Ricardo Gomes se equivocou nnovamente na escalação, contra um time totalmente retrancado, jogar sem uma referência na área é complicado, tanto é que a suposta velocidade de Marlos, Fernandinho e Dagoberto não deram em nada no primeiro tempo, a melhor chance do São Paulo veio com Rodrigo Souto , que cabeceou na trave, após escanteio. O time tentava entrar na área adversária, mas faltava qualidade para furar a retranca armada. O time peruano se preocupava apenas em se defender, eram raríssimos os momentos em que aparecia no campo de ataque, fazendo com que Rogério Ceni fosse um mero espectador da partida.
O tempo passava, o gol não saía, a torcida ficava cada vez mais impaciente e nervosa, o time perdia gols imperdíveis, como o de Marlos, que de frente para o gol acertou a trave e Washington que também perdeu na cara do goleiro. O Universitário ia fazendo seu jogo, levar para os penaltis era sensacional e, após o apito de Carlos Torres, viriam as temidas penalidades máximas. E era embaixo de vaias que o time tricolor se prepararia para as cobranças.
Ramires abriu a contagem para os peruanos. Rogério Ceni bateu mal, Llontop pegou e a tensão que já era grande, se multiplicou no Morumbi. Aí foi a hora do camisa 01 aparecer, com os pés pegou a cobrança de Alva.
Hernanes com muita frieza e categoria, colocou a bola no ângulo, empatando tudo. Hora do ídolo são paulino aparecer de novo, de capitão para capitão, Galván bateu, Ceni voou para espalmar e fazer vibrar os mais de 43 mil presentes no Cícero Pompeu de Toledo.
Classificação garantida, o São Paulo espera Nacional e Cruzeiro nas quartas, o sonho do tetra continua.

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