta vez não voltou, beijou o fundo das redes, festa e alívio espanhol no Ellis Park.

O treinador da seleção guarani resolveu mudar o jogo e ir pra cima, não tinha outro jeito. Casillas apareceu, falhou em chute de Barrios, mas se redimiu brilhantemente no rebote de Santa Cruz.

Fim de jogo, classificação da Fúria, que agora reedita a final da última Eurocopa contra a Alemanha, buscando atingir sua primeira final na história dos Mundiais.

O Paraguai sai de cabeça erguida, lutou muito, teve a chance de fazer o gol, mas falhou e perdeu o jogo em uma única bola. Só sobrou o Uruguai para representar a América do Sul.

Argentina 0 x 4 Alemanha - Totalmente humilhante hermanos, adiós!


Nem o mais otimista torcedor alemão imaginaria que fosse tão fácil. Ninguém no Green Point, na África do Sul ou em qualquer lugar do planeta sequer pensou que algo parecido fosse acontecer, mas aconteceu. A Alemanha simplesmente humilhou, trucidou, atropelou ou qualquer outro adjetivo que expresse o massacre de agora pouco sobre a Argentina.

Foi um jogo totalmente atípico, eu imaginava muitos gols, mas não saindo de um lado só. A Alemanha foi perfeita, cirúrgica e mostrou que o 4 x 1 sobre a Inglaterra não foi mera obra do acaso. É uma junção de fatores que impulsionam esta seleção a ser hoje a grande favorita. Se chegou sob desconfiança, hoje é a maior sensação do Mundial. Dá gosto de ver os germânicos jogarem.

Neste sabado, bastaram três minutos pro show começar. Bola de Schweinsteiger pra área, Müller deu leve desvio e gol alemão. Um gol no início que mudaria todo o panorama do jogo. A Argentina sentiu o gol, os europeus aproveitaram e chegavam do jeito que quisessem. A velocidade com que Müller, Schweinsteiger, Özil, Podolski e Klose articulavam as jogadas era de fazer os olhos brilharem.

Tudo bem que em determinado momento do primeiro tempo, esse ímpeto diminuiu, mas nada que fizesse o jogo mudar. A Argentina estava perdida, não conseguia de maneira alguma ultrapassar a barreira alemã. Os hermanos estavam longe da inspiração.

Messi sai do Mundial sem nenhum gol marcado. Candidato à estrela, melhor do mundo, ele sai tendo atuações até boas na 1ª fase, mas na hora do vamos ver, a coisa não andou. Ele até tentou, mas não foi o espetacular jogador que em uma bola decide, foi sumariamente anulado por Schweinteiger, Khedira & Cia.

Tevez foi outro sumido, nem a raça adiantou. Higuaín é artilheiro e só. Como a bola não chegou, assim como o camisa 9 do Brasil ontem, o hermano sequer participou do jogo.

Os europeus foram para o intervalo com a vantagem. A Argentina tinha que mudar tudo se quisesse nascer para o jogo. E até voltou melhor, arriscando, ao menos tentando, mas a defesa alemã foi fantástica, anulou tudo e ainda por cima já ia engatilhando o contra-ataque mortal.

O jogo ficava bom e bem aberto, até uma bola acabar de vez com a fatura. De Müller pra Podolski, e dele pro artilheiro Klose conferir. Mais um dele em Copas e o recorde de gols cada vez mais perto.

A Argentina acabou com esse gol. Se já estava difícil, ficou inviável, a bola continuava não chegando, as jogadas não rendiam e dá-lhe Alemanha no contra-ataque. Maradona preparava Aguero para uma tentativa final. Na hora das instruções, Schweinteiger simplesmente desmonta a defesa sozinho e deixa Friedrich na boa para fazer 3 x 0.

A facilidade com que o camisa 7 teve de entrar na defesa, não só mostrou a fragilidade da zaga, como deixou clara a situação emocional dos latinos, totalmente abatidos e entregues.

E até o fim a Alemanha seguiu jogando fácil, dando espetáculo. Ainda deu tempo do "Senhor Copa" fazer mais um. Klose recebeu na área e com toda a tranquilidade do mundo tampou, enterrou e jogou a última pá de terra no caixão argentino.

O artilheiro chega ao 14º gol na história dos Mundiais. Falta apenas um para igualar Ronaldo. Com mais dois jogos e com a bola que essa seleção tem apresentado, o Fenômeno terá que secar muito ou verá seu recorde pulverizado.

Fim de jogo, Maradona incrédulo, abatido. Ninguém imaginou que o poderoso ataque argentino fosse passar em branco e veria o que se viu na meta de Romero. A locomotiva germânica passou e de certo anotaram a placa. 7 de Schweinsteiger, 8 de Özil, 10 de Podolski, 11 de Klose e 13 de Müller. Os hermanos demorarão a esquecer estes nomes e números.

A Alemanha está novamente nas semifinais da Copa. 11ª de 15 participações, algo incrível. O adversário vem de Paraguai ou Espanha. A tradição germânica tá aí de novo e quem sabe o tetra também.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Uruguai 1 x 1 Gana (4 x 2 nos penaltis) - Quatro heróis e uma noite épica


Uruguai e Gana fizeram há pouco um dos jogos mais épicos da história das Copas. Dos que eu vi, este é de longe o mais emocionante de todos. Se não foi um primor técnico, a raça, o coração e a entrega de ambas as seleções foi algo impressionante. O Uruguai estava eliminado, mas o futebol é apaixonante por isso, provoca as mais diversas alternativas e reações. E foi assim que a Celeste saiu de uma eliminação, para a classificação histórica.

Em campo foram 120 minutos de grande equilíbrio, que ficou retratado no placar. O Uruguai comandou a primeira meia hora de jogo. Apesar do alto número de faltas, o jogo era agradável. Suárez teve duas grandes chances que Kingson evitou.

A partir dos 30', a coisa mudou de figura. Do nada a seleção latina parou e deixou Gana crescer. Em dois lances o gol quase saiu, com Vorsah e Gyan. O jogo havia mudado completamente de lado e ficou pior para os uruguaios no final da etapa inicial.

Primeiro o capitão Lugano saiu machucado, e no último lance, Muntari acertou um belo chute de fora da área, abrindo o marcador. Resultado que castigava o Uruguai pela enorme queda de rendimento.

Oscar Tábarez voltou com Lodeiro no lugar de Fernandez. Precisando correr atrás do marcador, a Celeste saía pro jogo e cedia contra-ataques para os africanos. A Jabulani, aliada à categoria de um craque ajudaram o Uruguai. Forlán bateu falta da meia esquerda, a bola fez uma curva que enganou completamente Kingson e igualou o jogo. O camisa 10 foi o primeiro herói.

Aí sim o jogo começou a ganhar ares de emoção, abertas, as duas seleções resolveram atacar e era lá e cá. A seleção sul-americana era mais perigosa, mas Gana quando chegava, sempre tinha objetividade. Boateng e Gyan tentavam de um lado. Do outro Suárez esteve bem apagado. Forlán sentiu muito o cansaço e Cavani jogou mal, acabou cedendo seu lugar à Loco Abreu.

Final da etapa regulamentar e o empate levou o jogo para mais 30 minutos de prorrogação. O primeiro tempo foi morno, as equipes até buscavam o gol, mas pouco concluíam.

No segundo a coisa ficou boa, até demais. Visivelmente o Uruguai sentiu o desgaste. Mesmo já tendo jogado uma prorrogação, Gana era muito mais inteira e dominou por completo o jogo. Quando a bola não parava na segura, mesmo que reserva, defesa uruguaia, a sorte esteve do lado. Boateng teve uma chance clara, a bola tirou tinta da trave.

Quando tudo levava a crer que teríamos penaltis, o árbitro português marcou falta do lado direito do ataque de Gana. Era a última bola do jogo. No cruzamento e após bate-rebate, Suárez salvou em cima da linha na primeira. Na segunda ele também salvou, mas foi com a mão. Expulsão do atacante e penalti pra Gana. Aos 16' da etapa final do tempo extra.

Suárez foi inteligente, era tomar o gol e ser eliminado ou cometer o penalti, ser expulso, mas ainda ter a chance de permanecer vivo. Essa foi a decisão mais acertada da vida dele.

Ele foi o segundo herói, talvez o de maior importância.

Na cobrança do penalti lá foi Gyan, confiante, para colocar Gana nas semifinais e fazer história, mas não fez. O travessão não deixou.

O estigma de raça e coração uruguaio renasceram. A eliminação mais do que evidente, havia se tornado esperança. Decisão nos penaltis para definir o classificado.

Forlán abriu a série para a Celeste, gol. Gyan de novo na marca da cal. Ele que perdeu a maior chance do mundo, bateu bem e empatou. Victorino e Appiah também não hesitaram e deixaram tudo igual de novo.

Terceira cobrança, e o zagueiro Scotti mandou no meio. 3 x 2. Eis que havia chegado a hora do terceiro herói aparcer. Na cobrança de Mensah, Muslera saltou no canto esquerdo e pegou.

Na sequencia, Maxi Pereira isolou a bola e recolocou os ganeses na disputa. Mas era dia de herois, Muslera apareceu de novo e pegou o penalti de Adiyiah.

Faltava uma bola para cada um. Sebastian "El Loco" Abreu era o responsável pela cobrança derradeira. E ele honrou muito seu apelido, com uma cavadinha de arrancar toda a respiração dos uruguaios, o camisa 13 fez o gol, garantiu a classificação e assim tornou-se o 4º herói desta história.

Fim de partida, uma classificação histórica, épica, conquistada no coração. Depois de 40 anos o Uruguai retorna às semifinais de um Mundial. Encara a Holanda na terça.

Se tecnicamente é inferior, ainda mais sem o artilheiro Suárez, todo o empenho mostrado hoje pode pesar e fazer a Celeste encarar a Laranja de igual para igual. A chance é essa.

Para Gana, o sentimento é o mais amargo possível. A vaga estava na mão, um penalti naquela hora não podia ser desperdiçado. Não é em 2010 que o continente africano chega a uma semifinal de Copa.

Com certeza Asamoah Gyan demorará a dormir tranquilo.



Holanda 2 x 1 Brasil - O sonho acabou


Foi no Nelson Mandela Bay em Port Elizabeth que o sonho do hexa caiu por terra. De um time que encheu os olhos no primeiro tempo a um bando de jogadores que não faziam nada direito na etapa final, foi assim a seleção brasileira hoje. Pecando em não matar a partida e dar duas bobeadas decisivas, a Copa acaba por aqui. Melhor para a Holanda, que chega às semifinais.

Sem Elano, Dunga continuou com Daniel Alves no time inicial. De resto nada de surpresas, Felipe Melo recuperado, jogou.


E o Brasil começou muito melhor, colocando a bola no chão e buscando jogo. Bastaram dez minutos. Felipe Melo fez o que dele se esperava, jogar bola. Em um passe sensacional, deixou Robinho livre de frente para o gol. O camisa 11 não perdoou e abriu o marcador. Gol cedo, até mesmo surpreendente e que deu todo o suporte para o mortal contra-ataque brasileiro.

As jogadas saíam naturalmente, Juan errou por pouco. No único lance em que os três homens de frente funcionaram, Robinho passou como quis pelos marcadores, Luis Fabiano deixou de calcanhar pra Kaká, que fez o certo, só não contava com a mão trocada de Stekelenburg.

Era o momento brasileiro, hora de sufocar, pressionar, a defesa holandesa é atabalhoada, qualquer lance era chute pra longe. Faltou mais qualidade na conclusão, pela bola jogada, um 2 x 0 era totalmente justo

A Holanda era totalmente infonsiva. Bem que Robben tentou sua jogadinha manjada pela direita, mas nenhuma deu certo. A marcação era boa e quando não dava na bola, botinada no camisa 11. Por querer resolver sempre sozinho a bola não chegava.

Sneijder e Van Persie também foram nulos na etapa inicial. Parando no forte sistema defensivo brasileiro, os dois pareciam meros coadjuvantes no jogo.

Para o segundo tempo, a tendência era a Laranja sair pro jogo e abrir ainda mais espaços. O Brasil precisava segurar pelo menos nos primeiros minutos, para assim enervar ainda mais o adversário.

Só que ninguém contava com uma coisa rara - erro da defesa brasileira. A falha maior pode ser creditada a Julio César. Mas como não culpar Michel Bastos que não encostou em Sneijder. A falta de comunicação entre o goleiro e Felipe Melo resultaram no gol de empate holandês, algo que não podia ter acontecido.

O gol desestabilizou por completo a seleção canarinho. Ninguém acertava mais nada. Kaká foi ridículo, de camisa 10 e maestro desta seleção, ele virou um fracassado que não mostrou ter poder de decisão.

Robinho foi outro que sentiu o jogo, do ótimo primeiro tempo a um segundo tempo acuado, medroso. Luís Fabiano jogou? Tudo bem, ele é centro-avante, a bola não chegou nele, mas o cara carrega a 9 amarelinha, no mínimo tinha que ter jogado mais.

A Holanda tomou conta do jogo, fazia o que queria. Se as jogadas de Robben não resultavam em gol, ele resolveu cavar a expulsão de Michel Bastos. Até conseguiu, faltou peito pro japonês Yuichi Nishimura expulsar o lateral. Imediatamente o lateral saiu para a entrada de Gilberto.

Não demorou muito para o castigo pela péssima atuação vir. Escanteio cobrado, desvio na primeira trave e ninguém subiu, ninguém. O "gigante" Sneijder só tocou para o gol. De que adianta ter a melhor defesa do mundo por 4 anos, se na hora do vamos ver, duas falhas cruciais culminam na eliminação.

Abalado psicologicamente, parecia que as coisas não podiam ficar piores. Não quando se tem Felipe Melo no time. Eu escrevi isso no blog antes da Copa. Uma hora ou outra o gênio explosivo iria atrapalhar. Não deu outra, um pisão maldoso em Robben e chuveiro mais cedo. Claro que não dá pra crucificar ele sozinho, mas pra que aquilo? Ainda dava pra tentar o empate, o jogo não estava perdido, ficou com a expulsão.

A Holanda passou a tocar a bola, fazer seu jogo e mostrar toda a competência que teve durante toda a Copa. De novo não foi brilhante, mas fez o que tinha que fazer.

A seleção brasileira tentou até o fim, raça e luta não faltaram, faltou sim um cara que chama a responsabilidade, definitivamente este não é Kaká.

Fim de jogo, despedida brasileira, choro, tristeza. Após 4 anos de bons resultados, uma única derrota anula tudo. Dunga já disse que depois do Mundial saíria. Hora de buscar novos ares e muita renovação nesta seleção.

Tem muita gente aí que não merece a amarelinha. A defesa que tanto foi louvada, hoje errou e feio. Continuam sendo ótimos, mas erraram. Michel Bastos pode voltar pro Lyon e agradeça a Deus por ter tido a oportunidade de atuar em Copa do Mundo, você não merecia.

Felipe Melo, o que você veste é uma camisa cinco vezes campeã do mundo. Não é qualquer coisa. Futebol não é só jogar bem, é ter cabeça, ser homem. Pisar em adversário é atitude de covarde.

Daniel Alves tem pouca culpa, mas tá vendo que não serve pra ser meia, pede pra sair, não tenta o que não tem capacidade.

Pra fechar, Kaká, Robinho e Luís Fabiano. Jogam muito, mas não decidem. Craque chama o jogo, não se omite na hora H. Que falta faz um Romário, Ronaldo, Pelé, Garrincha. Esses sim decidiam quando precisava.

De nada adianta chorar mais, é rever o que foi errado e mudar, porque em 2014 a Copa é aqui, a responsabilidade e obrigação são imensamente maiores.



quinta-feira, 1 de julho de 2010

Quartas de Final da Copa - Parte 2


Uma seleção que busca voltar às semifinais da Copa após 40 anos. A outra tenta ser a primeira do continente a atingir um dos quatro primeiros lugares. São com estes ingredientes que Uruguai e Gana se enfrentam nesta sexta.

A Celeste teve muitos problemas em sua caminhada até a África. Passou pela repescagem em um sufoco danado contra a Costa Rica. Vê seu campeonato nacional em ruínas, revelando cada vez menos. Por fim, a pouca competitividade da própria seleção nos últimos anos a credenciou a entrar só pra participar.

Mas o futebol prega surpresas, e essa foi boa. Bicampeã em 30 e 50, a seleção vem jogado bem e atingiu esta fase. Oscar Tábarez é um dos principais responsáveis.

O Uruguai estreiou mal contra a França. Um 0 x 0 muito chato. O treinador viu que a coisa não tava boa e resolveu mudar. O 4-4-2 virou 4-3-3, o astro Diego Forlán virou meia, posição pouco habitual a que ele joga. Loucura não? Na teoria sim, mas não é que deu certo e o Uruguai desandou a jogar bem. Vitória sensacional sobre os ânfitriões por 3 x 0 e a confirmação da liderança ao vencer o México, mostraram que a seleção latina não estava para brincadeira.

Nas oitavas, um confronto duro contra a Coréia do Sul. Brilhou a estrela de Suárez, o artilheiro garantiu a Celeste nas quartas após 40 anos.

A defesa é trunfo desta seleção. Sofreu só um gol. A dupla Godín e Lugano funcionaram. Amanhã o primeiro não joga, mas Victorino estará ao lado do capitão e não se perde muito.

As laterais meio que se complementam. Maxi Pereira apoia bem, enquanto Fucile é marcador implacável. Os volantões Diego Perez e Arevalo também combatem forte os adversários, garantia de segurança.

Fernandez substitui Álvaro Pereira amanhã. Aí mora o perigo, a qualidade cai muito.

Na frente as coisas tem ido bem. Cavani atua pela ponta e ajuda a recompor. Forlán tem sido peça fundamental no novo esquema, craque se adapta a qualquer situação. Suárez é o homem-gol, tem 3 tentos e é a esperança de bola na rede da seleção celeste.



Do lado oposto, Gana busca a façanha inédita de colocar o continente africano entre os melhores. Igualada à Camarões de 90 e Senegal de 2002, falta esse passo a mais.

A seleção caiu em um grupo complicado. Bateu a Sérvia na estreia, mas sem brilhar. Contra a Austrália só empatou, mesmo atuando com um a menos por mais de 70 minutos.

Contra a poderosa Alemanha não teve jeito, derrota. O resultado da outra partida ajudou e os ganeses garantiram vaga. Nas oitavas embate duríssimo contra os Estados Unidos, decidido apenas na prorrogação.

Destaques desta seleção são diversos. O goleiro Kingson foi um dos melhores até agora. A defesa dá suas bobeiras, bom ficar ligado. No meio Ayew e Boateng tem jogado bem, são os homens incumbidos de fazer a bola chegar a Asamoah Gyan, o matador.

Autor de três gols, o atacante é peça chave no esquema e grande esperança. Vem embalado e quer chegar a artilharia.

Em busca de metas históricas chegam Uruguai e Gana. Outro jogo que promete, escola latina contra africana. Promessa de bom futebol.











Crédito da imagem: Rogério Espósito - http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=fpp&uid=1837328856704540841

Quartas de Final da Copa - Parte 1


Sobraram apenas oito seleções, a três jogos de atingir o ápice do futebol mundial. Nesta sexta e sábado o mundo vai parar, vidrado na África do Sul, a espera de grandes jogos e muita bola na rede.

Para isso, faremos um breve preview dos quatro jogos. Começando hoje com Holanda x Brasil e Uruguai x Gana, jogos desta sexta feira. Amanhã um pouco de Argentina x Alemanha e Paraguai x Espanha.

Holanda e Brasil gostam de um confronto decisivo em Copas. Este já é o quarto. O retrospecto é favorável ao Brasil, 2 x 1. Mas nada de favoritismo nesta sexta feira, tudo em aberto, um jogo que promete ser dos mais épicos e emocionantes deste mundial.

A Holanda chegou à este mundial da África rodeada de expectativa, vitórias marcantes, invencibilidade nas Eliminatórias, além de craques de renome, como Sneijder, Robben e Van Persie. O futebol não tem sido dos esperados, mas a incrível competência tem sido fator determinante.

Na 1ª fase, vitórias sobre Dinamarca, Japão e Camarões. Nenhum espetáculo, o resultado foi pro gasto, o que garantiu os 100%. Robben não atuou nas duas primeiras partidas, coube a Sneijder a tarefa de comandar a Laranja.

Nas oitavas de final, time completo desde o início. Outra atuação bem abaixo do esperado e uma vitória sems sustos sobre a Eslováquia. Amanhã o adversário é de peso, renome e vai ser preciso muito mais bola do que já foi mostrado.

Os holandeses vão jogar completos, nenhum desfalque. A defesa vem bem, sofre poucos gols e tem tido segurança com Stekelenburg na meta. De Jong é o cão de guarda, marca bem o meia adversário e tem uma saída de jogo razoável. As laterais são um problema. Van Der Wiel apoia mal e marca com dificuldades pela direita. Van Bronckhorst é o capitão, tem experiência, mas não é dos melhores pelo lado esquerdo.

A esperança então é do meio pra frente. Van Bommel na saída de bola, Sneijder, Kuyt, Robben e Van Persie comandam o poder ofensivo tudo e podem desequilibrar.

Sneijder é o cerébro da equipe, camisa 10. O craque da Internazionale faz como poucos a função de armador, olho vivo nele.

Nas pontas, Kuyt e Robben são multi tarefas. Fecham o meio formando um 4-5-1 sem a bola, e dão suporte ao ataque quando a pelota está com os holandeses.

Robben é um caso especial, dono de uma jogada peculiar. Ele fica lá na ponta direita. Quando a bola vem, é puxar pro meio e bater seco de esquerda no canto. É manjada, mas dá certo.

O ponto fraco fica mesmo na defesa, que embora tenha sofrido poucos gol, não é das melhores também, ali pode ser o caminho.


Agora o Brasil. Pentacampeão, participante de todas as Copas, a seleção busca retomar a hegemonia.

A era Dunga é cheia de desconfianças, mas uma visão racional nos números deixa claro. A campanha é muito boa. Campeão da Copa América, da Copa das Confederações e líder das eliminatórias, além de bater grandes rivais durante estes quatro anos.

Nesta Copa, muito olho torto pelas ausências de Ronaldinho, Ganso, Neymar. O sorteio determinou o grupo da morte. Mas os obstáculos foram sendo vencidos de maneira até tranquila. A estreia contra a Coréia do Norte foi de dar caláfrios.

Porém bastou uma vitória fácil e a classificação antecipada contra a Costa do Marfim para o otimismo reacender. Contra Portugal o jogo foi morno até demais, mas já que não valia nada, bola pra frente.

Nas oitavas outra vitória convincente, 3 x 0 impiedoso no Chile.

Os destaques canarinhos são dois. A defesa segura e o mortal contra-ataque.

Julio César, Maicon, Lúcio, Juan e Michel Bastos - embora ainda contestado - formam o pilar dessa equipe. Dificilmente passa alguma coisa por ali. Juan e Lucio formam uma das melhores duplas de zaga do mundo, senão a melhor. Apoiados pelo melhor goleiro e lateral direito do planeta, é fácil destacar esse sistema defensivo.

No meio de campo alguns prós e contras. Gilberto Silva tem atuado muito bem na proteção da zaga. Felipe Melo ainda é dúvida. Se jogar, bom pela qualidade do passe, mas dá um medo do temperamento ultra-esquentado do camisa 5. Qualquer besteira é expulsão. Caso Josué entre, a qualidade cai, mas nada de assustador.

Daniel Alves ocupa a vaga de Elano. Em dois jogos ainda não mostrou qualidade atuando na meia. Suas esperadas dobradinhas com Maicon não aconteceram. Ainda é uma arma forte, sem dúvida, resta aparecer.

Na frente, a esperança é grande. Kaká, Robinho e Luís Fabiano. Os três inspirados cometem estragos. Kaká ainda não mostrou plenitude física, mas subiu de produção nas oitavas. É das arrancadas e jogadas mágicas do camisa 10 que sai jogo.

Robinho tem jogado bem, tanto técnica quanto taticamente. Ora dribla, abre espaços e principalmente, chama atenção dos marcadores.

Luís Fabiano é o matador nato, sobrou ele guarda. Fora isso, os três ainda comandam o contra-ataque mais letal do mundo.

Na era Dunga ele tem sido arma importantíssima. Quando a bola é retomada e sai em velocidade, não tem quem pegue. O 2º go contra o Chile é prova disso. Bola passando pelos três e gol. Ali é o caminho para o Brasil, ainda mais contra uma seleção ofensiva, que sai muito para o jogo.

O medo brasileiro é pela esquerda da defesa, Robben contra Michel Bastos. Os volantes e Juan terão trabalho, mas detendo ali, o jogo fica muito a mercê do Brasil

Este é Holanda x Brasil. Jogaço, vale vaga nas semi finais e promete muita emoção.










Crédito da imagem: Rogério Espósito - http://www.orkut.com.br/Main#Profile?rl=fpp&uid=1837328856704540841

terça-feira, 29 de junho de 2010

Espanha 1 x 0 Portugal - Espanhóis estão nas quartas


Deu Fúria!

Os portugueses foram a oitava a equipe a provar o sabor amargo da desclassificação em oitavas de final, nesta Copa de 2010. Que o diga o goleirão português Eduardo, não é não, colega? Operou milagres durante toda a partida, mas faltou realizar um: Aos 17' do segundo tempo, quando o atacante espanhol Villas, fez o gol que veio a ser o único da partida. Deu Espanha.


Agora os "furiosos" pegam o embalado Paraguai no sábado, ás 15h30 no Ellis Park, em Joanesburgo. Mais um belo confronto reservado para a próxima fase.

Domínio espanhol. Cristiano e equipe portuguesa, apagados



O ínicio e o desenrolar da partida foram muito do que os dois times apresentaram durante a primeira fase do mundial: Portugal na defensiva; Espanha - mesmo que não no auge do brilhantismo - mostrando técnica e jogadores que podem desequilibrar a qualquer momento. Seguindo a lógica, foi ataque contra defesa. Assim, já dizia o ditado que "água mole em pedra dura, tanto bate até que fura".

O time espanhol logo foi para cima do adversário. Três chutes ao gol, com 6' de jogo. O goleiro, como já comentado, foi bem nestes e vários outros lances, e fez a defesa. Inibida, a seleção de Portugal não conseguia jogar. Cristiano Ronaldo fez partida apática, e não desencantou na Copa. Chegou apontado como um dos possíveis craques. Não foi, nem de perto, o esperado.

 Sua equipe ainda deu um ou dois chutes que exigiram esforço para a defesa do excelente Cassillas, mas não passou disso. Final da etapa inicial, com Espanha tocando a bola, esperando uma boa oportunidade e Portugal, só esperando na defensiva, a chance de contra -atacar.

Impedido - milimetricamente - Villa marca e garante o triunfo



Na segunda etapa, os espanhóis voltaram melhor para o jogo. Só tocando a bola, em busca do momento certo, tinham a frente um adversário muito recuado, pro que se tratava de um jogo de mata-mata. Até que estes tiveram boa chance pelo lado esquerdo aos 6' , mas Puyol desviou a bola no meio do caminho. Meio que estagnadas, as equipes sofreram alterações simultaneamente, aos 13' .

Pelo lado espanhol saiu Torres, e entrou o esforçado Llorente. Pelo lado português, saiu Hugo Almeida, e entrou Danny. A mudança trouxe resultado positivo pro time europeu de vermelho e azul.

Llorente, em sua primeira participação, perde gol aos 14', graças a mais uma das defesas-milagre de Eduardo. Logo em seguida, Villa, na entrada da área de perna esquerda tentou, mas a bola não entrou. De tanto insistir, finalmente saiu o gol espanhol.

Aos 17', linda troca de passes da fúria, maravilhoso toque de calcanhar de Xavi e finalização de Villa, um dos melhores em campo. Foi impedido, milimetricamente, mas foi gol. O goleirão português, meio que prevendo o que o gol significaria, até fez cara de choro. Espanha 1 x 0.

A partir daí, a Espanha só administrou, mas se mostrou muito bem tecnicamente. Bem posicionada, a equipe não se expôs, e também marcava a saída de bola portuguesa. Pelo outro lado, tentativas quase inexistentes do time do astro Cristiano Ronaldo.

Entendo que houve grande falha de Portugal nesse aspecto, pois não criaram, e nem acionaram o seu grande jogador, que mesmo apagado, poderia ter desequilibrado. Assim, ficou fácil para a equipe espanhola, que trocando passes com muita competência, viu o tempo passar e o resultado se assegurar.

 A equipe lusa ainda teve um jogador expulso. Ricardo Costa, camisa 21 de sua equipe, bateu o jogo inteiro. Foi o popularmente conhecido "cavalo" em campo. Demorou, mais o castigo veio no final do jogo. Vemelho nele. Fim de jogo, e tarde de fúria.

Aí vem o grande teste para a seleção paraguaia...

Paraguai 0 x 0 Japão (5 x 3 nos penaltis) - Domínio sul-americano


Pela primeira vez na história dos mundiais, a América do Sul coloca quatro representantes nas quartas de final da Copa do Mundo. Depois de Uruguai, Argentina e Brasil, hoje foi a vez do Paraguai garantir sua vaga após bater o Japão na disputa de penalidades.

Surpresas desse Mundial, o Paraguai por desbancar a Itália e o Japão por se classificar em um grupo de Camarões e Dinamarca, ambos prometiam um jogo bom nesta terça feira. Mas tecnicamente a partida foi muito fraca, ao menos sobrou emoção nos penaltis.

O jogo foi extremamente equilibrado, por quase todo o tempo. Chances claras foram poucas, as melhores saíram em sequencia. Por volta dos 20' da primeira etapa, Barrios obrigou Kawashima a fazer boa defesa. Do outro lado, Matsui explodiu o travessão paraguaio.

O Paraguai quis esboçar uma pressão, tocou mais a bola no ataque, porém sem eficiência e logo o Japão igualou a partida novamente, deixando o jogo carente de bons lances.

O segundo tempo foi ainda pior. Maçante, sem emoção, mostrou ser de longe o pior desta fase de mata-mata. Os treinadores Gerardo Martino e Takeshi Okada até tentaram alterar a postura das equipes, mas não deu resultado.

O Paraguai tinha 3 atacantes, mas faltava um homem de ligação, o cara que faria a bola chegar à frente. Por vezes, tanto Santa Cruz quanto Valdez, buscavam o jogo e limitavam a força ofensiva da seleção guarani.

Os orientais não contaram com a inspiração de Endo e Honda. Faltou muita bola aos destaques japoneses.

Com o fim do tempo regulamentar chegando, a cautela tomou conta da partida. Ressabiados por atacar e correrem o risco de tomar o gol, ambas as seleções forçaram pouco e não assustaram.

Fim da partida, mais 30 minutos de prorrogação pela frente. No tempo extra o jogo ganhou em emoção e melhorou um pouquinho. Kawashima fez bela intervenção em lance de Valdez, enquanto Tamada fez bela tabela com Okasaki, mas não cruzou para ninguém.

O jogo seguiu pegado, durante os 120 minutos foram cinquenta e cinco faltas, número extremamente alto para uma Copa.

O tempo passou, ninguém marcou e a decisão da vaga ficou para a marca da cal. Hora de alguém se classificar.

O Paraguai abriu a série, Barreto marcou. Endo empatou. Barrios bateu mal, mas fez. Kawashima quase pegou. Na sequencia o capitão Hasebe fez.

A terceira cobrança foi de Riveros, muito tranquilo, 3 x 2. Na cobrança de Komano, o único erro. O lateral bateu forte e mandou no travessão, fazendo os sul-americanos abrirem vantagem.

Valdez e Honda converteram a quarta cobrança das seleções. A bola do jogo ficou no pé de Oscár Cardozo. Sem nervosismo, ele cobrou bem e selou a vaga. 5 x 3 para o Paraguai.

Com o resultado temos quatro seleções da Conmebol nas quartas de final. Pela 1ª vez, o número é maior do que de europeus. A seleção guarani espera Portugal ou Espanha. E há a chance dos quatro sul-americanos fazerem as semi finais.
 

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